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12.01.2014

CONVENTO DO CARMO

          Os primeiros carmelitas chegaram ao Rio de Janeiro em 1589. Em frente à área onde hoje fica a Praça XV de Novembro existia a pequena Capela de Nossa Senhora do Ó, doada aos carmelitas, que logo a transformaram na capela da Ordem do Carmo. Em 1611 eles receberam o terreno ao lado da capela e começaram a construção do Convento do Carmo que, como toda obra de igreja, demorou bastante. Embora tenha sido inaugurado em 1619, somente no século XVIII foi que o convento recebeu seu terceiro andar, ficando com a configuração que temos hoje - embora sua fachada tenha passado por diversas restaurações. No século XIX, por exemplo, a sua estrutura lateral foi demolida para a abertura da Rua do Cano, atual Rua 7 de setembro.


          Quando a Família Real chegou ao Rio de Janeiro, em 1808, fugindo das tropas de Napoleão, o Convento, assim como as principais residências da cidade, públicas e particulares, foi requisitado para servir de residência à Rainha Maria I, que já estava louca. Foi construído então um passadiço ligando o convento ao Paço Real (atual Paço Imperial), sede do poder na época exercido pelo príncipe regente D. João, filho de Maria I. Os carmelitas foram transferidos para outros conventos da cidade. Também no convento foram abrigados os livros trazidos pela Família Real e que dariam origem, no Rio de Janeiro, ao acervo da Biblioteca Nacional.



          Tombado pelo Iphan, o antigo Convento do Carmo está hoje sob a tutela da Secretaria de Estado de Cultura, mas sem nenhum utilização, funcionando apenas como depósito de quinquilharias. Apesar de tudo ele permanece como um dos mais fortes símbolos do Rio de Janeiro colonial, indiferente ao trânsito intenso da Rua Primeiro de Março, a antiga Rua Direita.

* (Fotos tiradas por Ronaldo Morais - que colaborou neste artigo - em 1985)

MEUS LIVROS:

- O Velho Oeste Carioca, volumes I e II (Ibis Libris)
- Fragmentos do Rio Antigo (Edital)
- A invasão francesa do Brasil -o corsário Du Clerc ataca o Rio de Janeiro por Guaratiba (Edital)
- A rebelião dos sinais (Edital)
- Manual do Serrote (Edital)
- O Peão Poeta (Edital)


2 comentários:

História disse...

Olá, Mansur!

Boa tarde!

O Antigo Convento do Carmo está hoje sob a tutela administrativa da Secretaria de Estado de Cultura. Porém, encontra-se fechado e abandonado, sem uso e sendo utilizado como depósito de quinquilharias. Há um projeto de restauração, mas que ainda não saiu do papel e não vai sair tão cedo, uma vez que já está findando a atual gestão da SEC-RJ e não sabemos o que acontecerá a partir de janeiro próximo, pois deve haver corte no orçamento das secretarias estaduais.

Abraços,

JOÃO DO RIO
AMIGOS DO PATRIMÔNIO CULTURAL

André Luis Mansur disse...

Obrigado pelas informações, Clarindo. Vou atualizar. Abração!