<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393</id><updated>2012-01-31T04:32:09.388-08:00</updated><title type='text'>Emendas e Sonetos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>145</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-9039330181370572638</id><published>2012-01-23T04:18:00.000-08:00</published><updated>2012-01-23T04:21:29.867-08:00</updated><title type='text'>RESENHA EM O GLOBO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZMqQNA3T9kg/Tx1Qwxk2-kI/AAAAAAAAAMk/wy9p79Vx-q8/s1600/f535ae19-8647-4428-bb6d-d449e813ee39.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 126px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZMqQNA3T9kg/Tx1Qwxk2-kI/AAAAAAAAAMk/wy9p79Vx-q8/s200/f535ae19-8647-4428-bb6d-d449e813ee39.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700801502192794178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Resenha de 'O velho oeste carioca - volume II', de André Luis Mansur - Jornal O Globo, caderno Prosa &amp; Verso (versão online) - 23/01/2012 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O velho oeste carioca, volume II — Mais histórias da ocupação da Zona Oeste do Rio de Janeiro, de André Luis Mansur. Editora Ibis Libris, 106 páginas. R$ 30 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por Elias Fajardo *&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro, a Zona Sul e mesmo a Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro têm sido cantados em prosa e verso, mas a Zona Oeste não tem merecido a mesma atenção. Daí o interesse em torno do segundo volume desta obra do jornalista André Luis Mansur, que resgata parte do passado da região que vai de Deodoro a Sepetiba através de uma pesquisa bem realizada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor recupera fatos e textos prosaicos em torno do cotidiano da época, como a cartilha que relaciona as obrigações dos condutores de veículos e que recomendava não só tratar com polidez os passageiros, mas também obrigava as carroças puxadas por cavalos a não dar fuga a criminosos, a não maltratar os animais e, principalmente, a “parar o veículo para dar passagem ao carro do Presidente da República, em qualquer ocasião”. Neste cenário vão surgindo personagens como o chefe da estação de trem de Campo Grande, que costumava dizer aos netos: “Hoje vamos brincar de liberdade!”. Eles paravam diante dos táxis estacionados e perguntavam aos motoristas: “Está livre?”. Se a resposta era positiva, o velho e seus netos gritavam: “Então, viva a liberdade!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa obra como esta não poderia faltar o futebol, presente através de histórias do Bangu e do Campo Grande Atlético Clube. Entre os personagens podemos citar Dario, o Dadá Maravilha, jogador do Campo Grande que se notabilizou não só pelas suas jogadas, mas pelas frases de efeito, entre elas a seguinte: “Não me venham com a problemática, porque tenho a solucionática”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos capítulos que tratam da chamada história oficial, destacam-se as peripécias da família real, que transformou a antiga sede da fazenda dos jesuítas em Santa Cruz num palácio de verão frequentado pelos imperadores e pela nobreza. O imperador D. Pedro I, por exemplo, quando criança organizava ali exércitos de meninos escravos armados com espadas de madeira para se divertir. Já adulto, indignado com uma carta que ofendia sua amante, a Marquesa dos Santos (e que havia sido escrita pelo próprio marido da Marquesa!), D. Pedro montou seu cavalo, atravessou a galope, numa madrugada de tempestade, a Estrada Real até a fazenda de Santa Cruz, onde, num gesto teatral, deu uma chicotada no rosto do marido da Marquesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a Princesa Isabel, filha de D. Pedro II, acompanhada de seu marido, o Conde D’Eu, também costumava frequentar Santa Cruz, onde organizava bailes e saraus. Aliás, o ensino de música na fazenda começou por volta do século XVII, ainda no tempo dos jesuítas, que criaram uma orquestra e um coro dedicados à música sacra. Os escravos mais talentosos praticavam até oito horas por dia, o que, de algum modo, os liberava dos trabalhos mais pesados. Os rapazes tocavam instrumentos e as moças cantavam. Neste cenário destacou-se o mulato padre José Maurício Nunes Garcia, que tocava cravo, compôs mais de 400 peças musicais sacras e profanas e teria sido um dos fundadores do conservatório de Santa Cruz. O compositor austríaco Sigismund Neukomm, discípulo de Haydn, que veio ao Brasil com a Missão Artística Francesa de 1816, chegou a afirmar que não havia no mundo um improvisador como José Maurício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda a obra, há um tom nostálgico em torno de um passado que não volta mais, em que a água do mar e dos rios era limpa, a Mata Atlântica ainda não tinha sido dizimada, havia animais silvestres em abundância e o trem era um meio de transporte que deixou saudades. O antigo ramal de Mangaratiba, por exemplo, chegou até a ser homenageado por um xote pouco conhecido dos mestres Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, cuja letra dizia: “Adeus Alegre, Paquetá, adeus Guaíba/ Este fim de semana vai ser em Mangaratiba/ Lá tem banana, tem palmito e tem caqui./ E quando faz lua, tem violão e parati”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O volume termina com um capítulo dedicado à artista visual inglesa Maria Graham, que foi preceptora da princesa brasileira Maria da Glória e, desejosa de ver de perto a natureza e a vida brasileiras, empreendeu em 1823 uma viagem à Zona Oeste, acompanhada por um pajem negro e um amigo inglês devidamente armado. Além de belos desenhos e aquarelas sobre a região, a inglesa deixou também minuciosas descrições em seu diário sobre a Fazenda dos Afonsos, onde se hospedou, que então empregava 180 escravos como lavradores e produzia açúcar e aguardente em abundância. Estas anotações deixam entrever a crueldade da escravatura: os fazendeiros preferiam contratar negros livres, pois no caso da morte de um deles na labuta da floresta, eram obrigados a pagar apenas uma pequena indenização. Já se morresse um escravo de propriedade de um dos próprios fazendeiros, o prejuízo era grande, pois um escravo valia muito naquela época. À noite, foi-lhe enviada uma escrava para lavar-lhe os pés, mas Maria Graham protestou dizendo “que nunca permitiria que ninguém me fizesse isso, ou me ajudasse a despir em qualquer tempo.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Elias Fajardo é jornalista e escritor, autor do romance “Ser tão menino” (7Letras)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-9039330181370572638?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/9039330181370572638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=9039330181370572638' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/9039330181370572638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/9039330181370572638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2012/01/resenha-em-o-globo.html' title='&lt;strong&gt;RESENHA EM O GLOBO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ZMqQNA3T9kg/Tx1Qwxk2-kI/AAAAAAAAAMk/wy9p79Vx-q8/s72-c/f535ae19-8647-4428-bb6d-d449e813ee39.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-5306977989897404368</id><published>2011-09-27T13:59:00.000-07:00</published><updated>2011-09-27T14:58:05.687-07:00</updated><title type='text'>SILHUETA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nsHsQ0uDS38/ToJAMER2i6I/AAAAAAAAAME/TqGLvaI7FdY/s1600/capoeira_png%255B1%255D.PNG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-nsHsQ0uDS38/ToJAMER2i6I/AAAAAAAAAME/TqGLvaI7FdY/s200/capoeira_png%255B1%255D.PNG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657154657981991842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parada no tempo, por um breve momento sentiu um espanto,&lt;br /&gt;se não tanto, pelo menos a profunda percepção de&lt;br /&gt;que o mundo girava à sua volta e levava embora todos os sentimentos,&lt;br /&gt;desde os mais íntimos desejos&lt;br /&gt;às mais cordiais saudações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse instante, abriu-se uma fenda sob seus pés e &lt;br /&gt;buscou o ar que faltava &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que a notassem,&lt;br /&gt;conseguiu firmá-los em um ponto imaginário&lt;br /&gt;de terra firme e pedregosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina no canto esperou que as formas se&lt;br /&gt;mostrassem na penumbra do &lt;br /&gt;por do sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas elas se apresentaram como um espelho, &lt;br /&gt;no qual a menina se viu com toda a sua personalidade estampada &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E gostou do que viu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Agradeço a Tatiane Schneider pela foto tirada numa bela tarde de família reunida na praia de São Francisco, em Niterói. Na praia banhada pelas águas calmas da Baía de Guanabara, Caroline Schneider e a menina Isabella ao fundo.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-5306977989897404368?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/5306977989897404368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=5306977989897404368' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5306977989897404368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5306977989897404368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2011/09/blog-post_27.html' title='&lt;strong&gt;SILHUETA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-nsHsQ0uDS38/ToJAMER2i6I/AAAAAAAAAME/TqGLvaI7FdY/s72-c/capoeira_png%255B1%255D.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-516973001152209520</id><published>2011-09-04T05:26:00.000-07:00</published><updated>2011-09-04T05:42:24.209-07:00</updated><title type='text'>O VELHO OESTE CARIOCA VOL. II</title><content type='html'>&lt;a href="http://imagens.travessa.com.br/livro/GR/f5/f535ae19-8647-4428-bb6d-d449e813ee39.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 477px;" src="http://imagens.travessa.com.br/livro/GR/f5/f535ae19-8647-4428-bb6d-d449e813ee39.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Amigos, no próximo sábado, dia 10, estarei na Bienal do Livro, no Riocentro, autografando meu novo livro, "O Velho Oeste Carioca vol. II (ed. Ibis Libris), das 13h às 15h30, no estande da Singular Digital. O lançamento, digamos, oficial, será no dia 22 na livraria República do Bardo, em Copacabana, mas quando estiver mais perto eu mando um lembrete. Abraços a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinopse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo volume de "O Velho Oeste Carioca" continuo a contar mais histórias do passado da região do Rio de Janeiro que vai dos bairros de Deodoro a Sepetiba. Desta vez, mesclando a pesquisa documental com a tradição oral dos moradores da região, que falam, com saudade, dos bondes que iam de Campo Grande a Guaratiba e ao Rio da Prata, do ramal de Mangaratiba com seu trem “macaquinho”, dos muitos cinemas que desapareceram, da época em que as praias de Pedra de Guaratiba e Sepetiba eram limpas, e do modo de vida rural que prevaleceu na região até há algumas décadas, quando os agricultores recebiam o dinheiro das colheitas no Café e Bar do Lavrador, e faziam todo ano a eleição da Rainha da Lavoura. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-516973001152209520?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/516973001152209520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=516973001152209520' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/516973001152209520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/516973001152209520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2011/09/o-velho-oeste-carioca-vol-ii.html' title='&lt;strong&gt;O VELHO OESTE CARIOCA VOL. II&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-2186188274484887046</id><published>2011-08-04T09:03:00.001-07:00</published><updated>2011-08-04T09:19:15.620-07:00</updated><title type='text'>CARTA PARA A MÃE</title><content type='html'>&lt;em&gt;Qual a sensação de se chegar à idade em que a mãe morreu?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei, enfim, à idade em que minha mãe Lucy morreu, aos 42 anos, no hoje bem distante 1º de fevereiro de 1981. Aos 11 anos, recebia a notícia, de forma fria e seca, de uma tia-avó, sintetizada numa frase: "Morreu". Para mim, aquilo soou como o fim de uma era, algo estranho e misterioso que se iniciava e que estava preso a uma aura de sofrimento, vide o choro compulsivo de minha avó no sofá da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca parei para pensar em como seria quando chegasse à idade em que ela partiu. Achava que uma emoção inesperada tomaria conta de mim quando passasse a ver o mundo da idade dela, principalmente porque 42 anos, para um garoto de 11 anos, e numa época em que a expectativa de vida era menor, parecia muito tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao me colocar na idade dela desde o último dia 3 de agosto, um dia frio e chuvoso, passei a sentir sua presença de forma viva, quase reconfortante. Como se aquele domingo ensolarado de verão voltasse de forma mais iluminada, sem a sombra amarga da morte, sem frases frias e sofridas, sem o olhar piedoso dos vizinhos, sem a chegada triste e contida de meu pai, e sem, principalmente, a sensação de que o tempo não me daria chance a um recomeço. Mas ele sempre dá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-2186188274484887046?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/2186188274484887046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=2186188274484887046' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/2186188274484887046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/2186188274484887046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2011/08/carta-para-mae.html' title='&lt;strong&gt;CARTA PARA A MÃE&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-2026505646935133320</id><published>2011-07-04T05:24:00.000-07:00</published><updated>2011-07-05T06:34:23.655-07:00</updated><title type='text'>DIÁLOGO PRÉ-GOOGLE</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_2vKMl8k_yI/ThGzdBow3BI/AAAAAAAAAIo/xvo285ePevU/s1600/redacao_antiga.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 146px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-_2vKMl8k_yI/ThGzdBow3BI/AAAAAAAAAIo/xvo285ePevU/s200/redacao_antiga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625474720799448082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dois jornalistas conversavam altas horas numa redação quando a internet era apenas um sonho distante...&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico imaginando um diálogo entre dois jornalistas numa redação pelo menos 20 e poucos anos atrás. Eles estão prestes a fechar a matéria principal do caderno cultural de domingo, mas de repente pintou a dúvida sobre a cidade em que o personagem principal nasceu. Os dois, já na madrugada de sexta para sábado, no chamado pescoção, com a vista cansada, as articulações doídas, o saco cheio de ficarem o dia inteiro na redação e saberem que naquele momento os bares estavam repletos de gente relaxada e feliz, começam a sonhar com o futuro até aquele momento improvável enquanto se dirigem ao arquivo do jornal para remexerem papéis empoeirados.&lt;br /&gt;- Rapaz, estava pensando aqui...&lt;br /&gt;- O quê? - pergunta o outro, comendo um sanduíche de mortadela já meio passado que comprou na padaria da esquina algumas horas antes.&lt;br /&gt;- Bem que a gente podia ter uma máquina que era só apertar um botão e aparecia a informação que a gente queria.&lt;br /&gt;- Como é que é? - o outro quase engasga com o miolo do pão. &lt;br /&gt;- É, uma máquina em que a gente apertasse o botão e ela dissesse o que a gente perguntasse. Aqui, por exemplo - eles chegam ao arquivo e abrem a pesada porta. Poderíamos saber a cidade onde esse cara nasceu, não só a cidade, como a aldeia, a vila, sei lá o quê, até o lugar onde ele comprava o pão com mortadela dele. Aproveita e me dá um pedaço aí.&lt;br /&gt;- Cara, você não está bem não, né? Deve ser o pescoção, que deixa todo mundo meio doido. Você está cheio de olheiras. Máquina que tira qualquer dúvida apertando um botão...era só o que faltava. Toma o seu pedaço, acho que você está é com fome. E vamos terminar logo isso que eu ainda quero tomar uma cerveja lá no Galeto.&lt;br /&gt;Começam a remexer os papéis, acham matérias antigas e depois de uns 20 minutos e muitos espirros, descobrem a cidade natal do protagonista da matéria.&lt;br /&gt;- Viu? 20 minutos que levamos. Com essa máquina, a gente iria resolver tudo rapidinho, em um minuto.&lt;br /&gt;- Você ainda tá nessa, é? Olha, sonhar não custa nada, já dizia o Paulinho Mocidade, mas sabe o que iria acontecer se essa máquina aparecesse um dia?&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Nossos patrões iriam arrumar muito mais trabalho pra gente. Como tudo seria mais rápido, em vez de uma matéria dominical, a gente teria que fazer duas, ou até três, por isso, sabe o que eu acho?&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- É melhor deixar quieto. Toma, mata aí.&lt;br /&gt;O colega pega o último pedaço de pão e, meio desalentado, confirma.&lt;br /&gt;- É, acho que você tem razão. Não iam deixar a gente sair mais cedo mesmo.&lt;br /&gt;- Claro que não. Provavelmente o pessoal que escrevia a bico de pena sonhava a mesma coisa, veio a máquina de escrever e não mudou nada. E o pessoal que escrevia na máquina sonhava com o computador, e olha ele aí. Estamos no meio da madrugada de sexta pra sábado fazendo exatamente o que eles faziam. Sem contar que essa máquina é um negócio que nunca vai acontecer. Vamos fechar esse troço logo.&lt;br /&gt;Os dois sobem rapidamente, ansiosos para saírem daquele ambiente onde passaram todo o dia e tomarem a tradicional cerveja da madrugada de sexta para sábado.&lt;br /&gt;- Depois do primeiro brinde (com o copo americano) já no bar, o colega sonhador comenta:&lt;br /&gt;- Cara, estou com a maior saudade da Ana Luísa. Bem que podia ter um aparelhinho aqui que desse pra mandar uma mensagem pra ela, né?&lt;br /&gt;- Cara, toma mais uma, para de sonhar. Seu problema é cansaço. Vira o copo aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;# Aguardo sua visita ao meu blog www.criticasmansur.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-2026505646935133320?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/2026505646935133320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=2026505646935133320' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/2026505646935133320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/2026505646935133320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2011/07/dialogo-pre-google.html' title='&lt;strong&gt;DIÁLOGO PRÉ-GOOGLE&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_2vKMl8k_yI/ThGzdBow3BI/AAAAAAAAAIo/xvo285ePevU/s72-c/redacao_antiga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-62435978225984416</id><published>2011-06-08T06:02:00.001-07:00</published><updated>2011-06-15T05:51:03.693-07:00</updated><title type='text'>POR QUE CACHORROS ODEIAM BICICLETAS?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nDdAmJrGh54/Te97tTyH9jI/AAAAAAAAAIg/N12pR9NMmJI/s1600/Bicicleta1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 146px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-nDdAmJrGh54/Te97tTyH9jI/AAAAAAAAAIg/N12pR9NMmJI/s200/Bicicleta1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615843278689138226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pedalava eu tranquilamente quando...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei a quarta vacina anti-rábica, de um total de cinco. Tive de fazer a série completa, pois o vira-lata que abocanhou o meu pé direito era desconhecido, um morador das ruas, becos e sarjetas. Ainda tentei procurá-lo, indaguei dos moradores próximos se sabiam dele, se tinha ocupação fixa, namorada ou se sofria de algum trauma com ciclistas na infância. Nada. Apenas informações vagas, deseoncontradas, que me impossibilitaram encontrar o paradeiro do meu agressor canino. O pior foi que no dia da mordida comentei o fato com um amigo, esperando solidariedade, e ouvi a resposta, bastante tranquilizadora: "Ih! Já deve ter morrido. Alcoolizado!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei por que cães odeiam tanto bicicletas. Talvez algum problema ancestral, como sugeriu um amigo, ou por ser a bicicleta algo grande e ameaçador para eles, como o também são os carros, cavalos e motocicletas. Tenho bastante experiência em ser perseguido por vira-latas quando estou sobre duas rodas. Há até uma gangue de três cães que correm atrás de mim todas as noites, já começando a latir bem antes de eu chegar perto. O mais curioso é que o líder deles tem apenas três patas, pois foi retirado das ruas com uma pata necrosada e tiveram que amputá-la. É o mais folgado de todos e o que late mais alto, acompanhado de perto pelos outros dois. No caso, dou uma boa acelerada e logo eles desistem, felizes talvez por mostrarem sua coragem em botar para correr o inimigo bem maior do que eles. O ideal, na verdade, e mais seguro, seria desmontar da bicicleta. Eles param na hora, ou no máximo latem um pouquinho e depois vão embora, provavelmente resmungando algo do tipo: "Pô, não sabe brincar, não brinca!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este que me atingiu, bem longe da minha casa, me olhou na beira da calçada, um olhar nem um pouco amistoso, diga-se de passagem. Como era grande, o mais sensato seria atravessar a rua, mas eis que a impetuosidade, mãe de boa parte das tragédias humanas e animais, falou mais alto e segui em frente, acelerando, como sempre faço. Ocorreu o rotineiro: ele em correria desabalada e eu pedalando e já pensando na desistência do animal. Mas aí surge o imprevisível, pai de boa parte das tragédias humanas e animais, e meu pé escorrega do pedal (estava de chinelos havaianas) e ele dá o bote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mordida de leve, nem iria ao posto, mas dois esporros seguidos me convenceram do contrário. Tomadas as vacinas (incluindo aí uma anti-tetânica) e muito bem tratado no posto de saúde Belisário Pena, aqui no meu bairro, no dia seguinte já estava de volta à rotina, perseguido pela gangue dos três cães, que estranharam bastante minha ausência durante alguns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Aguardo sua visita aos meus outros blogs:&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-62435978225984416?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/62435978225984416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=62435978225984416' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/62435978225984416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/62435978225984416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2011/06/por-que-cachorros-odeiam-bicicletas.html' title='&lt;strong&gt;POR QUE CACHORROS ODEIAM BICICLETAS?&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-nDdAmJrGh54/Te97tTyH9jI/AAAAAAAAAIg/N12pR9NMmJI/s72-c/Bicicleta1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-844936108849170747</id><published>2011-05-17T11:43:00.000-07:00</published><updated>2011-05-18T08:23:12.105-07:00</updated><title type='text'>A LENDA DA PEDRA DA GÁVEA</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--0jBsHVpf0c/TdLDSwu6XoI/AAAAAAAAAIU/OBg9UuLUHUc/s1600/Pedra_da_Gvea.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/--0jBsHVpf0c/TdLDSwu6XoI/AAAAAAAAAIU/OBg9UuLUHUc/s200/Pedra_da_Gvea.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607759213116415618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O fascínio e a permanência de uma lenda desafiam até mesmo a ciência. Talvez, se um dia inventarem uma máquina do tempo que leve as pessoas em viagens que realmente mostrem a chamada “verdade dos fatos”, as lendas deixem de fazer parte da História e todos os mistérios sejam, enfim, desvendados. Pode ser. Mas enquanto isso... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio de Janeiro, uma lenda que atravessa séculos é a da Pedra da Gávea. Seu mistério começa pelo seu próprio formato, que vista de um ângulo lembra nitidamente a imagem de um rosto. E aí começa a lenda. Este rosto teria sido esculpido à imagem e semelhança do rei fenício Badezir, que estaria sepultado numa cavidade dentro da pedra. Além disso, no rosto existem inscrições que também podem ser de origem fenícia. O mistério teria surgido no início do século XIX, quando Frei Custódio, um especialista em inscrições em pedras, teria entregue a D. João VI, príncipe-regente do Brasil, um relatório falando das misteriosas inscrições na Pedra de Gávea, que poderiam indicar a presença de outras civilizações no território brasileiro bem antes dos portugueses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi só em 1839 que pela primeira vez estudiosos resolveram investigar profundamente a Pedra da Gávea.  Formada por historiadores importantes como Manuel de Araújo Porto Alegre (nome de uma rua no centro do Rio) e o cônego Januário da Cunha Barbosa, a comissão do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) subiu a pedra, descrita por Januário como “uma montanha do litoral do Rio de Janeiro, ao sul da Barra, possuindo uma inscrição com caracteres fenícios, já há muito destruídos pelo tempo e que revelam grande antiguidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relatório foi bastante decepcionante, revelando vagas informações sobre “uns sulcos gravados pela natureza”, levantando a dúvida se os historiadores do IHGB realmente estiveram lá ou se observaram a pedra com um binóculo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase cem anos depois, alguns aventureiros resolveram fazer uma expedição em busca do túmulo do rei. Fizeram algumas escavações, mas logo desistiram da empreitada. Dois anos depois, um grupo maior, com 85 montanhistas, subiu a pedra. O máximo que conseguiram foi assistir a uma palestra do professor de História Alfredo dos Anjos sobre a origem da “Cabeça do Imperador”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernardo de Azevedo da Silva Ramos publicou, no volume I da sua obra “Inscrição e tradições da América Pré-histórica”, um estudo sobre a suposta inscrição fenícia. Bernardo, que dedicou a vida ao exame e decifração de inscrições rupestres no Brasil e no resto do mundo, concluiu que a inscrição da Pedra da Gávea não era resultado de erosão ou qualquer outro acidente natural e sim realmente resultado de uma mensagem escrita pelo homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o professor, o que está escrito é: LAABHTES-RAB-RIZDAB-NAISINEOF-RUZT. Mas como os fenícios, segundo Bernardo Ramos, escreviam de forma inversa aos latinos, a inscrição correta é a seguinte: TZUR-FOENISIAN-BADZIR-BAR-JETBBAAL. O que, no bom português, significa: TIRO-FENÍCIA-BADEZIR-PRIMOGÊNITO DE JETHBAAL. &lt;br /&gt;Tiro, ou Tyro, significa Rochedo Forte e era a capital da Fenícia, que também era chamada de Tsor, Tsur ou Tzur. Houve também entre aquele povo um rei chamado Baalazar ou Badezir, que reinou entre 855 e 850 a .C e era filho de seu antecessor, Itobaal ou Iethbaal, que reinou de 887 a 855 a .C. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 28 de julho do ano 2000, uma equipe de cientistas da UFRJ e da Uerj, acompanhada de repórteres e guiados por um montanhista, chegou ao alto da Pedra da Gávea, com seus 842 metros de altura, após 14 horas de caminhada. Na bagagem, um radar de penetração do solo, a fim de que fossem feitos estudos mais detalhados na rocha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se houvesse a comprovação de algum tipo de cavidade, o mistério sobre a tumba do rei Badezir poderia resistir mais tempo. Os cientistas, no entanto, decepcionaram os adeptos da lenda, ao afirmarem que a rocha é maciça, sem qualquer possibilidade de reentrância, túnel ou caverna. As inscrições, segundo eles, não passam de falhas geológicas. “Com as intempéries, os minerais mais sensíveis gastam e o resultado ficou com a aparência de inscrições” – afirmou o geólogo Marco André Malmann Medeiros, da Uerj, em matéria publicado no jornal "O Globo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem próximo do cume da pedra existe o “portal dos fenícios”, uma cavidade retangular de 15 metros de altura. Como não poderia deixar de ser, também é objeto de lendas, como a de que o portal seria o caminho para Agarta, um império subterrâneo com milhares de habitantes. O portal tem 15 metros de altura, sete de largura e dois de profundidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Com pesquisa de Ronaldo Morais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Aguardo sua visita aos meus outros blogs:&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-844936108849170747?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/844936108849170747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=844936108849170747' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/844936108849170747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/844936108849170747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2011/05/lenda-da-pedra-da-gavea.html' title='&lt;strong&gt;A LENDA DA PEDRA DA GÁVEA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--0jBsHVpf0c/TdLDSwu6XoI/AAAAAAAAAIU/OBg9UuLUHUc/s72-c/Pedra_da_Gvea.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-854161628942525260</id><published>2011-03-16T07:25:00.000-07:00</published><updated>2011-03-22T12:33:08.000-07:00</updated><title type='text'>AS VINHETAS DA NOSSA VIDA</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por que precisamos tanto dos sons e imagens do passado&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amiga certa vez comprou um pacote com milhares de canais de TV por assinatura. No início, ficou empolgadíssima com tanta oferta. Depois de um tempo, no entanto, me disse que em algumas noites sentia necessidade de, apesar de tanta variedade, “deixar na Globo”. Não que ela curta novelas, muito pelo contrário, mas porque a programação da Globo, com o seu padrão novela-jornal-novela, que não muda há 40 anos, lhe dava uma sensação de conforto, de segurança, que remetia à infância, a outros momentos importantes de sua vida, que, queira ou não queira, o padrão global estava presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei da Globo, como poderia falar de outra referência qualquer, mas é que esta realmente é a mais presente. Quando ouço a abertura do Jornal Nacional, por exemplo, me vem a lembrança do Cid Moreira me dando notícias por anos e mais anos, mesmo que após a faculdade de comunicação eu passasse a ouvir estas notícias de forma muito mais crítica. A memória realmente parece precisar destas vinhetas, destes sons e imagens com os quais nos acostumamos mais e mais cada vez que o tempo vai passando. No meu caso, gosto muito de ouvir rádio AM, pois as vinhetas costumam ser as mesmas ´desde sempre´. No caso das rádios Globo, Tupi e Nacional, por exemplo, consigo visualizar exatamente, com todos os pormenores, situações vividas em ambientes que não existem mais, com pessoas que já partiram daqui e mesmo com o que eu era em outros tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora eu não seja tão fã assim de televisão, ela faz parte de nossa memória afetiva, sem dúvida nenhuma, e hoje, com o youtube, muita gente aproveita para rever, com som e imagem perfeitos, aquilo que marcou uma época em sua vida, que tanto pode ser o programa do Chaves (sem bem que esse repete até hoje), a Xuxa dos anos 80, partidas de futebol marcantes, seriados, novelas e até mesmo propagandas, com a linguagem publicitária completamente diferente do que se vê hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão aqui não é a qualidade do que se está vendo, ou a ideologia, e sim o que aquilo desperta de bom, ou mesmo de tristeza, na gente. A música de abertura do Sílvio Santos, por exemplo, tem cheiro de galinha com batata, prato muito comum nos dias de domingo na minha antiga casa, com meus falecidos pais. Da mesma forma até hoje assisto corridas de Fórmula 1, embora nem saiba dirigir e não entenda nada de carros, mas simplesmente porque elas sempre aconteceram (pelo menos as da Europa) no mesmo dia, domingo, no mesmo horário, às nove da manhã, e traduzem um sentimento de preguiça que este dia oferece, sinônimo de chinelo de dedo, roupa surrada, uma volta de bicicleta e o encontro com os amigos que um dia, sem dúvida, vão deixar saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Aguardo sua visita aos meus outros blogs:&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-854161628942525260?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/854161628942525260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=854161628942525260' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/854161628942525260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/854161628942525260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2011/03/as-vinhetas-da-nossa-vida.html' title='&lt;strong&gt;AS VINHETAS DA NOSSA VIDA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-8022942540046936376</id><published>2011-02-21T11:22:00.001-08:00</published><updated>2011-02-21T12:21:59.537-08:00</updated><title type='text'>ENTREVISTA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Entrevista dada a Rafael Cruz, do site http://tecnologia-e-cinema.com&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Prezados leitores. É com muita honra que eu publico uma entrevista muito especial. Ela já estava prometida há meses e só agora conseguiu ser finalizada. Hoje entrevistaremos o amigo e escritor André Luis Mansur, direto de Campo Grande, esse delicioso bairro do Rio de Janeiro. Aproveitem o que ele tem a dizer.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tecnologia e Cinema (TC) – André, você é jornalista e crítico literário. Quando você teve a ideia de escrever suas próprias estórias? Como foi isso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Luis Mansur (ALM) – Foi nos anos 90. Já na faculdade (UFRJ) fiz alguns textos de humor que o pessoal gostou muito. Ao longo dos anos, fui procurando ler os mestres e ir escrevendo bastante, até encontrar um estilo. Os contos da ´Rebelião dos Sinais´ foram todos escritos entre 1993 e 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC – Seu primeiro livro, o Manual do Serrote (que é o meu favorito), é uma ode ao bom humor e ao sarcasmo. Você teve problemas com amigos ou conhecidos por acharem que você estava escrevendo sobre eles? E qual foi a reação do público a este seu primeiro livro?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALM - Pelo contrário, quando as pessoas se identificam com o serrote é que fica engraçado. A reação é sempre muito boa, não há quem não dê umas boas risadas e o melhor, sempre indicam mais um tipo de serrote, que eu vou anotando. O livro infelizmente está esgotado* e a editora que o produziu (Bruxedo) já fechou as portas, mas tenho planos de fazer uma edição revista e ampliada, tal a quantidade de novos serrotes que já surgiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; TC – Como ocorre a criação de um conto? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALM - Eu não costumo seguir um método, mas sempre que eu acho que surge uma boa ideia, um bom argumento, eu anoto e deixo para mais tarde desenvolver. Às vezes vem o conto quase todo e eu o escrevo. As ideias podem surgir em qualquer lugar, por isso procuro sempre anotar, pois se deixar pra depois posso esquecer e aí não dá pra recuperar mais, ela vai em busca de um novo escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC – Em 2008 você lançou o livro “O Velho Oeste Carioca” **, que é um magnífico acervo de fatos e curiosidades históricas sobre a zona oeste do Rio de Janeiro. Como foi o trabalho de pesquisa para esta obra tão singular?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALM - Foram cinco anos de pesquisa, feita em bibliotecas, arquivos, jornais, revistas e até um pouco pela internet. O mais difícil é que não existem muitas publicações sobre a região, espero que a situação melhore um pouco. Pelo menos tenho visto muitos estudantes de História e professores interessados na região.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;TC – Em 2010 você lançou o seu novo livro “A Rebelião dos Sinais”, que é uma coletânea de 13 excelentes contos. No entanto, boa parte desses contos você escreveu nos anos 90. Por que esperou tanto para publicá-los?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALM - Na verdade, eu não esperei, eu o mandei para vários lugares, mas as editoras nunca me deram chance. Fiz até um artigo sobre isso para o meu blog ( www.emendasesonetos.blogspot.com ) chamado “O primeiro ´não´ a gente nunca esquece". Se tivesse conseguido publicar os contos no ano 2000, por exemplo, e conseguido uma boa receptividade, é bem provável que hoje eu já tivesse um bom número de livros de ficção.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;TC – Além de escritor, sei que você também é cinéfilo. Eu, que já li todos os seus livros, posso perfeitamente imaginar cada conto no formato de um curta-metragem. Já pensou em transformar alguns dos seus contos em roteiros e oferecer a um diretor para que os transformem em filmes?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALM – Já me fizeram a proposta de transformar "O Velho Oeste Carioca" em documentário, estou aguardando novos contatos. Sobre "A Rebelião dos Sinais", a peça que dá nome ao livro pode muito bem virar um roteiro. E o Manual do Serrote, talvez surjam novidades audiovisuais em breve, mas por enquanto ainda não posso revelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC – Falando em cinema, você administra um cineclube*** no Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande-RJ. Como você vê a relação entre o cinema e a literatura?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALM – São duas linguagem diferentes, que se complementam. Muitas vezes um filme adaptado de uma obra literária acaba se tornando mais interessante do que a própria obra. Posso dizer que, junto com a música, são as formas de arte que mais me emocionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC – Quais são seus projetos futuros? Pode nos revelar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALM - O mais próximo é o lançamento de “O Velho Oeste Carioca – vol. II”, com mais histórias sobre a região. Já está sendo revisado pela mesma editora do primeiro, a Ibis Libris, e acredito que até maio possamos lançá-lo. No mais, tenho esboçado algumas coisas, inclusive na área de ficção, mas por enquanto não há nada certo ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* O Manual do Serrote está esgotado, mas o autor publicou alguns trechos do livro no site www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** O Velho Oeste Carioca pode ser encontrado nas principais livrarias, como a Travessa, Saraiva, Arlequim, Folha Seca, Leonardo da Vinci, Bangu Shopping, West Shopping, livrarias da Universidade Castelo Branco, UniMSB e, em Campo Grande, no bar Chopp da Villa, banca de jornais do Prezunic, Livraria Edital, Sebo de Campo Grande e bar da Dona Lourdes, no Rio da Prata. Também no Fernando´s Bar, na Pedra de Guaratiba, pertinho do Píer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** A Rebelião dos Sinais é vendido apenas em Campo Grande, na livraria Edital, no Chopp da Villa e no bar da Dona Lourdes. Ou pelo site da editora (www.editoramultifoco.com.br)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** O Cineclube Moacyr Bastos fica na rua Engenheiro Trindade, 229, no UniMSB, e funciona sempre às sextas-feiras, às 19h, com entrada franca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-8022942540046936376?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/8022942540046936376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=8022942540046936376' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8022942540046936376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8022942540046936376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2011/02/entrevista-com-o-escritor-andre-luis.html' title='&lt;strong&gt;ENTREVISTA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-167946029838911336</id><published>2011-02-03T05:03:00.000-08:00</published><updated>2011-02-14T09:48:54.427-08:00</updated><title type='text'>MEMÓRIA DA TORTURA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TUqpfasDbXI/AAAAAAAAAHU/CAtJ5RUGXtQ/s1600/Scan0006.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 144px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TUqpfasDbXI/AAAAAAAAAHU/CAtJ5RUGXtQ/s200/Scan0006.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569450246402174322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O único resquício de um patrimônio destruído é um símbolo do sofrimento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma preciosidade guardada nos arquivos do pesquisador Ronaldo Morais &lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt; é o conjunto de fotos da Fazenda de Nossa Senhora da Conceição, na Pavuna, subúrbio do Rio de Janeiro. As fotos foram tiradas em 1983, dois anos antes da demolição da sede da fazenda pelo governo do Estado, que, como se vê, ainda permanecia em bom estado de conservação (&lt;strong&gt;clique nas fotos para vê-las ampliadas&lt;/strong&gt;). Além das imagens da sede da fazenda e da capela, o que chamou bastante a atenção foi a existência de uma picota, um instrumento de tortura dos escravos, que substituía o pelourinho dentro do chamado “sistema oficial de repressão”, e que permanece também em bom estado, fazendo parte hoje da Reserva Arqueológica da prefeitura do Rio, que infelizmente não foi criada antes da destruição da fazenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pelourinhos ficavam na área central das vilas e cidades, exatamente para que o castigo fosse visto por todos. O principal pelourinho do Rio ficou instalado a maior parte do tempo onde hoje é a Praça XV de Novembro, em frente ao Paço Imperial, sede do poder durante muito tempo, embora com outros nomes (Palácio dos Governadores, Palácio dos Vice-Reis...). Como não dava para instalar pelourinhos em todos os lugares, era permitida a existência de troncos do tipo picotas em fazendas e áreas afastadas do centro do poder, principalmente nas freguesias rurais. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TUlKEQb1AtI/AAAAAAAAAHM/XKHX3gwGBLU/s1600/tronco-5%255B1%255D.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 132px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TUlKEQb1AtI/AAAAAAAAAHM/XKHX3gwGBLU/s200/tronco-5%255B1%255D.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569063851211948754" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A picota da fazenda de Nossa Senhora da Conceição foi a única encontrada por arqueólogos até hoje na cidade do Rio de Janeiro. Construída no século XVIII, a fazenda foi grande produtora de cana de açúcar e, mais tarde, de café, além de diversos outros gêneros. No século XIX, pertenceu ao comendador Tavares Guerra, amigo de D. Pedro II e que hospedava a família imperial em suas passagens pela região. O núcleo urbano do atual bairro da Pavuna foi formado a partir do desmembramento das terras da fazenda, nas décadas de 40 e 50 do século XX. A região abrigou grande quantidade de engenhos e fazendas durante muito tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A picota foi descoberta em 1999, junto com pedaços de cerâmica e outros apetrechos da época da fazenda, por arqueólogos da subprefeitura da região e do Patrimônio Cultural do município, e provavelmente ficava numa entrada da fazenda destinada aos escravos, para que a ameaça de punição estivesse sempre presente à vista de todos. Em julho de 2002, a área onde ela foi encontrada, na esquina das ruas Sargento Wilson Ramos com Herculano Pinheiro, foi transformada no Sítio Arqueológico Nossa Senhora da Conceição, e a ideia é transformar o local em um sítio-museu, aberto à visitação pública. Fica a pergunta: para que destruir um prédio que ainda estava em bom estado de conservação e hoje poderia abrigar, por exemplo, uma repartição pública, mantendo o patrimônio histórico? Mas, pensando bem, se a casa de Machado de Assis, o Palácio Monroe, a Escola de Belas Artes (onde hoje é um estacionamento na esquina com a avenida Passos, no centro do Rio) e tantos outros monumentos foram destruídos (e continuam a ser, vide a Transcarioca), não dá para se espantar. Pelo menos a Fazenda do Capão do Bispo, outro patrimônio importante, ainda existe, no bairro de Del Castilho, mas já está merecendo uma reforma e uma atenção das autoridades há muito tempo, embora seja raríssimo que o subúrbio entre em listas de prioridades.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TUq7J-0fIXI/AAAAAAAAAHk/At3OetFrDEY/s1600/Scan0007%255B1%255D.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 140px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TUq7J-0fIXI/AAAAAAAAAHk/At3OetFrDEY/s200/Scan0007%255B1%255D.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569469669353398642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Ronaldo Morais é médico aposentado e pesquisa a História do Rio de Janeiro há pelo menos 30 anos. Durante um bom tempo, principalmente nos anos 80, ele e alguns amigos sacaram de suas máquinas fotográficas e percorreram toda a cidade e alguns municípios da região metropolitana para registrar (a maior parte em preto e branco) tudo o que considerassem relevante do ponto de vista da memória e do patrimônio histórico, não apenas monumentos de bela arquitetura e valor histórico já definidos, mas também casas humildes, estabelecimentos comerciais, vilas operárias, estações ferroviárias e outras construções. O resultado recebeu o nome de "Fragmentos do Rio Antigo" e o mais importante é que muito do que foi registrado já foi demolido ou sofreu profundas alterações. &lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- As fotos da fazenda foram tiradas por Ronaldo Morais e a da picota por Luiz Alexandre Franco Gonçales, esta no ano 2000&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-167946029838911336?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/167946029838911336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=167946029838911336' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/167946029838911336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/167946029838911336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2011/02/memoria-da-tortura.html' title='&lt;strong&gt;MEMÓRIA DA TORTURA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TUqpfasDbXI/AAAAAAAAAHU/CAtJ5RUGXtQ/s72-c/Scan0006.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-1773831975831509981</id><published>2011-01-03T06:08:00.000-08:00</published><updated>2011-01-03T06:14:22.052-08:00</updated><title type='text'>FRAGMENTOS DO RIO ANTIGO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TSHZH97luoI/AAAAAAAAAG4/-wewPkWvQ9s/s1600/01.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TSHZH97luoI/AAAAAAAAAG4/-wewPkWvQ9s/s200/01.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557962146058713730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ronaldo Morais é médico aposentado e pesquisa a História do Rio de Janeiro há pelo menos 30 anos. Durante um bom tempo, principalmente nos anos 80, ele e alguns amigos sacaram de suas máquinas fotográficas e percorreram toda a cidade e alguns municípios da região metropolitana para registrar (a maior parte em preto e branco) tudo o que considerassem relevante do ponto de vista da memória e do patrimônio histórico, não apenas monumentos de bela arquitetura e valor histórico já definidos, mas também casas humildes, estabelecimentos comerciais, vilas operárias, estações ferroviárias e outras construções. O resultado recebeu o nome de "Fragmentos do Rio Antigo" e o mais importante é que muito do que foi registrado já foi demolido ou sofreu profundas alterações. Um exemplo são estas fotos do Chafariz projetado por mestre Valentim da Fonseca e Silva, na praça XV, tiradas por Ronaldo no ano de 1987 durante obras de restauração feitas pela prefeitura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos observar boa parte do cais de 80 metros de extensão que havia ali. Construído pelo engenheiro sueco Jacques Funck com granito da ilha das Cobras  colado com óleo de baleia, mamífero que freqüentava muito a Baía de Guanabara, o cais foi inaugurado em março de 1789 junto com o chafariz e deixou de ter função após o aterro que o afastou da Baía de Guanabara, em 1874. Durante muito tempo este foi o cais mais importante do Brasil, pois ficava próximo à sede do poder e dos órgãos mais importantes do governo. Foi ali, por exemplo, que desembarcou a Família Real fugida das tropas de Napoleão Bonaparte em 1808. Após o aterro, foi construído o Cais Pharoux, mais à frente, que também era abastecido por um cano, como se vê na seguinte foto. (&lt;strong&gt;basta clicar nas fotos para vê-las ampliadas&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TSHZPCbMwdI/AAAAAAAAAHA/W4hgbJ-frZo/s1600/02.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TSHZPCbMwdI/AAAAAAAAAHA/W4hgbJ-frZo/s200/02.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557962267524121042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Chafariz da Pirâmide, como era conhecido devido ao seu formato, recebia água de outro chafariz, no Largo da Carioca, através de um cano que passava pela atual rua Sete de Setembro, muito apropriadamente chamada de rua do Cano. Marinheiros desciam dos barcos, subiam as escadas e recolhiam água potável, vinda direto do Rio Carioca e passando pelos Arcos da Lapa, para as embarcações maiores, fundeadas na Baía de Guanabara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na obra registrada por Ronaldo foi a primeira vez que houve realmente uma preocupação arqueológica no local, pois foram encontrados vários objetos de uso cotidiano da população carioca em ´priscas eras´, como moedas, cachimbos, escovas de dentes feitas de osso, tamancos, bolsas, cordas etc. Próximo ao prédio da Bolsa de Valores foi encontrado também um canhão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após outras obras, que impediram a visão abaixo do chafariz, a última restauração, já há alguns anos, manteve a visão de parte do cais e das escadas. E o chafariz, apesar de longe do mar, continua bem conservado e seria muito interessante se fosse aberto à visitação pública, ou pelo menos que instalassem uma placa mostrando a importância do cais e do chafariz, monumentos importantíssimos da História da cidade e do país e que ficam ali, completamente ignorados, diante das milhares de pessoas que passam em volta todos os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-1773831975831509981?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/1773831975831509981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=1773831975831509981' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/1773831975831509981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/1773831975831509981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2011/01/fragmentos-do-rio-antigo.html' title='&lt;strong&gt;FRAGMENTOS DO RIO ANTIGO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TSHZH97luoI/AAAAAAAAAG4/-wewPkWvQ9s/s72-c/01.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-247682552659091498</id><published>2010-12-06T04:02:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T05:20:10.756-08:00</updated><title type='text'>SEXO VIRTUAL</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;em&gt;Carlos e Laura são um casal apaixonado, mas têm uma relação diferente&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem casal só se comunicava por e-mail. Achavam que isso facilitaria a relação, evitando desdobramentos cansativos e desgastantes que poderiam surgir até de uma simples pergunta, por exemplo.&lt;br /&gt;De manhã, os dois tomam café na mesa da cozinha, cada um com o seu laptop de última geração. É Carlos quem manda a primeira msg:&lt;br /&gt;- Bom dia, amor! Dormiu bem? Pode me passar a manteiga?&lt;br /&gt;- Bom dia, meu amor! Dormi sim. E vc? Me desconectei cedo, estava com sono. Me passa o suco, por favor.&lt;br /&gt;- Dormi bem. Deixei uma msg de boa noite pra vc no orkut.&lt;br /&gt;- Nem vi o orkut. Desculpe. Fiquei só no twitter e no face.&lt;br /&gt;Continuaram a tomar o café. Quando estavam para sair, foi ela quem reiniciou o diálogo virtual:&lt;br /&gt;- Amor, naum esquece de depositar o dinheiro da webcam.&lt;br /&gt;- Pode deixar. Já estou fazendo isso aqui.&lt;br /&gt;- Estou indo então. Bj (&lt;em&gt;com smile&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;- Outro (&lt;em&gt;também com smile&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;Os dois se desconectam e saem de casa para seus respectivos trabalhos. Durante o dia, trocam algumas mensagens apaixonadas. À noite, quando voltam para casa, estão vendo um filme, os laptops ao lado, ligados. É ela quem começa a teclar:&lt;br /&gt;- Este filme sempre me emociona.&lt;br /&gt;- Nunca tinha visto. Quem é este ator mesmo?&lt;br /&gt;Laura faz uma rápida pesquisa no google e manda um link para Carlos, que depois responde:&lt;br /&gt;- Nossa. Muito bom mesmo.&lt;br /&gt;Termina o filme e, provavelmente movidos pelo romantismo da história, Carlos e Laura vão para a cama. Quando estão no meio de uma relação sexual agitada, ela por cima dele, mas cada um com seus respectivos teclados por perto, o que originou vários gemidos e declarações de amor via msn, a coisa esfriou, inexplicavelmente. Os olhos de interrogação de Laura só encontraram explicação quando eles não conseguiram mais enviar mensagens pelos laptops, já nas beiradas da cama. &lt;br /&gt;A conexão havia caído e, com ela, toda a excitação acumulada com o romantismo daquela noite. Uns dez minutos depois, ela voltou. E foi Carlos quem “quebrou o gelo”, por msn:&lt;br /&gt;- Isso nunca me aconteceu antes. (com &lt;em&gt;smile&lt;/em&gt; de tristeza)&lt;br /&gt;- Esquenta não. Vc não é o primeiro homem na web a perder a conexão.&lt;br /&gt;- Eu sei, mas isso mexeu com a minha auto-estima. Tomei uma decisão, mesmo que vá me custar caro.&lt;br /&gt;- O q?&lt;br /&gt;- Amanhã vou instalar uma banda larga!&lt;br /&gt;- Jura?&lt;br /&gt;- Juro! Uma mulher como você não merece uma conexão discada.&lt;br /&gt;- Ai, amor, nem acredito. É o meu sonho. &lt;br /&gt;- Vou aproveitar e encomendar pelo site aquele vinho que você adora.&lt;br /&gt;- Eu te amo, sabia?&lt;br /&gt;- Eu tb. Agora vamos dar um control-alt-del e dormir? &lt;br /&gt;- Vamos. Bj.&lt;br /&gt;- Bj.&lt;br /&gt;- Laura is offline&lt;br /&gt;- Carlos is offline&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aguardo sua visita aos meus outros blogs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-247682552659091498?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/247682552659091498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=247682552659091498' title='51 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/247682552659091498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/247682552659091498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/12/sexo-virtual.html' title='&lt;strong&gt;SEXO VIRTUAL&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>51</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-3418769838084230962</id><published>2010-11-19T14:03:00.001-08:00</published><updated>2010-11-20T04:02:43.056-08:00</updated><title type='text'>UM LIVRO, MINHA FILHA?</title><content type='html'>- O que é isso?&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Isso aqui, na mesa.&lt;br /&gt;- É um livro.&lt;br /&gt;- Um livro?&lt;br /&gt;- É, pai. Um livro de poesia que ganhei da Vanessa, aquela minha colega que só tira dez.&lt;br /&gt;- Um livro de poesia?!&lt;br /&gt;- É...&lt;br /&gt;- Deu pra ler livro agora, é?&lt;br /&gt;- Ah, pai...foi presente.&lt;br /&gt;- Norma!&lt;br /&gt;- Norma, vem cá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você viu isso aqui?&lt;br /&gt;- O que é isso?&lt;br /&gt;- Pergunta pra sua filha.&lt;br /&gt;- O que é isso, Amandinha?&lt;br /&gt;- É um livro, mãe. Um livro de poesia que eu ganhei da Vanessa, aquela minha amiga que só...&lt;br /&gt;- Você trouxe um livro pra casa, minha filha?!&lt;br /&gt;- Ah, mãe...&lt;br /&gt;- Eu não sei onde isso vai parar! Eu compro um pacote de TV por assinatura, com quase cem canais, e minha filha me traz um livro pra casa! Olha o seu irmão, está lá no quarto com os amigos há três horas vendo filme. Ele valoriza o meu esforço.&lt;br /&gt;- Ah, pai, eu nem abri o livro ainda. Só vi que é de um tal de Manoel não sei de quê...de Barros, eu acho.&lt;br /&gt;- Manoel, isso é nome de autor? Isso é nome de padeiro, isso sim!&lt;br /&gt;- Seu pai tá certo, minha filha. Ele dá um duro danado e você me traz livro pra casa? O que você tem na cabeça? A programação não tá boa?&lt;br /&gt;- Está, mãe, mas sei lá, fiquei sem jeito de recusar.&lt;br /&gt;- Falando nisso, Norma, liga pra mim e me traz uma cerveja, por favor. Tá na hora da final da segunda divisão. E leva esse negócio daqui antes que eu fique mais nervoso.&lt;br /&gt;- Amandinha, o que você vai fazer com isso?&lt;br /&gt;- Não sei, mãe, eu pretendia...ler.&lt;br /&gt;- Ler? Pra que ler, minha filha? Ainda mais poesia, que não serve pra nada?&lt;br /&gt;- Você tá ficando é doida mesmo. Tanto canal aí e você vai ler. Larga disso, minha filha.&lt;br /&gt;- Mas foi presente, pai.&lt;br /&gt;- Mesmo assim, minha filha. Papai só quer o seu bem. Isso aí pode fazer você pensar, refletir, vai acabar é te fundindo a cabeça. Vem ver um joguinho aqui que é muito mais relaxante. Vem.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amandinha fica de cabeça baixa, mas o pai, num gesto carinhoso, a leva para o lado dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senta aqui, minha filha, papai te ama, você sabe disso, e quer o melhor pra você. Ó, o jogo já vai começar. Vamos ver juntos.&lt;br /&gt;- Tá bom, pai...&lt;br /&gt;- Norma, faz um tira-gosto pra gente, faz? (dá uma piscada em direção ao livro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amandinha ainda dá uma última olhada no presente, enquanto a mãe o leva para a cozinha e o despeja na lata de lixo, junto com as cascas de batata do almoço e as pilhas do controle remoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aguardo sua visita aos meus outros blogs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-3418769838084230962?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/3418769838084230962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=3418769838084230962' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3418769838084230962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3418769838084230962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/11/um-livro-minha-filha.html' title='&lt;strong&gt;UM LIVRO, MINHA FILHA?&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-7185090301508567146</id><published>2010-10-18T05:33:00.000-07:00</published><updated>2010-10-31T05:11:45.612-07:00</updated><title type='text'>NÃO DERAM OUVIDOS AO BARATA</title><content type='html'>&lt;a href="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/10/vcsabia4.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://novo.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2008/10/vcsabia4.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se tivessem dado atenção a Barata Ribeiro, primeiro prefeito do Rio de Janeiro e nome de uma rua que atravessa o bairro de Copacabana, é bem provável que a cidade fosse bem diferente do que é hoje, sem o verdadeiro caos que é a ocupação do seu solo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil tinha acabado de virar república e o Rio de Janeiro, que era capital do extinto império, assumia a mesma posição no novo regime. Nomeado pelo presidente Floriano Peixoto, logo após o surgimento da Lei Orgânica do agora Distrito Federal, o médico baiano Cândido Barata Ribeiro inaugura o título de prefeito da cidade, com atribuições e responsabilidades maiores do que a do antigo Intendente Municipal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo ao assumir, em 19 de dezembro de 1892, Barata Ribeiro começou a combater aquele que, para ele, era um dos principais problemas da cidade: a ocupação desordenada gerada pelas moradias ilegais, que se acumulavam nos cortiços. O principal argumento do prefeito era a proliferação de doenças nestas montanhas de casas sem nenhuma infraestrutura decente e com péssimas condições de higiene. Lembremos que o primeiro prefeito do Rio era médico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como solução emergencial, Barata Ribeiro assinou decretos que proibiam a construção de imóveis sem autorização e iniciava uma espécie de regulamentação dos cortiços que já existiam. Para resolver o problema a médio e longo prazos, ele esboçou alguns planos de urbanização para a cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A demolição do cortiço mais famoso da cidade, o “Cabeça de Porco”, em 26 de janeiro de 1893, foi o principal acontecimento da gestão de Barata Ribeiro. O cortiço levava esse nome por ter ornamentada uma figura de cabeça de porco na entrada, ficava na rua Barão de São Félix e abrigava também galinheiros, chiqueiros e cocheiras. Já fazia um ano que uma ala inteira do cortiço tinha sido interditada pela Inspetoria Geral de Higiene. O jornal “Gazeta de Notícias” anunciava que em torno de 400 pessoas moravam no “Cabeça de Porco”, enquanto outros jornais indicavam dois mil. Como acontece hoje em moradias interditadas pela Defesa Civil prestes a ser demolidas, muita gente se recusou a sair do cortiço, só indo embora mesmo quando a demolição começou e o pessoal teve que sair correndo, sob risco de ser soterrado junto com muitos móveis que não foram retirados a tempo. Como prêmio de consolação, o prefeito permitiu que os moradores tirassem a madeira de suas casas para que fosse aproveitada em novas construções. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E onde seriam estas novas construções? Sem ter para onde ir, sem qualquer tipo de indenização, e com a vida girando em torno do centro da cidade, muitos dos moradores expulsos do “Cabeça de Porco” acabaram construindo seus casebres ali pertinho, no morro que seria mais tarde conhecido como morro da Favela e, depois, da Providência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O famoso jornalista e ilustrador Ângelo Agostini, que trabalhava na Revista Ilustrada, de muito sucesso no Rio de Janeiro da época, assim resumiu a demolição do “Cabeça de Porco”, fazendo uma irônica alusão ao nome do prefeito da cidade: “Quem suporia que uma barata fosse capaz de devorar uma cabeça de porco em menos de 48 horas? Pois devorou-a alegremente, com ossos, pele e carne, sem deixar vestígios”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Machado de Assis, de forma bem mais sarcástica, assim se referiu à demolição numa crônica: “Gosto deste homem pequeno e magro chamado Barata Ribeiro, prefeito municipal, todo vontade, todo ação, que não perde tempo a ver correr as águas do Eufrates. Como Josué, acaba de pôr abaixo as muralhas de Jericó, vulto Cabeça de Porco”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois outros escritores, no entanto, muito mais ligados às camadas mais pobres da população, fizeram um estudo mais aprofundado sobre a gente que vivia nos cortiços. Segundo Lima Barreto, os homens dos cortiços quase sempre trabalham fora, em profissões bastante humildes, e de dia o cortiço é povoado pelas crianças, que brincam no pátio comum, e pelas mulheres, “sempre às voltas com tinas de roupa”. Já  Aluísio de Azevdo fez destas instalações tema de seu livro mais famoso, “O Cortiço”, narrado com profundas doses de realismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para usar uma expressão atual, o autêntico “choque de ordem” imposto por Barata Ribeiro acabou não sendo bem visto pelos senadores da recém-criada república, que consideravam as medidas do prefeito muito duras para a população. O enérgico administrador, no entanto, não abriu mão de suas medidas. Resultado: após 17 meses de governo o Senado rejeitou o seu nome para continuar como prefeito, uma prerrogativa da Lei Orgânica. Barata Ribeiro entregou o cargo em 25 de maio de 1893. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Visite também os meus blogs&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-7185090301508567146?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/7185090301508567146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=7185090301508567146' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7185090301508567146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7185090301508567146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/10/nao-ouviram-o-barata.html' title='&lt;strong&gt;NÃO DERAM OUVIDOS AO BARATA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-5254651339595636753</id><published>2010-09-20T08:03:00.000-07:00</published><updated>2010-09-20T08:33:10.723-07:00</updated><title type='text'>A PRINCESA, O AMANTE E A ESPOSA DO AMANTE</title><content type='html'>&lt;a href="http://hojeequedia.blog.uol.com.br/images/Carlota_Joaquina_rep1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 280px;" src="http://hojeequedia.blog.uol.com.br/images/Carlota_Joaquina_rep1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma história de ciúme, crime e traição “no tempo do Rei”  &lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título deste artigo parece saído de um filme do diretor galês Peter Greenaway, mas se refere a uma sórdida história bem brasileira, ou melhor, luso-brasileira. Apesar de um tom meio caricatural, o filme Carlota Joaquina, de Carla Camurati, tem como um dos pontos fortes o grande desempenho da atriz Marieta Severo no papel-título. Carlota, esposa do príncipe D. João, era arrogante, participava de armações políticas (inclusive contra o marido), detestava o Brasil e tinha um apetite sexual insaciável, apesar do buço proeminente e da feiúra fartamente demonstrada nas pinturas da época. Mesmo assim, ela tinha o poder, e não pensava duas vezes em usá-lo nas suas muitas aventuras amorosas, seja com homens distintos ou da plebe, seja com homens solteiros ou casados. Este último caso é o tema deste artigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família portuguesa Carneiro Leão era uma das mais distintas da época, presença certa nos eventos mais importantes da recém-instalada monarquia no Rio de Janeiro e dona de uma importante casa comercial na Rua Direita (atual 1º de março), que dispunha até de navios. O jovem e elegante comendador Fernando Carneiro Leão, diretor do Banco do Brasil, logo despertou o interesse da princesa e em pouco tempo já eram amantes, mantendo encontros na chácara real, em Laranjeiras. O fato chegou ao conhecimento da esposa de Fernando, Gertrudes, que o fez prometer acabar com o adultério real.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Fernando comunicou sua decisão a Carlota, a princesa, que jamais admitia qualquer tipo de contestação aos seus atos, mesmo os mais infames, deu a ele a resposta que julgava mais à altura da relação entre a princesa de um importante reino e uma mera plebéia: mandou matar Dona Gertrudes, o que foi feito no dia 28 de outubro de 1820. A esposa traída foi morta de tocaia, com um tiro de bacamarte, quando voltava da procissão com as filhas, no bairro do Catete. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apuração do crime levou ao nome da princesa, supostamente mencionada pelo assassino, um escravo conhecido pelo nome de "Corta Orelha". Quando o processo chegou ao conhecimento de D. João VI, o monarca mandou queimar os autos e nunca mais se falou no episódio. O viúvo receberia, seis anos depois, o título de Barão de Vila Nova de São José, e depois seria nomeado conde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-5254651339595636753?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/5254651339595636753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=5254651339595636753' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5254651339595636753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5254651339595636753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/09/princesa-o-amante-e-esposa-do-amante.html' title='&lt;strong&gt;A PRINCESA, O AMANTE E A ESPOSA DO AMANTE&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-4667372524107244977</id><published>2010-09-03T06:08:00.001-07:00</published><updated>2010-09-21T13:10:44.699-07:00</updated><title type='text'>A REBELIÃO DOS SINAIS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TJew3l2-BJI/AAAAAAAAAGM/YyrjTFcY868/s1600/OgAAAPfqRdoySYdGjqo1K7EFQPl2_liWtafytEmwo9Kd8j3ajsl5EcIeBRgjgpnKnCz2NRL8tHN3bgL25jityxkahxoAm1T1UFXLp21MUP9SHeX8SFnFuknIFKqZ.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TJew3l2-BJI/AAAAAAAAAGM/YyrjTFcY868/s200/OgAAAPfqRdoySYdGjqo1K7EFQPl2_liWtafytEmwo9Kd8j3ajsl5EcIeBRgjgpnKnCz2NRL8tHN3bgL25jityxkahxoAm1T1UFXLp21MUP9SHeX8SFnFuknIFKqZ.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519074337467794578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;RELANÇAMENTO DE "A REBELIÃO DOS SINAIS" e "O VELHO OESTE CARIOCA":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 DE OUTUBRO - 18h - LIVRARIA EDITAL - TRAVESSA FERREIRA BORGES, 20, CAMPO GRANDE - RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16 DE OUTUBRO - 20h - NO BAR CHOPP DA VILLA (LARGO DA VILLA SANTA RITA, EM CAMPO GRANDE - RJ) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefácio de "A rebelião dos sinais":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A causa do bom português &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arthur Dapieve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há não muito tempo um canal de TV por assinatura cismou de, para parecer moderninho, legendar os filmes que exibia numa determinada sessão à moda da internet. E tome vc e tome naum e tome tc. A invencionice foi rechaçada tão rápido e unanimemente que saiu do ar. “A rebelião dos sinais”, minipeça que dá nome a esta coletânea de contos de André Luís Mansur, adota um tom quase infantil para abordar essa questão bem adulta: a contagiosa canibalização da linguagem nas salas de papo na internet e fóruns assemelhados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mansur, é claro, legisla em causa própria: a do bom português. Apesar da alegoria do Til, do Ponto de Exclamação e dos demais sinais gráficos – salvo o Trema, coitado, definitivamente desempregado pela nova reforma ortográfica – entrando em greve, a maioria dos outros heróis do autor é bem pé no chão. Eles são gente do povo, comum, de carne e osso, capaz até de escutar Chet Baker no ônibus que volta de Vitória, onde se foi assistir ao casamento de uma ex-namorada (caso do narrador de “O ônibus na estrada reluzente”). Seus personagens frequentam filas do INSS sem nenhuma esperança de transcendência. Eles não comportam a idealização da literatura-como-tese-sociológica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O narrador de “Zé Pereira” é um bom exemplo. Há vinte anos ele vive feliz, ou ao menos anestesiado, com Suzane. Só os roncos dela o incomodam. Cada vez mais careca, cada vez mais barrigudo, Pereira desconfia que sua chefa lhe joga os olhos verdes em cima por mais tempo que o razoável. Até a noite de temporal em que ela lhe serve um uisquinho após o expediente. “Entendi o que era a traição sentado ali, poltrona giratória, olhando a chuva pela janela”, medita Pereira. É esse caminhar conformado para o cadafalso que delimita o heroismo nos contos de "A rebelião dos sinais”. O heroismo da tragédia grega. Para que lutar contra o próprio destino, seja ele qual for? Inútil, tudo inútil. Diferentemente de clássico helênico padrão, porém, Mansur tem senso de humor. Mesmo na desgraça mais profunda há espaço para um riso dolorido. E para as perturbadoras Reticências...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista para a rádio MEC, programa Estação Cultura, com Alessandra Eckstein:&lt;br /&gt;http://bit.ly/bwydPc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-4667372524107244977?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/4667372524107244977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=4667372524107244977' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4667372524107244977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4667372524107244977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/09/rebeliao-dos-sinais.html' title='&lt;strong&gt;A REBELIÃO DOS SINAIS&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TJew3l2-BJI/AAAAAAAAAGM/YyrjTFcY868/s72-c/OgAAAPfqRdoySYdGjqo1K7EFQPl2_liWtafytEmwo9Kd8j3ajsl5EcIeBRgjgpnKnCz2NRL8tHN3bgL25jityxkahxoAm1T1UFXLp21MUP9SHeX8SFnFuknIFKqZ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-8107718145728042429</id><published>2010-08-16T08:45:00.000-07:00</published><updated>2010-08-19T06:11:25.817-07:00</updated><title type='text'>OS 300 ANOS DA INVASÃO FRANCESA AO RIO DE JANEIRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TGmCEGrgO7I/AAAAAAAAAF8/VShS9QCbpyA/s1600/Du%2520Clerc%25202%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 127px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TGmCEGrgO7I/AAAAAAAAAF8/VShS9QCbpyA/s200/Du%2520Clerc%25202%5B1%5D.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506075026461309874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Faz três séculos que o Rio de Janeiro viveu um dos capítulos mais dramáticos de sua História &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 17 de agosto de 1710, uma frota composta por seis embarcações e um número entre 1000 e 1500 corsários franceses tentou entrar no estreito gargalo da Baía da Guanabara. Lógico que o objetivo deles não era nem um pouco amistoso. Corsários eram piratas, digamos, “oficiais”, pagos pelos seus respectivos reinos para invadir e saquear territórios inimigos. À frente da esquadra estava Jean François Du Clerc, audacioso comandante nascido na ilha de Guadalupe, no mar do Caribe, e que adquirira grande fama pelas várias vitórias conseguidas contra portugueses e ingleses em acirradas batalhas navais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repelidos pelos canhões da Fortaleza de Santa Cruz, os franceses seguiram rumo ao litoral oeste da cidade. Saquearam algumas fazendas e igrejas na Ilha Grande e na Ilha da Madeira, não sem reação dos moradores, que mataram e feriram alguns dos invasores, e resolveram invadir a cidade pela Barra de Guaratiba, desembarcando naquela praia em 11 de setembro. Guiados por quatro escravos fugidos, saquearam novamente fazendas e igrejas (entre elas a de Santo Antônio da Bica, restaurada há algumas décadas pelo paisagista Burle Marx) e seguiram rumo ao centro da cidade, provalmente pelas montanhas de Jacarepaguá e da Barra da Tijuca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrincheirados entre os morros da Conceição e de Santo Antônio, as forças de defesa comandadas pelo governador Francisco de Castro Morais, não impediram o avanço dos franceses, que chegaram no dia 19 e seguiram rumo por Santa Teresa até a altura do Largo do Carmo, atual Praça XV, onde ocorreram os principais combates. Os brasileiros eram liderados por Gregório de Castro Morais, irmão do governador, e pelo Frei Francisco de Meneses. Entre seus combatentes mais fervorosos, estavam os estudantes do Colégio dos Jesuítas, no morro do Castelo. Além de tiros, pedras e facadas, os franceses precisavam enfrentar as tinas de água fervente despejadas pelos moradores nas ruas estreitas da cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdida a guerra, com um saldo de 300 franceses mortos e 500 feridos, 50 defensores mortos e cem feridos (números sempre estimados apenas), os franceses presos ficaram espalhados em alguns lugares da cidade. Du Clerc foi preso no Colégio dos Jesuítas, mas conseguiu ser removido para a casa do Tenente Tomás Gomes da Silva, na rua da Quitanda – um dos melhores sobrados da cidade na época. E aí acontece outro episódio obscuro de toda esta história, pois na noite de 18 de março o comandante francês foi assassinado na cama. Havia rumores de que Du Clerc andou se engraçando com algumas senhoras respeitáveis da sociedade carioca, entre elas a própria esposa do governador. O caso nunca foi esclarecido e de certa forma foi vingado pela invasão de René Duguay-Trouin no ano seguinte, que só soube da morte de Du Clerc quando aqui chegou e que conquistou a cidade com extrema facilidade, exigindo um resgate altíssimo para ir embora. As falhas do governador na defesa da cidade durante esta segunda invasão lhe valeram o afastamento do cargo e a fama de covarde e ineficiente na defesa da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Li muitos livros que citam o tema, o mais completo, no entanto, é "Os arquivos da invasão", do pesquisador Ronaldo Morais, que foi a fundo na sua pesquisa sobre a incrível aventura do corsário francês.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Pintura: “Derrota dos Franceses e Prisão de Du Clerc em 1710”- Armando Viana. Museu Histórico Nacional-GB&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aguardo sua visita aos meus outros blogs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-8107718145728042429?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/8107718145728042429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=8107718145728042429' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8107718145728042429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8107718145728042429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/08/os-300-anos-da-invasao-francesa-ao-rio.html' title='&lt;strong&gt;OS 300 ANOS DA INVASÃO FRANCESA AO RIO DE JANEIRO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TGmCEGrgO7I/AAAAAAAAAF8/VShS9QCbpyA/s72-c/Du%2520Clerc%25202%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-6049015141753277058</id><published>2010-07-23T11:40:00.000-07:00</published><updated>2010-07-28T05:45:22.952-07:00</updated><title type='text'>HENRIVILLE: O BATISMO FRANCÊS DO RIO DE JANEIRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qS1067DQnl0/S4vIr6pCXHI/AAAAAAAADPc/Zm4YZZaiMNs/s320/RIO_15~1.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qS1067DQnl0/S4vIr6pCXHI/AAAAAAAADPc/Zm4YZZaiMNs/s320/RIO_15~1.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;br /&gt;Um dos maiores mistérios que envolvem os turbulentos anos da fundação da cidade do Rio de Janeiro é o da construção de Henriville, aquele que seria o primeiro aglomerado urbano europeu nas Américas. A cidade, vamos chamá-la assim, teria sido fundada pelos franceses comandados pelo almirante francês Nicolas Durand de Villegagnon em 1556 na altura da atual praia do Flamengo, mais precisamente na foz do rio Carioca, que obviamente na época era formado por águas limpas e cristalinas, bem diferente de hoje, quando desemboca de forma fétida na praia do Flamengo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome Henriville era uma homenagem ao rei da França, Henrique II. Seu nome aparece em vários mapas da época e também numa carta de Villegagnon ao Duque de Guisse, além de constar em um panfleto anônimo dos calvinistas. Um dos argumentos mais fortes a favor da sua existência é que seria extremamente lógico que Villegagnon realmente tivesse mandado construir uma base em terra. Ela serviria de apoio à ocupação da ilha que levaria o nome do francês, onde foi instalado o Forte Colligny para defender o que foi denominado pelos súditos de Henrique II de França Antártica. Hoje na ilha fica a Escola Naval. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os relatos da época, em Henriville conviviam pacificamente centenas de franceses e índios tamoios, que cultivavam frutas e legumes para abastecer a população do forte e ainda recolhiam água do rio Carioca. Na ilha não havia nem água potável, o que só aumenta a crença de que o aglomerado urbano realmente existiu. A relação entre os franceses e os tamoios, inimigos ferrenhos dos tupinambás, aliados dos portugueses, era muito boa. Liderados por Cunhambebe, que se tornou grande amigo de Villegagnon, os índios preparavam as toras de pau Brasil que tanto interessavam aos franceses, capturavam araras, papagaios, micos e outros animais exóticos para os europeus e, em troca, os franceses lhes entregavam as quinquilharias de sempre, tecidos, machados, colares, miçangas etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henriville teria sido completamente destruída em março de 1560, quando a expedição comandada pelo português Mem de Sá, então governador-geral do Brasil, derrotou os franceses do forte Colligny. Villegagnon estava na França, justamente tentando buscar reforços para sua colônia carioca. A falta de qualquer vestígio da pequena cidade francesa se justifica: afinal, não ficaria bem para os portugueses terem de admitir que o Rio de Janeiro nasceu falando francês e só depois mudou de língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aguardo sua visita aos meus outros blogs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-6049015141753277058?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/6049015141753277058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=6049015141753277058' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6049015141753277058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6049015141753277058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/07/henriville-o-batismo-frances-do-rio-de.html' title='&lt;strong&gt;HENRIVILLE: O BATISMO FRANCÊS DO RIO DE JANEIRO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qS1067DQnl0/S4vIr6pCXHI/AAAAAAAADPc/Zm4YZZaiMNs/s72-c/RIO_15~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-3843912732488477672</id><published>2010-07-21T13:26:00.000-07:00</published><updated>2010-07-28T05:45:41.064-07:00</updated><title type='text'>OS PESCADORES DA PIEDADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TEddQaRK46I/AAAAAAAAAEk/GDoN5Jj1QLw/s1600/Apresenta%2B%C2%BA%2B%C3%BAo+-+Banda+033.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TEddQaRK46I/AAAAAAAAAEk/GDoN5Jj1QLw/s200/Apresenta%2B%C2%BA%2B%C3%BAo+-+Banda+033.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496464406739608482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A praia da Piedade, em Magé, cidade situada às margens da Baía de Guanabara, abrigou um dos portos mais movimentados do Brasil Colônia, por onde chegavam as riquezas das Minhas Gerais e por onde embarcavam passageiros que depois seguiriam para a região serrana do estado. Não à toa, foi nesta cidade que surgiu a primeira estrada de ferro do Brasil, obra do Barão de Mauá, inaugurada em 30 de abril de 1854. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma história muito conhecida na região é a do Poço Bento, que teria sido encontrado pelo famoso padre José de Anchieta. Reza a lenda que em 1556 o missionário encontrou o poço, na praia da Piedade, e viu que a água era imprópria, muito salobra, e que com um pequeno toque do seu cajado ela teria se tornado potável. Outra versão é que o padre teria perfurado a terra, muito árida e seca, com o seu cajado e a partir daí teria surgido uma água cristalina. Com a divulgação do suposto milagre, o poço bento, como passou a ser chamado, virou uma atração turística na praia e é muito visitado até hoje, quando romeiros o procuram em busca de curas para as suas doenças. Os padres jesuítas construíram uma ermida no morro da Piedade, ali pertinho, e que deu origem ao santuário de Nossa Senhora da Piedade. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TEdghk2F2KI/AAAAAAAAAFM/zrM4e4GlhmA/s1600/joao.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TEdghk2F2KI/AAAAAAAAAFM/zrM4e4GlhmA/s200/joao.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496468000171481250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A praia da Piedade foi muito importante para a cidade de Teresópolis, pois para se chegar à cidade serrana era preciso passar pelo cais que existe até hoje na praia. Infelizmente, como em todas as praias da Baía de Guanabara, a da Piedade é imprópria para banhos. Pior do que isso é a situação dos pescadores, que precisam tirar o seu sustento das águas imundas da Baía de Guanabara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um projeto muito interessante, do qual tomei conhecimento há pouco tempo, foi desenvolvido no Colégio Estadual de Magé. Intitulado “Os pescadores da Praia da Piedade ensinando a pescar”, além de demonstrar os reflexos da poluição na Baía de Guanabara na atividade dos pescadores, alunos e professores do colégio fizeram entrevistas, organizaram maquetes e participaram de aulas sobre a degradação do meio ambiente na região. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TEdgK6xwmQI/AAAAAAAAAFE/uYb33b_L1eY/s1600/mage.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TEdgK6xwmQI/AAAAAAAAAFE/uYb33b_L1eY/s200/mage.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496467610921900290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os alunos fizeram quatro visitas à região, orientados pelos professores, nas quais tiveram contato direito com a realidade dos pescadores, como a sujeira na praia e no manguezal e aprenderam um pouco sobre a rica História da região, para a contextualizar tudo o que aprenderam. Seria muito bom se mais trabalhos deste tipo fossem feitos com nossos alunos. Espaço físico é que não falta e um bom exemplo é o que acontece no outro lado da cidade, onde a Baía de Sepetiba sofre os mesmos problemas que sua ´prima´ mais famosa, e que torna tão difícil quanto a vida dos pescadores das praias da Pedra de Guaratiba e de Sepetiba.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TEdhGl7BFHI/AAAAAAAAAFU/sK_h0sGj2mo/s1600/11%2520-%252012%2520-%25202009%2520089%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TEdhGl7BFHI/AAAAAAAAAFU/sK_h0sGj2mo/s200/11%2520-%252012%2520-%25202009%2520089%5B1%5D.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496468636115735666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aguardo sua visita aos meus outros blogs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-3843912732488477672?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/3843912732488477672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=3843912732488477672' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3843912732488477672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3843912732488477672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/07/os-pescadores-da-piedade.html' title='&lt;strong&gt;OS PESCADORES DA PIEDADE&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/TEddQaRK46I/AAAAAAAAAEk/GDoN5Jj1QLw/s72-c/Apresenta%2B%C2%BA%2B%C3%BAo+-+Banda+033.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-1377531520531411824</id><published>2010-07-06T06:45:00.000-07:00</published><updated>2010-07-06T09:55:48.058-07:00</updated><title type='text'>OS AÇOITES DO MAJOR VIDIGAL </title><content type='html'>&lt;a href="http://www.portalventrelivre.com/wp-content/uploads/2009/08/Aplica%C3%A7%C3%A3o-do-castigo-da-chibata.-Jean-Baptiste-Debret.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 261px;" src="http://www.portalventrelivre.com/wp-content/uploads/2009/08/Aplica%C3%A7%C3%A3o-do-castigo-da-chibata.-Jean-Baptiste-Debret.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A polícia brasileira surgiu em 13 de maio de 1809 no Rio de Janeiro, por ordem do príncipe regente D. João, que havia chegado à cidade um ano antes com toda a sua comitiva, todos fugidos das tropas francesas de Napoleão Bonaparte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes dela, cujo nome oficial era Guarda Real de Polícia, a ordem pública era mantida principalmente por guardas civis desarmados, contratados pelo Conselho Municipal. Somente em casos de tumultos maiores era pedido o apoio de destacamentos do Exército e unidades das milícias denominadas ordenanças. Isso nas capitais e nas cidades importantes, pois no interior e nas zonas rurais quem mantinha a ordem mesmo era o coronel e seus capangas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a Guarda Real, subordinada à também recém-criada Intendência Geral de Polícia da Corte e do Estado do Brasil, surgia uma força policial de tempo integral, com organização militar e ampla autoridade. Os oficiais e soldados da primeira polícia vinham do Exército e recebiam apenas um pagamento simbólico, além de uniforme, alojamento e comida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guarda Real ficaria famosa nos seus primeiros anos graças à figura do major Miguel Nunes Vidigal, que chegaria a segundo-comandante da unidade. Seu alvo principal eram as batucadas que aconteciam nos arredores do centro da cidade e dos quais participavam “pessoas comuns, na maioria escravos, que confraternizavam, bebiam cachaça e dançavam ao som de música afro-brasileiras até tarde da noite”. &lt;strong&gt;(1) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vidigal escolhia seus comandados pelo tamanho e truculência e gostava de usar nas suas rondas um chicote de haste longa e pesada, com tiras de couro cru na extremidade. Os vagos procedimentos legais não eram nem de longe seguidos pelas guarnições do major, que quando chegavam numa batucada também batiam, e muito, em quem encontrassem pela frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imensa maioria das prisões executadas por Vidigal era de negros, incluindo aí os escravos fugidos, o que mereceu o comentário do comerciante inglês John Luccock de que “as leis eram tão imperfeitas ou tão imperfeitamente executadas que parece que os brancos aos poucos se haviam convencido de que estavam acima delas”. &lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vidigal e seus comandados também faziam incursões aos quilombos nos arredores do centro da cidade, como o de Santa Teresa, em 19 de setembro de 1823. No dia seguinte, Vidigal entrou na cidade com toda a pompa, “montando um garanhão empinado, À frente de uma coluna de mais de 200 prisioneiros seminus capturados na incursão, entre homens, mulheres e crianças, muitos deles usando colares de conchas marinhas e decorações de penas que sugeriam elementos da cultura africana”. &lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os métodos de Vidigal, pelo visto, agradavam aos detentores do poder, tanto que em 1820 ele recebeu dos monges beneditinos um terreno aos pés do morro Dois Irmãos, que nos anos 40 seria ocupado por uma favela que existe até hoje com o nome do major. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vidigal chegaria a general do exército em 1822, no ano da independência, recebendo a Ordem do Cruzeiro do Sul do imperador D. Pedro I, e se aposentou como marechal-de-campo em novembro de 1824. Seu nome ficaria imortalizado na literatura graças a Manuel Antônio de Almeida, que no seu clássico livro “Memórias de um sargento de milícias” cunhou a temida frase "Lá vem o Vidigal", senha para a debandada de quem estivesse no recinto, principalmente se fosse numa batucada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(1) - Polícia no Rio de Janeiro - Thomas Holloway&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aguardo sua visita aos meus outros blogs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-1377531520531411824?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/1377531520531411824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=1377531520531411824' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/1377531520531411824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/1377531520531411824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/07/os-acoites-do-major-vidigal.html' title='&lt;strong&gt;OS AÇOITES DO MAJOR VIDIGAL &lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-8790293930204303876</id><published>2010-05-31T08:32:00.001-07:00</published><updated>2010-05-31T08:48:21.474-07:00</updated><title type='text'> A COPA DO MUNDO E OS FICHAS SUJAS </title><content type='html'>&lt;a href="http://copa.imguol.com/2010/copadomundo/2010/02/08/torcida-sul-africana-faz-festa-com-vuvuzelas-em-amistoso-contra-o-zimbabue--1265636130584_300x300.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://copa.imguol.com/2010/copadomundo/2010/02/08/torcida-sul-africana-faz-festa-com-vuvuzelas-em-amistoso-contra-o-zimbabue--1265636130584_300x300.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A primeira Copa do Mundo a que assisti de verdade foi a de 82 e lembro bem da fatídica derrota para a Itália, no estádio Sarriá, que provocou a tão famosa comoção nacional. Bem, de lá pra cá, já se foram seis Copas do Mundo e o que venho observando, de quatro em quatro anos, é que alguma coisa realmente mudou. Já não há mais aquela euforia de outrora, quando, mal acabava o Carnaval e “começava o ano” da Copa, ruas eram pintadas e decoradas, você via uma quantidade muito maior de camisas amarelas e de bandeiras nos carros, de vez em quando um ou outro já soprava aquelas cornetas infernais, enfim, havia um frisson, um prenúncio de catarse coletiva que, à medida que ia se aproximando a convocação do escrete, assumia uma condição de paralisação do país, da tal “pátria em chuteiras”, como bem definiu um dia Nelson Rodrigues. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Já vinha notando esta redução do estado de euforia, se é que podemos chamá-lo assim, mas neste ano a coisa chegou ao seu auge, às vezes até dando a entender que não teremos Copa do Mundo e que a vida vai transcorrer tranqüila no mês de junho, apenas com a diferença de que haverá uns joguinhos da seleção aqui e ali. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;É claro que o futebol é o esporte mais popular do mundo, mexe realmente com as emoções de quem o aprecia e, no caso da Copa do Mundo, até de quem mal conhece as suas regras. Mas sempre achei um exagero o estado de loucura coletiva que via não só durante a competição, mas já nos meses anteriores, uma dependência completa do resultado da seleção, que se perdesse provocaria uma catástrofe geral, uma quebradeira na economia, que todo mundo ficaria perdido, sem um rumo, sem um horizonte, uma esperança – algo parecido com o que ocorreu na Copa de 82. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Bem, é verdade que a televisão já está nos entupindo de anúncios sobre a Copa, algumas ruas foram enfeitadas, mas realmente não há nada que se compare a tempos como o da carta que Carlos Drummond de Andrade escreveu para o neto Luiz Maurício, um pouco antes da derrota para a Itália: “Aqui vivemos em plena euforia pelo futebol, como se o futuro do país dependesse dos pés de Zico, Éder e Sócrates. As ruas estão inundadas de flâmulas e faixas verde-amarelas, e até o asfalto foi pintado com as cores dos clubes e os retratos dos jogadores. Uma verdadeira loucura que tem um componente de alienação: procura-se esquecer a inflação torcendo pela vitória na Copa do Mundo”. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Pena que o grande poeta de Itabira não esteja mais entre nós para uma avaliação bem mais precisa do que mudou neste longo período de alegrias e frustrações futebolísticas, pois o que me parece que esteja acontecendo neste ano seja realmente um sinal de amadurecimento político, já que a grande mobilização nacional que percebi nas últimas semanas foi em relação à votação dos fichas sujas, que se não foi aquilo que se esperava, já foi um avanço muito grande para um tema que achávamos que jamais seria “votado pela maioria”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em recente palestra no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio, dentro do excelente evento “Brasil, futebol e livros”, o sociólogo Ronaldo Helal descreveu este cenário de forma bem profunda e abrangente, dizendo que o que acontecia antes é que a derrota ou a vitória em Copas do Mundo ultrapassava as fronteiras esportivas e alcançava uma dimensão de perda ou ganho de “auto-estima nacional”. Quando perdíamos, adotávamos o tal “complexo de vira-latas”, para usar a famosa expressão cunhada por Nelson Rodrigues, e quando vencíamos dizíamos que “com o brasileiro não há quem possa”, fazendo uma referência à música-tema da vitória no Mundial de 58.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Helal, e concordo plenamente com ele, hoje a seleção brasileira e a Copa do Mundo se limitam simplesmente à esfera esportiva, ainda mais que a seleção hoje é formada basicamente por jogadores que atuam no exterior, o que reduz e muito a empatia com a seleção. Basta ver que as paixões clubísticas continuam acirradas, já que os clubes e seus jogadores estão próximos do torcedor.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Seria muito bom aproveitar esta nova, digamos, mentalidade e desejar que as pessoas voltassem a se mobilizar pelas grandes causas públicas, ainda mais agora, com a grande rede virtual da internet como auxílio. Que a vibração que a Copa do Mundo traz, mesmo para quem nunca acompanha futebol, sirva de estímulo para a esta possível mudança de postura, ainda mais que logo depois vem disputa das eleições, uma “competição” cuja derrota tem um efeito muito mais prolongado do que a de uma Copa do Mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aguardo sua visita aos meus outros blogs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-8790293930204303876?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/8790293930204303876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=8790293930204303876' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8790293930204303876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8790293930204303876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/05/copa-do-mundo-e-os-fichas-sujas.html' title='&lt;strong&gt; A COPA DO MUNDO E OS FICHAS SUJAS &lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-5360907144934268761</id><published>2010-05-17T05:34:00.000-07:00</published><updated>2010-05-21T15:00:03.616-07:00</updated><title type='text'>POR QUE POLÍTICOS NÃO VÃO AO HOSPITAL PÚBLICO?</title><content type='html'>&lt;a href="http://ucho.info/wp-content/uploads/2010/03/silencio_hospital_02.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 174px; height: 180px;" src="http://ucho.info/wp-content/uploads/2010/03/silencio_hospital_02.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Creio que deveria haver uma lei que obrigasse os políticos a usarem sempre os serviços públicos de saúde e educação, e não os D´or da vida, que no final das contas acabam sendo pagos com dinheiro público. Da mesma forma, seria muito mais honesto ver o filho de um governador ou prefeito, por exemplo, começando o ano letivo numa escola pública,junto com gente de todas as classes sociais, a mesma gente que votou naquele político para ele se dedicasse, entre outras coisas, a melhorar exatamente a saúde e a educação públicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois qual a credibilidade que um político tem se quando ele fica doente é logo internado no melhor hospital particular da cidade, com uma infraestrutura de primeira, médicos atenciosos e bem pagos e quarto particular? E também qual a credibilidade do político cujos filhos estudam num colégio caríssimo, com educação integral, aulas de arte, inglês, esporte, música, teatro etc, etc? Onde fica a tal história de “dar o exemplo”? Mal comparando, é como se um alto diretor da Volkswagen chegasse ao trabalho tranquilão, dirigindo o último modelo da...Fiat. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um político não tem coragem de procurar um hospital público ou duvida da capacidade da escola pública de dar uma educação de qualidade aos seus filhos, então ele não serve para ocupar um cargo público. Pode ser que tenha muito sucesso numa empresa privada, num cargo de empresa particular, mas o nome “público” não tem nada a ver com ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, aquele que não pode pagar um bom plano de saúde ou uma escola particular que se vire com as filas, com as máquinas quebradas, com os diversos problemas de infraestrutura, de baixa auto-estima dos profissionais, dos salários irrisórios, de tudo o que serve para desestimular os profissionais destas áreas, que apesar de tudo ainda se esforçam para proporcionar um serviço razoável nestas duas áreas, essenciais em qualquer parte do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que se essa lei existisse os serviços públicos de saúde e educação não melhorariam, já que o político e a sua família “sentiriam na pele” o atendimento público? Mas, afinal, quem é que faz mesmo as leis, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aguardo sua visita aos meus outros blogs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-5360907144934268761?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/5360907144934268761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=5360907144934268761' title='25 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5360907144934268761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5360907144934268761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/05/por-que-politicos-nao-vao-ao-hospital.html' title='&lt;strong&gt;POR QUE POLÍTICOS NÃO VÃO AO HOSPITAL PÚBLICO?&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-1322810393180784949</id><published>2010-04-23T05:54:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T05:04:46.754-07:00</updated><title type='text'>NO MEIO DO CAMINHO, TINHA UMA ÁRVORE</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.2rm.eb.mil.br/novo/images/stories/Olavo%20Bilac.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 148px; height: 200px;" src="http://www.2rm.eb.mil.br/novo/images/stories/Olavo%20Bilac.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dos poetas mais celebrados do Brasil foi também o primeiro “barbeiro” do Rio de Janeiro, mas não no sentido de quem faz barba e cabelo e sim no pejorativo mesmo, de mau motorista. Em 1897, o Rio de Janeiro recebia o seu primeiro automóvel, um peugeot preto trazido da França pelo jornalista José do Patrocínio, um dos maiores incentivadores da Lei da Abolição da Escravidão, de 1888. O veículo era francês e movido a vapor d´água, com fornalha, caldeira e chaminé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem é preciso ressaltar que o fato constituiu-se em grande novidade e alvoroço na cidade, que apesar de ser a capital do Brasil era tranqüila, com suas charretes, tílburis, diligências e bondes de tração animal. O inferno dos engarrafamentos, buzinaços e escapamentos de motor ainda estava muito longe de azucrinar a vida da pacata cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A circulação do automóvel de José do Patrocínio, guiado pelo próprio, provocou um verdadeiro pandemônio por onde passava, assustando os animais que puxavam os demais veículos e, claro, os transeuntes que circulavam distraídos pelas estreitas ruas da cidade, sem imaginar que dariam de cara com a invenção que se transformaria em um dos símbolos mais fortes do século que estava para começar, o século da urgência e da mecanização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo ia bem até que certo dia o poeta Olavo Bilac se interessou pela geringonça e resolveu ter aulas de direção com José do Patrocínio, inaugurando, sem saber, o primeiro curso de auto-escola da cidade. Bilac, no entanto, como motorista mostrou-se um excelente poeta, pois na primeira vez que circulou com o veículo, tendo José do Patrocínio como carona, espatifou o carro contra o tronco de um árvore, na Estrada Velha da Tijuca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que nem todo brasileiro é apaixonado por carro, mas José do Patrocino o era. Até porque o seu era o único da cidade. E sua desolação foi imensa, pois seu carro foi a primeira “perda total” da cidade. Quem não ficou triste, com certeza, foi o povo carioca, ao pensar que ao invés de um tronco de árvore poderia existir um pedestre no meio do caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tranqüilidade, no entanto, durou pouco. Cinco anos depois, Fernando Duval trouxe o primeiro veículo movido a motor com explosão, da marca Decauville. O carro não tinha capota, o motor era de dois cilindros e o escapamento era livre, sem silencioso, aí já dando para imaginar que a tal explosão do motor tinha realmente um sentido bem literal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Agradeço a Drummond pela inspiração do título. Pelo que eu saiba, o grande poeta mineiro era mais chegado a passear pela orla de Copacabana do que a dirigir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Feito em parceria com o pesquisador Ronaldo Carneiro.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Se puder, veja também meus outros blogs:&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-1322810393180784949?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/1322810393180784949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=1322810393180784949' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/1322810393180784949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/1322810393180784949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/04/no-meio-do-caminho-tinha-uma-arvore.html' title='&lt;strong&gt;NO MEIO DO CAMINHO, TINHA UMA ÁRVORE&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-5863932364337346283</id><published>2010-04-07T07:20:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T10:00:51.989-07:00</updated><title type='text'>DUZENTOS ANOS DE ENCHENTES</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_llUukq5H8cA/S4rlJhKsYnI/AAAAAAAABII/jUzfCzo--Tc/s320/castelo.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 311px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_llUukq5H8cA/S4rlJhKsYnI/AAAAAAAABII/jUzfCzo--Tc/s320/castelo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por que uma tragédia precisa se repetir indefinidamente? O temporal que provocou o caos no Rio de Janeiro, com mais de 200 mortes, carrega um elemento ainda mais dramático, pois está perto de se completar 200 anos uma enchente devastadora que assolou a cidade entre os dias 10 e 17 de fevereiro de 1811 e que ficou conhecida como as “águas do monte”, pois a chuva descia dos muitos morros do centro do Rio e alagava tudo, provocando deslizamentos, desmoronamentos e muitas mortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá para cá, pelo visto nada mudou. Quer dizer, mudou para pior, pois a cidade se alastrou, sem nenhum planejamento urbano, e hoje apresenta uma situação para a qual não vejo solução, da mesma forma que em São Paulo as enchentes do Tietê vão continuar provocando o caos na cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas “águas do monte”, parte do extinto morro do Castelo, berço da cidade, desmoronou, levando junto muitas casas. As igrejas da cidade acabaram acolhendo os muitos desabrigados, por ordem do príncipe D. João, e o principal meio de transporte na cidade acabou sendo a canoa, herança dos indígenas (chegou a haver uma batalha de canoas na Baía de Guanabara na época da guerra entre portugueses contra franceses e tamoios pela conquista da cidade) e que encontra sua referência nas balsas dos bombeiros hoje em dia para tirar gente de ônibus, nas pranchas de surfe e até nos pedalinhos da Lagoa Rodrigo de Freitas, que invadiram a rua e serviram de condução para quem queria fugir das enchentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo conta o importante historiador Vieira Fazenda, citado por José Antônio Nonato e Núbia Melhem Santos no excelente livro “Era uma vez o morro do Castelo”, começou a chover torrencialmente às 11 da manhã do dia 10 e “a borrasca, longe de amainar, continuou incessante durante sete longos dias de verdadeiro suplício para os habitantes desta heróica e leal cidade”. As ruas, assim como hoje, viraram “caudalosos rios”, o Campo de Santana se transformou em uma grande lagoa e muita gente morreu soterrada nas casas que ruíram com a grande massa de terra que desceu do morro do Castelo, principalmente as casas do antigo Beco do Cotovelo, na parte do morro que ficava defronte à Ilha das Cobras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma canção muito popular no século XIX guardou na memória dos cariocas a tragédia de 1811. Dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Vem cá Bitu! Vem cá Bitu!&lt;br /&gt;Vem cá, vem cá, vem cá...&lt;br /&gt;- Não vou lá, não vou lá, não vou lá,&lt;br /&gt;Tenho medo de apanhar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cadê o teu camarada?&lt;br /&gt;- Água do Monte o levou...&lt;br /&gt;Não foi água, não foi nada,&lt;br /&gt;Foi cachaça que o matou.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registrada por Santa Ana Nery, a letra de “Vem cá Bitu!” deve ser acompanhada pela melodia da cantiga de roda “Cai, cai, balão” e Bitu, segundo conta Vieira Fazenda, parece ter existido mesmo. Teria sido um dos mortos entre as casas soterradas pelo morro do Castelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua triste cantiga, pelo visto, ecoa até hoje entre os escombros desta cidade que não consegue absorver as tais intempéries da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Se puder, veja também meus outros blogs:&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-5863932364337346283?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/5863932364337346283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=5863932364337346283' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5863932364337346283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5863932364337346283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/04/duzentos-anos-de-enchentes.html' title='&lt;strong&gt;DUZENTOS ANOS DE ENCHENTES&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_llUukq5H8cA/S4rlJhKsYnI/AAAAAAAABII/jUzfCzo--Tc/s72-c/castelo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-4336158952098695473</id><published>2010-03-22T07:18:00.000-07:00</published><updated>2010-04-08T05:34:48.919-07:00</updated><title type='text'>JOÃO ANTÔNIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eMPEt9XdDSc/SmoBE9YmxyI/AAAAAAAAFEQ/EKYTsao5bFQ/s320/joao_antonio.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 262px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eMPEt9XdDSc/SmoBE9YmxyI/AAAAAAAAFEQ/EKYTsao5bFQ/s320/joao_antonio.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como conhecer um grande escritor sem se dar conta disso. &lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no final de 1993. Fazia meu estágio de jornalismo na TVE do Rio de Janeiro e de vez em quando mostrava meus textos de ficção para alguém, podia ser algum colega de profissão ou um convidado do programa “Sem Censura”. Numa dessas ocasiões, dei de cara na redação com o escritor João Antônio, que havia acabado de ser entrevistado no citado programa, na época ainda comandado por Lúcia Leme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tinha ouvido falar nele e sabia que era um grande contista, dos nossos melhores, mas que andava muito mal divulgado. O problema, no entanto, é que não tinha lido nada dele. Mesmo assim, ostentando aquela famosa “casa de peroba”, um grau acima da “cara de pau”, e aproveitando que ele estava bem relaxado no ambiente congelado da redação, fui lá, me apresentei e perguntei se ele poderia dar uma olhada nos meus textos, já achando que iria fazer o que todos faziam, uma pequena mesura social e guardar o envelope pardo com as folhas datilografas, prometendo entrar em contato – o que pouquíssimos fizeram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual não foi minha surpresa quando ele me convidou, como se fôssemos amigos de longa data, a bater um papo. Saímos da redação, na avenida Gomes Freire, e fomos até a esquina da rua da Relação, em frente ao Hotel Marialva, onde havia um boteco daqueles bem tradicionais e que nada tem a ver com os espaços estilizados de hoje, caríssimos e que entram na moda sob a alcunha de butiquins sem sequer ostentarem um singelo ovo cor de rosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da longa conversa, entre cervejas (para mim) e doses de ypioca (para ele), ficaram muitas e boas lembranças. O texto? Deu uma rápida olhada e me disse uma frase emblemática: “Leia os russos. Se quiser escrever sobre o povo, leia os russos”. Quando foi embora, de ônibus, fiquei com a certeza de ter encontrado um ser humano especial, que unia simplicidade, muita cultura e um amor incondicional pelos livros e pela gente humilde, não à toa que seu grande mestre na literatura era Lima Barreto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantivemos o contato, seja por telefone ou ao vivo, pois chegamos a trabalhar juntos dois anos depois no jornal “Tribuna da Imprensa”, ele como cronista. Numa das últimas ligações, em 1996, João me pediu para comprar edições antigas de livros dele, que naquele momento eu já conhecia e me apaixonara, me familiarizando com vários personagens ´viradores´ das noites, como Malagueta, Perus e Bacanaço, Paulinho Perna Torta, Meninão do Caixote e Joãozinho da Babilônia. Comprei uns cinco livros em sebos do centro da cidade e marcamos o encontro no apartamento dele, na praça Serzedelo Correia, em Copacabana (bairro sempre presente na sua obra). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a minha primeira visita. João morava sozinho e o que me chamou logo a atenção foi a quantidade de móveis antigos e pesadões no amplo apartamento, o que me passou uma sensação de melancolia. Obviamente, conversamos bastante. Mostrei uma crônica, que ele leu e gostou, e depois fomos tomar um café na praça. Antes, ele quis me pagar pelos livros, o que recusei. Em troca, me presenteou com uma edição de “Patuléia – “, coletânea de contos seus lançada há pouco tempo pela editora Ática. Dizia a dedicatória: “Ao André Luis Mansur, que se interessa pelas coisas brasileiras. Um abraço do João Antônio. Copacabana, 1º de agosto de 1996".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversamos mais um pouco e fui para casa, mas um pouco preocupado devido a um acesso de espirros que ele teve e que me disse não ser nada demais. Eu trabalhava na rádio Brasil, da LBV, como redator. Dois meses depois, com uma profunda tristeza, redigi a notícia da morte do escritor João Antônio, um dos grandes nomes da literatura brasileira contemporânea, encontrado morto em seu apartamento em Copacabana após passar mal. Nem preciso dizer que guardo o livro com a dedicatória entre os meus bens literários mais valiosos, uma despedida sem dizer adeus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pedra de Guaratiba, 11 de março de 2010, um pouco depois do pôr do sol. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Se puder, veja também meus outros blogs:&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-4336158952098695473?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/4336158952098695473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=4336158952098695473' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4336158952098695473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4336158952098695473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/03/joao-antonio.html' title='&lt;strong&gt;JOÃO ANTÔNIO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eMPEt9XdDSc/SmoBE9YmxyI/AAAAAAAAFEQ/EKYTsao5bFQ/s72-c/joao_antonio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-4569232672667618145</id><published>2010-03-01T05:30:00.001-08:00</published><updated>2010-05-04T12:28:27.096-07:00</updated><title type='text'>RIOS ANTIGOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b6/RioCarioca.jpg/150px-RioCarioca.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b6/RioCarioca.jpg/150px-RioCarioca.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais sintomas da degradação ambiental de uma cidade ocorre quando seus rios passam a ser chamados de valões. Aqui no Rio de Janeiro isso ocorre em todos os bairros e o mais irônico é que a cidade carrega um rio no nome, conseqüência do equívoco dos primeiros navegantes, que, ao chegarem aqui em 1º de janeiro de 1502, confundiram a Baía de Guanabara com a foz de um grande rio. Como estávamos em janeiro, Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o rio que deu nome aos nascidos na cidade, o Carioca, é hoje quase totalmente canalizado. Tem apenas um pequeno trecho visível no Largo do Boticário, no Cosme Velho, e desemboca de forma muito mal-cheirosa na Praia do Flamengo. Era às margens dele que o fidalgo português Martim Afonso de Souza morava, em 1531, numa casa de pedra, origem do termo cari-oca, dado pelos indígenas e que significa ´casa de branco´. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da lastimável situação atual, os rios antigos já foram o principal meio de transporte desta cidade, já que as poucas trilhas que existiam eram perigosas e cheias de obstáculos. Assim, rios como o Maracanã, o Comprido, o Carioca, o Andaraí, o Piraquê, o Meriti, o Piraquara, o Guandu e tantos outros foram responsáveis pela maior parte da movimentação de cargas e passageiros da cidade por muito tempo, sempre atrelados a ancoradouros e portos que já não existem, como os de Irajá e Maria Angu, fundamentais para o escoamento de boa parte da produção agrícola do subúrbio carioca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destes tempos de grande importância para o desenvolvimento da cidade só ficaram mesmo os nomes dos rios - boa parte subterrâneos - e os que não passaram por este processo ficam expostos a todo tipo de degradação, não apenas do esgoto jogado &lt;em&gt;in natura&lt;/em&gt; nas suas águas, que nascem limpas e cristalinas nas serras, mas também à falta de educação dos moradores próximos que jogam todo tipo de porcaria em suas águas, de sacos plásticos a cadeiras, sofás e até geladeiras velhas. Um projeto que deu certo aqui na cidade é o dos ´guardiões dos rios´, realizado por pessoas que recebem um salário para não apenas manter o leito do rio sempre limpo mas também as margens. O trabalho recebe o apoio de jardineiros, também da prefeitura, que estão transformando alguns rios em verdadeiras alamedas, com plantas e árvores bem diversificadas. Vendo o trabalho bem feito e o cuidado com que o rio é tratado, a quantidade de lixo jogada neles depois que o projeto começou diminuiu consideravelmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fica aqui uma sugestão, que já compartilho com alguns amigos: por que não chamar o rio pelo nome? Nos mapas da prefeitura, é fácil identifica-los e alguns têm até plaquinhas. Não que isso vá lá mudar muita coisa, mas só de não chamá-los de valão, nome que simboliza sujeira e podridão, quem sabe eles não passem a ser mais respeitados? Afinal, não dizem que o sujeito só passa a existir quando é batizado? &lt;br /&gt;Eu não sei não, mas depois que passamos a chamar o rio perto da minha casa pelo nome dele, Cabuçu-mirim, afluente do Cabuçu, que desemboca no Piraquê e deságua na Baía de Sepetiba (este poderia ser o seu ´nome completo), já percebi que duas garças aparecem por lá todas as manhãs e ficam se refestelando num banco de areia que surgiu milagrosamente no meio do rio.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;* Imagem atual do Rio Carioca, na altura do Largo do Boticário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se puder, veja também meus outros blogs:&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-4569232672667618145?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/4569232672667618145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=4569232672667618145' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4569232672667618145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4569232672667618145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/03/um-dos-principais-sintomas-da.html' title='&lt;strong&gt;RIOS ANTIGOS&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-232580782211978758</id><published>2010-02-19T04:05:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T10:33:49.298-08:00</updated><title type='text'>ENFIM, O RÉVEILLON</title><content type='html'>&lt;a href="http://pcmag.uol.com.br/businessblog/wp-content/uploads/2009/02/carnaval_mascara1.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 296px;" src="http://pcmag.uol.com.br/businessblog/wp-content/uploads/2009/02/carnaval_mascara1.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Já está mais do que na hora de transferirem a queima de fogos do réveillon para a quarta-feira de cinzas. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se isso acontece em outros lugares, mas o Brasil deve ser o único país do mundo que tem dois inícios de ano, o oficial, no dia 1º de janeiro, com a mundialmente famosa queima de fogos na praia de Copacabana, e o que realmente funciona na prática, ou seja, depois do Carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que você não goste da festa momesca, não adianta. Do "início de ano" até a quarta-feira de cinzas, nem tente desenvolver qualquer projeto profissional, não adianta querer reformar a casa, comprar carro ou bicicleta, publicar livro, lançar disco e, acredito, não adianta nem tentar iniciar um namoro. Casar então, de jeito nenhum. A frase que mais se ouve neste período de pré-tudo é a acomodada e preguiçosa “ah, deixa isso pra depois do Carnaval...” Ou então: “Pô, cara, não esquenta a cabeça com isso agora não, depois do Carnaval tu vai ver, tudo vai se resolver”. Ou, mais ainda. “Meu irmão, faz o seguinte (com a mão no ombro): me procura depois do Carnaval. Até lá, não quero pensar em nada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso é bom ou ruim, é difícil responder. Só sei que no Brasil o ano de fato só tem dez meses e é desta forma que devemos nos programar para não pintar a frustração. Até o final de fevereiro, devemos apenas embalar as rotinas de forma cômoda e despreocupante para só após o Rei Momo devolver a chave ao que sobrou da cidade fazermos um planejamento do ano que realmente começa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, sugiro aqui a transferência, válida em todo o território nacional, da tradicional queima de fogos do réveillon para a quarta-feira de cinzas, até porque após os fogos só sobram cinzas mesmo e aí teríamos um simbolismo muito mais forte. Dezembro, janeiro e fevereiro são meses em que já estamos mesmo à meia-bomba, quase sempre com a bateria descarregada após um ano inteiro de atividades, e nada se aproxima mais de uma catarse, de uma "Fênix ressurgindo das cinzas" (olhas elas aí de novo), do que o Carnaval, quando mesmo quem não curte a festa tem a nítida impressão de que algo se foi e que agora é a hora - seja lá do que for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está dada a sugestão. E depois pensamos na Copa do Mundo e nas eleições, que aí já é outro papo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Quem puder, dê uma olhada nos meus outros blogs:&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-232580782211978758?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/232580782211978758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=232580782211978758' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/232580782211978758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/232580782211978758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/02/enfim-o-reveillon.html' title='&lt;strong&gt;ENFIM, O RÉVEILLON&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-6135496360153634209</id><published>2010-02-01T06:53:00.000-08:00</published><updated>2010-02-01T09:41:05.142-08:00</updated><title type='text'>QUALIDADE DE VIDA</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.portalvitrine.com.br/files/imgnews/engarrafamento45236.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 300px;" src="http://www.portalvitrine.com.br/files/imgnews/engarrafamento45236.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A MAIOR ILUSÃO CRIADA PELO AUTOMÓVEL FOI A DE QUE É POSSÍVEL MORAR LONGE DO LOCAL DE TRABALHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que os meios de transporte se tornassem rápidos (e também barulhentos e perigosos), ninguém poderia, por questões óbvias, morar longe do local de trabalho, a não ser não quisesse chegar apenas no final do expediente – isso se o cavalo fosse rápido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também ninguém pode afirmar, afinal, todos neste início de 2010, por mais velhos que sejam, já nasceram sob o ronco dos motores (mesmo que fossem de antigos calhambeques), mas é praticamente certo que aquela gente vivesse bem menos estressada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucas coisas mais irritantes do que um engarrafamento. A pessoa presa dentro de um carro, cercada por outras dezenas, centenas de veículos, sob o sol escaldante do verão, sem poder fazer absolutamente nada, é a tradução perfeita do que está escrito no início deste texto. Graças ao carro, pago em suavíssimas prestações, com muito esforço, o sujeito trabalha no centro da cidade e pensa que pode dar entrada, também com suavíssimas prestações, também com muito esforço, numa casa em um bairro bem mais afastado, onde os preços são bem mais baixos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria, de fato, uma solução perfeita, o ideal da sociedade de consumo: você sai do conforto da sua casa, do aconchego da sua família, entra no carro também confortável (de repente, deu para instalar um ar-condicionado, também com muito sacrifício) e chega ao trabalho bem antes do horário, pois é um carro moderno, que atinge boa velocidade, e passa o dia tranqüilo, pois sabe que, apesar de não morar perto, o tempo que vai levar para chegar em casa de carro é o mesmo que se fosse a pé para casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na teoria é isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que as cidades, mesmo as de médio porte, não comportam mais carros. Não há mais lugar para eles, essa é que a verdade, pelo menos nesse esquema casa-trabalho distante. E a julgar pelas projeções bem otimistas da indústria automobilística, a coisa vai piorar muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas imagine agora o contrário. O sujeito mora a 20 minutos do trabalho, andando devagar, sem nenhuma pressa. Pense na tranqüilidade com que ele acorda, toma banho, pode até ir à rua comprar o pão, bater um papo na esquina e, quem sabe, até ler o jornal, inclusive todas as notinhas das colunas. Além disso, não precisa ouvir o Genílson Araújo, o “repórter aéreo” da CBN, rezando para que não tenha acontecido nenhum acidente que piore ainda mais os já quase intransitáveis caminhos que ele terá de percorrer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho a pé para o trabalho, é possível observar as pessoas, as casas, os prédios, as árvores, em fim, o caminho, descobrir algo de interessante, paquerar, enfim, valorizar o trajeto casa-trabalho, o que é impossível quando se está a 10, 20, 40 quilômetros do destino e o estresse não deixa espaço para qualquer tipo de observação, apenas a traseira do carro da frente. É a própria natureza da "alma encantadora das ruas", de que falava o cronista João do Rio no início do século 20 - mas só possível de ser observada quando a vida percorre um ritmo mais lento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser isso o que costumam chamar de "qualidade de vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Quem puder, dê uma olhada nos meus outros blogs:&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-6135496360153634209?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/6135496360153634209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=6135496360153634209' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6135496360153634209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6135496360153634209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/02/qualidade-de-vida.html' title='&lt;strong&gt;QUALIDADE DE VIDA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-7136836428227823100</id><published>2010-01-10T05:09:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T04:42:02.611-08:00</updated><title type='text'>O PRIMEIRO "NÃO" A GENTE NUNCA ESQUECE</title><content type='html'>&lt;a href="http://intertexto.zip.net/images/celebridades.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 385px; height: 209px;" src="http://intertexto.zip.net/images/celebridades.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Prezado senhor...devolvemos-lhe seus originais...desejamos-lhe muito sucesso..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro “não” que recebi de uma editora foi em 1991, há quase 20 anos. Não era bem uma editora, e sim o Laboratório de Produção Editorial da Escola de Comunicação da UFRJ, a Eco. Minha pequena história de humor, “Superávit, o herói brasileiro”, tinha feito algum sucesso com alunos, professores e o próprio diretor da escola a recomendara para publicação (chegou até a sair no “Ecos da Praia Vermelha”!). No entanto, a obra não passou pelo crivo dos alunos de produção editorial, que a rejeitaram, com argumentos que contestei, mas que não adiantou nada. Acabaram publicando uma espécie de manual de redação e lá se foi o sonho do primeiro livro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que logo em seguida um professor de publicidade da própria Eco adorou o livro e quis publicá-lo na sua editora, em Ipanema. Acharam que o ideal seria transformá-lo em história em quadrinhos. O diretor de criação ficou bem empolgado com as possibilidades de imagem e eu com a chance de me tornar escritor antes de me formar em jornalismo. Até que se deu a tragédia. O governo lançou um dos muitos planos econômicos ´milagrosos´ que surgiam na época da alta inflação, se não me engano foi o Plano Bresser, e lá foi tudo de novo por ´água abaixo´. Foi aí que tive o primeiro contato com o ´jargão oficial´ da recusa de um livro, algo do tipo “teremos que reduzir investimentos”, “mas desejamos-lhe muito boa sorte”, “quem sabe um dia possamos trabalhar juntos” etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, começou a minha coleção de cartas de recusa de editoras, pois só mesmo quando se é jovem demais dá para acreditar que algum editor vá perder tempo analisando páginas datilografas em um envelope pardo (eram os anos 90) de um sujeito completamente desconhecido e sem qualquer tipo de indicação. Neste último item, até consegui um bom aval de dois respeitáveis professores da Eco, Muniz Sodré e Ana Arruda Callado, que gostaram muito do Superávit, mas mesmo assim nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje conheço alguns editores que até avaliam autores desconhecidos, mas são raríssimos, além do quê os blogs são ferramentas muito mais úteis para a divulgação da turma que está escrevendo. Mas na época, era complicado... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cito agora alguns trechos da lista de recusas utilizadas não só para o Superávit, mas também para outros textos. Acho que vale como um estudo de como era a dura vida de ´autores iniciantes´ na era pré-internet.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·        &lt;strong&gt;15/3/91 &lt;/strong&gt;– Prezado André Luis: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fazemos referência ao título acima, cujos originais nos foram encaminhados para apreciação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentavelmente este texto não teve o “aceite” da nossa Comissão editorial e, em vista disso, não poderemos incluí-lo em nossa programação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cordialmente, ......” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·        &lt;strong&gt;24/10/91 &lt;/strong&gt;– “Prezado André: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lemos seu original e estamos devolvendo-o, por não se enquadrar em nosso projeto editorial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente.” &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;·        &lt;strong&gt;30/10/91 &lt;/strong&gt;– “Prezado Senhor, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após cuidadosa análise, chegamos à conclusão que, infelizmente, seu original não se enquadra em nossos planos editoriais para um futuro próximo. Pedimos ainda desculpas pela morosidade da devolução, causada pelo enorme volume de originais a serem analizados (sic). Desejando-lhe sorte com seu novo livro, despeço-me. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamene, ......” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·      &lt;strong&gt;  16/3/93 &lt;/strong&gt;“Prezado Sr, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informamos que o original em referência não teve sua publicação recomendada dentro das prioridades de edição para o biênio 93/94. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, nós o estamos devolvendo, em anexo, a fim de liberá-lo para possíveis contatos com outros editores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente, ......” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·        &lt;strong&gt;19/5/95&lt;/strong&gt; – “Prezado André: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos devolvendo seu original, que, avaliado, não foi aprovado para publicação. Atenciosamente, ......” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·        &lt;strong&gt;15/5/98&lt;/strong&gt; – “Prezado senhor, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecendo a atenção demonstrada ao procurar esta editora, lamentamos informar que nos encontramos impossibilitados de incluir os originais de sua autoria em nossa programação em curso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente, ......” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·       &lt;strong&gt; 22/6/99&lt;/strong&gt; - “Muito nos honrou sua preferência pela ...... para a avaliação de seu material original. Estamos porém com nosso planejamento editorial já definido para os próximos 24 meses, por isso informamos que no momento sua proposta enviada para análise não foi aprovada para ser incluída em nossa projeção de lançamentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos muito gratos por sua atenção e permanecemos interessados em discutir novos projetos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecemos mais uma vez seu contato, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente, ......” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, nem tudo são espinhos. Recebi também alguns retornos positivos, mas que não tiveram seguimento por outros motivos. E, depois de muito tempo, consegui publicar, por enquanto, dois livros, “Manual do Serrote”, em 2004 (Ed. Bruxedo, editores Suzana D´Ávila e Luis Antônio), e “O Velho Oeste Carioca”, em 2008 (ed. Ibis Libris, editores Thereza Christina e João José de Melo Franco). Neste último caso, vale citar que já foi na época do meu blog e a Thereza, sem nunca ter ido à zona oeste do Rio, apostou no livro apenas com a leitura dos artigos que escrevia sobre a região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, acho que vale a pena insistir, afinal, se depois destas cartas (e de outras que não quis incluir para não ficar muito extenso) eu segui em frente, uma recusa aqui e outra ali não vai fazer mal a ninguém. Na pior das hipóteses, serve para preencher um artigo de blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Foto: Filme "Celebridades", de Woody Allen, no qual Kenneth Branagh faz o papel de um pretenso escritor, sempre carregando seu envelope de originais.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Quem puder, dê uma olhadinha nos meus outros blogs:&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-7136836428227823100?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/7136836428227823100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=7136836428227823100' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7136836428227823100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7136836428227823100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2010/01/o-primeiro-nao-gente-nunca-esquece.html' title='&lt;strong&gt;O PRIMEIRO &quot;NÃO&quot; A GENTE NUNCA ESQUECE&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-4419250343233105486</id><published>2009-11-30T06:47:00.000-08:00</published><updated>2010-10-31T05:20:54.696-07:00</updated><title type='text'>OS VERDES ANOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://farm4.static.flickr.com/3098/2826946172_313fbfa40e_m.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 180px;" src="http://farm4.static.flickr.com/3098/2826946172_313fbfa40e_m.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sempre que volto ao meu bairro de infância, retomo minha crença na máquina do tempo.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase não vou ao meu bairro de infância. Além das recordações boas e más que surgem na minha frente (mesmo sem estarem fisicamente na minha frente), o que sempre me chama a atenção é encontrar as mesmas pessoas que faziam parte desta mesma infância fazendo exatamente a mesma coisa. E do mesmo jeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda está lá o depósito de doces onde me empanturrava de guloseimas e, não há como negar, causa maior dos diversos problemas odontológicos que tive na vida adulta. O letreiro ainda é o mesmo de 30 anos atrás, a disposição das bancadas também, e o mais incrível: os três funcionários, sempre gentis e atenciosos, também estão lá, apenas com o acréscimo de outro, mais jovem. Só faltou mesmo a bancada que ficava na frente com os pacotinhos de K-Suco, ideais para visitas inesperadas e com os quais fazíamos saborosos picolés nas compotas de cubos de gelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora hoje não ligue mais para doces (para sorte dos meus dentes), outro dia não resisti: entrei na loja, caminhei um pouco lá dentro, como se estivesse a escolher algo, e comprei alguma bobagem qualquer. Na hora de pagar, dei uma rápida, porém significativa, olhada no perfil dos funcionários. Eles não me reconheceram, e nem poderiam. Afinal, quando moleque, acho que nunca trocamos mais do que algumas palavras. Melhor assim, pois uma conversa banal, do tipo "e aí, quanto tempo, hein?", "está fazendo o quê?", "e seus pais?", "engordou, hein"? tiraria toda a magia do momento, que prosseguiu com um passeio, aqui e ali um reencontro, outros personagens marcantes, como o dono da banca de jornal, onde comprava muitas revistas em quadrinhos, o ponto final do ônibus em frente à minha casa, o barbeiro, com cadeira americana (e onde ainda corto o cabelo) e a mendiga Rubenita, já pela casa dos 60 e tantos, prova viva de que os anticorpos realmente protegem os que vivem nas ruas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me deparo fisicamente com lugares e personagens vivos de algum lugar do passado, percebo que a máquina do tempo é uma invenção totalmente possível de se realizar apenas na memória. Tudo atinge uma outra dimensão, que pode ser agradável ou frustante. Se somos felizes, se conseguimos concretizar pelo menos parte do que planejamos ou sonhamos, este pequeno regresso não deve nos afetar, pelo menos assim acredito. Mas se levamos uma vida frustrante, a falar coisas do tipo "pô, tive tanto tempo pra escolher o que fazer", aí a melancolia assume o papel de protagonista, forçando a busca por uma conjunção tempo-espaço qualquer - um caminho, uma fresta onde dê para interferir nas escolhas que fizemos nos "verdes anos", como diria José Lins do Rego, um autor que fez das memórias da infância passada no engenho do avô matéria-prima para alguns de seus melhores romances. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que tenho nestas viagens ao bairro de infância às vezes é tão real que chego a acreditar que, ao virar a esquina, ainda vou encontrar a mim mesmo, andando de biciclieta monark-monareta verde, jogando bola na rua de paralelepípedos ao meio-dia (e arrebentando o dedão, às vezes), ou entrando no jatão, o brinquedo mais popular do parque IV centenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Quem puder, dê uma olhadinha nos meus outros blogs:&lt;br /&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-4419250343233105486?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/4419250343233105486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=4419250343233105486' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4419250343233105486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4419250343233105486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/11/meus-verdes-anos.html' title='&lt;strong&gt;OS VERDES ANOS&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm4.static.flickr.com/3098/2826946172_313fbfa40e_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-1984433484292246495</id><published>2009-11-10T05:50:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T15:07:34.967-08:00</updated><title type='text'>MANUTENÇÃO DE AMIZADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://rascunhonoindie.files.wordpress.com/2007/04/the_kid.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 366px;" src="http://rascunhonoindie.files.wordpress.com/2007/04/the_kid.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Muitos amigos de infância acabam virando, assim como a Itabira de Drummond, um quadro na parede. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como existe para carros e bicicletas, deveria haver uma oficina para manutenção de amizades. Até os 18 anos, acreditamos que os nossos amigos serão eternos. Compartilham da nossa vida de forma tão profunda que não podemos sequer imaginar a possibilidade de que um dia se transformem em ´estranhos e indiferentes´, aquela pessoa que você encontra na rua, fica meio sem jeito por não ter o que falar e termina a conversa com o sempre inócuo ´vamos marcar´.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, infelizmente, é o que muitas vezes acontece. Claro, muitos permanecem ao nosso lado, alguns conseguem inclusive a proeza de estender a amizade entre os filhos, transferindo a afinidade e afeição mútuas para as respectivas famílias. Estes são casos mais raros. Na maioria das vezes, quando chegamos aos 20 e poucos anos, quando terminamos os estudos, começamos a trabalhar, nos mudamos da rua da infância, enfim, seguimos nosso próprio caminho, acabamos deixando muita coisa para trás, inclusive os amigos (até então) inseparáveis. Novos amigos surgem, no entanto, aos 30, aos 40, aos 50, até no fim da vida, quando, muitas vezes, numa situação grave como uma doença terminal a pessoa descobre uma amizade que até então se mantinha discreta, mas que naquele momento derradeiro se revelou com uma entrega e uma generosidade emocionantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, com as ferramentas virtuais de relacionamento social, como o orkut, por exemplo, acabamos encontrando com mais facilidade muitos amigos de infância. Entrando, por exemplo, na comunidade daquela escola pública onde fizemos o antigo primário, vemos aqui e ali alguma fisionomias conhecidas e pronto, um primeiro contato, muitas recordações, um encontro (real) e todo aquele mundo que se julgava perdido reaparece. Aí podem acontecer três coisas: aquela amizade reaparece, com cores e formas novas; um novo tipo de amizade se forma, quase sem nada a ver com o passado, ou, o mais melancólico, descobrimos que os outrora amigos eternos não foram nada mais do que ´amigos de infância´. E aí vamos manter um contato mais frio e distante, como colegas comuns. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que prefere sequer pensar na possibilidade de voltar a ver a turma antiga, está tão feliz com a vida que leva que uma volta ao passado traria tintas de melancolias e tristeza incompatíveis com o estado atual. Outros já se animam,  organizam almoços, encontros em boates, as tais ´reuniões de confraternização´, que muitas vezes provocam decepção pelo estado físico dos presentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas assim é a vida, ´é bonita, e é bonita´, como diria Gonzaguinha, um sujeito que deixou muitas amizades, antigas, presentes e futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Quem puder, dê uma olhadinha nos meus outros blogs:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;www.criticasmansur.blogspot.com&lt;br /&gt;www.manualdoserrote.blogspot.com&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-1984433484292246495?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/1984433484292246495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=1984433484292246495' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/1984433484292246495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/1984433484292246495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/11/manutencao-de-amizade.html' title='&lt;strong&gt;MANUTENÇÃO DE AMIZADE&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-678332979418754678</id><published>2009-10-19T05:02:00.000-07:00</published><updated>2009-10-20T06:43:41.309-07:00</updated><title type='text'>LEITE COM MANGA</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.gaspoint.com.br/imagens/manga_leite.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 393px; height: 270px;" src="http://www.gaspoint.com.br/imagens/manga_leite.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma das atitudes mais corajosas que já tomei na vida foi quando pedi um copo de leite com manga numa agradável tarde de sábado em um bar do subúrbio carioca de Cascadura. Não que as condições do estabelecimento fossem inadequadas, era até simpático o bar, mas o ato de coragem se justifica por eu ter ouvido desde pequeno que a mistura de leite com manga poderia levar à morte em poucos minutos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei de onde veio a argumentação de que estas duas substâncias unidas poderiam provocar uma explosão fatal ao entrar no organismo, mas sei que ela existia e era constantemente lembrada, acabando por se constituir numa das lendas urbanas de maior durabilidade, tal qual a da mulher loura no banheiro, embora esta nunca tenha tentado desafiar e muitas vezes, quando criança, cheguei em casa com a bexiga no limite por medo de entrar no banheiro do colégio. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Também não sei por quais cargas d´água tomei a coragem de fazer o insólito pedido naquela tarde, enquanto aguardava meu ônibus chegar ao ponto. Tinha 18 anos, estava feliz, ia a uma festa, não havia qualquer sombra de comportamento autodestrutivo em minha vida, talvez fosse uma espécie de rito de passagem, aquela situação que todo adolescente precisa enfrentar antes de ingressar na fase adulta de peito aberto, deixando para trás o medo e a insegurança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, devia ser isso mesmo. E lá fui eu, cheio de coragem, pedir a estranha mistura num bar cheio de gente bebendo cerveja e outras misturas mais fortes. O ridículo da cena talvez lembre o Shane pedindo uma gasosa no bar cheio de “homens brabos” de “Os brutos também amam”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais incrível foi que, ao fazer o pedido, o atendente rapidamente se prontificou a fazer a, digamos, vitamina, ainda perguntando se eu queria com gelo. Enquanto ele preparava, fiquei pensando: será que esse perigo só existia na minha família? Mas não podia ser. Vários amigos e conhecidos me asseguravam que a mistura leite com manga era tão fatal quando picada de lacraia (outra história terrivelmente ameaçadora). Ou então será que aquele bar era o único bastião contra estas lendas disseminadas de geração a geração? Ou o dono era um sádico especializado em matar fregueses incautos e enterrá-los nos fundos do estabelecimento, como um bom filme americano de terror classe B? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, nada ali parecia tão ameaçador. E quando a mistura ficou pronta e o atendente falou, num tom razoavelmente alto, “sai um leite com manga”, não vi ninguém espantando. Achei até que alguma velhinha pudesse pegar o copo e despejá-lo subitamente na calçada e ainda me dar um belo de um esporro por ser tão inconseqüente. Não, nada aconteceu. E então, de frente para o Viaduto de Cascadura, bebi tranquilamente meu primeiro copo de leite com manga. Paguei, agradeci, o atendente me deu o troco como se nada tivesse acontecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei meu ônibus e achava, inconscientemente, que algo ainda aconteceria. De qualquer forma, tinha meu endereço e um número de telefone na carteira, como meu pai sempre recomendava, e por isso alguém (uma enfermeira, o mais provável), poderia dar a trágica notícia à família. Mas, também desta vez, nada aconteceu. Fui para a festa, voltei para casa no dia seguinte e nas 48 horas seguintes, que seriam de observação e monitoramente, não tive nem uma diarreiazinha qualquer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso: me decepcionei. Uma verdade tão inquestionável como aquela precisaria ter um fundo de...verdade. Um mito não cai por terra assim, sem esboçar um mínimo de reação. Mas aquele caiu, de forma irrefutável. Contei a façanha para amigos e familiares e alguns ainda me chamaram de louco e inconseqüente. Seja como for, depois disso passei a adotar a vitamina de leite com manga no meu cardápio e me enchi de coragem para tomar outras atitudes impetuosas, como tomar banho depois do almoço ou andar de ônibus pela avenida Brasil de madrugada. Mas a mulher loura no banheiro, esta ficou sempre no meu imaginário como um símbolo de medo e covardia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-678332979418754678?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/678332979418754678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=678332979418754678' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/678332979418754678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/678332979418754678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/10/leite-com-manga.html' title='&lt;strong&gt;LEITE COM MANGA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-4267202538719142684</id><published>2009-10-05T07:13:00.000-07:00</published><updated>2009-10-07T05:48:16.360-07:00</updated><title type='text'>A CARROÇA DO SEU DAMÁZIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_U04xYr0iQek/Se8ZYYVTO4I/AAAAAAAADCE/afcfJneIFeg/s400/carro%C3%A7a+1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 329px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_U04xYr0iQek/Se8ZYYVTO4I/AAAAAAAADCE/afcfJneIFeg/s400/carro%C3%A7a+1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Toda família tem alguém assim, mesmo que escondido&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos bondes, o outro meio de transporte importante da zona rural carioca até a maior parte do século XX era o veículo de tração animal, mais conhecido como carroça. E para quem acha rigorosas as normas dos departamentos de trânsito impostas aos motoristas hoje, é interessante estudar o caso de Florêncio Antônio Damázio, examinado e aprovado em 26 de junho de 1927 pela Inspectoria de Vehiculos do Rio de Janeiro, antiga capital federal, a “dirigir carroça de Fiador a dois muares”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 53 anos, residente à antiga Estrada Real de Santa Cruz, nº 2735, na altura do atual bairro de Augusto Vasconcelos, Florêncio precisava seguir uma rígida cartilha denominada “Obrigações dos conductores de vehiculos”. Eram 14 as obrigações, algumas delas divididas em itens, como a XI, que recomendava, entre outras coisas (respeitada a grafia da época), “tratar com polidez os passageiros”; não fazer correrias na via pública, para angariar passageiros” e “não promover ajuntamento nem fazer assuada e vozeria nas ruas e praças”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No item XI, também está a ordem de “dirigir os animais sem castigos bárbaros, ou immoderados” e no XIV “não dar fuga a criminosos de qualquer espécie no acto de serem perseguidos pela polícia ou pelo clamor público” - o tradicional “Ladrão, ladrão”, ainda muito ouvido em correrias desabaladas pelo centro da cidade. Como o Rio era a capital da República, não podia faltar a norma que mandava “parar o vehiculo para dar passagem ao carro do Presidente da República, em qualquer occasião”, além de várias sobre a passagem dos bondes, como a que manda “retirar o vehiculo de cima da linha dos bonds ao primeiro signal do motorneiro”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro retrato bem claro da época é a norma que manda o condutor “não cortar os cortejos fúnebres, quer compostos de outros vehiculos, quer de pedestres, nem formaturas ou préstitos”, uma lei que só poderia existir mesmo numa época em que as pessoas ainda velavam os corpos em casa, com bebida, comida e música e depois o levavam de bonde, ou a pé, até o cemitério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante observar que o regulamento imposto aos condutores de carroça como Florêncio Damázio só era rigoroso porque o trânsito selvagem, apesar de muitos acharem o contrário, parece não ser uma invenção recente, mas apenas se aprimorou com a maior quantidade de carros, cada vez mais velozes. Se a coisa fosse tão tranqüila naquela época, não seria necessário uma regulamentação tão severa, afinal, a lei vem sempre a reboque do que está errado. Aliás, basta ver alguns filmes mudos de comédia dos anos 20 para ver o que era possível fazer com um bom calhambeque em termos de barbeiragem.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Embora todas estas normas aplicadas às "carroças de fiador a dois muares" tenham o seu lado pitoresco, principalmente quando comparadas aos dias de hoje, o que realmente mais me chama a atenção na história de Florêncio Damázio é a sua conduta irreprensível no trabalho, tanto que recebeu um elogio registrado na carteira “por não ter commetido infração alguma durante o anno de 1927”. Quando seu neto, Luiz Damázio, me mostrou os documentos, com um indisfarçável orgulho do avô, tive a certeza de que Florêncio faz parte daquela categoria de pessoas que todos nós temos na família, mesmo que seja uma só, meio esquecida, e morando longe. São figuras de honestidade inabalável e a chamada conduta reta diante da vida. No meu caso, guardo até hoje um recorte do jornal “O Globo” dos anos 50 em que meu pai, então motorista de táxi, virou notícia ao devolver na delegacia uma bolsa cheia de jóias valiosas de uma passageira que descera em Copacabana.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente pessoas assim acabam se tornando uma referência ética na família e na vizinhança, principalmente para quem passa pela (ufa, graças a Deus já vão longe) infância e adolescência: as questões éticas. “Devolve isso que não é teu”, “vai lá e pede desculpas”, “nunca aceita nada de ninguém na rua”, “pelo menos ninguém vai te acusar de nada” etc etc, frases que, soltas em momentos adequados, podem marcar uma personalidade - claro, se ouvidas e aplicadas, caso contrário, passam a fazer parte das famosas "palavras ao vento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, até hoje, mais de 80 anos depois de Florêncio Damázio conduzir impecalvelmente sua carroça pelas ruas do Rio de Janeiro, quem é honesto ainda costuma virar notícia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-4267202538719142684?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/4267202538719142684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=4267202538719142684' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4267202538719142684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4267202538719142684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/10/carroca-do-seu-damazio.html' title='&lt;strong&gt;A CARROÇA DO SEU DAMÁZIO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_U04xYr0iQek/Se8ZYYVTO4I/AAAAAAAADCE/afcfJneIFeg/s72-c/carro%C3%A7a+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-6918756770020727728</id><published>2009-09-26T10:18:00.001-07:00</published><updated>2009-09-26T10:25:25.617-07:00</updated><title type='text'>TV ZONA OESTE - CAMPO GRANDE - RIO DE JANEIRO</title><content type='html'>Quem puder, dê uma olhadinha nesta entrevista que dei sobre o meu livro "O Velho Oeste Carioca" para a TV Zona Oeste. Abraços a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.tvzo.com.br/videos/andremansur/index.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-6918756770020727728?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/6918756770020727728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=6918756770020727728' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6918756770020727728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6918756770020727728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/09/tv-zona-oeste-campo-grande-rio-de.html' title='&lt;strong&gt;TV ZONA OESTE - CAMPO GRANDE - RIO DE JANEIRO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-7375684339632158596</id><published>2009-09-21T06:01:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T10:19:29.109-07:00</updated><title type='text'>OS ÓRFÃOS DE BIBLIOTECA</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.basicamente.com.br/blog/uploaded_images/ccbb-lusa-712534.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://www.basicamente.com.br/blog/uploaded_images/ccbb-lusa-712534.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre eleito, e com justiça, o melhor do Rio de Janeiro, o Centro Cultural Banco do Brasil, também conhecido como CCBB, completa 20 anos de atividades ininterruptas agora em outubro. Confesso que o frequento desde o primeiro mês e os motivos são estes: conforto, segurança, programação e preço (quando há). O prédio da rua 1º de Março, 66, no centro da cidade, foi construído no início do século XX e abriga salas de exposição, de vídeo, cinema, teatro, livraria, restaurante e uma biblioteca, tema deste texto. A programação, renovada mensalmente, é de ótima qualidade, as exposições e a sala de vídeo são gratuitas, o ingresso do cinema custa seis reais e o do teatro dez. Além disso, há sempre eventos importantes, como o Anima Mundi, e todos os dias são realizadas visitas escolares com auxílio de monitores atenciosos e bem-informados sobre os eventos.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biblioteca do CCBB é uma jóia rara (jóia com acento mesmo, pois jóia sem acento para mim parece falsificada). Ninguém te perturba quando você entra, não pedem documentos, não tem crachá, você mesmo manuseia os livros, aliás, uma infinidade deles e dos mais variados assuntos, sem contar as dezenas de revistas, semanais, mensais, bimestrais etc. A sala de leitura é ampla e confortável, com vista para a Baía de Guanabara, (que de longe, sem o odor característico, é belíssima) as poltronas são confortáveis e as mesas grandes, tanto que muita gente vai só para tirar um cochilo, às vezes em cima de um livro mais volumoso como travesseiro. O silêncio é total, os banheiros são limpíssimos e os funcionários educados e, assim como os monitores, atenciosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não é que há duas semanas, ao adentrar o elevador que é uma verdadeira obra de arte e pedir à ascensorista “quinto andar, por favor”, como faço há 20 anos, ela me diz, de forma calma e pausada: “A biblioteca está fechada para obras”. Alguns segundo depois, digeri, ainda meio atônito, a informação e percebi o que ela me dizia: faltando um mês para o aniversário de 20 anos do CCBB, a biblioteca, um lugar visitado por milhares de pessoas todo mês, fecharia para obras. Depois do baque, tive que arrumar outro lugar para botar a mochila e dei umas voltas pela Praça XV, num sol ameno de inverno, até chegar às barcas. Fiquei olhando a Baía, desta vez mais de perto e, de tão atordoado que estava, nem percebi o odor característico. Foi aí que entendi o que era um órfão de biblioteca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem é apaixonado por livros, a biblioteca é como se fosse um santuário, um espaço místico onde você vai compartilhar o seu gosto com pessoas afins. Quem é muito religioso precisa ir ao templo, estar com os que comungam da mesma fé, até para a direcionarem melhor e também para resolverem problemas práticos do grupo. Entre os leitores é a mesma coisa. Ler em casa sozinho é muito bom, não resta dúvida, mas ir a uma biblioteca gera uma sensação de irmandade, pois muitas vezes você está em casa mas os vizinhos começam uma discussão, os carros lá fora passam roncando o motor (isso quando não é o da pamonha), alguém liga uma televisão ou o rádio, enfim, os ruídos em volta não comungam do seu prazer, do seu gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na biblioteca não. Mesmo que alguns cochilem e ronquem um pouco, mesmo que um celular toque de vez em quando, que alguns leiam apenas por prazer e outros por obrigação, todos ali obecedem à mesma fé, digamos assim. E a companhia dos livros, milhares deles, de autores que já se foram desta vida, mas que permanecem ali, como uma vingança da arte contra a morte (queria lembrar de quem é esta frase), nos dão uma sensação de segurança e tranquilidade que outro lugar não oferece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biblioteca é o espaço democrático por excelência, ninguém te discrimina ou te impede de entrar por não estar com ´a roupa ou o penteado´ inadequado. Até quem não tem onde morar pode chegar lá, compartilhar do ar-condicionado, beber uma água gelada e se manter informado pelas revistas. Quando estou numa biblioteca e percebo o fascínio que a leitura é capaz de provocar é que tenho a certeza absoluta de que o Brasil só dará um salto na educação quando os estudantes adquirirem o vício da leitura, o único vício saudável que conheço, e cada lugar tiver uma minibiblioteca, que seja de 20 livros, mas disponível a qualquer um, que seja numa loja de ferragens, mas que o sujeito acabe instigado a ler alguma coisa enquanto o mecânico faz o alinhamento do carro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que falei tanto em fé, felizmente acredito que as orações dos órfãos do CCBB foram ouvidas e a direção do Centro Cultural resolveu, quando já havia, inclusive, terminado este texto, adiar o fechamento da biblioteca para 2010. Uma notícia e tanto, principalmente para quem estava com pesquisas em andamento, mas sem dúvida uma decisão das mais corretas para o próprio CCBB, que hoje também existe em São Paulo e em Brasília e não deveria comemorar seu aniversário com um de seus espaços mais privilegiados fechado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-7375684339632158596?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/7375684339632158596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=7375684339632158596' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7375684339632158596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7375684339632158596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/09/os-orfaos-de-biblioteca.html' title='&lt;strong&gt;OS ÓRFÃOS DE BIBLIOTECA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-447724502374844000</id><published>2009-09-08T06:38:00.000-07:00</published><updated>2010-12-15T05:30:09.434-08:00</updated><title type='text'>REMINISCÊNCIAS (VII): O TÉCNICO DE TELEVISÃO</title><content type='html'>&lt;em&gt;Com uma lâmpada forte na testa e uma maleta de mil e uma utilidades, o técnico de televisão era uma figura quase mítica no imaginário infantil.   &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando digo televisão, me refiro àquele trambolho pesado, de madeira e com rodinhas, ou seja, um distinto móvel da sala. A lá de casa era uma telefunken, em preto e branco, com uma tela de vidro na frente da tela de TV propriamente dita. Não havia controle remoto e os poucos canais eram trocados por uma rodela chamada seletor, que fazia um barulhão quando mudava os canais no espaço físico denominado “do 2 ao 11” (pelo menos no final da década de 70, no Rio de Janeiro): 2 (TVE), 4 (Globo), 6 (Tupi), 7 (Bandeirantes), 11 (TVS – a TV Studios, origem do atual SBT). Curioso é que muita gente não nomeava os canais, apenas dizia “bota no 4”, “muda pro 7, que tem um programa agora”, ou então “coloca no canal do Sílvio”. Havia botões de horizontal e vertical, que “limpavam” a imagem de interferências, uma faixas horizontais ou verticais que sempre apareciam, e quando o seletor se soltava, precisávamos recorrer a um bom alicate para mudar os canais.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a TV enguiçava, a gente recebia a notícia, às vezes depois de um tempo excessivamente longo, que o técnico vinha para consertar. Geralmente era no sábado de manhã e a tarefa se constituía numa complexa cirurgia. O sujeito abria a tampa de trás, colocava a indefectível lâmpada na testa e espalhava as peças pelo chão. Levava horas para o conserto terminar, isso quando não era preciso comprar alguma peça na loja da esquina. Quem olha as TVs de plasma hoje, de telas finíssimas, não tem idéia das milhares de peças que se escondiam na parte de trás do aparelho. O que mais me impressionava era que quando o técnico fechava a tampa e terminava o trabalho, não sobrava nenhuma peça no chão.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, dependendo de quantas antenas o sujeito tiver em casa, ele pode acessar qualquer canal do mundo, desde gigantescas redes de comunicação até emissoras regionais, que só "pegam" numa cidade. Isso sem contar a transmissão pela internet. A figura clássica de Homer Simpson sentado diante da TV num confortável sofá, um saco de batatas fritas e uma lata de coca-cola ao lado e o controle remoto com mais de cem canais à disposição reflete bem a situação de muitos telespectadores modernos. Pelo menos quando não havia o controle remoto, o sujeito tinha duas opções: ou se levantava toda hora para trocar de canal, o que, pelo menos, o fazia perder algumas calorias, ou se tornava mais fiel a alguma emissora, o que era o caso mais freqüente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o telespectador desligava o aparelho, surgia um feixe de luz horizontal que ia diminuindo até apagar. Nada de programar a televisão para desligar. O que acontecia muitas vezes era ele  dormir no sofá e acordar no meio da noite com a tela cheia de chuviscos ou de manhã, na hora do telecurso. Também podia acordar na hora exata do término da programação, que, se fosse na Globo (ou no 4), começava com a inevitável frase do “Logo estaremos junto novamente”, o que não deixava de ser um pedido de fidelidade eterna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que hoje, com tantos canais à disposição e aparelhos de TV que se renovam eternamente, é praticamente impossível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-447724502374844000?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/447724502374844000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=447724502374844000' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/447724502374844000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/447724502374844000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/09/reminiscencias-vii-o-tecnico-de.html' title='&lt;strong&gt;REMINISCÊNCIAS (VII): O TÉCNICO DE TELEVISÃO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-4516969987073470784</id><published>2009-08-24T06:25:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T06:45:16.767-07:00</updated><title type='text'>DOM QUIXOTE E A SÍNDROME DO NÃO LIDO</title><content type='html'>&lt;a href="http://tisserand.files.wordpress.com/2009/04/dom-quixote.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 326px;" src="http://tisserand.files.wordpress.com/2009/04/dom-quixote.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Terminei de ler o quarto e último volume de “Dom Quixote de la Mancha”, de Miguel de Cervantes, às 17h30 do dia 11 de agosto do ano corrente, oito dias após completar 40 anos de idade. Sem dúvida, as informações contidas neste primeiro parágrafo não interessam a nenhum ser humano da face da terra a não ser àquele que as escreve, mas o que direi a seguir talvez provoque uma identificação e um interesse maiores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso porque chega um momento da vida em que percebemos que não conseguiremos ler nem um décimo dos livros que gostaríamos, o mesmo valendo para filmes, shows, discos, exposições, viagens etc. E o que isso quer dizer? Quer dizer que a ´síndrome do não lido´, ou ´não feito´, pode gerar uma grande frustração, principalmente para quem passa dos 40. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ideal me parece que é ir aceitando o que deu para conseguir e a partir daí planejar, sem nenhuma obrigação de êxito, os próximos passos. Ler “Dom Quixote” para mim era uma necessidade por ser jornalista e escritor, afinal, foi o livro que praticamente inaugurou o romance ocidental como o conhecemos. Agora, quando irei encarar “Guerra e paz” (já tinha lido um terço quando o exemplar da biblioteca sumiu), “Em busca do tempo perdido”, “Os sertões” e “A montanha mágica” só Deus sabe. Hoje isso não me incomoda nem um pouco, mas quando temos 20 anos muitas vezes achamos que dá para fazer tudo e até perdemos um pouco do prazer que a absorção da cultura pode proporcionar, caindo na armadilha da quantificação, de nos preocuparmos apenas em “estar por dentro de tudo”, em conhecer todos os clássicos, nem que seja “de orelhada”, apenas para não passar vergonha diante de uma reuniãozinha social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, confesso que não tenho o menor pudor em dizer que nunca li José Saramago ou Guimarães Rosa. O primeiro até tentei, mas era um livro sem pontuação e me cansou; o segundo, ainda vou ler um dia. Ou não. Mas “Quincas Borba”, de Machado de Assis, já li três vezes, e isso vale para outra reflexão. Quando o tempo se torna mais precioso (e você só percebe isso quando vai ficando mais velho), passamos a hesitar diante do desconhecido. Entre ver um filme que se não gostar vou perder duas horas da minha vida, acabo optando por rever “Cantando na Chuva” ou “Casablanca”, cujo prazer, pelo menos para mim, é garantido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A julgar pelo progressivo aumento da expectativa de vida, é bem provável que um dia alcancemos a eternidade e não morramos mais de "susto, bala ou vício", como diria Caetano. E aí tudo o que falei aqui perderá o sentido. Qualquer um vai poder se programar com calma para ler a gigantesca "Comédia da vida humana", de Balzac, ou dar a volta ao mundo de bicicleta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso ainda deve demorar um pouquinho, por isso o jeito é tentar recomeçar "Guerra e paz".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-4516969987073470784?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/4516969987073470784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=4516969987073470784' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4516969987073470784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4516969987073470784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/08/dom-quixote-e-sindrome-do-nao-lido.html' title='&lt;strong&gt;DOM QUIXOTE E A SÍNDROME DO NÃO LIDO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-6168692305133273286</id><published>2009-08-10T08:47:00.001-07:00</published><updated>2009-08-18T09:22:05.097-07:00</updated><title type='text'>O PAI DA PÁTRIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qqOj1Wxj-tI/SW5jl7PvOOI/AAAAAAAAAnc/-pOAl_oP3Po/s320/Gomes_Freire_Andrade.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 282px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_qqOj1Wxj-tI/SW5jl7PvOOI/AAAAAAAAAnc/-pOAl_oP3Po/s320/Gomes_Freire_Andrade.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nome de uma conhecida avenida carioca, o general Gomes Freire de Andrada governou o Rio de Janeiro durante 30 anos (1733 a 1763), deixando importantes obras que permanecem até hoje como legado de sua administração. Seu braço direito neste intenso processo de urbanização foi o brigadeiro José Fernandes Pinto Alpoim, o “Oscar Niemeyer” da época, responsável pelos traços arquitetônicos de construções como o Palácio dos Governadores (Paço Imperial), os conventos de Santa Teresa e da Ajuda (já demolido) e a restauração e ampliação do Aqueduto da Carioca (Arcos da Lapa). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gomes Freire e o brigadeiro Alpoim também deram partida à construção da nova igreja matriz da cidade, a Sé Nova. Desta obra, no entanto, só ficou a base, tamanha a lentidão do trabalho, motivo de um chiste muito comum entre os cariocas durante bastante tempo: “Velha como as obras da Sé”. A construção só seria terminada em 1810, mas o prédio foi adaptado para a Academia Militar. Mais tarde foi Escola Central de Engenharia, depois Escola Politécnica e, por fim, nesta longa crise de identidade, ganhou mais dois nomes: Escola Nacional de Engenharia e, atualmente, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (IFCS), em frente ao Largo de São Francisco. Já o Convento de Santa Teresa foi construído num terreno de propriedade de Gomes Freire, no morro do Desterro, que a partir daí passou a se chamar morro de Santa Teresa, muito freqüentado por turistas hoje em dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se Gomes Freire foi responsável por grandes obras no Rio de Janeiro, ele também teve a coragem de desenvolver associações culturais e a criar uma tipografia, o que era proibido pela Coroa portuguesa, temerosa de que as idéias iluministas francesas e o liberalismo econômico inglês colocassem em risco o poder absoluto do rei. Assim, os literatos reunidos no palácio realizaram uma sessão inaugural em seis de maio de 1736, criando a Academia dos Felizes, que encerrou as atividades em 12 de abril de 1740, após uma série de reuniões quinzenais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde surgiu a Academia dos Seletos, que realizou a primeira sessão em 30 de janeiro de 1752, provavelmente uma precursora bem precoce da Academia Brasileira de Letras, criada em 1896. Como a divulgação de idéias e princípios é conseqüência imediata de uma associação, logo surgiu a tipografia, sob a responsabilidade de Antônio Isidoro da Fonseca, conhecido impressor português. Antes que a Coroa mandasse destruí-la e queimá-la pelas razões citadas acima, ela chegou a produzir algumas obras, entre elas a “revolucionária” “O exame de bombeiros”, do brigadeiro Alpoim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de incentivar a cultura na colônia, Gomes Freire mostrou-se um leal servidor do Rei ao mandar cercar o Colégio dos Jesuítas, no extinto morro do Castelo, em três de março de 1760, prendendo os religiosos e os enviando a Portugal no dia 16, por ordens expressas do ministro Marquês de Pombal, que expulsou os jesuítas de Portugal e de todas as suas colônias. Gomes Freire, que também assumiria os governos de São Paulo e Minas Gerais, por duas vezes foi à região sul negociar um tratado de limites com a Espanha para resolver a situação da Colônia do Sacramento, perdida pelos portugueses em 1762, o que muito o abateu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano depois, no dia 1º de janeiro, morria Gomes Freire, nomeado Conde de Bobadela pelo Rei e Pai da Pátria pelo povo, tanto pelas importantes obras realizadas quanto pela preocupação com a defesa da cidade e da colônia. Seus restos mortais foram enterrados no Convento de Santa Teresa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-6168692305133273286?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/6168692305133273286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=6168692305133273286' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6168692305133273286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6168692305133273286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/08/o-pai-da-patria.html' title='&lt;strong&gt;O PAI DA PÁTRIA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qqOj1Wxj-tI/SW5jl7PvOOI/AAAAAAAAAnc/-pOAl_oP3Po/s72-c/Gomes_Freire_Andrade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-7380475388753646927</id><published>2009-07-23T07:41:00.000-07:00</published><updated>2009-07-23T08:20:28.162-07:00</updated><title type='text'>LULA, SARNEY E COLLOR...20 ANOS ATRÁS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_e8W9BJ4Wna4/ScRHT5G7T5I/AAAAAAAABwc/o14ZCZ1Qpmg/s400/Lula,,+Collor+-.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 359px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_e8W9BJ4Wna4/ScRHT5G7T5I/AAAAAAAABwc/o14ZCZ1Qpmg/s400/Lula,,+Collor+-.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Youtube (www.youtube.com) é hoje o site de vídeos mais popular da Internet e o que mais me fascina nele é a possibilidade de ver vídeos antigos, cenas de filmes, séries, novelas, propagandas, gols, shows etc. Um mundo audiovisual surpreendente que possibilita, a qualquer um, o estabelecimento de uma memória afetiva das mais ricas para uma geração que já nasceu ligada na televisão, mesmo que fosse em preto e branco, sem controle remoto e com botões de horizontal e vertical. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta gente já não assistiu a um vídeo no youtube e o relacionou a algo importante, feliz ou triste, da sua vida, desdobrando uma corrente de lembranças que seria praticamente impossível sem esse ponto de partida? Proust já explicava este processo, ainda bem antes da linguagem virtual, na sua grande obra “Em busca do tempo perdido”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da política, o youtube nos presta um outro serviço, essencial para o processo democrático: mostrar o que os políticos pensavam, diziam e faziam em priscas eras, comparando com o que são hoje. Não é mais uma questão de escavar arquivos empoeirados de jornal, está ali a imagem viva, nua, crua e colorida para quem quiser. E um que me chamou muito a atenção foi a do debate entre Lula e Collor na eleição presidencial de 1989, mediado por Alexandre Garcia (o nome do vídeo é Debate: Collor x Lula (1989) - 2 de 2). Naquele momento, Lula liderava as pesquisas de opinião e era a esperança de milhões de brasileiros que sonhavam com a ética na política, a principal bandeira do candidato e do Partido dos Trabalhadores, o único partido que não precisava pagar militantes, voluntários que acreditavam ser a estrela vermelha do PT um oásis em meio ao deserto de conchavos, corrupção e apadrinhamentos da política brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Sarney era o presidente da República. Desgastado com uma inflação de 80% ao mês e responsável maior pelo embuste eleitoral que foi o Plano Cruzado, nenhum dos candidatos queria associar sua imagem ao presidente. Num determinado momento do debate, perto do final, Collor pergunta ao "outro candidato", como ele se referia a Lula: "Eu gostaria de saber como é que ele recebe, e como é que ele se sente, recebendo o apoio para a sua candidatura do senhor José Sarney e do senhor Moreira Franco, governador do Rio de Janeiro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Lula, que hoje, de barbas e cabelos grisalhos e bem penteados, bem diferentes da época, e defendendo com unhas de dentes Sarney, atual presidente do Senado e envolvido no escândalo dos atos secretos, respondeu, entre outras coisas: "Pouca gente neste país brigou contra o Sarney como eu briguei" e "Eu espero que (o presidente José Sarney) vote corretamente, depois de tantos males que causou ao Brasil". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais não precisa ser dito, basta a imagem da semana passada, em que Lula e Collor aparecem fortemente abraçados, como se fossem amigos de longa data. Na política já disseram que tudo se esquece, mas pelo menos está aí o youtube para nos lembrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-7380475388753646927?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/7380475388753646927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=7380475388753646927' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7380475388753646927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7380475388753646927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/07/lula-sarney-e-collor20-anos-atras.html' title='&lt;strong&gt;LULA, SARNEY E COLLOR...20 ANOS ATRÁS&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e8W9BJ4Wna4/ScRHT5G7T5I/AAAAAAAABwc/o14ZCZ1Qpmg/s72-c/Lula,,+Collor+-.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-5408073398716006679</id><published>2009-07-13T07:43:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T07:51:46.769-07:00</updated><title type='text'>REMINISCÊNCIAS (VI): DISQUETE E CONEXÃO DISCADA</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ZCne8yLduHw/SPy4Utbcy1I/AAAAAAAAAEU/4EzKakPmSsQ/s400/Disquete.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ZCne8yLduHw/SPy4Utbcy1I/AAAAAAAAAEU/4EzKakPmSsQ/s400/Disquete.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quem diria? O disquete já virou peça de museu. &lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, aquele pequeno objeto quadrado, capaz de armazenar uma certa quantidade de informações, já nem pode ser usado nos novos computadores, que não apresentam o compartimento para o seu uso, o chamado ´drive´. Quando alguém introduz o disquete em computadores mais velhos, numa lan-house, por exemplo, o barulhinho característico da operação chama logo a atenção de quem está por perto. São inevitáveis os bochichos, comentários, sussurros e risinhos contidos de uma geração que não tem tempo sequer de se apegar aos pequenos utensílios do dia a dia. O próprio CD-Rom, coitado, que armazena uma quantidade maior de informações, também já é bem pouco usado, e o pen-drive, que ainda está na moda, provavelmente irá pelo mesmo caminho, tal a velocidade das mudanças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a conexão discada? Com a expansão da internet e a melhoria da sua qualidade, a ´grande rede´ está chegando aos mais distantes lugares. Gente que nem tem computador em casa consegue acessar a web em lan-houses por um ou dois reais a hora com banda larga, o que permite ao usuário ver fotos, baixar vídeos, ouvir músicas, participar de joguinhos superincrementados etc. Mas há bem poucos anos a maior parte da conexão era discada, com aquele ruído característico e irritante. De segunda a sexta, ainda era possível se conectar rápido, mas nos fins de semana e feriados, com muita gente em casa, a conexão era um suplício e a mensagem “tente novamente mais tarde” era o prenúncio de uma longa espera. Muita gente deixava o discador no automático e ia fazer outras coisas. Alguns até almoçavam, faziam a siesta e quando voltavam...nada. Quando conectava, era uma festa, quase com direito a fogos, mas muitas vezes não demorava e caía de novo. E nada de baixar arquivos pesados, como fotos ou vídeoS, que aí era bem pior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro desta temática, uma atividade bastante divertida hoje é folhear revistas de informática dos anos 90, que muito se assemelham a papiros manuseados apenas por paleontólogos. Pois que outro nome poderíamos dar a um ´computador´ 286 senão de dinossauro? E as previsões dos ´especialistas´ sobre a capacidade de armazenagem, que não chegavam sequer perto da metade da metade dos computadores atuais e seus  ´gigamegas´ de memória paquidérmica?   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acredito fielmente que em cinco ou dez anos no máximo é bem provável que alguém leia este artigo de forma bastante irônica, fazendo comentários do tipo: ‘ih, os caras ainda usavam mouse´, ´caramba, o pessoal ainda precisava de teclado pra mandar mensagem´ ou...´pra que eles precisavam de modem pra acessar a internet´? Enfim, o jeito é tentar acompanhar o ritmo das mudanças, ou ´chutar o balde´ e voltar a enviar sinais de fumaça e pombos-correio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-5408073398716006679?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/5408073398716006679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=5408073398716006679' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5408073398716006679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5408073398716006679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/07/reminiscencias-vi-disquete-e-conexao.html' title='&lt;strong&gt;REMINISCÊNCIAS (VI): DISQUETE E CONEXÃO DISCADA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ZCne8yLduHw/SPy4Utbcy1I/AAAAAAAAAEU/4EzKakPmSsQ/s72-c/Disquete.png' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-4710353431251140172</id><published>2009-06-29T07:01:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T07:30:52.563-07:00</updated><title type='text'>NÃO QUER CASAR? ENTÃO VAI PRO QUARTEL! </title><content type='html'>&lt;a href="https://www.mar.mil.br/amrj/images/cunha.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 244px; height: 249px;" src="https://www.mar.mil.br/amrj/images/cunha.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não havia muita escolha para os homens cariocas na época do Conde da Cunha. &lt;/em&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Antônio Álvares da Cunha foi o primeiro Vice-Rei do Brasil Colônia, tomando posse em 19 de outubro de 1763, no mesmo ano em que a capital foi transferida da Bahia para o Rio de Janeiro. Logo ao chegar, ficou impressionado com as péssimas condições de higiene da cidade, ordenando logo à Câmara que aterrasse, com lajes grossas, a rua da Vala (atual Uruguaiana), onde o povo gostava de jogar todo tipo de imundícies, mais ou menos o que acontece com os valões de hoje, já chamados de rios em tempos passados. Ali perto abriu a rua do Piolho, hoje a famosa rua Carioca, entre o Largo de mesmo nome e a Lagoa da Sentinela, já aterrada como tantas outras no centro do Rio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra preocupação grande do Vice-Rei foi em relação à defesa da cidade, invadida por franceses em 1710 e 1711. Realizou obras importantes em fortalezas, construiu dois armazéns para depósito de pólvora, oficinas de armas no morro da Conceição e uma instalação para o parque de artilharia na antiga ponta da Misericórdia, dando início ao Arsenal de Guerra da cidade. Também mandou construir o Arsenal de Marinha, em terreno doado pelo Mosteiro de São Bento, às margens da extinta praia de São Bento. A primeira construção do arsenal foi a nau São Sebastião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conde aumentou também os efetivos militares da colônia, criando o Regimento da Cavalaria da Guarda do Vice-Rei, que ficou alojado num quartal atrás da Casa do Trem (atual sede do Museu Histórico Nacional), e mandou trazer de Portugal três regimentos completos, que chegaram à cidade em 1767: o Regimento de Bragança, aquartelado na rua dos Quartéis da Armada, que passou a se chamar rua do Bragança e é a atual Conselheiro Saraiva; o Regimento de Estremoz, com quartel numa casa cedida pelos frases do Mosteiro de São Bento, na rua dos Arcos de São Bento e atual rua de São Bento e, por fim, o Regimento de Elvos ou do Moura, perto do antigo porto dos Padres da Companhia, ao lado da Casa do Trem. Este porto servia aos padres jesuítas do extinto morro do Castelo. O Largo em frente ao regimento passou a se chamar Largo do Moura e hoje é a rua Marechal Âncora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi essa preocupação em aumentar os efetivos militares que gerou uma das leis mais curiosas do Brasil Colônia. “Para moralizar o povo, aumentar a população e diminuir o número de vadios” &lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt;, o Conde da Cunha obrigou os jovens a se casarem e os que não quisessem teriam de ir para um regimento militar. Parece que a maioria preferiu casar, pois a população carioca teve um crescimento razoável nas décadas seguintes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que contribuiu para isso foi a fama de rígido e disciplinador do Conde da Cunha, que mantinha a chamada “prisão da potência”, uma cela infecta junto à escada da Guarda do Palácio dos Vice-Reis (atual Paço Imperial), para onde iam os presos recomendados por ele. “De gênio muito forte, reprimia energicamente os perturbadores da ordem. No seu governo, os moradores podiam deixar as portas abertas até dormindo, pois assaltantes e agressores o temiam, sabedores do rigoroso castigo que sofreriam” &lt;strong&gt;(2)&lt;/strong&gt;. Também não era de muita pompa e cerimônia, pois ficaram no registro dos que o conheceram “os hábitos simples, considerado exageradamente econômico pelo Marquês de Lavradio, que não o perdoava por nunca haver dado um jantar” &lt;strong&gt;(3)&lt;/strong&gt;.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Conde da Cunha também proibiu o ofício de ourives em toda a colônia, para evitar o furto do ouro das Minhas Gerais, e fundou o Hospital dos Lázaros, primeira instituição a tratar da lepra no Brasil e que hoje é o hospital Frei Antônio, em São Cristóvão. Seu governo terminou em 17 de novembro de 1767 e ele voltou a Portugal em 22 de dezembro, com poucos recursos, tanto que teve de pedir dinheiro emprestado ao ouvidor Alexandre Nunes Leal para a viagem. Morreu em Lisboa com pouco mais de 90 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTES CONSULTADAS:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) O Rio de Janeiro - Sua história, monumentos, homens notáveis, usos e curiosidades - Moreira de Azevedo (vol.I)&lt;br /&gt;(2) Memórias históricas do Rio de Janeiro - Monsenhor Pizarro (vol.V)&lt;br /&gt;(3) Santa Cruz - Fazenda Jesuítica, Real, Imperial - Benedicto Freitas (vol.II)&lt;br /&gt;(4) O Rio de Janeiro em seus 400 anos - Vários Autores&lt;br /&gt;(5) A Praça XV de novembro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-4710353431251140172?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/4710353431251140172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=4710353431251140172' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4710353431251140172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4710353431251140172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/06/nao-quer-casar-entao-vai-pro-quartel.html' title='&lt;strong&gt;NÃO QUER CASAR? ENTÃO VAI PRO QUARTEL! &lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-4566631364871971174</id><published>2009-06-15T11:50:00.000-07:00</published><updated>2009-06-15T12:00:54.593-07:00</updated><title type='text'>CAMARÃO!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YRYBZdiMij0/SOuSJRJi9ZI/AAAAAAAABb8/PieIrpmUx4c/s320/avz_Camarao007.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 279px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_YRYBZdiMij0/SOuSJRJi9ZI/AAAAAAAABb8/PieIrpmUx4c/s320/avz_Camarao007.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sempre achei que o brasileiro só se unia em Copa do Mundo, mas depois do que vi no centro do Rio de Janeiro outro dia mudei de idéia. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinha eu flanando numa bela tarde de quarta-feira pela rua do Rosário quando ouvi o burburinho à frente, uma agitação no ar e algumas pessoas gritando. Pensei logo em confusão, assalto ou algo assim, mas havia um carro da polícia e o policial estava tranquilamente encostado nele e rindo um pouco. Todos olhavam em direção à rua Uruguaiana, inclusive os que gritavam bem alto a palavra que eu já podia identificar: “Camarão!” Fui andando mais um pouco e não consegui perceber o motivo da agitação, que se propagava pelas lojas e pelos transeuntes, como se todos já soubessem a senha e também gritassem: “Camarão!”, algumas vezes seguida dos epítetos nada lisonjeiros de “Corno!” e “Chifrudo”! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ao me aproximar da esquina com a Uruguaiana que, enfim, cheguei ao motivo da balbúrdia. Um homem de uns 50 anos, baixo, mais ou menos forte, todo arrumado (com camisa social para dentro da calça), carregando uma pastinha e com cara de invocado. O sujeito esbravejava, jogava os braços para o alto e fazia xingamentos em direção à turba, sendo que o mais leve era “É a mãe!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei que a coisa iria parar ali, seria mais uma provocação dessas que às vezes encontramos em centros urbanos, dirigidas principalmente a pessoas excêntricas e que respondem aos desaforos. Mas não, a coisa continuou. Entrei na Uruguaiana, bem perto do tal sujeito, e o mais incrível é que no novo espaço outras pessoas continuavam os impropérios, como se fosse realmente combinado. Porteiros, camelôs, transeuntes, vendedores, que iam à frente da loja, botavam a mão em forma de concha ao lado da boca, e gritavam, bem alto: “Camarão!”, “Corno!”, para depois voltarem correndo para o interior da loja, como uma brincadeira de recreio. E o sujeito seguia firme, voltando de vez em quando para xingar também de forma ríspida, vermelho como um...camarão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já o seguia bem de perto e não conseguia parar de rir com o inusitado da situação. Ao passarmos a Igreja do Rosário, a situação atingiu proporções impressionantes, pois no prédio comercial em frente as pessoas iam à janela para gritar a mesma palavra, o garçom do bar ao lado, as pessoas na mesa, o contínuo que passava de moto, a coisa continuou no mesmo ritmo no Largo de São Francisco. De vez em quando, o tal Camarão encontrava algum interlocutor solitário e esbraveja com ele, recebendo como resposta algo do tipo: “Não liga não, esse pessoal é muito bobo”, no que ele respondia, cuspindo para todos os lados: “São é uns filhos das putas! Não têm o que fazer!”. Alguém perto de mim decifrou o enigma e disse: “Ih, esse cara é corno lá no Bairro de Fátima, o pessoal vai gritando até lá”!. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei na rua da Conceição e deixei o Camarão de lado, achando tudo muito engraçado, mas lamentando apenas que esse fervor solidário em torno de um objetivo, no caso, de se divertir às custas de uma pessoa raivosa, não fosse usado para outros fins, como o de, por exemplo, exercer a cidadania.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-4566631364871971174?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/4566631364871971174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=4566631364871971174' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4566631364871971174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4566631364871971174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/06/camarao.html' title='&lt;strong&gt;CAMARÃO!&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YRYBZdiMij0/SOuSJRJi9ZI/AAAAAAAABb8/PieIrpmUx4c/s72-c/avz_Camarao007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-1508634839685004473</id><published>2009-06-01T10:15:00.000-07:00</published><updated>2009-06-09T09:19:43.274-07:00</updated><title type='text'>OS ÓRFÃOS DA RUA LARGA</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.colegiopedroll1963a1966.kit.net/images/cpantigo.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 345px; height: 276px;" src="http://www.colegiopedroll1963a1966.kit.net/images/cpantigo.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A origem de uma das mais tradicionais escolas do país está ligada a duas igrejas literalmente atropeladas pela modernidade.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou quando o sacristão-mor da Igreja de São Pedro, no centro do Rio de Janeiro, viu-se diante de uma missão que iria pôr à prova o seu espírito cristão. Um grande amigo seu falecera, deixando dois filhos completamente desamparados. O religioso não pensou duas vezes. Com a bênção do bispo, do governador e de alguns comerciantes, montou num sobrado ao lado da igreja uma Escola para Meninos Órfãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o ano de 1735 e a idéia do sacristão revelou-se tão necessária que a casa passou a abrigar uma grande quantidade de órfãos, chamando a atenção do bispo D. Antônio de Guadelupe, que quatro depois a ampliou e a transformou no Seminário de Órfãos de São Pedro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho causou grande admiração da população carioca, incluindo aí o poderoso proprietário de terras Manuel de Campos Dias, dono de boa parte da Zona do Valongo, que ficava ali perto e era onde se fazia o comércio de escravos. Em 1766, Manuel Dias ergueu uma casa bem mais ampla ao lado da Igreja de São Joaquim, santo da sua devoção, e que ficava no Largo de São Joaquim, na atual avenida Marechal Floriano.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com instalações bem melhores, o Seminário de São Joaquim trazia uma novidade: a presença de alunos de famílias abastadas, que podiam pagar pela permanência deles. O maior número de vagas, no entanto, ainda era reservada aos órfãos que, de certa forma, não estudavam completamente de graça, pois prestavam serviços ao seminário, como o acompanhamento de enterros em troca de dádivas, participação no coro da Igreja e outros serviços, como o pedido de esmolas nas ruas. As aulas básicas eram o latim e o cantochão e o traje dos alunos, tanto órfãos como abastados, constituía-se de uma túnica branca, cinta preta e uma cruz vermelha no lado esquerdo da manga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dois de dezembro de 1837, aniversário do imperador D. Pedro II, o regente Pedro de Araújo Lima, que seria Marquês de Olinda, transformou o seminário em Imperial Colégio de Pedro II. Era um Rio de Janeiro bem diferente, com grande número de chácaras e pequenas e poucas residências urbanas. Ali perto, no morro do Livramento, ficava, por exemplo, a chácara onde nasceria o menino Joaquim Maria Machado de Assis, dois anos depois. Um detalhe interessante é que o próprio imperador ia pessoalmente participar dos exames anuais dos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O colégio continua lá e por ele passaram figuras ilustres da vida brasileira, como o sanitarista Oswaldo Cruz, ex-presidentes como Nilo Peçanha e Rodrigues Alves e escritores como Lima Barreto e Manuel Bandeira. Algumas filiais também funcionam na cidade, como no Humaitá, São Cristóvão e em Realengo. Já as igrejas de São Pedro e São Joaquim, bem, estas foram arrasadas pelo rolo compressor da modernidade, que deu origem, entre outros caminhos, à avenida Presidente Vargas, bem mais larga do que a antiga rua Larga, nome pelo qual muita gente ainda chama a avenida Marechal Floriano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-1508634839685004473?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/1508634839685004473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=1508634839685004473' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/1508634839685004473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/1508634839685004473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/06/os-orfaos-da-rua-larga.html' title='&lt;strong&gt;OS ÓRFÃOS DA RUA LARGA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-366184191796625196</id><published>2009-05-19T05:51:00.001-07:00</published><updated>2009-05-19T05:51:46.580-07:00</updated><title type='text'>REMINISCÊNCIAS (V): O RADINHO DE PILHA</title><content type='html'>&lt;a href="http://idafeldman.com/teste/files/DSC00374.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 225px;" src="http://idafeldman.com/teste/files/DSC00374.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele ficava colado ao ouvido ou jogado nos campos de futebol por algum torcedor revoltado com a derrota do seu time de coração.  &lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem está acostumado com Ipod, MP3, MP4 e outras siglas exóticas, a visão de um radinho de pilha deve se assemelhar à de um fóssil por um paleontólogo. Com tantas mídias se cruzando em aparelhos cada vez menores, fica difícil explicar como era a relação quase amorosa entre o ouvinte e seu aparelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o fone de ouvido não seja uma invenção recente, o que o ouvinte gostava mesmo era de colar o radinho no ouvido, como se fosse um prolongamento do aparelho auditivo. É interessante ressaltar que os fones eram chamados muito apropriadamente de egoístas, já que só permitiam a escuta ao dono do aparelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som geralmente era cheio de ruídos, seja em OM (ondas médias) ou na FM (freqüência modulada), que só era possível captar com uma pequena antena, muita vezes reparada com um pedaço de bombril na ponta para melhorar a captação do som. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O radinho vinha com um laço para o dono segurá-lo com mais firmeza, embora suas quedas fossem constantes, o que provocava a abertura do compartimento das duas pilhas pequenas (quase sempre Ray-o-vac, as amarelinhas), que se espalhavam pelo chão. As pilhas garantiam o funcionamento do rádio por um bom tempo, já que o gasto de energia era pequeno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos horários de maior utilização dos radinhos de pilha era a tarde de domingo, devido às já referidas partidas de futebol. Neste período, quase todos os porteiros de edifício mantinham seus radinhos ligados. Aliás, esta categoria é uma das poucas remanescentes a manter o uso dos radinhos, assim como empregadas domésticas e aposentados, que adoram ouvir programas do tipo “Debates populares”, marcante na época em que era comandado por Haroldo de Andrade na rádio Globo. Aquele que começava com o famoso “Concerto para orquestra e piano nº 1”, de Tchaikovsky.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Companheiro fiel também da hora de dormir, o radinho de pilha já embalou o sono de muita gente com outro clássico das ondas médias, as curiosidades enunciadas pela rádio relógio acompanhadas do famoso bordão “Você sabia?” Hoje, o radinho está completamente fora de moda, tanto que nem nos estádios, onde era um elemento de integração social na hora de uma dúvida sobre o que estava acontecendo no campo, ele é mais ouvido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-366184191796625196?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/366184191796625196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=366184191796625196' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/366184191796625196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/366184191796625196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/05/reminiscencias-v-o-radinho-de-pilha.html' title='&lt;strong&gt;REMINISCÊNCIAS (V): O RADINHO DE PILHA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-4318822499023498170</id><published>2009-05-19T05:49:00.000-07:00</published><updated>2009-05-19T05:51:07.856-07:00</updated><title type='text'>NÃO SEI O QUE NEM QUERO SABER</title><content type='html'>Não sabe e não quer saber?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que sabe &lt;br /&gt;Buscando quem quer saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem quer saber&lt;br /&gt;Buscando quem sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe um encontra o outro?&lt;br /&gt;Outro que sabe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quer que ninguém saiba,&lt;br /&gt;Porque se souberem&lt;br /&gt;Não vão mais querer saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se souberem o que ninguém sabe&lt;br /&gt;Saberão porque ninguém sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os que não sabem&lt;br /&gt;Ficarão sem saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se sabe&lt;br /&gt;É que o que se sabe&lt;br /&gt;Nem sempre é o que se deveria saber,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que se deveria saber&lt;br /&gt;Nem sempre se sabe ao certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ninguém sabe, no entanto,&lt;br /&gt;É o quanto se sabe,&lt;br /&gt;E quanto se deveria saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, realmente, o que se sabe&lt;br /&gt;É o que dizia o sábio:&lt;br /&gt;“Nada sei. Só sei que quanto mais sei mais sei que menos sei”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, não sei e nem quero saber!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VOLNER AMARAL&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-4318822499023498170?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/4318822499023498170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=4318822499023498170' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4318822499023498170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4318822499023498170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/05/nao-sei-o-que-nem-quero-saber.html' title='&lt;strong&gt;NÃO SEI O QUE NEM QUERO SABER&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-6494527101492211084</id><published>2009-05-04T13:50:00.002-07:00</published><updated>2009-05-04T13:51:06.218-07:00</updated><title type='text'>O PRAIÃO DE SANTA LUZIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.marcillio.com/rio/centro/eca/ceecpslu.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 315px; height: 215px;" src="http://www.marcillio.com/rio/centro/eca/ceecpslu.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Numa época em que o carioca sequer pensava em tomar banho de mar, o centro do Rio de Janeiro abrigava um verdadeiro praião. Hoje só existe aterro por lá e o mar apenas pode ser visto dos prédios, coisa que também não existia na época. À frente da praia, a igreja de Santa Luzia, que lhe dava o nome, construída em 1592 em terreno doado por João Pereira Lemos e sua esposa, ainda estava em sua localização original, a pouca distância da atual, que é do final do século XIX e já havia recebido duas torres e uma ampla e bem trabalhada porta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter uma idéia de como praia era algo totalmente alheio ao estilo de vida carioca, basta dizer que a de Santa Luzia também era conhecida como Praia da Forca, devido à existência de um pelourinho nela, e também abrigava um cemitério de indigentes ao redor. Até meados do século XIX, também era o endereço do matadouro da cidade. Menos convidativo, impossível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na liturgia católica, Santa Luzia é a santa que protege os olhos. O príncipe-regente D. João, chegado aqui em 1808 com toda a sua Corte fugida de Napoleão, era católico da cabeça aos pés e com certeza agradeceu muito a Deus por ter chegado são e salvo à sua mais rica colônia. Foi por toda essa fé que, em 1817, o príncipe disse ao Intendente Geral Paulo Fernandes Viana que queria ir à igreja de Santa Luzia para cumprir a promessa de cura de um problema que seu neto, D. Sebastião, tivera nos olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, de simples o pedido de D. João não tinha nada. Qualquer movimentação sua pela cidade exigia uma grande infra-estrutura logística. Carruagens, cocheiros de fardas, cadetes na frente, lacaios atrás (com jarro d´água e goiabada), escolta, padre, jumento com criado e pinicos feitos de pura louça pintada, além de outras parafernálias, tudo tinha de ser devidamente preparado. Ou seja, mesmo que quisesse sair apenas para comprar um galetinho na esquina, D. João daria muito trabalho a muita gente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso constituía a rotina do príncipe e precisava sempre ser feita. O pior era que o trajeto até a igreja, também chamado de Caminho da Forca, era muito estreito e não permitia a passagem da comitiva. Além disso, para piorar, a região ficava constantemente alagada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi preciso então fazer uma espécie de “choque de ordem”, para usar uma expressão da moda. O estreito caminho para se chegar à igreja e à praia foi alargado, embora para isso fosse preciso derrubar o muro da chácara de d. Ana Francisca de Jesus, que recebeu uma indenização de 800 mil réis no ano seguinte. Provavelmente estava bem aquém do valor do terreno, mas não adiantava reclamar. Não havia Procon nem colunas de ´Defesa do consumidor´, haja vista a absurda lei que obrigava os donos das melhores casas da Corte a cederem suas residências por um determinado tempo aos nobres ociosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que perdeu estas companhias indesejáveis, ainda no século XIX, a praia de Santa Luzia acabou se tornando a predileta dos clubes de regata e das casas do banho de mar, como a Charneca da lua e a Sociedade Alemã de Ginástica. O mais curioso é que as pessoas tomavam banho de mar amarradas a cordas presas em trapiches. Como se vê, ´pegar uma praia´ na época era um programa dos mais exóticos para um povo que usava trajes europeus em pleno calor tropical.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-6494527101492211084?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/6494527101492211084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=6494527101492211084' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6494527101492211084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6494527101492211084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/05/o-praiao-de-santa-luzia_04.html' title='&lt;strong&gt;O PRAIÃO DE SANTA LUZIA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-2026123775310703672</id><published>2009-05-04T13:50:00.001-07:00</published><updated>2009-05-07T07:43:58.111-07:00</updated><title type='text'>RETRATOS URBANOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/Sf9YEPVgxxI/AAAAAAAAADY/6X1cPLdFl7s/s1600-h/elisa.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 149px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/Sf9YEPVgxxI/AAAAAAAAADY/6X1cPLdFl7s/s200/elisa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332077313689437970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A matéria-prima da fotógrafa Elisa Gaivota é a mesma da Elisa escritora, que eu ainda irei divulgar neste espaço: a sensibilidade em perceber o sentimento e a expressão das pessoas. Como disse Evandro Teixeira: enquanto todo mundo focava o presidente para um monte de fotos iguais, eu focava o povo, na esperança do inusitado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas de suas fotos lembram os filmes do cinema novo, Gláuber e Nélson Pereira dos Santos principalmente, e não por acaso, afinal esses cineastas dirigiram suas lentes para o povo e sua intensa capacidade de expressão. Duas fotos com sorrisos, uma de uma mulher e outra de um homem, captam uma alegria intensa, que com certeza teriam uma intensidade muito menor se fossem tiradas um milésimo de segundo antes ou depois. O homem que olha para a estátua de Zumbi favorece uma múltipla leitura, de devoção, afinidade ou esperança. Ou as três juntas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira foto, do malabarismo na praça, não apenas tem o momento preciso do equilíbrio, mas também, e aí, o paradoxo, pois a foto teoricamente é uma imagem ´parada. É a mesma situação de um pintor que consegue criar movimento na tela parada. Ali gostei também da centralização do movimento, a rodinha em volta, tudo muito bem enquadrado.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto tirada na pista Cláudio Coutinho também me chamou a atenção pelo enquadramento, o pescador preso numa interseção que permite até uma leitura meio sensual, se formos perceber duas pernas na árvore que se debruça sobre o mar. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/Sf9a9zZOMJI/AAAAAAAAADw/HHfxUGgzOco/s1600-h/Praia%2BVermelha%2Bc%25C3%25B3pia.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/Sf9a9zZOMJI/AAAAAAAAADw/HHfxUGgzOco/s200/Praia%2BVermelha%2Bc%25C3%25B3pia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332080501644472466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Escolhi apenas algumas fotos para falar, pois o principalmente aqui é dar uma opinião geral sobre o que achei da mostra, que, aliás, tem um ótimo título. Resumindo, o fotógrafo artista é aquele que não apenas registra os fatos, mas deixa uma ampla gama de possibilidades de livre interpretação, mas sempre baseadas na beleza, na percepção estética do belo, que muitas vezes surge até em meio à miséria, como nas fotos de Evandro Teixeira sobre o sertão e na foto que você faz dos meninos saindo da água poluída da Baía de Guanabara, na praça XV. Poderíamos imaginar aqueles garotos saindo da piscina de um centro esportivo, tal a alegria deles, o que gera, e aí a sua percepção do lado humano, a possibilidade de mudança da situação deles, do que ´poderia ser feito´, enfim, a foto como elemento transformador social. Engraçado que sempre vejo garotos nadando ali e imaginei que daria uma ótima foto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A percepção do seu talento me permite dizer que você une a intuição do artista com o olhar rápido e atento do fotojornalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A exposição "Retratos urbanos" estará no Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos, no bairro de Campo Grande, entre 26 de maio e 7 de junho. E todo o trabalho da Elisa, inclusive as fotos que menciono neste texto, estão publicadas no blog dela (www.elisagaivota.blogspot.com).&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/Sf9aJ8iPN_I/AAAAAAAAADo/lLNC9WRKR4w/s1600-h/crian%25C3%25A7a%2B6.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 134px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/Sf9aJ8iPN_I/AAAAAAAAADo/lLNC9WRKR4w/s200/crian%25C3%25A7a%2B6.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332079610745010162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-2026123775310703672?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/2026123775310703672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=2026123775310703672' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/2026123775310703672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/2026123775310703672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/05/retratos-urbanos.html' title='&lt;strong&gt;RETRATOS URBANOS&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/Sf9YEPVgxxI/AAAAAAAAADY/6X1cPLdFl7s/s72-c/elisa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-7425014923658679886</id><published>2009-04-13T06:24:00.000-07:00</published><updated>2009-04-13T06:37:07.968-07:00</updated><title type='text'>TIÃO VIANA E AS ORGANIZAÇÕES TABAJARA</title><content type='html'>&lt;a href="http://seusproblemasacabaram.globolog.com.br/logo.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 264px; height: 210px;" src="http://seusproblemasacabaram.globolog.com.br/logo.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A descoberta da astronômica conta de telefone celular da filha do senador Tião Viana (PT-AC) simboliza bem a vergonhosa “parceria-público-privada” da política brasileira. A história, já bem divulgada pela imprensa, é a seguinte: o senador emprestou o telefone celular para a filha, que numa viagem ao México gastou exatos R$ 14.758,07 com ligações, despesa esta que seria paga, como diz o Ancelmo Góis, pelo meu, o seu, o nosso dinheiro. Escândalo revelado pela imprensa, o nobre parlamentar afirmou que iria pagar a despesa do próprio bolso, como sempre acontece após a "casa arrombada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tantos episódios absurdos de uso do dinheiro público para fins particulares que vêm sendo divulgados no Congresso, como as diversas comissões cuja única função é a de empregar apadrinhados (tem uma até para cuidar do coral do Senado), a impressão que se tem é que, com raríssimas exceções, aquele que consegue se eleger para a Câmara dos Deputados ou o Senado Federal pode estufar o peito e gritar bem alto o bordão das Organizações Tabajara, do grupo Casseta &amp; Planeta, bastando apenas inverter o pronome: “Os meus problemas acabaram!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desta autêntica farra do dinheiro público, o sujeito que consegue se eleger para Brasília pode muito bem se assemelhar a um ganhador da loteria. Senão, vejamos: ele vai passar quatro ou seis anos ganhando um excelente salário e se aposentar em bem menos tempo que a maioria dos mortais, receberá diversas benesses, como viagens, casas confortáveis, carrões para ele e a família, direito de nomear um monte de gente e muitas outras vantagens, como o auxílio-paletó e a língua do contribuinte para colar o selo das cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que o Brasil não teve uma revolução até hoje para mudar este estado de coisas porque a maioria da população vê o cargo eletivo em Brasília realmente como um prêmio da loteria. Ao invés de dizer: “Ladrões, corruptos! Precisamos tirá-los de lá!” e tomar a Bastilha do cerrado, é mais fácil sonhar acordado: “Quem sabe um dia eu não chego lá e não faço o mesmo? Vou recuperar tudo o que eles me roubaram!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais triste é saber que estas denúncias são apenas a ponta do iceberg, que os ralos do dinheiro público são muitos e se espalham também pelo Executivo, Judiciário e toda a máquida do governo, só que de vez em quando a coisa vaza na imprensa, devido, principalmente ao pitoresco de casos como o destas ligações de celular ou dos cartões corporativos, usados até para comprar pamonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá para acreditar no que escreveu, de forma muito perspicaz, o correspondente do “The New York Times”, Larry Rother: “A corrupção no Brasil é endêmica”. Principalmente quando descobrimos que o gasto de telefone celular da filha de um senador poderia matar a fome de muitas famílias pobres. Mas a Copa do Mundo e as Olimpíadas vêm aí e tudo logo será esquecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-7425014923658679886?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/7425014923658679886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=7425014923658679886' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7425014923658679886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7425014923658679886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/04/tiao-viana-e-as-organizacoes-tabajara.html' title='&lt;strong&gt;TIÃO VIANA E AS ORGANIZAÇÕES TABAJARA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-5502671129196849216</id><published>2009-03-30T06:48:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T06:56:33.874-07:00</updated><title type='text'>DA VALA AO VALÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.morarbemweb.com.br/morabem/adm/extra/5_4.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 457px; height: 309px;" src="http://www.morarbemweb.com.br/morabem/adm/extra/5_4.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem anda pelo terreno firme do centro do Rio de Janeiro com certeza ficará impressionado se souber que está pisando numa grande quantidade de lagoas, pântanos e morros devidamente aterrados ao longo dos séculos. A conquista daquela região foi uma árdua luta contra um terreno onde só era possível a residência principalmente de mosquitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refugiados no extinto morro do Castelo, os pioneiros habitantes da cidade só foram descendo a encosta aos poucos, à medida que o terreno ia sendo conquistado. As primeiras ruas, da Misericórida, cuja ladeira é a única testemunha do que sobrou do morro, e a Direita, atual 1º de março, ainda eram ali, bem pertinho e também próximas ao litoral. Só aos poucos, com a chegada de mais portugueses e a necessidade de se expandir a área residencial, até mesmo para mostrar quem era o dono da terra e evitar novos ataques de franceses ou outros invasores, é que a cidade foi sendo conquistada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine o que deviam ser os métodos de drenagem e irrigação daquela época e de quantos braços eram necessários para uma empreitada deste porte. Muito, muito tempo foi preciso para que a cidade ganhasse uma configuração minimamente parecida com a atual. As principais lagoas aterradas foram a de Santo Antônio, do Desterro, da Sentinela, da Pavuna e do Boqueirão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que charcos e pântanos iam sendo debelados, novas ruas eram abertas, e com um detalhe interessante. Quem passa por algumas das que sobraram da época pode perceber que eram ruas muito estreitas e isso tinha como objetivo fazer com que elas recebessem sombra durante a maior parte do tempo. Uma medida inteligente e adotada em todas as colônias tropicais de portugueses e espanhóis. Quem anda sob o sol de verão pela larga avenida Presidente Vargas, obra da década de 40 do século XX, entende bem a necessidade de tal medida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o desenvolvimento das tecnologias de destruição da natureza, os morros foram sendo tirados do caminho sem dó nem piedade. O Rio de Janeiro, durante um bom tempo, foi a cidade do quadrilátero dos morros, espremida entre os morros do Castelo, São Bento, Conceição e Santo Antônio. Sobraram os da Conceição, São Bento e menos da metade do de Santo Antônio, já que sua outra parte foi desmontada para a construção da avenida Chile. Outros morros menores foram completamente destruídos, como o do Senado, na rua do Senado e também chamado de morro de Pedro Dias, e o morro das Mangueiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte dos aterros destes desmontes foi usada exatamente para acabar com as lagoas e os alagadiços imundos que existiam pela cidade. Nunca é demais lembrar que não existia sistema de esgoto até boa parte do século XIX e por isso os dejetos eram jogados &lt;em&gt;in natura &lt;/em&gt;na Baía de Guanabara ou nas lagoas. A rua Uruguaiana, por exemplo, era chamada de rua da Vala por causa da imunda vala que percorria toda a sua extensão e desembocava na baía, carregando toda sorte de detritos. Boa parte deste mar de imundícies também seguia para o Mangal de São Diogo, que já ia para além do Campo de Santana e que só seria habitada após a chegada da Família Real e a expansão da cidade para a região justamente conhecida como Cidade Nova. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se formos ver hoje o estado deplorável do Canal do Mangue, descendente direto do Mangal, e da Baía de Guanabara, convenhamos que pouca coisa mudou. Isso sem contar que os rios, principal meio de transporte da época, hoje recebem a triste alcunha de valões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-5502671129196849216?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/5502671129196849216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=5502671129196849216' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5502671129196849216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5502671129196849216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/03/da-vala-ao-valao.html' title='&lt;strong&gt;DA VALA AO VALÃO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-3279198682303826417</id><published>2009-03-16T06:41:00.000-07:00</published><updated>2009-04-15T06:11:19.348-07:00</updated><title type='text'>A ARTE DE LER JORNAL NA BANCA</title><content type='html'>Nunca passei por uma banca com jornais expostos que não tivesse alguém olhando. Geralmente há mais de um e por isso é preciso tomar cuidado para não ficar na frente de ninguém, principalmente se você for alto ou gordo. Caso haja muita gente, aguarde a vez para chegar perto, pois a leitura de jornal em banca não costuma levar muito tempo. O ideal é ficar numa posição em diagonal, pois é possível ler todos os jornais sem atrapalhar ninguém. É bom tomar cuidado também com a carteira, pois de vez em quando, infelizmente, aparece um ou outro que não está ali apenas com a intenção de se informar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura em banca de jornal, na verdade, é bastante limitada, pois só permite que se veja a primeira página, a chamada “página das manchetes”. Como antigamente muita gente abusava e folheava os jornais, os donos das bancas acabaram grampeando os jornais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor de bancas de jornal, embora não possa se aprofundar nas notícias (a não ser que, claro, compre o jornal) adquire, com este ofício, uma espécie de “apanhado geral” dos principais assuntos do momento. Isto é muito útil, por exemplo, em relações sociais e profissionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma figura inconveniente, no entanto, nestes ambientes, é o comentarista, que, como o próprio nome diz, se especializa em comentar as notícias com alguém. Geralmente é uma crítica em tom raivoso e que acaba atrapalhando a leitura dos outros, que para ser eficiente precisa ser dinâmica e silenciosa. Embora seja difícil identificar o comentarista, a recomendação, quando ele começar a resmungar, é procurar se manter concentrado na leitura, de preferência firmando um pouco os olhos e aproximando o rosto do jornal. Geralmente ele desiste. Há também outra figura inconveniente, que é a do egoísta, o sujeito que fica na frente dos jornais e não deixa ninguém ler, principalmente se ele for alto e gordo. Fumantes também provocam grande incômodo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias de maior movimento em torno das bancas de jornal são as segundas-feiras, por causa dos resultados do futebol de domingo, e também os dias seguintes a algum fato marcante. Embora muita gente acredite que este hábito seja prejudicial aos jornaleiros, o resultado é exatamente o contrário. Vá lá que a grande maioria apenas lê o jornal na banca e vai embora, mas muita gente acaba comprando o jornal, interessado no que viu nas manchetes. O que não se deve jamais fazer é pedir ao dono da banca para “dar uma olhadinha” num jornal porque viu algo interessante lá fora. Aí já é abuso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando muitos jornais estão disponíveis na internet, acontece também de a pessoa olhar na banca algo que a interesse e ler a matéria inteira na versão online, o que é bastante prejudicial ao dono da banca, que precisa encontrar formas de se adaptar às novas tecnologias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-3279198682303826417?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/3279198682303826417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=3279198682303826417' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3279198682303826417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3279198682303826417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/03/arte-de-ler-jornal-na-banca.html' title='&lt;strong&gt;A ARTE DE LER JORNAL NA BANCA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-2945915397987924027</id><published>2009-03-02T05:40:00.000-08:00</published><updated>2009-03-02T06:24:35.301-08:00</updated><title type='text'>VINICIUS E AS CUTIAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2007/11/cutia-pavo-e-gato-no-campo-de-santana.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 333px; height: 251px;" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2007/11/cutia-pavo-e-gato-no-campo-de-santana.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No excelente documentário "Vinicius", de Miguel Faria Jr., Toquinho conta que certa vez Vinicius de Moraes o chamou para ver algo que o deixou impressionado: no quintal de uma casa, animais de diferentes espécies conviviam harmoniosamente, uma situação que o poeta nunca presenciara em seus anos de diplomacia. A mesma observação atenta, e impecavelmente irônica, pode ser aplicada a um outro local bem no centro do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado da avenida Presidente Vargas, uma das mais movimentadas da cidade, o Campo de Santana chama a atenção não apenas pelas muitas árvores que abriga, além de dois lagos e uma gruta, mas principalmente por um roedor de tamanho médio que está por todas as partes do campo: a cutia. Sempre de bom aspecto, afinal são bem alimentadas pelos funcionários, elas dividem espaço com gatos, gansos, patos e até pavões, numa demonstração clara de que a convivência entre as diferenças é uma etapa já superada pelos animais ditos irracionais há muito tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem passa por ali todos os dias (e é muita gente) e se admira do que vê em volta, vai ficar muito mais impressionado se conhecer a rica história daquele espaço que se originou de um outro campo, este muito maior, o de São Domingos, onde ficava a igreja de São Domingos, já destruída e que pertencia a uma irmandade de negros escravos. Já havia uma igreja de outra irmandade de escravos, a de São Rosário e São Benedito, que até hoje está na rua Uruguaiana. Uma terceira surgiria, a de Santana, mas sem igreja ainda os fiéis pediram e conseguiram que a imagem da santa fosse cultuada na igreja de São Domingos, uma prática comum entre irmandades no Brasil colonial. Divergências, no entanto, provocaram a expulsão dos fiéis e da imagem de Santana e a irmandade então solicitou um terreno próprio, no que foi atendida. A igreja foi construída próximo ao morro da Conceição, em 1735, na altura onde é hoje o prédio da Central do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que a cidade se expandia, toda aquela região começou a ser urbanizada, com a formação de ruas e praças, já que a área era constantemente alagada. No início do século XIX, o Conde de Resende, último vice-rei do Brasil, mandou aterrar o Campo de Santana, que na época se estendia por toda a área da atual avenida Presidente Vargas em frente à central. Com a melhoria do terreno, surgiram as festas do Divino de Santana, ou Folias do Divino, que antes do carnaval eram as festas preferidas do carioca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1811, o Conde de iniciou a construção de um quartel no campo, ao lado da igreja.  O edifício era considerado muito feio e abrigou o 2º Regimento de Linha em 1814, mesmo sem estar concluído. Depois foi reformado e abrigou a Secretaria de Guerra durante todo o Segundo Reinado. A partir da República seria a sede do Ministério da Guerra até meados do século XX, quando enfim foi destruído, dando lugar ao Palácio da Guerra, atual sede do Comando Militar do Leste, ao lado da Central do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no Campo de Santana que D. Pedro I protagonizou o Dia do Fico &lt;em&gt;(ver o texto deste blog "Lula e o dia do Fico, do último dia 26 de janeiro)&lt;/em&gt; e recebeu, em 12 de outubro de 1822, já após a independência, o título de Imperador Constitucional de Defensor Perpétuo do Brasil, no amplo balcão do pavilhão construído em 1818 e que explodiu em 1841 quando estava repleto de barris de pólvora e fogos de artifício armazenados para a festa de coroação de D. Pedro II, matando o organizador da festa. O reflexo do sol no vidro de um lampião teria sido o estopim da explosão. Foi durante esse período que o campo passou a se chamar Campo da Aclamação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Campo também abrigou o Museu Real, fundado por D. João VI em 1818, na casa do Barão de Ubá, que depois seria a sede do Arquivo Nacional e que ainda existe, em péssimo estado de conservação, na esquina da rua Visconde do Rio Branco. O Museu abrigou uma grande quantidade de espécies da flora e da fauna, além de um rico acervo mineral, sendo depois transferido para o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O gradeamento é 1873, obra de François Marie Glaziou, um botânico francês que trabalhou em vários jardins públicos da Corte. O que ele não poderia imaginar é que quase 140 anos depois sua obra serviria de passagem para que várias pessoas, na maioria idosas, levem quilos e mais quilos de ração para os muitos gatos do campo à noite. É nessa hora que surge a única iminência de conflito entre os animais do local, pois os fornecedores da ração acabam tendo de afastar os patos que, sorrateiramente, vão se aproximando, de olho na ração dos gatos. Já as cutias aproveitam a redução do barulho dos carros e dormem a sono solto no campo onde elas representam o papel principal durante o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OBRAS CONSULTADAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Rio de Janeiro Imperial - Adolfo Morales de los Rios Filho - Topbooks - 2000 - Rio de Janeiro (RJ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Rio de Janeiro - Moreira de Azevedo - Brasiliana Editora - 1969 - Rio de Janeiro (RJ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Rio de Janeiro em seus 400 anos - Vários autores - 1965 - Rio de Janeiro (RJ)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- O Rio de Janeiro em seus 400 anos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-2945915397987924027?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/2945915397987924027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=2945915397987924027' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/2945915397987924027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/2945915397987924027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/03/vinicius-e-as-cutias.html' title='&lt;strong&gt;VINICIUS E AS CUTIAS&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-4241256438300463361</id><published>2009-02-09T04:24:00.000-08:00</published><updated>2009-02-09T06:28:42.339-08:00</updated><title type='text'>SARNEY, O ETERNO</title><content type='html'>&lt;a href="http://imirante.globo.com/imags/sarney020209.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 460px; height: 345px;" src="http://imirante.globo.com/imags/sarney020209.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Apesar de já ter a imortalidade garantida por fazer parte da Academia Brasileira de Letras, o ex-presidente José Sarney parece cultivar outro tipo de "eterna permanência": o poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua trajetória política comprova isso. Vindo da Aliança Renovadora Nacional (Arena), o partido oficial do governo na época da ditadura, Sarney conseguiu fazer parte da chapa que levaria Tancredo Neves à presidência do país em 1985, numa eleição indireta. Bem, o que aconteceu todo mundo já sabe, e Sarney foi o presidente da chamada “Nova República” entre 1985 e 1990, tendo entregue a Fernando Collor de Melo um país com uma inflação média de 84% ao mês e tendo sido protagonista de um dos episódios mais folclóricos da recente História política brasileira, que foi a picareta arremessada contra o ônibus dele, no centro do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recém-eleito presidente do Senado pela terceira vez, José Sarney é uma espécie de eminência parda do governo Lula, que em outras épocas era seu ferrenho adversário, embora em política a amnésia seja um dos atributos essenciais para o sucesso e a sobrevivência. Lula, como político experiente que é, sabe que uma figura como Sarney é imprescindível para a articulação política no Legislativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-presidente, com sua fala mansa, seu jeito conciliador, sua vasta experiência na política e na vida e seu profundo conhecimento dos dispositivos internos e da burocracia do Congresso, fundamentais para o governo que quer aprovar um projeto – principalmente se estiver com pressa - representa a figura do trabalhador que já está há muito tempo na empresa e que precisa ser respeitado por quem entra agora, pois conhece todos os atalhos tanto para ajudar como para derrubar. Citando uma tirada filosófica de Romário, Sarney impõe respeito àquele que entra no ônibus agora e já quer sentar na janela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o PMDB, partido de Sarney (que na “infância”, quando se chamava MDB, era oposição à Arena, partido de Sarney), cumpre com perfeição este tipo de política na esfera federal. Nunca lança candidato à presidência (o ex-governador do Rio Anthony Garotinho entendeu isso de forma clara) mas sem ele ninguém governa. Ainda mais agora, que também elegeu Michel Temer para a presidência da Câmara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca li um livro de Sarney, por isso não posso julgar sua verve literária, mas se um dia ele vier a escrever suas memórias, com certeza elas serão indispensáveis a qualquer um que se interesse por política, independentemente de partido ou ideologia. Posso até sugerir o título: "Políticos e picaretas".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-4241256438300463361?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/4241256438300463361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=4241256438300463361' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4241256438300463361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4241256438300463361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/02/sarney-o-eterno.html' title='&lt;strong&gt;SARNEY, O ETERNO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-7617926485225874388</id><published>2009-02-03T06:55:00.001-08:00</published><updated>2011-02-09T11:38:51.020-08:00</updated><title type='text'>OS PINGOS DOS IS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_fiVWNmf2BjM/R79H7bNLznI/AAAAAAAAAlM/-hZS3ClP_xc/s400/gramatica.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fiVWNmf2BjM/R79H7bNLznI/AAAAAAAAAlM/-hZS3ClP_xc/s400/gramatica.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Falaram tanto do trema, mas a reforma que pretende unificar a língua portuguesa custou muito tempo e dinheiro e não eliminou o mais inútil dos sinais – tanto daqui como d´além mar. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem defenda e quem condene a reforma, sendo que o segundo grupo me parece ser bem maior, a julgar pelos comentários que tenho ouvido. Mas acontece que ela está aí, aprovada e aos poucos sendo adotada em veículos de comunicação. O prazo para a completa adaptação é bem longo, até 2012. Depois disso não tem jeito: quem não escrever do novo jeito vai...bem, não vai acontecer nada, pois até hoje são raros os que dominam completamente todas aquelas inúmeras regrinhas de ortografia e acentuação, incluindo aí as terríveis exceções da regra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo é o hífen. Se suas normas de aplicação já eram mais misteriosas do que letra de médico, imagine agora. Vai ser preciso, enfim, estudar as regras antigas apenas para negá-las depois, quase um exercício de masoquismo gramatical. Mas diante de tantas mudanças, foi estranho perceber a permanência daquele que é, a meu ver, o símbolo mais inútil da língua portuguesa: o pingo do i e do j. Afinal, para que ele serve? Ele me lembra aquele sujeito que quando falta ao trabalho ninguém nota e por isso faz questão de chegar cedo, falar com todo mundo e mostrar presença, só para não perceberem sua inutilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é com o pingo. Por algum motivo, ele continua presente com a nova reforma ortográfica. Será que é possível pensarmos em alguma espécie de lobby político-linguístico para a sua permanência, enquanto o pobre do trema foi excluído, com todas as letras, da língua portuguesa? Bem ou mal, ele tinha lá a sua função, nem sempre bem entendida, mas útil. Imagine se daqui a algum tempo as pessoas começarem a falar cinkenta em vez de cinqüenta? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única vantagem do pingo parece ter sido a de dar origem a uma expressão bastante usada até há algum tempo, “vamos colocar os pingos nos is”, quando alguém queria explicar algo de forma convincente. A julgar pelas dúvidas que a reforma está provocando, principalmente em relação aos já citados hífens, esta expressão continua me parecendo ser bem atual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-7617926485225874388?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/7617926485225874388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=7617926485225874388' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7617926485225874388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7617926485225874388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/02/os-pingos-dos-is_03.html' title='&lt;strong&gt;OS PINGOS DOS IS&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fiVWNmf2BjM/R79H7bNLznI/AAAAAAAAAlM/-hZS3ClP_xc/s72-c/gramatica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-6527832500495633858</id><published>2009-02-02T03:30:00.000-08:00</published><updated>2009-02-03T06:54:34.003-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;(Publicado no caderno "Prosa &amp; Verso", do jornal "O Globo", em dois de fevereiro de 2009, versão online (www.oglobo.com.br/blogs/prosa)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por Miguel Conde&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;André Mansur e as histórias da Zona Oeste carioca&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título do novo livro do jornalista André Luis Mansur, "O Velho Oeste carioca" (Ibis Libris), sugere à primeira vista mais um relato sobre o bangue-bangue diário em que a vida no Rio de Janeiro às vezes parece transformada. Não é nada disso, explica o autor. O livro conta uma história menos sangrenta, mas à qual não falta dramaticidade: o desenvolvimento da Zona Oeste do Rio de Janeiro. A partir de relatos da época e trabalhos de historiadores, Mansur conta uma história que a maioria dos cariocas desconhece, e que ajuda a entender um tanto da cidade atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nos comentários sobre a última eleição municipal, houve quem apontasse um antagonismo entre Zona Sul e Zona Oeste. O que você acha disso? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que existe um antagonismo principalmente cultural. Na zona sul, você esbarra em teatros, cinemas, museus e centros culturais, enquanto na parte da zona oeste que estudo no livro (de Deodoro a Sepetiba) não há sequer uma livraria de peso. Em relação à memória da região, tema do meu livro, destaco uma instituição que faz um trabalho muito importante, que é o Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica (Noph), de Santa Cruz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, quando pensei no título, pensei principalmente na sonoridade dele e na curiosidade que poderia despertar, características que me foram confirmadas por muita gente que se sentiu atraída pelo título. No caso da “terra sem lei”, há alguns trechos que falo disso em relação aos problemas de limites e demarcação de algumas das antigas fazendas, que muitas vezes deram origem a conflitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O desenvolvimento urbano do Centro e da Zona Sul é razoavelmente conhecido, mas o da Zona Oeste não. Como ele se deu? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com exceção da Fábrica de Tecidos Bangu, foi basicamente um desenvolvimento agropastoril, com destaque para a Fazenda de Santa Cruz - uma das maiores do Brasil na época em que foi dos jesuítas e chamada de “jóia da Coroa” -, muitos engenhos e o ciclo da laranja, que fez de Campo Grande o maior produtor da fruta nos anos 30 e 40 do século passado. A exceção deste contexto foi a área entre Realengo e a Vila Militar, que, por opção estratégica, foi ocupada principalmente por quartéis do Exército. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como estudar a história da Zona Oeste nos ajuda a entender o atual estado da região, e em particular seus problemas? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes problemas da Zona Oeste é que ela passou de uma área rural para uma área urbana muito rapidamente nas últimas décadas. Não houve uma fase intermediária, uma fase sub-urbana. Com isso, surgiram diversos problemas, como crescimento populacional desordenado, trânsito caótico e diversas questões de “ordem pública”, para usar uma expressão que está na moda, como poluição sonora, por exemplo. Isso sem contar a degradação ambiental verificada nos parques florestais e no litoral, principalmente em Sepetiba e na Pedra de Guaratiba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais foram os principais autores que registraram algo sobre a vida na Zona Oeste nos séculos anteriores? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de autores importantes da região, como o historiador Benedicto Freitas, que escreveu uma coleção de três volumes sobre Santa Cruz, cito autores que dedicaram um bom espaço à região em livros sobre o Rio de Janeiro, como Brasil Gerson, Noronha Santos e Monsenhor Pizarro, sem contar os muitos visitantes europeus que estiveram na região, como a inglesa Maria Graham e o pintor francês Jean Baptiste Debret. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Durante sua pesquisa, o que te surpreendeu sobre a região? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, foi a história da Fazenda de Santa Cruz, principalmente do período a partir da chegada do príncipe-regente D. João, em 1808, que se apaixonou pela região e transformou o prédio principal da fazenda em palácio de veraneio. Saber que um bairro da zona oeste se tornava sede de um poderoso império durante vários meses do ano realmente me surpreendeu. E a excelente condição da sede da fazenda (hoje é a sede do Batalhão de Engenharia Militar Villagran Cabrita), sempre recebendo visitas de pesquisadores e alunos de escolas públicas, é uma referência perfeita de como pode e deve ser preservado o imenso patrimônio histórico da região.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-6527832500495633858?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/6527832500495633858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=6527832500495633858' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6527832500495633858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6527832500495633858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/02/os-pingos-dos-is.html' title=''/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-4492109752149869437</id><published>2009-01-26T05:25:00.000-08:00</published><updated>2009-01-26T05:37:43.901-08:00</updated><title type='text'>LULA E O DIA DO FICO</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.portalbrasil.net/images/politica_lula7.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://www.portalbrasil.net/images/politica_lula7.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não sei não, mas cada vez me parece mais que Lula quer repetir D. Pedro I. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltando dois anos para o fim do mandato, o presidente Lula vive um dilema aparentemente inconciliável: como transferir parte dos 80% de sua aprovação pessoal pelo povo (pelo menos é o que dizem os institutos de pesquisa) para um candidato. Pois a não ser que haja uma mudança radical no quadro político, já deu para perceber que a ministra Dilma não terá força e, principalmente, carisma (mesmo com a plástica) para receber o bastão da permanência do Partido dos Trabalhadores no governo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não há prováveis sucessores dentro do partido, já que os amigos mais próximos foram atropelados pelo rolo compressor do mensalão e outros escândalos, Lula vê como única alternativa para a permanência do PT no governo o terceiro mandato, que, a julgar pelas pesquisas, é barbada certa para ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o presidente da República não pode defender abertamente um terceiro mandato, pois pode cheirar a golpismo. No Congresso, a possibilidade de que tal idéia vingue é, além de remotíssima, extremamente desgastante politicamente. Por isso, Lula optou por um caminho menos espinhoso, menos exposto, o caminho da sutileza, do tipo “comendo pela beirada”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora Lula negasse essa possibilidade, um ou outro aliado sempre dava uma declaração aqui e ali, deixando a possibilidade em aberto, situação parecida com a do sujeito que gosta de uma garota, mas por excessiva timidez pede a um amigo para interceder por ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente, no entanto, parece estar perdendo a timidez no assunto reeleição e a possibilidade do terceiro mandato já parece clara e tentadora. A maior prova disso foi a recente declaração dele defendendo a possibilidade do presidente venezuelano Hugo Chávez se candidatar indefinidamente à reeleição naquele país e afirmando, textualmente, que no Brasil “isso não impede que, daqui a um tempo, apareça um partido, uma maioria de deputados, que proponha mudar a lei que proíbe ter apenas uma reeleição (para) poder três ou quatro. Isso pode acontecer”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a tônica será esta daqui para frente, é bem provável que Lula prepare um novo “Dia do Fico”, quem sabe em nove de janeiro de 2010, 188 anos depois de D. Pedro I ter dito, no Campo de Santana, sua famosa frase “Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que eu fico”!, recusando a partida para Portugal e preparando o terreno para a independência do Brasil e sua posse como primeiro imperador do país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se Lula repetir a frase de D. Pedro I, uma coisa é certa. Pelo menos desta vez ele não poderá iniciar o discurso com o seu já famoso bordão: “Nunca antes na História deste país...”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-4492109752149869437?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/4492109752149869437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=4492109752149869437' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4492109752149869437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4492109752149869437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/01/lula-e-o-dia-do-fico.html' title='&lt;strong&gt;LULA E O DIA DO FICO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-244097778863947858</id><published>2009-01-25T03:43:00.000-08:00</published><updated>2009-01-25T04:02:04.240-08:00</updated><title type='text'>AS HISTÓRIAS E AS LENDAS DO VELHO OESTE CARIOCA</title><content type='html'>&lt;a href="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/07/estdio-moa-bonita.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 403px; height: 260px;" src="http://diariodorio.com/wp-content/uploads/2008/07/estdio-moa-bonita.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Publicado no jornal "Extra", de 11 de janeiro de 2009)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jornalista reúne em livro episódios da Zona Oeste da cidade: fatos e lendas sobre a ocupação da região&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ISABELLA GUERREIRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Velho Oeste carioca não tinha cowboy, como no faroeste americano. Mas, nas histórias sobre a ocupação da região – que vai de Deodoro a Sepetiba – tem pirata, ou melhor, corsários franceses, e até um sacerdote que evangelizava com a ajuda de um projetor de cinema, sem falar das curiosidades sobre a Família Real, que se hospedava na Fazenda Santa Cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses e outros casos dos séculos 16 ao 21 foram reunidos pelo jornalista André Luis Mansur, de 39 anos, no livro “O Velho Oeste Carioca” (Editora Ibis Libris, R$ 30). Mansur, que foi criado em Marechal Hermes e mora em Campo Grande há 18 anos, decidiu resgatar o patrimônio histórico da região quando pesquisava para um trabalho sobre os 500 anos do Descobrimento do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em 2000, saíram muitos livros sobre a história do Rio. Vi algumas coisas sobre a Zona Oeste, mas nenhuma obra específica sobre a região. Então, resolvi pesquisar sobre a área – conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Invasão de corsários&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante cinco anos, Mansur levantou dados sobre a história da Zona Oeste em livros de pesquisadores da região, jornais e relatos de cronistas do Rio Antigo e de viajantes europeus. Um dos fatos que mais o surpreendeu foi a invasão de piratas franceses a partir de Barra de Guaratiba, em 1710.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles foram guiados por escravos e atravessaram as montanhas e florestas da região até o centro da cidade, onde foram derrotados – explica Mansur. Conta-se ainda que o líder do grupo, Du Clerc, após ser preso foi morto misteriosamente. A causa seriam “aventuras amorosas” – diverte-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador Mílton Teixeira ressalta, porém, que os invasores eram corsários. Ele explica a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pirata rouba para si. Corsário rouba para o rei, no caso Luís XIV, da França – diz Teixeira, que se diverte ao comentar o episódio: - Deve ter sido uma cena espetacular.  Mil soldados com penachos vermelhos na cabeça atravessando a cidade. Uma cena que nem Joãosinho Trinta poderia imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra história curiosa do livro é sobre Padre Miguel, sacerdote espanhol que chegou ao Rio em 1908, com 29 anos. Apaixonado por cinema, produziu diversos filmes mudos de caráter religioso na região de Realengo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;* DOM PEDRO I:&lt;/strong&gt; o príncipe gostava de tomar uma pinga famosa numa barraca em Realengo durante as idas até a Fazenda Santa Cruz. Ele gostava muito de fazenda e cavalo. Lá, Dom Pedro I aproveitava para se encontrar com sua amante, Domitila de Castro e Canto Melo, a Marquesa de Santos. Bem afastado do burburinho da Corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* FAZENDA SANTA CRUZ:&lt;/strong&gt; Conta-se que Dom João foi mordido por um carrapato na fazenda, antiga propriedade dos jesuítas, hoje batalhão do Exército. A ferida se transformou numa úlcera e o príncipe-regente passou a usar uma cadeirinha para se locomover. Era na fazenda que ficava o boi Patrício, animal de estimação de Dom João. Ninguém podia bater no animal, que veio de Portugal junto com a Corte, em 1808.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* FUTEBOL NASCEU EM BANGU?: &lt;/strong&gt;Há uma suspeita de que o futebol possa ter dado seus primeiros chutes em Bangu, antes que o paulista e filho de ingleses Charles Miller trouxesse bolas da Inglaterra e iniciasse a prática do esporte em São Paulo, em 1894. Consta que a primeira bola entrou em Bangu escondida por Thomas Donohue, um dos técnicos britânicos contratados pela Fábrica Bangu. No campo que existia nos jardins da fábrica, Donohue jogava futebol com outros funcionários britânicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* DIRIGÍVEIS:&lt;/strong&gt; Santa Cruz possui o único hangar de dirigíveis do mundo. Construído entre 1934 e 1936, o hangar do Zeppelin, como é conhecido, servia de abrigo aos dirigíveis construídos na Alemanha pelo conde Ferdinand von Zeppelin, e que faziam a rota entre Berlim e o Rio. A região foi escolhida para sediar o hangar principalmente devido às condições climáticas e à direção favorável dos ventos. Lá, os dirigíveis eram recolhidos para manutenção, reabastecimento e embarque de passageiros.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Foto: Fábrica Bangu, com um campo de futebol ao lado.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-244097778863947858?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/244097778863947858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=244097778863947858' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/244097778863947858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/244097778863947858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/01/as-histrias-e-as-lendas-do-velho-oeste.html' title='&lt;strong&gt;AS HISTÓRIAS E AS LENDAS DO VELHO OESTE CARIOCA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-5313761180809294664</id><published>2009-01-19T03:51:00.001-08:00</published><updated>2009-01-19T03:56:09.303-08:00</updated><title type='text'>O ENIGMA DA RABANADA</title><content type='html'>&lt;a href="http://panelinha.ig.com.br/site_novo/_upload/receitas/766_M.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 460px; height: 300px;" src="http://panelinha.ig.com.br/site_novo/_upload/receitas/766_M.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No final do ano, duas coisas são mais do que certas: reportagem sobre vendas de Natal e o enigma da rabanada, que consiste simplesmente no seguinte: por que só se come rabanada no final do ano se os seus ingredientes estão disponíveis durante todos os outros meses em qualquer quitanda? Esta é uma questão levantada por muita gente e que se torna ainda mais complexa por ser uma guloseima extremamente apreciada, fria ou quente, comida na hora ou no dia seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a explicação mais plausível seja a da tradição, esta insondável causa de situações para lá de incompreensíveis e que se justificam apenas por passarem de geração a geração. Era o que acontecia, por exemplo, ou ainda acontece, com a mistura de leite com manga, que os avós diziam ser fatal mas sem nenhum argumento convincente, e que privou gerações inteiras de uma mistura das mais saborosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimente pedir uma rabanada em abril, ou agosto. A pessoa, provavelmente, irá lhe lançar um olhar crispado de indignação, como se você estivesse prestes a realizar um ato dos mais sórdidos e, principalmente, contribuir para solapar os alicerces que dão estabilidade à família e, por conseqüência, à sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem contar os comentários dos vizinhos, que, ao sentirem o inconfundível aroma da rabanada, são capazes de ligar para um “disque qualquer coisa” a fim de denunciar tão vil iniciativa ou realizar um abaixo-assinado pedindo a expulsão de um vizinho desagregador de costumes. No mínimo, diriam, num severo tom de censura: “Rabanada nessa época? Tá maluco?!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, é uma árdua batalha e, para vencê-la, é preciso muita ousadia. Aqueles que tomarem a dianteira vão sofrer, com certeza. Irão provocar raiva, ou inveja, quando fizerem a “rabanada fora de época”. Mas, quem sabe, esse esforço não gere bons frutos? Quem sabe se daqui a uns 20 anos, na Avenida Rio Branco, coração do centro do Rio de Janeiro onde proliferam barracas de churros, não será normal encontrar barracas de rabanadas a um real cada, quente ou fria, dependendo do gosto do freguês? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas tão viciadas em rabanada que logo após as festas de fim de ano sofrem da síndrome de abstenção da guloseima e passam o mês de janeiro inteiro irritadiços, ansiosos e às vezes violentos. É preciso que algo urgente se faça, uma sugestão seria a inclusão da rabanada na cesta básica. Aguardo sugestões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-5313761180809294664?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/5313761180809294664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=5313761180809294664' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5313761180809294664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5313761180809294664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/01/o-enigma-da-rabanada.html' title='&lt;strong&gt;O ENIGMA DA RABANADA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-4021437562224959485</id><published>2009-01-16T06:31:00.000-08:00</published><updated>2009-01-16T06:46:11.387-08:00</updated><title type='text'>RELATO HISTÓRICO</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Publicado no caderno “Zona Oeste”, do jornal “O Globo”, em 13 de setembro de 2008)&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em “O Velho Oeste carioca”, jornalista André Luis Mansur divulga sua pesquisa sobre a região &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por Thaís Britto &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reza a lenda que a região da Ilha de Guaratiba recebeu este nome por causa de um marinheiro inglês chamado William, que chegou ao Brasil junto com a comitiva de D. João. Outra sugere que a origem do futebol no Brasil não é nada daquilo que se pensa: o esporte teria nascido aqui, com os funcionários ingleses da Fábrica Bangu, antes da chegada de Charles Müller. Entre causos e fatos, o jornalista André Luis Mansur, de Campo Grande, lançará em outubro &lt;strong&gt;(o livro foi lançado no dia nove de dezembro, no Paço Imperial)&lt;/strong&gt; o livro “O Velho Oeste Carioca”, onde reúne cinco anos de pesquisa sobre a Zona Oeste e sua importância na formação do Rio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de lançar o livro surgiu no ano 2000, quando Mansur trabalhou como freelancer no projeto de pesquisa dos 500 anos do Descobrimento do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sempre via informações sobre a Zona Oeste nessas buscas, mas sentia falta de publicações especíificas sobre a região. Acabei me interessando por trabalhar com pesquisa e passei a procurar histórias – comenta o autor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele conta ter passado muito tempo em bibliotecas, entre as quais a do Centro Cultural Banco do Brasil, a Biblioteca Nacional e a do Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos, onde trabalha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diarios de viajantes europeus e obras históricas, como “As freguesias do Rio Antigo”, de Noronha Santos; Histórias das ruas do Rio”, de Brasil Gerson; e “Donos do Rio em nome do rei”, de Fania Fridman, foram algumas das principais fontes de informação jornalista. Morador de Campo Grande, ele fará o lançamento oficial da obra na livraria Arlequim, no Paço Imperial, no Centro. Mas a première será no Chopp da Villa, no bairro onde mora. Comandado por Seu Ernesto, o bar é uma ode aos velhos tempos da região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Chopp da Villa é um lugar que resgata as origens da Zona Oeste. As paredes são cheias de fotos históricas e raras da região. Além, é claro, de ser um ponto de encontro cultural em Campo Grande – acentua Mansur. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De piratas a encontros amorosos &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando finalizou a pesquisa, em 2005, o jornalista tentou lançar o livro, sem muito sucesso. Para dar vazão às histórias, surgiu o blog Emendas e Sonetos, (emendasesonetos.blogspot.com), que serviu tanto para testar o alcance da pesquisa com os leitores para, finalmente, despertar o interesse de uma editora, a Ibis Libris. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não queria algo que se restringisse aos moradores da Zona Oeste. O blog acabou sendo o termômetro de aceitação do livro. Recebi e-mails de muita gente, de estudantes de outros estados que pesquisavam sobre a região – conta Mansur. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da ilha do Seu William e do nascimento do futebol em Bangu, o autor narra fatos inusitados como a concorrência entre uma famosa marca de refrigerantes e o suco de laranja em Campo Grande (o bairro era um dos maiores produtores da fruta) e a invasão de piratas franceses, no século XVIII, em Barra de Guaratiba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em 1710, uma esquadra de piratas franceses tentou invadir o Rio de Janeiro pela Baía de Guanabara. Como encontrou resistência, chegou à Barra de Guaratiba, rumou para a Barra da Tijuca e alcançou o Centro, onde acabou derrotada – explica o autor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bairro de Santa Cruz, de importância vital para a História da cidade, ganha espaço no livro com diversos monumentos, como a Ponte dos Jesuítas, a Fonte Wallace, o Hangar do Zeppelin (único hangar de dirigíveis ainda existente) e a Fazenda de Santa Cruz, onde hoje está instalado o Batalhão Villagran Cabrita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando D. João chegou aqui, encantou-se com a beleza da fazenda e ali construiu sua residência de veraneio. Muitas decisões importantes do Império foram tomadas aqui. E muitas histórias secretas aconteceram também, como os encontros de D. Pedro I com a Marquesa de Santos – acrescenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A História mais próxima da população &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador Sinvaldo Souza, morador de Santa Cruz, é referência na região quando se fala em passado da Zona Oeste. Segundo Mansur, ele foi um colaborador próximo, passando informações e bibliografia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que o Mansur fez nesse livro é bem similar ao que Eduardo Bueno faz com a História do Brasil. Ele pegou livros importantíssimos, com uma quantidade valiosa de informação, mas que são muito chatos. E deu a eles uma linguagem jornalística, muito mais acessível às pessoas – comenta o historiador, que acredita na oportunidade do lançamento do livro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que é muito legal para a Zona Oeste conhecer e se interessar mais por suas raízes. Os marcos históricos, por exemplo, estão abandonados, pois as pessoas não sabem do que se trata.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-4021437562224959485?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/4021437562224959485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=4021437562224959485' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4021437562224959485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4021437562224959485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/01/relato-histrico.html' title='&lt;strong&gt;RELATO HISTÓRICO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-8837317586572728267</id><published>2009-01-02T05:37:00.000-08:00</published><updated>2009-01-03T05:20:03.096-08:00</updated><title type='text'>A GRANDE ILUSÃO DO ANO-NOVO</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.brasilescola.com/upload/e/reveillon.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 330px; height: 330px;" src="http://www.brasilescola.com/upload/e/reveillon.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Talvez maior do que a do Papai Noel, a grande ilusão da infância nesta época do ano seja acreditar que tudo vai mudar no Ano-Novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, pelo menos, quando criança, acreditava que o dia 1º de janeiro simbolizava a entrada numa espécie de “admirável mundo novo”. Tudo levava a isso. A esperança dos adultos (“que tudo se realize...no ano que vai nascer...”), o clima de euforia nas ruas, as propagandas e os especiais de fim de ano da televisão e, por fim, todo aquele ambiente efusivo de cumprimentos, choros, abraços emocionados (e muitas vezes suados), foguetórios, champanhe estourando e mesa farta, quase como se tivessem esvaziado tudo da despensa, já que no “novo mundo” não precisaríamos mais nos preocupar em armazenar provisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, tudo em excesso, tudo no limite, quase um expurgo do passado para adentrar o ano-novo limpo de tudo o que ficou para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá vinha o 1º de janeiro. No início, talvez movido ainda por toda aquela energia eufórica do réveillon, acrescida da barulheira de fogos e música alta, ainda me sentia numa espécie de torpor. Acordava cedo para ir às ruas, ansioso por ver, sentir, provar as mudanças anunciadas com tanto alarido. E realmente percebia algo novo no ar, os sorrisos pareciam mais amistosos, as ruas menos barulhentas, o céu mais azul. Com o passar do tempo, no entanto, a ilusão caía por terra. Quando me lembrava do início das aulas, quando meu time levava uma sova no Maracanã, quando tinha o primeiro tombo de bicicleta do ano, eu percebia que nada mudava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a infância é teimosa e sempre busca encontrar atalhos para suas justificativas. Pensava...ah!, neste ano não deu certo por algum motivo, mas no ano que vem realmente tudo vai mudar, até porque os mais velhos continuam esperançosos. E aí levava o ano inteiro alimentando essa expectativa da melhor forma possível, a passagem do tempo na folhinha do calendário se aproximando, a ansiedade crescendo. E no réveillon a mesma coisa, a mesma euforia, as mesmas falas e os mesmos pratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi na quarta decepção que, enfim, parei de acreditar no Ano-Novo – Papai Noel eu já sabia que passeava de trenó numa loja de crediário há muito tempo. Mas até hoje acho legal o ritual dos encontros, mesmo achando que a passagem do dia 31 para o dia 1º é igual à dos outros dias do ano e que a esperança por dias melhores que eu, otimista incorrigível, ainda mantenho, continua em alta, mesmo que ela venha lá pelo meio do ano. Acredito na mudança contínua e perseverante, dentro mesmo de uma rotina, e que mudanças explosivas como fogos de artifício só funcionam para quem ganha na mega-sena. Não à toa, ela quase sempre fica acumulada nesta época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas...voltando ao tema do "nada mudou" após a "torturante contagem regressiva" (obrigado, Bruna), querem algo mais &lt;em&gt;déjà vu&lt;/em&gt; do que uma guerra entre israelenses e palestinos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-8837317586572728267?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/8837317586572728267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=8837317586572728267' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8837317586572728267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8837317586572728267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2009/01/grande-iluso-do-ano-novo.html' title='&lt;strong&gt;A GRANDE ILUSÃO DO ANO-NOVO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-6454064173807166079</id><published>2008-12-15T07:23:00.000-08:00</published><updated>2008-12-16T11:17:09.688-08:00</updated><title type='text'>SEÇÃO REMINISCÊNCIAS (IV): O VENDEDOR DE ENCICLOPÉDIAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.evora.net/bpe/Linfo/images/1_enciclopedia.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 248px; height: 255px;" src="http://www.evora.net/bpe/Linfo/images/1_enciclopedia.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Talvez o maior símbolo da relação direta entre desenvolvimento tecnológico e aumento do desemprego seja a que existe entre o pen drive e o vendedor de enciclopédias.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles sempre pediam licença ao professor para interromper a aula, apenas por uns breves minutos. Geralmente eram bem vestidos, penteados (pelo menos os que tinham cabelo) e bem falantes, como convém a um bom vendedor. Alguns chegavam meio suados, com um indefectível brilho na testa e uma singela mancha nas axilas, devido ao calor lá fora e ao peso que carregavam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a apresentação, começava o discurso, que se prolongava por pelo menos uns 20 minutos. Grandes Tesouros da Antiguidade, dicionários, Atlas, tudo para o seu conhecimento, tudo de que você, estudante, precisa para desenvolver e enriquecer seus estudos de forma completa e satisfatória. E vejam que belas ilustrações, que material de qualidade, que textos bem escritos, que facilidade de manuseio, e não apenas o estudante vai se interessar, mas com certeza o papai e a mamãe vão querer adquirir esta coleção dessas em casa, uma fonte de consulta para os momentos de dúvida, para a pesquisa ou mesmo para os momentos de lazer proporcionados por uma leitura agradável e instrutiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo isto por apenas... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí vinha a facada. Eram caríssimas as enciclopédias, mas ali tínhamos uma aula muito especial, uma aula de sutilezas de venda. Antes de dizer o preço, o vendedor já impunha um desconto especial de tantos por cento, que na verdade nada mais era do que o preço normal da coleção. E depois dava o preço, mas nunca à vista, apenas as parcelas e sempre em suaves prestações e sem juros. É claro que ainda complementava dizendo que o conhecimento não tinha preço, que uma coleção daquelas, de capa dura, era para a vida toda, para os filhos e netos. E nos distribuía um folheto ricamente ilustrado para levarmos aos nossos pais, prometendo voltar em breve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que muita gente comprava, não apenas do vendedor na sala de aula como também os fascículos vendidos em banca de jornal. Além de realmente auxiliar nas pesquisas e estudos em geral, não deixava de ser charmoso ter uma enciclopédia em casa. Hoje, que eu saiba, os vendedores de enciclopédias são raríssimos. A disseminação da internet (com conexões cada vez mais rápidas) e seus poderosos sistemas de busca como o Google tornaram obsoleta esta figura. Além de várias enciclopédias gigantescas estarem disponíveis na “grande rede”, ainda surgiu este minúsculo objeto chamado pen drive, capaz de armazenar toneladas de informação – inclusive enciclopédias inteiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o material de propaganda das novas casas e apartamentos raramente reserva um espaço aos livros (quanto mais enciclopédias), o minúsculo pen drive tem tudo para reinar absoluto no espaço onde proliferavam os simpáticos e bem arrumados vendedores de enciclopédia. E, ainda por cima, não interrompe a aula.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-6454064173807166079?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/6454064173807166079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=6454064173807166079' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6454064173807166079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6454064173807166079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/12/reminiscncias-iv-o-vendedor-de.html' title='&lt;strong&gt;SEÇÃO REMINISCÊNCIAS (IV): O VENDEDOR DE ENCICLOPÉDIAS&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-2028111950648064142</id><published>2008-12-01T04:06:00.000-08:00</published><updated>2008-12-01T04:17:27.657-08:00</updated><title type='text'>SEÇÃO REMINISCÊNCIAS (III) - A FICHA DE TELEFONE</title><content type='html'>&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_Zg96Gf_-1ys/R_uAgxFTaTI/AAAAAAAAFck/CjRgvnaDi1s/ficha_telefonica.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 142px; height: 194px;" src="http://lh6.ggpht.com/_Zg96Gf_-1ys/R_uAgxFTaTI/AAAAAAAAFck/CjRgvnaDi1s/ficha_telefonica.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para quem demorava no telefone, era preciso andar com os bolsos cheios. A ficha de telefone, mais uma invenção pré-histórica como a carta e a máquina de escrever, também marcou época e instituiu hábitos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas eram vendidas de forma avulsa ou em cartelas de cinco unidades. O tempo de duração dependia do prefixo. Nas ligações para os números que começavam com o algarismo 3 elas demoravam mais. Os números ainda tinham sete algarismos, não havia ligações a cobrar nos orelhões e celular era uma palavra que só existia nas aulas de biologia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocávamos as fichas num compartimento acima do aparelho, geralmente mais de uma para que não houvesse risco de a ligação acabar antes do tempo. Elas ficavam presas ali e, à medida que acabava o tempo de ligação de cada ficha, ela caía, fazendo um barulho que servia para calcularmos quantas restavam. Não havia visor, o método era bem tosco mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorria muitas vezes de o orelhão “engolir” alguma ficha, o que às vezes era resolvido com algumas pancadas no aparelho. Mas muitas vezes não tinha jeito mesmo, a ficha era perdida para sempre. É importante acrescentar, para quem costuma reclamar de interferências ocasionais nas ligações de hoje, que quando uma ficha caía havia sempre uma incômoda interrupção na ligação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da conversa, era só colocar o fone no gancho que as fichas que sobravam caíam de forma estrondosa num compartimento onde havia uma “portinha” metálica escrito Devolução. Também podia ocorrer, nestes casos, o fenômeno da deglutição de fichas pelo aparelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como acontece com os cartões hoje, as fichas eram vendidas principalmente em bancas de jornal, camelôs ou nos postos da companhia telefônica. Aqui no Rio era a Telerj, mais conhecida como Telerda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia bem menos telefones públicos e, como não havia celular, as filas nos orelhões em horário comercial eram sempre longas. Bastava alguém demorar um pouquinho na ligação para outra pessoa (geralmente o último da fila) começar a reclamar, soltando frases do tipo: “É pra hoje, hein!” ou “Deixa pra fofocar em casa!” Alguns, mais exaltados, chegavam a bater no aparelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, como hoje a maioria dos seres humanos tem um aparelho de telefone celular (exceto alguns primatas que se recusam a evoluir, como eu) e as operadoras oferecem várias promoções nas ligações, as filas nos orelhões praticamente não existem mais – o que não deixa de ser mais um risco de conflito urbano evitado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fichas de telefone deixaram como herança uma expressão ainda bastante popular: "A ficha caiu", referindo-se àquela situação em que a pessoa, enfim, compreende algo que estava meio, digamos, embaralhado em sua mente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-2028111950648064142?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/2028111950648064142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=2028111950648064142' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/2028111950648064142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/2028111950648064142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/12/seo-reminiscncias-iii-ficha-de-telefone.html' title='&lt;strong&gt;SEÇÃO REMINISCÊNCIAS (III) - A FICHA DE TELEFONE&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_Zg96Gf_-1ys/R_uAgxFTaTI/AAAAAAAAFck/CjRgvnaDi1s/s72-c/ficha_telefonica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-8293392990186711220</id><published>2008-11-17T05:32:00.001-08:00</published><updated>2008-11-17T05:32:58.176-08:00</updated><title type='text'>O VELHO OESTE CARIOCA/LANÇAMENTO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/SRWz2TMjCaI/AAAAAAAAACo/MtgVOq34o_8/s1600-h/O+Velho+Oeste+Carioca.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 134px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/SRWz2TMjCaI/AAAAAAAAACo/MtgVOq34o_8/s200/O+Velho+Oeste+Carioca.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5266313084726872482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;LANÇAMENTO DO LIVRO&lt;br /&gt;“O &lt;strong&gt;VELHO OESTE CARIOCA&lt;/strong&gt;”,&lt;br /&gt;DE ANDRÉ LUIS MANSUR (editora Ibis Libris)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A HISTÓRIA DA ZONA OESTE CARIOCA, DE DEODORO A SEPETIBA, CONTADA DESDE O SÉCULO XVI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIA 9 DE DEZEMBRO (terça-feira), ENTRE 17h E 20h30, NA LIVRARIA ARLEQUIM, PAÇO IMPERIAL, PRAÇA QUINZE, CENTRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIA 13 DE DEZEMBRO (sábado), A PARTIR DAS 17h , NO CHOPP DA VILLA, ESTRADA DO PRÉ, 91, LARGO DA VILLA SANTA RITA, EM CAMPO GRANDE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro é sempre citada nos livros de História do Brasil por dois motivos: a invasão de piratas franceses em Guaratiba, em 1710, e as longas temporadas de D. João na antiga fazenda dos jesuítas, em Santa Cruz, no início do século XIX. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resgate do patrimônio histórico da região, desconhecido da maioria de seus moradores, tem sido feito por pesquisadores da Zona Oeste, com seus próprios recursos e a ajuda de amigos para divulgação desses trabalhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso também fazer justiça a importantes cronistas do Rio Antigo, que mencionam, em seus livros, o então chamado “sertão carioca”, como Monsenhor Pizarro, Vieira Fazenda, Brasil Gerson e Noronha Santos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indispensável, também, citar ilustres viajantes europeus, que conheceram de perto a região, como Debret, Maria Graham e os naturalistas Spix e Martius, que, com relatos e imagens, nos legaram um rico acervo, de seus aspectos mais prosaicos que, na maioria das vezes, passam despercebidos nas “publicações oficiais”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este livro reúne o material de pesquisadores locais, bem como de autores reconhecidos, e apresenta uma visão global da região, que se estende desde o Campo dos Afonsos a Sepetiba, percorrida pela antiga Estrada Real de Santa Cruz. O objetivo deste livro é chamar a atenção para a riqueza histórica e natural da região. A melhor forma de valorizar um lugar é conhecer seu passado, identificando os que o ajudaram a se tornar o que é hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-8293392990186711220?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/8293392990186711220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=8293392990186711220' title='33 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8293392990186711220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8293392990186711220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/11/o-velho-oeste-cariocalanamento_17.html' title='&lt;strong&gt;O VELHO OESTE CARIOCA/LANÇAMENTO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/SRWz2TMjCaI/AAAAAAAAACo/MtgVOq34o_8/s72-c/O+Velho+Oeste+Carioca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>33</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-668356555347625732</id><published>2008-11-17T05:11:00.001-08:00</published><updated>2008-11-17T05:30:21.872-08:00</updated><title type='text'>GUARDIÃO DE UMA UTOPIA PARTICULAR</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/SOpN928eZUI/AAAAAAAAACI/2tVd2Kpz3bw/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/SOpN928eZUI/AAAAAAAAACI/2tVd2Kpz3bw/s200/untitled.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254097640397628738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Literatura da urgência - Lima Barreto no domínio da loucura - Luciana Hidalgo - editora Annablume - 252 páginas - R$ 30,00&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Henriques de Lima Barreto pagou um preço alto por viver deslocado numa sociedade de convenções, formalismos e fingimentos. Pagou com a própria vida, pode-se dizer assim, uma vida marcada por percalços de todo tipo e que culminaram com a pobreza, o alcoolismo, a internação como louco e, por fim, a morte prematura, em 1922, aos 41 anos de idade. O que a jornalista Luciana Hidalgo faz neste livro, conseqüência de uma tese de doutorado defendida na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é mergulhar no deslocamento vivido por um escritor incompreendido no seu tempo e cuja obra permanece atualíssima exatamente porque as mazelas políticas e sociais denunciadas por ele, com coragem e sinceridade radicais, infelizmente continuam todas aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de partida do livro é o “Diário do hospício”, escrito por Lima Barreto quando ele esteve internado no Hospital Nacional dos Alienados, o primeiro hospício do país, inaugurado em 1852 por D. Pedro II e que hoje é a sede do campus da Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Zona Sul do Rio de Janeiro. Lima esteve internado lá duas vezes. A primeira, em 1914, e a segunda em 1919/20, quando escreveu o diário. O motivo: delírios provocados pelo alcoolismo e que cessavam imediatamente assim que o escritor recuperava a sobriedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma época em que os diagnósticos de insanidade primavam por argumentos para lá de bizarros, como comprova um estudo feito por Francisco Carlos da Fonseca Elia citado por Luciana: “(...) tanto a menstruação na mulher e as hemorróidas no homem seriam causas que muito teriam contribuído para a perda da razão na cidade do Rio de Janeiro”. O pesquisador também cita as causas morais, como emoções vivas, o terror ou o amor levado ao excesso ou contrariado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No diário, que gerou o livro “Cemitério dos vivos”, Lima Barreto faz observações sobre a rotina do hospício, para ele muito mais um espaço onde o Estado abrigava parte do refugo social excluído da sociedade elegante da Belle Epoque carioca do que um local de tratamento. Ele expõe a sua revolta contra o Estado, a sociedade e contra si mesmo, frustrado, revoltado por não ter tido o reconhecimento literário que julgava (e merecia) ter recebido. “Ah! A Literatura ou me mata ou me dá o que peço dela”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, Luciana desenvolve um profundo estudo teórico baseado em dois conceitos fundamentais, a escrita de si e a literatura de si, fundamentais para se entender não apenas a obra de Lima Barreto, este “guardião de uma utopia particular”, mas também a de autores de estilos bem diferentes, como Antonin Artaud, Fernando Pessoa e dos personagens já estudados por ela em livros anteriores, como o poeta curitibano Loriel (“A arte da urgência”, com Mônica Drummond. Cultural Office, Curitiba, 2006), e o artista plástico (mesmo sem o saber) Arthur Bispo do Rosário (“Arthur Bispo do Rosário – O senhor do labirinto”. Rocco, Rio de Janeiro, 1996), que lhe valeu o prêmio Jabuti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona de um excelente texto, fugindo como pode dos habituais jargões acadêmicos, Luciana Hidalgo passeia por teorias literárias, artigos sobre a loucura, considerações sobre a política brasileira e a evolução urbana do Rio de Janeiro do início do século XX, além de outros temas, fazendo de seu livro (e aí sim, um jargão acadêmico) uma obra multidisciplinar. Lima Barreto, o personagem principal, é definido aqui como um a-intelectual/a-social, ou seja, um sujeito que não se enquadrou nos rígidos padrões vigentes no meio intelectual e social da época. Também por isso, ele sempre esteve em busca do a-lugar, o espaço onde poderia conseguir, talvez, a alforria do eu, para usar uma expressão da autora.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, como explica Luciana, este espaço Lima Barreto nunca encontrou. E o deslocamento que o acompanhou desde a infância, quando ele, um menino negro, pobre e morador do subúrbio, se interessava por literatura, se radicalizou a partir do primeiro livro, “Recordações do escrivão Isaías Caminha”, quando desancou toda a grande imprensa e passou a ser evitado nas rodinhas intelectuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, a grande frustração de Lima Barreto, frustração esta intransponível e que o levaria ao alcoolismo e à decadência física, foi mesmo a falta de reconhecimento ao seu imenso talento literário, tanto da sociedade que ele tanto criticava (o que seria mais ou menos óbvio) quanto dos seus pares, negros ou mulatos, pobres e suburbanos como ele, que não liam (ou não sabiam ler) e permaneciam numa apatia e submissão revoltantes para o escritor diante da corrupção, dos problemas sociais e das arbitrariedades que ele tanto denunciava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao usar conceitos como a escrita de si e a literatura de si, Luciana Hidalgo abriu um outro olhar sobre Lima Barreto, o “escritor do povo”, assim como a literatura da urgência, termo que dá título ao livro, foi a defesa e o ataque do escritor no seu momento mais crítico, o da internação, quando seu corpo passou a ser propiedade do Estado e ele só pôde contar com a pena e o papel para se manter “en garde”, como ela diz, contra tudo o que sofria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciana demonstra, de forma clara, como a loucura, que também acometeu o pai de Lima Barreto, esteve sempre presente em sua obras, e em como o escritor misturou vida e ficção em personagens como Policarpo Quaresma, Leonardo Flores, Gonzaga de Sá e Vicente Mascarenhas,  de “O cemitério dos vivos”. Na época, este tipo de literatura não foi absorvida, ou entendida, ainda mais exposta até as vísceras por um sujeito radical nas opiniões e que vivia bêbado e maltrapilho. Mas agora, com esta obra singular, Lima Barreto pode, ainda que tardiamente, ter encontrado um espaço singular, talvez o seu tão desejado a-lugar na literatura brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Luciana Hidalgo nasceu em 1965, no Rio de Janeiro . É doutora em Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), atualmente com Bolsa de Pós-Doutorado da Faperj, dando aula no curso de Letras da mesma universidade . É autora do livro Arthur Bispo do Rosario – O senhor do labirinto (Rocco, 1996/ Prêmio Jabuti , 1997), que foi recentemente adaptado para o cinema ( com roteiro de Luciana Hidalgo, Geraldo Motta e José Joffily) e será lançado em 2009. Formada em Comunicação Social , trabalhou como jornalista no suplemento literário Prosa &amp; Verso , do jornal O Globo , e no Jornal do Brasil ( revista Programa e Caderno B), entre outros veículos . Dirigiu e editou a revista Gesto , publicação de ensaios sobre o tema corpo nas áreas de literatura , filosofia etc.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/aochiadobrasileiro/Cronologia/1909/Lima_Barreto.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 239px; height: 370px;" src="http://www.geocities.com/aochiadobrasileiro/Cronologia/1909/Lima_Barreto.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-668356555347625732?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/668356555347625732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=668356555347625732' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/668356555347625732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/668356555347625732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/11/guardio-de-uma-utopia-particular.html' title='&lt;strong&gt;GUARDIÃO DE UMA UTOPIA PARTICULAR&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_H0fc8obX1sY/SOpN928eZUI/AAAAAAAAACI/2tVd2Kpz3bw/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-3078168133462036370</id><published>2008-11-03T10:50:00.000-08:00</published><updated>2008-11-03T11:06:36.340-08:00</updated><title type='text'>AS PEGADAS DE MACHADO</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.storm-magazine.com/red/images/articles/Machado-de-assis.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 281px; height: 400px;" src="http://www.storm-magazine.com/red/images/articles/Machado-de-assis.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Machado de Assis jamais poderia imaginar que seus textos escritos a bico de pena e sob a luz de lampião iriam se transformar em relíquias disputadas por ávidos pesquisadores. Quanto vale um texto ou uma foto inédita do maior escritor brasileiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tantos livros, debates, adaptações para outros meios e homenagens em geral a Machado de Assis no ano de centenário de sua morte, não deixa de ser intrigante, para os muitos admiradores de sua obra, viajar ao seu tempo e espaço, naquele Rio de Janeiro pacato e ainda bem distante de qualquer tipo de indústria cultural. No silêncio da casa do Cosme Velho, silêncio quebrado apenas pelo ruído de uma ou outra charrete, ou pelo canto dos vendedores ambulantes, Machado redigia seus textos a bico de pena, acompanhado apenas pela sua amada Carolina. Embora chamado (excessivamente, a meu ver) de bruxo, Machado não tinha bola de cristal para prever o futuro. Sendo assim, mesmo recebendo as glórias em vida, não poderia imaginar o alcance que sua obra teria hoje e de como seria esmiuçada com precisão cirúrgica por incansáveis historiadores que procuram relacionar textos escritos em jornais, cartas, ofícios de serviço público, romances, poemas, críticas, crônicas, contos e peças, tudo para dar uma dimensão maior e mais completa de um homem discretíssimo por natureza, que não deixou uma biografia e cujas pegadas, principalmente as da juventude, despertam fascínio e curiosidade exatamente por estarem envolvidas pelo mistério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;UMA GRANDE CHARADA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos trabalhos mais penosos neste esforço coletivo é o de se aventurar pelos textos escritos por ele em jornais, publicados de forma sistemática logo após sair da adolescência, quando ainda era o Machadinho. A dificuldade tornou-se muito maior devido à grande quantidade de pseudônimos que o escritor adotou ao longo da vida de jornalista, muitos deles já devidamente descobertos, mas muitos outros a descobrir, como se ele tivesse deixado de propósito uma grande charada aos seus estudiosos. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bairrodocatete.com.br/casamachado.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 175px; height: 253px;" src="http://www.bairrodocatete.com.br/casamachado.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Escrevendo sob a luz de lampião, muitas vezes tarde da noite em jornais, aquele jovem cheio de ambições literárias publicava artigos apócrifos que permanecem esquecidos em jornais já extintos e que hoje são objetos do desejo de pesquisadores ávidos por encontrar qualquer coisa inédita do mestre, mesmo um tema irrelevante, escrito apenas para fechar uma página no calor do fechamento de uma redação da época em que tudo era mais trabalhoso no jornalismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste grande esforço feito em torno do centenário de sua morte, muito material inédito foi descoberto: cartas, contos, artigos, pseudônimos, inscrição na Biblioteca Nacional, dedicatórias, fotos de Carolina ainda bem jovem (e bonita) etc. É curioso especular sobre quando vale um texto inédito de Machado, pois ele teve de escrever muito em jornais para poder sobreviver, já que ganhava-se muito pouco nas redações, pois afinal, escrevia-se para quem? Num país escravocrata e atrasado, uma minoria da minoria apreciava a leitura diária dos jornais. Da mesma forma, ou pior ainda, quem comprava livros no Brasil? Os de Machado, editados por Baptiste Louis Garnier, (também conhecido por Bom Ladrão Garnier, devido às relações quase nunca vantajosas para os autores) lhe garantiam alguns mil-réis por mês). &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;O "ESTILO" DA REPARTIÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, Machado teve de escrever muito. Não apenas por amor à literatura, mas também para sobreviver. E mesmo se levarmos em conta a estabilidade financeira conseguida no serviço público, não nos esqueçamos da imensa quantidade de documentos oficiais que ele precisou redigir nas quase quatro décadas que atuou como funcionário público. Alguns foram, inclusive, descobertos e expostos recentemente como relíquias, pois o “estilo” machadiano das repartições públicas é praticamente desconhecido. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Relíquia também seria alguma carta descoberta trocada entre ele e Carolina. Só existem duas, pois as outras (e deviam ser muitas) ele mandou que as queimasse, o que foi feito após a sua morte. A discrição, realmente, foi um dos maiores tesouros que Machado de Assis deixou como legado de sua existência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-3078168133462036370?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/3078168133462036370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=3078168133462036370' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3078168133462036370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3078168133462036370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/11/as-pegadas-de-machado.html' title='&lt;strong&gt;AS PEGADAS DE MACHADO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-6668916808695001653</id><published>2008-10-20T07:17:00.000-07:00</published><updated>2008-10-20T07:33:03.992-07:00</updated><title type='text'>VIOLÊNCIA NO FUTEBOL</title><content type='html'>&lt;a href="http://liriodoinferno.files.wordpress.com/2007/08/zizu.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://liriodoinferno.files.wordpress.com/2007/08/zizu.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Segue abaixo uma relação de frases ligadas à violência e que são utilizadas no dia a dia do futebol. Não sei até que ponto elas influenciam a violência dentro e fora do campo. Uns vão falar que sim, outros que não tem nada a ver. Mas, enfim, acho que vale uma reflexão, pois mesmo quem acompanha o esporte talvez não perceba como ele está repleto de expressões deste tipo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Matou a jogada; matou a bola; matou a defesa adversária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Fuzilou o goleiro adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         É a chance de se vingar da derrota do ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Deu um tiro certeiro de longa distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Fez uma jogada que matou o goleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         A competição vai ser decidida no mata-mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Mandou a bomba, que explodiu no travessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Mandou um míssil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         O time se recuperou e atropelou todos à sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         O jogo foi uma verdadeira batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Mandou um petardo de fora da área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Um verdadeiro bombardeio de cruzamentos na área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         O artilheiro deste ano é um verdadeiro matador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Acertou um balaço no ângulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         A batalha de Montevidéu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         O time caiu para a zona da degola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Uma das armas dele é o cruzamento na área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         O atacante mirou de fora da área e acertou o alvo no ângulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Acho que ia golear, mas tomou uma surra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         O jogo foi um verdadeiro massacre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-6668916808695001653?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/6668916808695001653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=6668916808695001653' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6668916808695001653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6668916808695001653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/10/violncia-e-futebol.html' title='&lt;strong&gt;VIOLÊNCIA NO FUTEBOL&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-6293369546907873045</id><published>2008-10-17T06:08:00.000-07:00</published><updated>2008-10-30T06:26:19.876-07:00</updated><title type='text'>CHEGA DE CRISE!</title><content type='html'>&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/9/95/Charging_Bull_at_Bowling_Green_060621.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/9/95/Charging_Bull_at_Bowling_Green_060621.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acho que ninguém agüenta mais ver todos os dias as mesmas imagens de operadores da Bolsa com a mão na cabeça, olhar perdido ou sentados de cabeça baixa. A crise é séria? É. Pode afetar a gente? É...pode. Mas, pelo que vejo, o pior dela já passou e quem anda nas ruas das grandes cidades percebeu que as dezenas de financeiras continuam com a corda toda, despejando funcionários nas ruas ávidos por conseguir novas vítimas, digo, clientes, e oferecer empréstimos (ou seja, crédito) sem comprovante de rendimento nem consulta ao Serasa. Se o primeiro elemento econômico a sumir numa crise é o crédito, ela, pelo jeito, não passou por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, algumas empresas perderam muito dinheiro com a alta do dólar. Mas também ganharam fortunas quando a moeda americana estava em baixa, o que aconteceu durante muito tempo. Ora, este é um risco normal de quem atua em um sistema econômico volátil como o capitalismo. Dentro de uma grande empresa há analistas que fazem projeções sobre alterações no sistema financeiro. E há quanto tempo ouvimos falar que a “bolha iria estourar”? Se, com tantas informações disponíveis no mundo capitalista selvagem e globalizado, alguns empresários não se prepararam, paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava na hora também de se parar com este endeusamento de algumas figuras do mundo das finanças. Desde 1997, quando fui redator de economia do Jornal do Brasil (ainda na saudosa sede da Avenida Brasil) e estourou a crise dos tigres asiáticos, que ouço falar que o mercado está apreensivo com a possibilidade de uma recessão americana. Lá, como cá, eram usadas com exaustão as mesmas imagens citadas no início deste texto. O então presidente do Federal Reserve (caprichar na pronúncia), o Fed, Alan Greenspan, era exaltado como um deus. Não à toa, a expressão “Todo Poderoso” era constantemente empregada em relação a ele. Lembro de uma frase quase apocalíptica a respeito de Mr. Greenspan: “Quando este homem fala, o mundo treme!” Meu Deus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quanto tempo seremos massacrados com índices, gráficos, projeções e viés de baixa e alta? Um dia a Bolsa despenca, noutro dispara. “O mercado está nervoso”, “O mercado aguarda com cautela”, “O mercado está eufórico”. Falam do mercado de ações como se ele fosse realmente um representante fiel da economia de empresas e países, mas se esquecem que hoje, com esta orgia desenfreada de grandes capitais migrando de um para outro lado do mundo com um simples toque no teclado, o marcado de ações está muito mais para um cassino de grandes proporções do que outra coisa. Só perde dinheiro mesmo o desesperado que retira a aplicação quando as ações despencam, ou seja, o investidor de primeira viagem. Os tubarões então vão lá, compram os papéis em baixa, os índices disparam e mais uma fortuna foi feita, quase sem esforço físico nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas o “valor de mercado” das empresas caiu em tantos por cento. O valor de mercado é tão volátil quando os índices da Bolsa. Podem ter certeza de que quando tudo se normalizar, em breve, o valor de mercado das empresas vai estar lá, no lugar onde sempre esteve. A única coisa que mudou é que, por enquanto, algumas megafusões e megacompras de empresas estão em suspenso. Nada demais, afinal todos ganharam muito dinheiro com a farra e agora aguardam apenas a ressaca passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitalismo precisa destas crises sistêmicas, até para poder sobreviver enquanto “agoniza, mas não morre”. A locomotiva (no caso, a economia americana) dá uma freada para sacudir os vagões lá atrás, mas daqui a pouco retoma a viagem. Portanto, vamos falar mais de cultura, meio-ambiente, ciência, política e esporte e deixar a “crise” um pouco em segundo plano. O mundo já tem vários outros motivos para “tremer” de vez em quando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-6293369546907873045?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/6293369546907873045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=6293369546907873045' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6293369546907873045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6293369546907873045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/10/chega-de-crise.html' title='CHEGA DE CRISE!'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-150479374256141851</id><published>2008-10-06T06:35:00.000-07:00</published><updated>2008-10-06T07:22:22.234-07:00</updated><title type='text'>NÃO É DO MEU TEMPO</title><content type='html'>&lt;a href="http://gatoescondido.files.wordpress.com/2006/11/ampulheta.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://gatoescondido.files.wordpress.com/2006/11/ampulheta.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma das desculpas mais esfarrapadas quando alguém quer justificar a falta de conhecimento é alegar que tal assunto “não é do meu tempo”. Se formos pensar assim, nenhum dos diversos estudiosos que vêm falando sobre a obra de Machado de Assis no ano de centenário de sua morte está autorizado para tal função, pois nenhum deles é do tempo do genial escritor. Ou aqueles que pesquisaram a chegada da Família Real ao Brasil, há 200 anos, pois com certeza ninguém vivo hoje dividiu um franguinho com D. João VI. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão ganhou espaço há alguns meses, quando jogadores da seleção brasileira de futebol não souberam dar o nome de nenhum dos integrantes da seleção campeã do mundo de 1958, conquista esta que completou 50 anos. Em sua defesa, disseram apenas: “Pó, cara, isso aí não é do meu tempo não”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem utiliza este argumento, portanto, o livro, um documentário ou mesmo a transmissão oral de nada adiantam na transmissão do conhecimento. E esse “meu tempo”, na verdade, é bastante relativo, pois quando o tempo histórico de uma pessoa se inicia? Na fecundação? No nascimento? No primeiro beijo? No primeiro fora? Ou naquilo que se costuma chamar de vida adulta, o que também é bastante relativo, pois tem gente de 40 anos que age como criança e adolescente de 15 anos que sustenta uma família. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, há uma questão mais séria que envolve este tipo de argumento. O que é mais importante? Ter vivido na época em que o fato ocorreu, no calor dos acontecimentos, ou poder avaliá-lo com o devido distanciamento histórico? Ter tomado um café com Machado de Assis na rua do Ouvidor ou perceber, através de estudos recentes, a dimensão cada vez maior que a obra do escritor atinge? Dimensão esta não percebida na época dele, apesar de ele ter atingido a glória ainda em vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ideal seria juntar as duas coisas. É claro que no caso citado seria impossível, pois teríamos de encontrar alguém com no mínimo uns 120 anos, lúcido e com uma memória privilegiadíssima para recordar uma conversa com Machado. Mas há, por exemplo, diversos livros importantes sobre a II Guerra Mundial escritos depois do fim do conflito por pessoas que participaram ativamente dele. No calor da guerra, russos e americanos eram aliados, mas uma década depois já eram inimigos ferrenhos, só para dar uma idéia de como o distanciamento histórico é importante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li uma vez que cientistas já desenvolveram todo o conhecimento teórico para produzirem uma máquina do tempo – só falta encontrar a loja onde comprar as peças. Portanto, quando isso acontecer, e aí com certeza não será do meu tempo, poderemos ter a união entre o “calor dos acontecimentos” e o “distanciamento histórico”. Desta forma, um mestrando de História que quisesse se aprofundar nos seus estudos sobre a Inconfidência Mineira poderia pedir para passar uma semana na antiga Vila Rica (atual Ouro Preto) e voltar sem dúvidas, provavelmente um pouco sujo e, quem sabe, com um dos dentes arrancados pelo próprio Tiradentes. Sem anestesia, é claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-150479374256141851?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/150479374256141851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=150479374256141851' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/150479374256141851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/150479374256141851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/10/no-do-meu-tempo.html' title='&lt;strong&gt;NÃO É DO MEU TEMPO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-4544816028219650763</id><published>2008-09-22T07:12:00.000-07:00</published><updated>2008-09-22T07:31:12.513-07:00</updated><title type='text'>A GUANTÁNAMO CARIOCA</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.joaobarcelos.com.br/morro_conceicao.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.joaobarcelos.com.br/morro_conceicao.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A temida prisão do Aljube, aos pés do morro da Conceição, foi um cenário de terror por muito tempo em pleno centro do Rio de Janeiro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi construída em 1733, por ordem do bispo D. Antônio de Guadelupe, para servir de prisão eclesiástica. Embora com o tempo o amplo casarão da rua da Prainha (atual rua do Acre) passasse a abrigar desde escravos e ladrões até presos políticos e vítimas de perseguição de todo tipo, dentro dele “purgaram de seus pecados muitos padres turbulentos, os que iam às missas comerciais contra as ordens régias, os desobedientes dos superiores, os contrabandistas, os arruaceiros. Ali gemeram também os cristãos-novos, esperando para serem levados e julgados em Lisboa...” &lt;strong&gt;("Antiqualhas e memórias do Rio de Janeiro, Vieira Fazenda, Imprensa Nacional)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos motivos de tanto sofrimento é que a Coroa não estava nem aí para a alimentação dos presos. Os que não tinham quem lhes levasse comida, contavam apenas com a remessa irregular da Santa Casa de Misericórdia – geralmente um prato de sopa rala. Como as celas ficavam abaixo do nível da rua, a umidade se encarregava do resto e epidemias e surtos eram constantes, ainda mais numa época em que não se falava em vacina e as condições de higiene da cidade eram as piores possíveis, com esgotos a céu aberto e dejetos atirados em todos os lugares &lt;strong&gt;(ver texto ´Tigres na cidade´, 6/1/2007). &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O morro da Conceição e toda a área em volta era considerada os fundos da cidade. Na recepção, ficava a região em torno da atual Praça XV, por onde, por exemplo, chegou a Família Real, em 1808. Já perto da prisão do Aljube ficavam os armazéns e mercados de venda de escravos, a forca e as áreas de habitação mais populares. Os enforcamentos, que antes ocorriam em várias partes da cidade (o de Tiradentes foi perto da atual Praça Tiradentes), a partir da chegada da Família Real passaram a ser realizados perto do Aljube, para onde era recolhida a forca após o cumprimento da sentença. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um carrasco muito conhecido no período foi o escravo João Cabindo, recolhido ao Aljube com prisão perpétua após ter assassinado o senhor dele e que, por ser bastante forte, era o principal carrasco nas execuções. Foi no Aljube que morreu, de causa natural, em 1834, Pedro Espanhol, um temido assassino tema do romance “Pedro Espanhol”, de José do Patrocínio. Quando a forca ficou no Largo da Prainha (atual Praça Mauá), o caminho do Aljube até lá era chamado Caminho da Penitência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Aljube virou casa de cômodos em 1856 e os presos foram transferidos para outras cadeias, mas o casarão ainda ficou de pé até o início do século XX, quando foi demolido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ilustração: "Morro da Conceição", pintura de João Barcelos.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-4544816028219650763?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/4544816028219650763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=4544816028219650763' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4544816028219650763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4544816028219650763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/09/guantnamo-carioca.html' title='&lt;strong&gt;A GUANTÁNAMO CARIOCA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-7216317718348370065</id><published>2008-09-08T09:32:00.000-07:00</published><updated>2008-09-08T09:39:24.947-07:00</updated><title type='text'>A REDENÇÃO DO OVO</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.qdivertido.com.br/ovinho.gif"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.qdivertido.com.br/ovinho.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agora foi a vez do ovo. Depois de décadas relegado ao papel nada agradável de vilão por provocar aumento dos níveis de colesterol, ele de repente passou a se enquadrar na categoria dos superalimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem acompanha o noticiário científico com atenção já sabe que é mais do que comum que um alimento mude de status com freqüência. O café, por exemplo, passa constantemente de herói a vilão e vice-versa. Agora mesmo, foi declarado saudável. Ultimamente, o que tido bombardeado é o leite, que provoca isso, retém aquilo e impede acolá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me parece é que muita gente da comunidade científica poderia aprender mais com as pessoas simples, o que pouparia tempo e verbas gigantescas. Perguntem a um sujeito que trabalhou a vida inteira na roça, por exemplo, e hoje, já em idade avançada, goza de perfeita saúde, inclusive tomando leite, comendo ovos, bebendo café e, em alguns casos, fumando um cigarrinho de palha e tomando uma pinga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles me diz, quando pergunto a respeito do tema deste artigo: “Na roça, a carne era conservada na banha de porco e ninguém sabia o que era colesterol”. No entanto, ele complementa com aquilo que parece profundamente óbvio: “Na roça, começávamos a trabalhar de madrugada, não dava tempo para a gordura se acumular”. Ou seja: você não precisa se preocupar tanto com alimentação se realizar atividades físicas regulares, mas para quem leva aquela vidinha carro-escritório-televisão-laptop, até uma folha de alface cai mal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao ovo, o que fizeram com ele nada mais foi do que uma covardia. Quem tem mais de 30 cresceu ouvindo a mãe mandar comer ovo para ficar forte e inteligente. E a gemada de manhã, e a caracu com ovo (muitas vezes colorido), e o pão francês com ovo na chapa, acompanhado de seu parceiro de propaganda maledicente, o café? E, por fim, cadê os cinco ovos que os valentões dos filmes de bang-bang comiam alegremente nos saloons após uma briga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso caiu por terra quando condenaram covardemente o ovo por ter muito colesterol. Agora, quem se arrisca a comer dois (!) ovos por dia já é severamente repreendido. Pois o que os pesquisadores da Universidade da Califórnia descobriram é que, entre diversas outras qualidades, o ovo agora é bom para o coração e fundamental para evitar derramems problemas de visão – talvez até mais do que a cenoura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, aproveitemos a brecha, pois amanhã tudo pode mudar. E aguardemos a redenção do leite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-7216317718348370065?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/7216317718348370065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=7216317718348370065' title='24 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7216317718348370065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7216317718348370065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/09/redeno-do-ovo.html' title='&lt;strong&gt;A REDENÇÃO DO OVO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>24</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-2926950633690713981</id><published>2008-09-07T07:14:00.000-07:00</published><updated>2008-09-07T07:16:52.537-07:00</updated><title type='text'>POR CAUSA DE UMA PIPA LILÁS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Wvatf14Kck0/SKn2wGkm9II/AAAAAAAAABk/lAcDHy-mKoc/s1600-h/DSC01663.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wvatf14Kck0/SKn2wGkm9II/AAAAAAAAABk/lAcDHy-mKoc/s1600-h/DSC01663.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dia eu quebrei o dedão do pé e acreditei que aquela era a maior dor do mundo. Um dia, com oito anos de idade, correndo, quebrei o dedão do pé direito. Com oito anos de idade constatei que não-liberdade significava ter que ficar com um pedaço do corpo abafado por uma parede disforme e branca (que breve receberia as mais criativas pichações), enquanto as pernas sãs, bastante ou não tanto ligeiras, das demais crianças se gabavam no pique-pega. Com oito anos quebrei o dedão do pé direito e constatei que a maior injustiça do mundo era eu não poder mais ser bailarina, leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após oito enigmas indecifráveis, com os anos que pude ter até então, percebi que o que há de pior é aquilo que não dói tanto e que, portanto, não pode ser considerado “a maior dor do mundo” em algum momento. É aquilo que se encaixa nas horas. Cabe nos dias. Nos anos. Aquilo que não sobra e nem sequer precisa. Nem sequer precisa de uma pipa lilás cambaleante levantando vôo, numa aquarela viva emoldurada pela janela do meu quarto — precisa epifania. Não precisa. Nem sequer quer do mundo um bem-me-quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRUNA MITRANO (www.deliriolilas.blogspot.com)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-2926950633690713981?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/2926950633690713981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=2926950633690713981' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/2926950633690713981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/2926950633690713981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/09/por-causa-de-uma-pipa-lils.html' title='&lt;strong&gt;POR CAUSA DE UMA PIPA LILÁS&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wvatf14Kck0/SKn2wGkm9II/AAAAAAAAABk/lAcDHy-mKoc/s72-c/DSC01663.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-5147342643793143974</id><published>2008-08-25T16:29:00.002-07:00</published><updated>2008-08-28T09:49:28.038-07:00</updated><title type='text'>EU PROMETO!</title><content type='html'>&lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2007/08/191_309-122701odorico%20paraguaçu.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2007/08/191_309-122701odorico%20paraguaçu.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para uns, a propaganda política na TV é humor garantido; para outros, coisa séria, mas para a grande maioria sobra apenas a indiferença. E talvez o motivo principal seja a constante repetição dos velhos bordões de promessa. Eis aqui alguns deles, separados por categorias, na campanha do Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÚPLICAS&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por isso, precisamos do seu voto/Conto com o seu voto/Peço o seu voto/Pode me cobrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUITO PRAZER &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me conhece/Sou um legítimo representante do povo/Vote em quem você conhece/Agora é a nossa vez/Esse é o cara!/Esse não promete. Faz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MUDANÇA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio precisa mudar/Vote na renovação/O Rio tem jeito/O Rio merece o melhor/Juntos, lutaremos para mudar este quadro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEIXA COMIGO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou defender seus interesses/Pode contar comigo/Pelo respeito ao cidadão/Há oito anos trabalhando em prol da comunidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E EU COM ISSO? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou casado e tenho dois filhos/Trabalhei a vida inteira/Tive uma infância pobre/Sou candidato pela primeira vez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUGAR COMUM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transporte barato e de qualidade/Oportunidades para todos/Saúde, educação e emprego/A maior riqueza de uma nação é a educação/Pelo direito da criança e do adolescente/Vou ampliar a verba da educação e da saúde e aumentar os salários de médicos e professores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOVAS PROMESSAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos portadores de necessidades especiais/Em defesa da terceira idade/Lutar pelos direitos dos gays e das lésbicas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-5147342643793143974?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/5147342643793143974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=5147342643793143974' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5147342643793143974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5147342643793143974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/08/eu-prometo_3079.html' title='&lt;strong&gt;EU PROMETO!&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-5237098552329536644</id><published>2008-08-25T16:20:00.000-07:00</published><updated>2008-08-25T16:27:13.250-07:00</updated><title type='text'>CHOQUE DE CULTURAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.objetiva.com.br/objetiva/cs/files/images/capas_livros/9788560281534_grande.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.objetiva.com.br/objetiva/cs/files/images/capas_livros/9788560281534_grande.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Publicado no caderno "Prosa &amp; Verso", do jornal "O Globo", em 23 de agosto de 2008)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escritor viajante, Paul Theroux explora o tema sem cair na armadilha dos clichês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A suíte elefanta&lt;/strong&gt;, de Paul Theroux. Tradução de Fernanda Abreu. Editora Alfaguara, 308 pgs. R$ 44,90&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O americano Paul Theroux é famoso por seus relatos de viagem e talvez por isso mesmo ele faça do “choque de culturas” o tema das três novelas deste livro, no caso entre americanos endinheirados e uma Índia “faminta, a Índia da luta, a Índia em conflito consigo mesma”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora livros deste tipo costumem ser uma cilada de clichês e estereótipos, o autor consegue se sair muito bem. Afinal, Theroux não é um viajante de folhetos de agência, que passeia em grupos pelos principais pontos turísticos de um país sempre acompanhado de um solícito guia que evita qualquer contato direto com a cultura local, privilegiando, aí sim, os clichês e estereótipos de uma viagem convencional (Torre Eiffel, Big Bem, Cristo Redentor, Muralha da China etc). Ao contrário, ele faz de suas constantes viagens matéria-prima para o trabalho como escritor, indo ao encontro de lugares e personagens que serão fundamentais em seus livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse caso, a Índia que surge nas três histórias é a Índia que não está nas páginas de economia dos jornais como um país emergente e uma futura potência, onde se ganha muito dinheiro e se realizam investimentos de todos os tipos. A Índia de Paul Theroux é a Índia da pobreza e da miséria, do trânsito confuso, dos pedintes e das prostitutas, da sujeira e do fedor, situada em torno dos hotéis de luxo onde se hospedam os americanos, verdadeiros casulos cercado de submissão e formalismo - a suíte elefanta do título. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é quando saem destes casulos que os personagens do livro ganham força e acabam, no contato com a dureza das ruas e seus personagens que não desfrutam das benesses econômicas de um país emergente aos olhos de quem está de fora, encontrando respostas para seus próprios problemas íntimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os massagistas da primeira história (“Colina dos macacos”), as prostitutas da segunda (“O Portal da Índia”) e o elefante da terceira (O Deus-Elefante”) auxiliam na busca dos personagens principais pelas suas próprias “porções individuais do mundo”, mostrando, de uma certa forma, que a viagem, mesmo que seja para o outro lado do mundo, pode realizar a transformação íntima que a pessoa talvez nunca conseguisse se não saísse do seu quintal, onde o contato freqüente com o outro trava, muitas vezes, qualquer possibilidade de distanciamento. “Gente falastrona tornava muito fácil para ele ser anônimo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com essas considerações mais profundas, o autor não descuida do básico em histórias curtas: mantém o suspense sobre o destino dos personagens até os respectivos finais, sempre surpreendentes e carregados de tensão. A sensualidade e o erotismo, nem sempre velados, estão presentes nas três histórias como elementos que aceleram o esse mergulho íntimo, que em alguns casos, como no caso do executivo de “O Portal da Índia”, acaba dando uma guinada para a espiritualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há no livro uma crítica constante ao comportamento dos  americanos, com seus “bonés de beisebol ao contrário”, ávidos pelo lucro que um país de um bilhão de pessoas e pouquíssimas garantias trabalhistas pode proporcionar. A personagem Alice, de “O deus elefante”, personifica esta crítica recheada de ironias, como quando ela ensina o inglês de telemarketing para trabalhadores indianos terceirizados de uma operadora de celular e se espanta com a mudança de comportamento provocada pelo sotaque metálico dos “call-centers”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice é a “amiga feia da garota bonita”, que se afasta de sua amiga patricinha e interesseira e parte sozinha em busca do “algo a mais” que ela espera encontrar na Índia. Na multidão, ela entende melhor o prazer de se perceber completamente desconhecida, quando ninguém conhecia a sua história e nem sabia o seu nome. A libertação de “ser quem se quisesse ser”. O problema, como Alice e os demais personagens americanos do livro vão descobrir, é que a transformação que eles acreditam encontrar num país repleto de gente desconfiada em relação aos turistas nem sempre é prazerosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-5237098552329536644?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/5237098552329536644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=5237098552329536644' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5237098552329536644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5237098552329536644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/08/choque-de-culturas.html' title='&lt;strong&gt;CHOQUE DE CULTURAS&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-6507437518959178420</id><published>2008-08-14T11:54:00.000-07:00</published><updated>2008-08-14T12:03:27.192-07:00</updated><title type='text'>REMINISCÊNCIAS (II): A MÁQUINA DE ESCREVER</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.cosacnaify.com.br/noticias/imagens/maq_esq.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.cosacnaify.com.br/noticias/imagens/maq_esq.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Para quem se irrita porque precisa reescrever um parágrafo, vale a pena saber o que era a máquina de escrever, uma geringonça que hoje só existe em antiquários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era preciso ter dedos fortes para fixar a letra no papel ofício, inserido cuidadosamente no cilindro da máquina, para que o texto não saísse inclinado. Era preciso também ter dedos precisos, para não errar as teclas e ralar o dedo no emaranhado de suportes de ferro das teclas. E, acima de tudo, muita paciência para trocar a fita periodicamente, quando as letras começavam a ficar apagadas, numa operação que sempre terminava com os dedos sujos de preto e vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De semelhança com o computador, apenas a configuração do teclado, o que, de certa forma, valida até hoje o curso de datilografia que muita gente, como eu, fez, e que permite a digitação rápida e realizada com todos os dedos;  e sem olhar para a tela. Afinal, haja exercícios de ´asdfg´ e qwert´. Mas se esta é a única semelhança, o resto é uma distância absoluta de vantagens do PC em relação às velhas Olivetti e Remington (as marcas mais usadas). A começar pelo barulho, ensurdecedor nas máquinas e quase inexistente no computador. Quem já entrou, por exemplo, numa redação de jornal na hora do fechamento. possivelmente se sentiu no meio de um tiroteio ou de uma chuva com trovoadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um erro de digitação, que pode ser facilmente resolvido com um simples toque na tecla "delete", na máquina era resolvida de três formas, nenhuma delas satisfatória. Ou se riscava a frase com um monte de "xxxx", ou se usava o velho "liquid paper", uma tinta branca que emporcavalhava o papel e provocava o efeito estético de uma parede cheia de retoques nas rachaduras. Era preciso ainda dar uma sopradinha para a tinta secar antes de recomeçar o trabalho. Havia ainda o expediente da borracha, que deixava sempre uma mancha no papel e sujava o interior da máquina. Quanto aos erros de parágrafos, ou a necessidade de intercalá-los, nada de "copiar" e "colar". No caso, a única coisa que podia ser feita era puxar o papel com força, transformá-lo numa perfeita esfera, arremesá-la numa cesta e recomeçar o texto em outra folha.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que não havia apoio para o pulso, problemas de tendinite eram muito comuns,  principalmente em escrivães, jornalistas e secretários, que precisavam bater atas, memorandos, cartas comerciais e toda sorte de documentos, cada um com um tipo de margem. Era comum também que para se conseguir determinado emprego em escritório a pessoa precisasse bater algumas centenas de toques por minuto. Até hoje não sei por que esta tarefa nunca entrou em algum tipo de competição esportiva, tamanha a capacidade de coordenação e reflexo necessários para empreendê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo após a popularização do computador doméstico, na virada do século, alguns escritores ainda cultivavam a máquina de escrever, principalmente pelo charme. Lembro de uma foto famosa do escritor Ernest Hemingway em sua casa em Cuba, em frente à máquina de escrever, uma garrafa ao lado e a expressão de quem tinha muito a dizer na folha de papel enrolada na sua frente. Há pouco tempo também lembro de uma mulher no centro do Rio de Janeiro que tinha muito trabalho na sua máquina, batendo vários tipos de documentos. Não sei se ainda está lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aos que sucumbiram ao computador e ainda têm uma certa nostalgia da máquina, vale a pena conferir o vídeo do youtube, no qual o genial Altamiro Carrilho aparece tocando a música "A máquina de escrever", numa repartição repleta de Paulos Silvinos (http://www.youtube.com/watch?v=ZuRhduG3jgc&amp;feature=related).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-6507437518959178420?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/6507437518959178420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=6507437518959178420' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6507437518959178420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6507437518959178420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/08/reminiscncias-ii-mquina-de-escrever.html' title='REMINISCÊNCIAS (II): A MÁQUINA DE ESCREVER'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-3687971763048837683</id><published>2008-08-04T07:24:00.000-07:00</published><updated>2008-08-04T07:29:16.954-07:00</updated><title type='text'>REMINISCÊNCIAS (I): A CARTA</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.diplomaciaenegocios.com.br/noticias/cartas.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.diplomaciaenegocios.com.br/noticias/cartas.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Venho por meio desta informar que houve uma época em que as pessoas se sentavam e escreviam cartas. Isso foi bem antes do advento do e-mail. As cartas eram escritas numa folha de papel com uma caneta ou um pequeno toco de madeira chamado lápis, cuja ponta precisava ser afinada constantemente pelo apontador, o que gerava muita sujeira. A ponta também quebrava com freqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrita a carta, cuja maior dificuldade era a ausência do botão "delete" (as letras eram eliminadas através de riscos ou da borracha, que também provocava muita sujeira), era preciso enviá-la ao destinatário, o que se constituía numa operação extremamente trabalhosa, já que a carta não podia ser enviada imediatamente, como acontece com o e-mail. A pessoa precisava dobrá-la cuidadosamente, colocá-la de dentro de um envelope, fechar o envelope (com cola ou, em casos mais raros, saliva), escrever os nomes e endereços do remetente e do destinatário e levá-la até a uma agência de correio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior, no entanto, ainda estava por vir. Enquanto o envio de um e-mail é praticamente gratuito, o remetente, para mandar a carta, precisava pagar por um selo, que era colado à carta, antes do seu envio. Além disso, enquanto o e-mail custa o mesmo preço, ainda que seja mandado para qualquer parte do planeta, o selo da carta ficava mais caro à medida que o destinatário morasse mais longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finda esta parte da operação, agora era aguardar que a carta chegasse ao seu destinatário, o que, dependendo do local, poderia levar alguns dias. Havia também o risco de extravio, por isso muitas vezes o remetente precisava registrar a carta, pagando um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom lembrar que muitas vezes, em algum momento desta operação, o remente enfrentava algum tipo de fila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o destinatário recebesse a carta, precisava abrir o envelope com cuidado, para não rasgá-la, e ler a carta, o que, muitas vezes, era uma tarefa impossível devido à péssima caligrafia do remetente. Na época, existiam os cadernos de caligrafia, que tinham como objetivo tornar legíveis, e também mais bonitas, as letras de quem os usasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso o destinatário quisesse responder a carta, todo o processo iria se repetir. Cartas de namorados costumavam ser enviadas com algum tipo de perfume e acúmulos de cartas comprometedoras já arruinaram a vida de muita gente de reputação ilibada até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve, falarei sobre a máquina de escrever, que, entre outras, também era usada para escrever a carta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais, despeço-me atenciosamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-3687971763048837683?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/3687971763048837683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=3687971763048837683' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3687971763048837683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3687971763048837683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/08/reminiscncias-i-carta.html' title='REMINISCÊNCIAS (I): A CARTA'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-3786103266716769475</id><published>2008-07-24T05:46:00.001-07:00</published><updated>2008-07-31T15:27:07.697-07:00</updated><title type='text'>O ÚLTIMO CIGARRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://feiramoderna.net/img/blog/fernando_sabino.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://feiramoderna.net/img/blog/fernando_sabino.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fernando Sabino fez de uma decisão de parar de fumar, “decisão assumida de repente, como a própria aceitação da morte”, material para duas crônicas bem ao seu estilo, recheadas de um humor contido e de comparações propositadamente exageradas. “O último cigarro” e “Depois do último cigarro”, publicadas no livro de crônicas “A falta que ela me faz” (Record, 9ª edição, 1981), são de um período em que o ato de fumar ainda era considerado charmoso e estava associado a jogos de sedução e até a atividades esportivas, vide anúncios publicitários da época, hoje terminantemente proibidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naqueles tempos em que o movimento anti-tabagista não tinha nem de longe a força que tem hoje, os textos revelam as conseqüências deste verdadeiro (pelo menos para a época) ato de coragem do escritor, ou melhor dizendo, um ato heróico, “porque ainda me sinto como aquele condenado à morte, diante do pelotão de fuzilamento, a quem ofereceram o último cigarro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os melhores trechos, estão as citações a outros dois colegas, de profissão e de tabagismo. Rubem Braga, por exemplo, é mencionado como exemplo de perseverança, capaz de olhar para um cigarro como se fosse uma mulher por quem foi apaixonado perdidamente e dizer, com a “olímpica indiferença” de quem já fumou quatro maços de cigarro por dia. “Não sei como é que eu pude gostar dessa mulher”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já João Condé representa aquele tipo de personagem muito comum nos contos e crônicas de Sabino, pitoresco e extremamente engraçado, exatamente por tentar levar a sério as situações mais absurdas. No caso, Condé resolve prometer aos santos de sua devoção que só fumaria em Caruaru. Apesar de, no início, viajar para lá com uma freqüência incomum, com o tempo vai diminuindo, ou melhor, regateando com os santos as dificuldades da promessa. De Caruaru, limita o alcance do seu direito de fumar para São Paulo, depois até Niterói e, por fim, resolve fumar só aos domingos, o que só aumenta a ansiedade das noites de sábado. “A partir da meia-noite dispara a fumar, até a meia-noite seguinte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabino, ao tomar decisão tão radical, anseia por nascer o homem novo, “sem sarro nos dentes ou nos dedos, e sem úlcera de estômago, distúrbio das coronárias, enfisema pulmonar”, todos os males que o artigo lido por ele coloca como fatores de risco para os fumantes, inclusive o de que os fumantes têm uma probabilidade duas vezes maior de morrer na meia-idade do que os que não fumam, afirmação que serve de mote para uma série de especulações estatísticas para lá de irônicas exatamente sobre a obsessão por estatísticas quando o assunto é saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o autor considera, placidamente, como se estivesse a fumar da janela de seu apartamento, hábito que ele considerava dos mais prazerosos, que “não há outros vícios que eu possa abandonar, a não ser o de viver”, pois, como afirma, viver também é morrer um pouco, pois “faz cair os cabelos e os dentes. Provoca rugas na pele, flacidez nos músculos e artrite nos ossos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais interessante nos contos e crônicas de Fernando Sabino é que, apesar de a grande maioria deles terem sido escritos há mais de 30 anos, não ficaram datados. Pois mesmo num assunto que hoje carrega uma abordagem completamente diferente, como o hábito de fumar, nas suas mãos ainda apresenta o aspecto de um texto escrito hoje, época em que os fumantes se sentem cada vez mais acuados em seus poucos rincões. E o humor, sempre presente em suas crônicas, aqui encontra terreno dos mais férteis para se manifestar sem deixar de provocar a devida reflexão, mesmo que venha espremida entre sonoras gargalhadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-3786103266716769475?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/3786103266716769475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=3786103266716769475' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3786103266716769475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3786103266716769475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/07/o-ltimo-cigarro_24.html' title='&lt;strong&gt;O ÚLTIMO CIGARRO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-7410464071788196106</id><published>2008-07-16T09:06:00.000-07:00</published><updated>2008-07-16T09:14:35.749-07:00</updated><title type='text'>DOS MAGROS BUCÉFALOS AOS BURROS SEM RABO</title><content type='html'>&lt;a href="http://static.flickr.com/102/257745690_b76b28ff6e.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://static.flickr.com/102/257745690_b76b28ff6e.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ligando a Praça Tiradentes ao Largo da Carioca, dois dos pontos mais simbólicos da História da cidade, a rua da Carioca teve seu início num caminho primitivo chamado de rua do Egito, “ou porque houvesse nas proximidades um oratório em que se venerava a Família Sagrada fugindo de Herodes, ou porque os cavaleiros que por ali passavam eram magros bucéfalos, lutando contra a natureza arenosa do terrenos, se vissem em apuros e risco de quebrar as costelas. E o carioca, sempre propenso a pilhérias, dizia que os tais eram ´para o Egito´”. &lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi lá pelos idos do século XVII, antes de 1667, quando ela ficava no caminho dos que iam buscar água no antigo chafariz do Largo da Carioca. O chafariz recebia água do Aqueduto da Carioca, de 1723 (que depois seria conhecido como os Arcos da Lapa), e deu muito trabalho ao Corpo da Guarda instalado no local, “pois os escravos acotovelavam-se para passar a frente uns dos outros, o que degenerava em pancadaria. A função da Guarda era colocar os escravos em fila, em boa ordem. Foi a primeira instituição da fila no Rio de Janeiro”.&lt;strong&gt;(2)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rua mesmo foi aberta em 1698 e manteve o nome de rua do Egito até o século XIX, quando mudou para outro nome bastante peculiar, o de rua do Piolho, isto por causa de um proprietário de casas na rua e procurador, “terrível chicanista e amigo de demandas”, &lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt; que recebeu o apelido de Piolho por andar pelos cartórios e tribunais em busca de causas de todo o tipo, “como piolho em costura”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt; Este nome foi mantido até 1848, quando a Câmara Municipal a denominou como a conhecemos hoje. Mesmo assim, ainda mudou de nome algumas vezes, para rua São Francisco da Penitência (1879), rua São Francisco de Assis (1882), rua Presidente Wilson (1918) e, enfim, de novo e definitivamente para rua da Carioca, em 1919.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rua, que fica aos pés do Convento dos frades franciscanos, teve sua origem em 1741, quando o convento cedeu um terreno de 20 braças de frente para o largo de 200 de fundo para a rua, a fim de que a Ordem Terceira de São Francisco da Penitência levantasse um hospital. Foi nessa época que começaram as edificações. O caminho, que ia até a Travessa dos Baiotas (atual rua Silva Jardim), foi prolongada pelo vice-rei D. Antônio Álvares da Cunha (1763-1767) até a já aterrada Lagoa da Sentinela, no lado esquerdo da rua Frei Caneca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1905, ela teria a configuração atual, quando foi alargada na reforma urbanística empreendida pelo prefeito Pereira Passos, e foi nessa época mais ou menos que os “burros sem rabo”, homens que transportavam carrinhos de mão tornaram-se figuras marcantes do centro da cidade, aproveitando os trilhos de bitola estreita das ruas (inclusive os da Carioca) para transportarem seus carrinhos. Até hoje, embora não haja mais trilhos e eles circulem pelo asfalto mesmo, são conhecidos assim no centro da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a restauração feita nos anos 90, quando foi recuperada inclusive a cor original dos pequenos sobrados, a Carioca pôde recuperar o status de uma das ruas mais representativas da História do Rio, e que hoje abriga, além do comércio em geral, alguns dos estabelecimentos dos mais tradicionais do centro do Rio, como o Bar Luiz, os cines Íris e Ideal e a loja Guitarra de Prata. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LIVROS CONSULTADOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1)– O Rio Antigo (vol.1) – Dunlop&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2)- O Rio de Janeiro em seus 400 anos – artigo “O Rio no século XVII”, de Cláudio Bardy&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Foto de Augusto Malta sobre o alargamento da rua da Carioca, já com os "burros sem rabo".&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-7410464071788196106?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/7410464071788196106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=7410464071788196106' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7410464071788196106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7410464071788196106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/07/dos-magros-bucfalos-aos-burros-sem-rabo.html' title='&lt;strong&gt;DOS MAGROS BUCÉFALOS AOS BURROS SEM RABO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-5372164349791460471</id><published>2008-07-16T08:54:00.000-07:00</published><updated>2008-07-16T09:05:38.299-07:00</updated><title type='text'>REMOS, RIMAS E RUMOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://static.hsw.com.br/gif/diretas-ja-2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://static.hsw.com.br/gif/diretas-ja-2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PRESENTE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu calo&lt;br /&gt;Tu calas&lt;br /&gt;Ele cala&lt;br /&gt;Nós calamos&lt;br /&gt;Vós calais&lt;br /&gt;Eles falam&lt;br /&gt;e mandam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TENHO DITO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O progresso&lt;br /&gt;do recesso &lt;br /&gt;que faz parte &lt;br /&gt;do processo&lt;br /&gt;é o sucesso&lt;br /&gt;do abscesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu confesso:&lt;br /&gt;estou possesso!&lt;br /&gt;Minha Nossa Senhora.&lt;br /&gt;De Bonsucesso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CONTAGEM REGRESSIVA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angra III&lt;br /&gt;Angra II&lt;br /&gt;Angra !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bum!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RIOCENTRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riocentro,&lt;br /&gt;fragmento!&lt;br /&gt;Riovento,&lt;br /&gt;meteoro...!&lt;br /&gt;Riolento,&lt;br /&gt;cata-vento!&lt;br /&gt;Rio, tento...&lt;br /&gt;não decoro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ESTÁDIO DE CALAMIDADE &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Circo?&lt;br /&gt;Além da hora e meia...&lt;br /&gt;pra camuflar o pavio.&lt;br /&gt;Conseqüência: &lt;br /&gt;casa cheia&lt;br /&gt;...para um povo&lt;br /&gt;bem vazio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído do livro "Remos, rimas e rumos", &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de Paulo Plimma&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Março de 83&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-5372164349791460471?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/5372164349791460471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=5372164349791460471' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5372164349791460471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5372164349791460471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/07/remos-rimas-e-rumos.html' title='&lt;strong&gt;REMOS, RIMAS E RUMOS&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-5091100568993141990</id><published>2008-07-08T11:13:00.000-07:00</published><updated>2008-07-08T11:20:08.467-07:00</updated><title type='text'>OS POLEMISTAS GRATUITOS (ou a arte de falar m...)</title><content type='html'>&lt;a href="http://musicodobrasil.com.br/loronixcontent/capasloronix/B/BD/PolemicaWilsonNoel-image015.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://musicodobrasil.com.br/loronixcontent/capasloronix/B/BD/PolemicaWilsonNoel-image015.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As farpas lançadas pelo escritor colombiano naturalizado mexicano Fernando Vallejo na última Flip, quando disse que Ingrid Betancourt buscou seu seqüestro e que preferiria que “aquela mulher horrível continuasse presa”, provocou grande polêmica. Mas, se analisarmos friamente, esta declaração faz parte, sem dúvida alguma, do universo dos polemistas gratuitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os polemistas gratuitos são espaçosos. Pode ser um evento pequeno, com apenas dez pessoas, incluindo o palestrante. Mesmo assim o polemista gratuito precisa estar onipresente e onisciente. Ou seja, não deixa de ser um egoísta, pois não quer deixar ninguém falar algo que preste. Ele quer que apenas a sua voz, a opinião ressoe como a verdade fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes o polemista gratuito acaba até se tornando necessário. Isso acontece em eventos chatos, onde todos assumem posições politicamente corretas em excesso, o que é péssimo para a imprensa,  pois não sobra nenhuma manchete interessante. O problema é que o polemista gratuito, depois de soltar suas bravatas e garantir as manchetes dos jornais, acaba se tornando mais um chato, pois uma de suas principais características é não saber a hora de parar no auge e despejar sem limites o seu rancor e a sua rabugice até que todos se cansem e se afastem dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente o polemista gratuito gosta de provocar escândalo quando está perto de lançar um disco, um livro, perto de estrear um show, ou quando se sente em posição secundária durante algum evento. Suas opiniões são dadas de forma estudada, procurando sempre atingir um tema que mexa com a emoção popular e, de preferência, que cause algum tipo de raiva ou rancor. E aí, quando alguém for perguntar quem é o autor de tal livro, por exemplo, o vendedor, ou quem estiver por perto, vai poder dizer: “Ah, é aquele cara que meteu o malho em fulano de tal. Não lembra?” É a glória do reconhecimento para o polemista gratuito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dois polemistas gratuitos estão presentes ao mesmo evento, raramente eles juntam forças. Vaidoso por natureza, ele quer todas as glórias para si, quer ser o causador da ´grande polêmica´, aquela que vai sair com a foto em destaque no jornal, geralmente em poses bastante típicas, como a do queixo apoiado na mão, a leitura de um livro ao lado de uma janela, ou uma baforada de cigarro (ou charuto) acompanhada de um olhar contemplativo para o teto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O polemista gratuito, no entanto, precisa tomar cuidado para que a sua tentativa de chamar a atenção não caia na banalidade, senão onde ele aparecer vai ter sempre alguém falando: “Ih, lá vem aquele cara falar m...”. Nestes casos, o polemista gratuito já se tornou uma figura bizarra, decadente e incapaz de provocar uma polemicazinha que seja. Vai vagar pelos salões, auditórios e tendas tentando provocar efeito com tiradas pseudo-inteligentes, mas o máximo que vai conseguir serão olhares de desprezo, deboches ou, em casos extremos, a retirada do recinto por seguranças de terno, óculos escuros e fone no ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Ilustração de Nássara para o disco de Roberto Paiva e Francisco Egydio que tinha como temática a briga entre Noel Rosa e Wilson Batista.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-5091100568993141990?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/5091100568993141990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=5091100568993141990' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5091100568993141990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5091100568993141990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/07/os-polemistas-gratuitos-ou-arte-de.html' title='&lt;strong&gt;OS POLEMISTAS GRATUITOS (ou a arte de falar m...)&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-2698042732503433575</id><published>2008-07-08T11:01:00.000-07:00</published><updated>2008-07-08T11:12:35.226-07:00</updated><title type='text'>POESIA DE BUTECO</title><content type='html'>&lt;a href="http://cummings1.cl/albums/covers/rio_botequim.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://cummings1.cl/albums/covers/rio_botequim.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;aí né...lá tava eu num buteco.&lt;br /&gt;dancei com a filha do neco&lt;br /&gt;bebi chop no caneco,ela quase teve um treco!&lt;br /&gt;aí né...levei ela num quarto vazio&lt;br /&gt;ela gritava com eco,a cama fez reco reco&lt;br /&gt;e quando acordei de manha&lt;br /&gt;a filha do neco teve um buneco.&lt;br /&gt;aí né...lá tava eu no buteco.&lt;br /&gt;o neto no colo do neco&lt;br /&gt;o neco olhando pro teto&lt;br /&gt;o teto pingando no neto&lt;br /&gt;o neto chorando de eco&lt;br /&gt;eu bebendo os canecos&lt;br /&gt;aí né...lá tava eu num buteco&lt;br /&gt;me confessei com o padreco&lt;br /&gt;perdi a mulé pro maneco&lt;br /&gt;seu neco criou o seu neto&lt;br /&gt;perdi tudo fiquei sem teto&lt;br /&gt;juntei meus trapos e cacarecos&lt;br /&gt;e fui morar no buteco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CARLOS ALEXANDRE (DOCA)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Foto: capa da sexta edição do guia "Rio Botequim", da editora Casa da Palavra.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-2698042732503433575?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/2698042732503433575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=2698042732503433575' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/2698042732503433575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/2698042732503433575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/07/poesia-de.html' title='&lt;strong&gt;POESIA DE BUTECO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-3054074573189767653</id><published>2008-06-30T06:05:00.000-07:00</published><updated>2008-06-30T06:15:53.578-07:00</updated><title type='text'>UMA FRASE INFELIZ</title><content type='html'>&lt;a href="http://blogs.dw-world.de/latino/images/news/4683.2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://blogs.dw-world.de/latino/images/news/4683.2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma das frases mais infelizes da História do Brasil foi dita pelo ex-presidente Washington Luiz, que governou o país de 1926 a 1930: "Governar é construir estradas”. Está aí o resultado: acidentes, engarrafamentos, estresse, poluição e propaganda de carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Washington Luiz, que por ironia dá nome a uma rodovia federal com grande número de acidentes no Rio de Janeiro, tivesse dito que “governar é construir ferrovias”, com certeza teríamos uma situação bem melhor no item transportes. Mas quem disse isso, ou melhor, quem fez isso foi Irineu Evangelista de Sousa, o Barão, e depois Visconde, de Mauá, 70 anos antes, o pioneiro em construção de estradas de ferro no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, as oligarquias atrasadas deram uma rasteira em Mauá e, mais tarde, a matriz energética baseada no petróleo impôs a opção pelas rodovias, geralmente mal planejadas, cada vez mais esburacadas ou, pelo menos nas que estão em bom estado,  quase proibitivas por pedágios caríssimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São inegáveis as vantagens do transporte ferroviário: é mais rápido, não tem engarrafamento (quando muito, um atraso de sinal), é limpo (não polui o ar), carrega muito mais gente e, no caso do transporte de cargas, evita o desperdício de grãos caindo dos caminhões na estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trânsito carioca, por exemplo. Sem dúvida lembra muito um clássico desenho do Pateta que sempre passava na televisão (e talvez ainda passe nos canais por assinatura). É a história de um sujeito completamente pacato, incapaz de um ato violento, mas que quando entrava no automóvel lembrava as transformações de “o médico e o monstro”. Bufava, arregalava os olhos, soltava fogo pelas ventas, e ai de quem estivesse pela frente. Fazia do carro uma arma de algumas toneladas, o que, infelizmente, acontece com freqüência nas estradas brasileiras, que com certeza são piores do que o cenário descrito no desenho, pois pelo menos ali o simpático e desajeitado personagem de Walt Disney não ingeria bebida alcoólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o transporte público deixa a desejar, já que não é baseado nos trens, ideais para o transporte de massas, pois são muito mais espaçosos, rápidos e não poluem o ar, as soluções que surgem para o grande número de carros nas ruas são sempre paliativas, como o rodízio de placas em São Paulo. Além do quê, a cada ano a indústria automobilística bate recordes de produção, principalmente depois que aumentou o prazo de investimento para a compra de carros. Basta ver a quantidade de estacionamentos (talvez a forma mais eficiente de se ganhar um dinheiro rápido com o mínimo de custos) que surgem todos os meses. Duvido que ao passar pelo centro de uma grande cidade pelo menos uma vez você não tenha que parar na calçada para um carro sair ou entrar de um deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como as ruas nas grandes cidades não podem ser mais alargadas, e o brasileiro, como diz uma dessas inúmeras propagandas entusiastas do transporte automotivo, é apaixonado por carro, o caos completo já está bem próximo. A não ser que, para citar um outro desenho animado, em breve circularemos naqueles veículos da família Jetsons, pelo ar, mas aí poderemos ter graves acidentes com os helicópteros, que cada vez infestam mais os nossos céus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-3054074573189767653?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/3054074573189767653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=3054074573189767653' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3054074573189767653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3054074573189767653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/06/uma-frase-infeliz.html' title='&lt;strong&gt;UMA FRASE INFELIZ&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-414274421970214004</id><published>2008-06-28T06:14:00.000-07:00</published><updated>2008-06-28T06:20:00.436-07:00</updated><title type='text'>PROTEÇÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://img479.imageshack.us/img479/8173/pic0406pr0.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://img479.imageshack.us/img479/8173/pic0406pr0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Atravessa a rua&lt;br /&gt; Atravessa a rua, com pensar&lt;br /&gt; Rio Branco, Presidente Vargas&lt;br /&gt; O que fizeres de tua vida&lt;br /&gt; Irá pesar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Alguém grita:&lt;br /&gt; - Sai da rua, é avenida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; (Mas caminho por caminho&lt;br /&gt; O que importa não é a extensão&lt;br /&gt; E, sim, como se anda nele)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Depois de atravessar a rua, avenida, caminho,&lt;br /&gt; Segue em frente, não estranha a morada dos mortos&lt;br /&gt; Que tu sentes e que te causa horror.&lt;br /&gt; Pega na mão que te oferecem,&lt;br /&gt; Confortável e materna –obedece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sobe, agora, a ladeira, sem desviar&lt;br /&gt; Pela legião de durmientes, soturnos,&lt;br /&gt; Em seus casulos a espreitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Segue, segue em frente, escuta a voz&lt;br /&gt; a te orientar&lt;br /&gt; Cruzando o aclive de santos:&lt;br /&gt; -&lt;em&gt;Santa Lucía, bendiga los ojos de mi hija&lt;br /&gt; Para mirar más allá!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ALINE CANEJO&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-414274421970214004?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/414274421970214004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=414274421970214004' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/414274421970214004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/414274421970214004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/06/proteo.html' title='&lt;strong&gt;PROTEÇÃO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-3758858206984716750</id><published>2008-06-19T08:03:00.000-07:00</published><updated>2008-06-19T08:14:53.425-07:00</updated><title type='text'>SEÇÃO DE GASTRONOMIA (APENAS PARA ESTÔMAGOS FORTES)</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.supersanduicheria.com.br/imagens/10/X_TUDO.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.supersanduicheria.com.br/imagens/10/X_TUDO.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A ESTÉTICA DO PODRÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos o chamam de bate-entope, MacPombo, ou outros nomes mais sugestivos, porém ele é mesmo mais conhecido como podrão. Trata-se de qualquer guloseima (geralmente um ´x´ qualquer coisa) que provoca duas sensações naquele que o consome: a primeira, é a satisfação imediata da fome; a segunda, algumas horas depois, é o arrependimento e a promessa de que nunca mais irá incorrer em tal erro. Mas passam-se alguns dias e lá está ele de novo, consumindo o podrão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ´x´ da questão, como qualquer consumidor de ´fast-food´ de rua sabe, vem da simplificação do cheese, queijo em inglês, que de ´cheeseburger´ virou x-burguer e depois x-burg, passando a denominar o maior de todos os podrões: o x-tudo, que, como o próprio nome diz, engloba realmente tudo que se possa pensar. São, geralmente, três pedaços de hambúrguer, ovo, presunto, queijo, batatas fritas, alface, cebola, tomate, bacon e o que mais a imaginação do vendedor oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que já consumi alguns podrões, principalmente durante a madrugada após uma saída, sem nenhum lugar aberto, que é quando o podrão aparece como a única opção para resolver aquela fome devastadora. Na verdade, acredito que muita gente, principalmente contínuos que precisam comer algo rápido na rua, desenvolvem uma espécie de resistência aos podrões. Desenvolvi essa resistência quando comi, há muitos anos, um salgadinho na Central do Brasil na época em que as lanchonetes da Central assustavam qualquer um. Hoje não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos podem indagar se o cachorro-quente também não é um podrão e eu respondo, sem sombra de dúvida: o cachorro-quente, que muitos também chamam de dogão, está na categoria dos podrões mais antigos e o primeiro a ser incrementado, deixando para trás o tradicional pão com salsicha (ou lingüiça) e molho de tomate, pimentão e cebola, para abrigar em sua forma estreita produtos de grande diversidade, resultando daí numa mistura cujo maior mérito, tanto para quem vende quanto para quem compra, é manter o produto em perfeito equilíbrio. É claro que sempre ocorrem algumas quedas de petiscos, o que os vira-latas de plantão, sempre atentos, agradecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que nunca comeram um podrão, mas têm curiosidade, o único conselho que dou é: cuidado! O organismo que não está acostumado pode sofrer um revertério daqueles de expulsar as tripas. Mas se a pessoa realmente quiser, é melhor começar aos poucos. Um churrasquinho de gato aqui, um joelho acolá, quem sabe um pastel de vento e uma coxinha, quem sabe...mesmo assim o podrão é sempre um risco, até para quem já está acostumado. Eu, que há muito tempo não o consumo, acho melhor não arriscar. Prefiro sempre, após uma saída noturna, esperar para chegar em casa e encarar o velho e tradicional miojo (também conhecido por alguns como ´que nojo´), o verdadeiro bálsamo da madrugada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-3758858206984716750?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/3758858206984716750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=3758858206984716750' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3758858206984716750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3758858206984716750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/06/seo-de-gastronomia-apenas-para-estmagos.html' title='&lt;strong&gt;SEÇÃO DE GASTRONOMIA (APENAS PARA ESTÔMAGOS FORTES)&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-8904982006336954142</id><published>2008-06-09T10:45:00.000-07:00</published><updated>2008-06-09T10:52:28.596-07:00</updated><title type='text'>O PRIMEIRO ´PREFEITO´</title><content type='html'>&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/03/Fernandes_Viana.jpg/150px-Fernandes_Viana.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/03/Fernandes_Viana.jpg/150px-Fernandes_Viana.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O nome oficial não era este, mas pode-se dizer que o primeiro prefeito do Rio de Janeiro foi o conselheiro Paulo Fernandes Viana. Nomeado o primeiro Intendente Geral da Polícia da Corte e Estado do Brasil (este era o nome oficial) pelo príncipe regente Dom João em 10 de maio de 1808, Viana promoveria uma verdadeira revolução numa cidade onde não havia qualquer tipo de planejamento urbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos treze anos em que ficou no cargo, Paulo Fernandes Viana mandou destruir casas velhas e mal construídas, que foram substituídas por construções mais bonitas e resistentes; iniciou o calçamento e a pavimentação das ruas; estendeu a iluminação pública para toda a cidade; mandou construírem trapiches e armazéns no já extinto Cais do Valongo e saneou o Campo de Santana, aterrando as áreas alagadiças e mandando ajardinar uma das suas esquinas, a da rua do Conde (atual Frei Caneca), onde ele morava. Além disso, desenvolveu um novo sistema de abastecimento de água para a área ao redor da Quinta da Boa Vista, urbanizada havia pouco tempo, captando água do rio Maracanã, e abriu várias estradas, inclusive a da Floresta da Tijuca, por onde só se chegava através de uma trilha complicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom exemplo do trabalho de Viana é o edital, publicado em 1808, no qual alertava “que toda a pessoa que for encontrada a deitar águas sujas, lixo, e qualquer outra imundície nas ruas e travessas será presa, e não sairá da cadeia sem pagar dois mil réis para o Cofre das despesas da Polícia: o que igualmente se praticará com os que constar que o fizeram, ainda que, não sejam achados, ou tiverem as suas testadas sujas, não mostrando logo quem foram, a não ser eles ou vizinhos, ou pessoas que assim o praticaram. E para que se não chamem a ignorância mandei afixar o presente por todos os lugares públicos desta cidade para que assim chegue à notícia de todos". &lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viana fundou também as bases das polícias civil e militar do Rio de Janeiro. A primeira, com a criação da Secretaria de Polícia num prédio do Campo de Santana, e a segunda com a criação do Corpo Real da Guarda, comandada pelo temido Major Vidigal, homem que ficaria conhecido pela brutalidade com que tratava os bandidos, especialmente os capoeiras, grupos de negros que percorriam a cidade promovendo roubos, arruaças e espancamentos. Vidigal acabou entrando para as páginas da literatura brasileiras pelas mãos de Manoel Antônio de Almeida, que o colocou como um dos personagens do livro “Memórias de um sargento de milícias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de toda a excelência administrativa, o primeiro “prefeito” da cidade não se furtou de utilizar o malfadado “jeitinho brasileiro” para conseguir um emprego para um amigo, como explica Benedicto Freitas. “Para reforçar a mão-de-obra, o intendente Paulo Fernandes Viana enviara da cidade os vadios encontrados nas ruas. E ainda um importante detalhe, que não poderia faltar: o pescoção mandando admitir o aprendiz de carpinteiro, irmão de Manoel da Paixão ´que serve no quarto de Sua Alteza´". &lt;strong&gt;(3)&lt;/strong&gt;  Viana foi demitido do cargo em março de 1821, após a partida de D. João VI para Lisboa, e morreria dois meses depois. Sua filha, Ana Luísa, se casou em 1833 com Luís Alves de Lima e Silva, o futuro Duque de Caxias.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTES CONSULTADAS:&lt;br /&gt;- (1) O Rio de Janeiro em seus 400 anos – artigo “O século XIX”, de Cláudio Bardy&lt;br /&gt;- (2) O Rio de Janeiro Imperial – Adolfo Morales de los Rios Filho&lt;br /&gt;- (3) Santa Cruz, fazenda jesuítica, real, imperial – Benedito Freitas&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-8904982006336954142?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/8904982006336954142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=8904982006336954142' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8904982006336954142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8904982006336954142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/06/o-primeiro-prefeito.html' title='&lt;strong&gt;O PRIMEIRO ´PREFEITO´&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-8225960619137211246</id><published>2008-05-29T11:25:00.000-07:00</published><updated>2008-05-29T11:33:47.182-07:00</updated><title type='text'>A ESTÁTUA POR TRÁS DOS ÓCULOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://sensorialtrip.files.wordpress.com/2007/08/drummond.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://sensorialtrip.files.wordpress.com/2007/08/drummond.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O quarto roubo dos óculos da estátua de Carlos Drummond de Andrade, na praia de Copacabana, no último dia 22, mostra que há uma deliberada intenção de evitar que o “poeta por trás dos óculos” “veja” o que acontece à sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio que Drummond adotou como sua cidade já não existe faz tempo. E a impressão que passa é que o Rio de Janeiro em que o poeta cumprimentava as pessoas nos seus passeios pela orla de Copacabana, sem medo de balas perdidas, caminha placidamente da civilização à barbárie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro, não sejamos ingênuos de achar que a cidade era um paraíso. Havia violência, corrupção, drogas, crescimento desordenado das favelas, injustiça social etc, basta olhar as colunas do tipo ´Há quarenta anos´, mas talvez a maior diferença entre estas épocas, pelo menos é o que falam os mais velhos, é que hoje há muito mais falta de educação nas ruas do que antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na orla que Drummond costumava freqüentar, por exemplo, além de ninguém precisar se desviar de balas perdidas ou de algum carro que fosse parar na areia, havia uma cordialidade que hoje parece patética se alguém tentar reproduzi-la. Experimente dar ´bom dia´ para um desconhecido na rua e veja o que acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta, que era um profundo observador do cotidiano, seja do seu banco, na orla de Copacabana, ou nas andanças pelo centro da cidade, onde trabalhava como funcionário público, não gostaria de ver a selvageria do trânsito, a ação dos flanelinhas, a barulheira dos carros de som que saem de todos os lugares, os assaltos constantes a turistas em plena luz do dia, a ostentação artificial daqueles que viram ´celebridades da noite para o dia´...e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez Drummond, que também era contista e cronista, conseguisse extrair humor de algumas destas situações, como muitas vezes ele fazia, mesmo ao falar de pequenas tragédias. Assim como ele perguntou em “Rio em flor de janeiro”, “que mudou nesta cidade da noite para o dia?”, referindo-se às flores da cidade, talvez fosse preciso refazer a pergunta e se esquecer de tentar encontrar a resposta, tão difícil e complexa que parece ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio, que corre “pela nossa vida, como sangue, como seiva” (“Canto do Rio em sol”), agora é incapaz de lhe emprestar uns óculos para que ele conseguisse tentar decifrar o que se passa. Sem os óculos, a estátua de Drummond está em harmonia com a realidade que a cerca, uma realidade míope e tosca de uma cidade em que a civilidade já foi um hábito. Mas de repente, quem sabe, os ladrões que roubaram os óculos da estátua podem estar fazendo um favor involuntário ao poeta, que assim pode continuar no seu posto preferido de observador mas sem poder observar as tantas "pedras no meio do caminho" da cidade que tanto amava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só espero que aquele Rio de Janeiro onde Drummond viveu não tenha se transformado apenas em quadro na parede, como a Itabira do poeta mineiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-8225960619137211246?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/8225960619137211246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=8225960619137211246' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8225960619137211246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8225960619137211246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/05/esttua-por-trs-dos-culos_29.html' title='&lt;strong&gt;A ESTÁTUA POR TRÁS DOS ÓCULOS&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-7457562677168277761</id><published>2008-05-05T07:42:00.000-07:00</published><updated>2008-05-09T10:28:51.674-07:00</updated><title type='text'>CAPITU NÃO TEVE CHANCE</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.lusobraz.com/store/images/0850515033.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.lusobraz.com/store/images/0850515033.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Passa um tempo e a pergunta volta: Capitu traiu ou não traiu Bentinho? Neste ano então, em que se completam os cem anos da morte de Machado de Assis, ela vai se fazer muito presente. Mas a questão central desta polêmica que já dura mais de 100 anos (“Dom Casmurro” foi lançado em 1900) raramente é mencionada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém é acusado de alguma coisa, o máximo que se espera é que tenha chance de se defender. Mas Capitu não teve esta chance, pois “Dom Casmurro” nada mais é do que a versão de Bentinho pura e simples. Lembremos que o livro começa com Bentinho dentro do trem, dirigindo-se ao bairro do Engenho Novo, no subúrbio do Rio, e que na época era um local ideal para quem queria se isolar do burburinho do centro da cidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A meta de Bentinho é escrever a “História dos subúrbios”, mas o que ele faz mesmo é contar a grande amargura da sua vida, a traição da mulher que ele amou desde a infância passada junto com ela na rua de Matacavalos (atual rua do Riachuelo). Bentinho está velho, isolado, amargurado e provavelmente com lapsos de memória. Mas assim mesmo escreve a sua versão sobre o que ocorreu, a mesma versão que até hoje causa polêmica através da pergunta: Capitu traiu ou não traiu?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Portanto, para começarmos a tentar descobrir a “verdade sobre os fatos”, teríamos de pelo menos ouvir a versão de Capitu e de Escobar, seu suposto amante, o que Machado torna impossível, pois quando Bentinho começa a contar sua história os dois já estão mortos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f5/MarcFerrez_MachadodeAssis.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f5/MarcFerrez_MachadodeAssis.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;O escritor Fernando Sabino chegou a fazer uma recriação de “Dom Casmurro” sem o narrador original, em terceira pessoa, no livro “Amor de Capitu”. Há quem goste deste tipo de especulação e eu respeito, mas acho que a continuação de uma obra de arte só pode ser feita pelo autor da obra de arte, e isto vale também para a música e o cinema (não tiveram a coragem de fazer uma continuação de “Casablanca”?).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As suposições de Bentinho são mostradas principalmente em alguns trechos do livro, como neste, em que Bentinho recebe a visita de seu suposto filho Ezequiel, mas que para Bentinho...“Era o próprio, o exato, o verdadeiro Escobar” (Cap. 145). Ou esta, ainda envolvendo Ezequiel: “Capitu e eu, involuntariamente, olhamos para a fotografia de Escobar, e depois um para o outro. Desta vez a confusão dela fez-se confissão pura. Este era aquele; havia por força alguma fotografia de Escobar pequeno que seria o nosso pequeno Ezequiel” (Cap. 139). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Depois de um tempo de casamento feliz com Capitu, de uma vida “mais ou menos plácida” (Cap. 105), começam as desconfianças de Bentinho em relação a Capitu e Escobar, que terminam de forma trágica e melancólica, com Bentinho dizendo que “a minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me...A terra lhes seja leve! Vamos à História dos Subúrbios” (Cap. 148).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como foi dito, este é o desfecho de um relato repleto de rancor e melancolia feito por um homem desprezado pelos vizinhos e que logo no início do livro irrita um passageiro no trem. Num estado como esse, até que ponto é possível acreditar na sua versão sobre uma frustrada história de amor? Esta sim é que me parece a questão central de "Dom Casmurro" e não a velha pergunta citada no início.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/capitu1.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/capitu1.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-7457562677168277761?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/7457562677168277761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=7457562677168277761' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7457562677168277761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7457562677168277761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/05/capitu-no-teve-chance.html' title='CAPITU NÃO TEVE CHANCE'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-3533004494582479161</id><published>2008-04-28T08:03:00.000-07:00</published><updated>2008-05-07T08:00:30.899-07:00</updated><title type='text'>UMA CORTE NO MEIO DO MANGUE</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.colegiocruzeiro.com.br/Dicas%20Culturais/Imagens/Museu/Aniversario%20Museu%20Nacional/aniv_museu_nacional.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.colegiocruzeiro.com.br/Dicas%20Culturais/Imagens/Museu/Aniversario%20Museu%20Nacional/aniv_museu_nacional.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mal chegou ao Rio de Janeiro e o príncipe-regente de Portugal, Dom João, já ganhou logo a melhor casa do Rio de Janeiro – presente do comerciante português Elias Antônio Lopes. O problema é que ela ficava no final de um longo e fedorento caminho repleto de pântanos e mangues. Mas o que poderia ser um “presente de grego” acabou se transformando no belo palácio imperial, cercado do jardins e ligado à área central da Corte através de um trecho completamente urbanizado. Hoje o palácio é o Museu Imperial e a área que o cerca é a Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão, um dos locais mais visitados do Rio.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O português Elias Antônio Lopes, natural do Porto e comerciante atacadista na rua Direita (atual rua Primeiro de Março e a mais importante da época) foi quem doou sua chácara, recém-construída e ainda não habitada, ao príncipe-regente com objetivos bem claros: obter privilégios de toda a espécie. A bajulação foi tão grande que ele mandou colocar na frente do prédio as armas reais e as descobriu na primeira visita de D. João.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O terreno da chácara pertencia à antiga fazenda do Engenho Velho, dos jesuítas, e após o seu confisco (os jesuítas foram expulsos do Brasil por ordem do Marquês de Pombal em 1759) Elias o adquiriu. A chácara começou a ser construída em 1803 e ficou pronta em 1808. Ficava na subida de uma colina, com ampla vista para o mar, daí o nome que tornaria famoso o local. Era, sem dúvida, a melhor casa da pequena cidade que ainda se formava naqueles tempos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;D. João ampliou o terreno, mandando desapropiar vários prédios e terrenos das redondezas. Mandou, também, realizar trabalhos de terraplanagem para construir um grande jardim, com diversas fontes e aléias. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O grande problema é que o percurso do centro da cidade até lá era péssimo, uma verdadeira epopéia. Começava na rua de Matacavalos (atual rua do Riachuelo) até o Catumbi, chegando a Mataporcos (atual Largo do Estácio). Depois passava pela Lagoa da Sentinela (já aterrada) até ultrapassar o Mangal de S. Diogo (parte do atual canal do mangue) e seguia por uma estreita faixa de terra que separava os morros de Paulo Caieiro (atual morro da Conceição) e de São Diogo – parte do atual morro do Livramento e citado no famoso “Conto de escola”, de Machado de Assis.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Esta estreita faixa de terra foi aterrada a mando de D. João e foram então construídas duas fileiras de postes de alvenaria com lâmpadas de azeite. Havia um grande medo de que a carruagem do príncipe-regente caísse no mangal à noite. O caminho, por isso, passou a ser chamado de Caminho das Lanternas, depois Caminho do Aterrado e, por fim, Aterrado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No Decreto Real de 26 de abril de 1811 foi dada isenção de impostos durante dez anos às casas de dois pavimentos ou de cinco ou mais portas e janelas que fossem construídas no aterrado. Logo, começaram a ser construídas dezenas de casas sobre os novos aterros do mangal. Afinal, todos queriam ficar perto do príncipe-regente. Foi formado um canal paralelo aos aterros para a drenagem da água, que originou o atual Canal do Mangue.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Até hoje boa parte deste trajeto que vai até o Campo de Santana é conhecido como Cidade Nova, já que praticamente uma nova cidade surgiu em torno da moradia de D. João. Lá ficava uma praça chamada Rossio Pequeno e que depois ganharia o nome de 11 de junho. Com a construção da avenida Presidente Vargas, na década de 40, ela desapareceu, mas o nome Praça Onze até hoje permanece como referência do local.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em 1854 o Barão de Mauá fundou a Companhia de Gás na sede do Aterrado, onde está até hoje, na atual avenida Presidente Vargas e ainda bem conservada. Alguns anos depois ele mandou revestir o canal de alvenaria, protegeu as margens com balaustradas de ferro e mandou plantas palmeiras ao longo das margens, dando a feição atual do Canal do Mangue.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Quinta da Boa Vista foi a residência oficial de D. João durante o período em que ele ficou no Brasil (1808 a 1821) e dos imperadores D. Pedro I e D. Pedro II, que inclusive nasceu no palácio no dia dois de dezembro de 1825. Quanto a Elias Antônio Lopes, recebeu vários títulos e cargos, como Comendador de Cristo, Cavaleiro Fidalgo da Casa Real. Faleceu em oito de outubro de 1815, mas dizem que ainda procurou receber da Fazenda Real o valor da doação (ver artigo "A casa é sua...literalmente", de 17/1/2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTES CONSULTADAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Rio de Janeiro em seus 400 anos - artigo "O século XIX", de Cláudio Bardy.&lt;br /&gt;- O Rio de Janeiro – Sua história, monumentos, homens notáveis, usos e autoridades (I) - Moreira de Azevedo&lt;br /&gt;- O Rio de Janeiro Imperial - Moreira de Azevedo.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-3533004494582479161?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/3533004494582479161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=3533004494582479161' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3533004494582479161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/3533004494582479161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/04/uma-corte-no-meio-do-mangue.html' title='&lt;strong&gt;UMA CORTE NO MEIO DO MANGUE&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-4847575474437678740</id><published>2008-04-21T06:52:00.000-07:00</published><updated>2008-04-21T07:03:01.990-07:00</updated><title type='text'>MARKETING DE QUITANDA</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.temperarte.blogger.com.br/73778069.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.temperarte.blogger.com.br/73778069.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Contra o gerundismo do tipo “vou estar encaminhando sua ligação, senhor”, a abordagem de rua (“empréstimo, senhora?”) e em lojas (“Deseja alguma coisa, senhor? Meu nome é William.”), a única solução é o Marketing de Quitanda.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Marketing de Quitanda nada mais é do que a abordagem da informalidade e da gentileza. As frases decoradas, a entonação metálica, os gestos artificialmente formais, ou seja, todo esse cerimonial que os aspirantes a vendedor são obrigados a aprender como se fosse o procedimento ideal para se oferecer algo a alguém cai por terra quando temos contato com o Marketing de Quitanda.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na verdade, não existe um método próprio para este tipo de abordagem. Depende da quitanda. Geralmente, quando entro numa, ninguém me perturba. Só depois de um tempo, alguém pode chegar e perguntar, de um jeito bem natural, sem qualquer tipo de formalidade e com um sorriso sempre amigável: “Pois não, meu amigo?”. É digno de observar que nas quitandas mais tradicionais o dono use um lápis preso atrás da orelha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se você disser que está só olhando, o sujeito não vai demonstrar nenhuma reação previamente programada, apenas vai dizer algo do tipo: “Pode ficar à vontade, qualquer coisa estou ali no balcão”. E vai embora, como se tivesse lhe deixado numa sala de visitas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Faço essa comparação porque a abordagem realmente é o segredo da venda, mas o que o pessoal que ensina técnicas artificiais de vendas parece não saber, ou ter se esquecido, é que a não-abordagem também faz parte do processo. Deixar alguém à vontade numa loja, mesmo que ela não vá comprar nada, é muito mais eficiente do que, mal a pessoa entrou no recinto, às vezes só querendo “dar uma olhadinha”, já cercá-la e exercer um tipo de pressão nada agradável, como se estivesse dizendo: “Estamos de olho em você, acho bom comprar alguma coisa logo!”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por isso, acho que os profissionais de marketing deveriam fazer uma boa pesquisa de campo nas quitandas mais tradicionais. É claro que alguns padrões precisam ser respeitados, mas dar um pouco de individualidade e libertar a capacidade de improviso dos vendedores já é  um bom passo em direção ao Marketing de Quitanda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-4847575474437678740?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/4847575474437678740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=4847575474437678740' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4847575474437678740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4847575474437678740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/04/marketing-de-quitanda.html' title='&lt;strong&gt;MARKETING DE QUITANDA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-6513075263400323196</id><published>2008-04-10T12:58:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T08:19:35.301-07:00</updated><title type='text'>TRÊS GERAÇÕES UNIDAS PELA MÚSICA</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.sovacodecobra.com.br/wp-content/familiaassad.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.sovacodecobra.com.br/wp-content/familiaassad.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CD E DVD "UM SONGBOOK BRASILEIRO" - FAMÍLIA ASSAD - ROB DIGITAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravado e filmado ao vivo no Palácio de Belas Artes, em Bruxelas, o CD e DVD “Um songbook brasileiro”, da Família Assad, emociona por vários motivos. Primeiro, pelo fato de reunir no mesmo palco três gerações de músicos, principalmente quando entram em cena os patriarcas Jorge (bandolim) e Angelina Assad, a dona Ica, cujo jeito de cantar a levou a ser chamada de ´Billie Holiday brasileira´ por um jornal americano. Segundo, porque o repertório traz canções de uma beleza incontestável, como “Rosa”, de Pixinguinha, “Doce de côco”, de Jacob do Bandolim e “Casa forte”, de Edu Lobo. E terceiro, porque é sempre emocionante ver a música brasileira tão bem representada em palcos estrangeiros. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A família é centrada nos irmãos Sérgio, Odair (o duo Assad, um dos principais duos de violão clássico do mundo) e na cantora e violonista Badi Assad, outra virtuose que sabe explorar todo o imenso repertório de sons de sua cordas vocais. A terceira geração é representada por Clarice e Rodrigo (filhos de Sérgio) e Carolina e Camille (filhas de Odair). Clarice, que estudou música nos Estados Unidos, onde mora e acaba de lançar um CD, demonstra uma impressionante habilidade vocal e instrumental (piano) principalmente nas duas músicas de sua autoria, “Ondas” e “Ad Lib” (esta acompanhada do Duo). Rodrigo, que estudou cinema, traz um estilo mais despojado em “O silêncio das estrelas”, de Lenine, em que canta e toca violão. Já Camile e Carolina fazem parte do coro afinadíssimo, sendo que Carolina despeja sua bela voz na interpretação de “Todo o sentimento”, de Chico Buarque, acompanhada do pai. Ela também faz parte do grupo vocal carioca “Be Bossa”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os arranjos criativos, tanto vocais quanto instrumentais, facilitam a integração e harmonia dos integrantes da família, que funcionam como um grupo coeso e para lá de afinado. A montagem do show dá oportunidade para que todos possam exercer suas individualidades. Se o show começa com o virtuosismo do Duo (“Baião Malandro”, de Egberto Gismonti) e de Badi, que canta e toca com seu violão deitado (“The being between”, dela e de Jeff Young), aos poucos os demais integrantes vão chegando, como se tivessem sido convidados para um farto almoço na cidade paulista de São João da Boa Vista, base da família, sendo que neste caso o cardápio é o melhor da música brasileira - constantemente assolada por modismos bizarros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O medley final - com o bandolim de Jorge Assad já tendo assumido, discretamente, o papel de fio condutor do espetáculo (afinal, ele é o chefe da família) - representa a apoteose de um espetáculo de altíssimo nível, começando com “Lamento”, de Pixinguinha e Vinicius de Moraes, e terminando com “O que vier eu traço”, uma irreverente composição de Alvaiade e Zé Maria e que traz como destaque a voz firme e melodiosa de dona Ica, cujo primeiro CD foi lançado recentemente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É uma pena que seja tão difícil reunir os Assad, já que todos moram longe uns dos outros. A julgar pelo sucesso da excursão feita em 2004 pela Europa e Estados Unidos, e dos shows no Ibirapuera e no Canecão, em agosto de 2007, dá para imaginar o sucesso que seria uma temporada pelos palcos brasileiros. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www2.uol.com.br/ziriguidum/0708/070823-01a.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www2.uol.com.br/ziriguidum/0708/070823-01a.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sovacodecobra.com.br/images/familiaassad.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.sovacodecobra.com.br/images/familiaassad.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-6513075263400323196?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/6513075263400323196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=6513075263400323196' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6513075263400323196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/6513075263400323196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/04/trs-geraes-unidas-pela-msica.html' title='&lt;strong&gt;TRÊS GERAÇÕES UNIDAS PELA MÚSICA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-8583005038340787186</id><published>2008-04-01T06:06:00.000-07:00</published><updated>2011-11-24T04:59:55.235-08:00</updated><title type='text'>O TERROR DAS MULHERES</title><content type='html'>&lt;a href="http://flog.digizap.com.br/fotos/b901ba4d2122769fdb3846b69f95c602_g.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://flog.digizap.com.br/fotos/b901ba4d2122769fdb3846b69f95c602_g.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Qualquer briga de casal terminava quando o marido pronunciava a frase ameaçadora. Durante muito tempo, ele foi o terror das mulheres.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O Recolhimento do Parto “destinava-se a albergar mulheres de vida desonesta que, arrependidas do pecado, procuravam na religião o caminho da regeneração”.(1) Com o tempo, suas funções se ampliaram e ele acabou se transformando em um autêntico presídio, abrigando esposas infiéis e meninas que se insurgiam contra os pais. “Não havia briga entre marido e mulher que não se arrefecesse imediatamente ao pronunciar das terríveis palavras: ´Olha o Recolhimento do Parto´.(1) Era também usual “os maridos, que faziam viagens prolongadas, prenderem as esposas no recolhimento durante sua ausência, como medida de precaução.(3)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sua pedra fundamental foi lançada em 1742 e o edifício, retangular com três pavimentos, ficou pronto em 1759, bem no centro do Rio de Janeiro, que naquela época era a única área densamente povoada da cidade. Subordinado à Irmandade da Misericórdia, o Recolhimento ficava ao lado da já demolida Igreja de Nossa Senhora do Parto (daí o nome), na primeira quadra da rua dos Ourives (Gonçalves Dias) e se estendendo até a rua da Cadeia (rua da Assembléia).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na noite de São Bartolomeu, de 23 para 24 de agosto de 1789, o prédio pegou fogo e por muito pouco não houve uma tragédia. Enquanto parte do teto caía e madeiras estalavam por todos os lados, populares conseguiram arrombar as portas e retirar as mulheres. Não houve mortes, mas o que, afinal de contas, poderia ser uma benção para as mulheres cariocas de então, que não precisariam mais sofrer as ameaças de irem parar no Recolhimento, foi por água abaixo quando o vice-rei D. Luis de Vasconcelos e Sousa, já no dia seguinte, ordenou a sua reconstrução, incumbindo Valentim da Fonseca e Silva, o mestre Valentim, de realizar a obra. Mestre Valentim, aliás, foi o artista que executou algumas das principais obras da cidade na época, algumas ainda existentes, como o chafariz da Praça Quinze e o Passeio Público.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para mais infelicidade ainda das mulheres, o novo Recolhimento foi construído em tempo recorde, ficando pronto no dia oito de dezembro daquele ano. Ele durou até 1812. A partir daí, as mulheres passaram a ser levadas para o Recolhimento da Misericórdia, onde funcionou depois a Escola de Medicina. O prédio do Recolhimento do Parto durou até 1906, quando foi demolido para as obras de alargamento da rua da Assembleia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;* Ilustração: pintura de Leandro Joaquim sobre o incêndio no Recolhimento do Parto.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTES CONSULTADAS:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(1) RIO ANTIGO (VOL.I) – CHARLES DUNLOP&lt;br /&gt;(2) O RIO DE JANEIRO DE JANEIRO IMPERIAL – ADOLFO MORALES DE LOS RIOS FILHO&lt;br /&gt;(3) – O RIO DE JANEIRO EM SEUS 400 ANOS – ARTIGO “O SÉCULO XVIII – CLÁUDIO BARDY&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-8583005038340787186?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/8583005038340787186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=8583005038340787186' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8583005038340787186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8583005038340787186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/04/o-terror-das-mulheres.html' title='&lt;strong&gt;O TERROR DAS MULHERES&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-8956156115605248069</id><published>2008-03-22T06:32:00.000-07:00</published><updated>2008-03-22T06:39:46.487-07:00</updated><title type='text'>VOSSAS EXCELÊNCIAS E OS LADRÕES DE GALINHA</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.cm-lisboa.pt/docs/imagens/@galinha.3.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.cm-lisboa.pt/docs/imagens/@galinha.3.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://baixaki.ig.com.br/imagens/wpapers/BXK22741_brasilia-_-congresso-nacional-_-rubio-marra800.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://baixaki.ig.com.br/imagens/wpapers/BXK22741_brasilia-_-congresso-nacional-_-rubio-marra800.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dos momentos mais inusitados do Congresso Nacional é o da discussão entre as vossas excelências. É quando os parlamentares quase chegam aos sopapos em acaloradas discussões, muitas vezes com xingamentos, mas sem perderem a pose. Ou seja, no início ou no final de cada frase de baixo calão está a indefectível expressão “Vossa Excelência”. Mas, e se no cotidiano as discussões também fossem nesse nível? &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma briga de casal, por exemplo:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Vossa Excelência chegou tarde ontem...&lt;br /&gt;- Não te falei, Vossa Excelência, que era aniversário do Araújo?&lt;br /&gt;- É...Vossa Excelência deve ter curtido bastante...&lt;br /&gt;- Sinceramente, Vossa Excelência, não estou a fim de brigar por causa de bobeira. A sessão está encerrada. Vou dormir, Vossa Excelência.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No trânsito:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Vossa Excelência comprou a carteira aonde?!&lt;br /&gt;- Na casa da senhora Vossa Excelência sua mããee...!!!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na hora do erro na conta:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Vossa Excelência incluiu na minha conta uma cerveja que eu não bebi.&lt;br /&gt;- Como não, Vossa Excelência? Está tudo certo.&lt;br /&gt;- Mas, Vossa Excelência, eu não bebo cerveja preta. Acho bom Vossa Excelência chamar o gerente desta espelunca que eu já tô me irritando.&lt;br /&gt;- Se Vossa Excelência não se acalmar, eu vou é chamar a polícia.&lt;br /&gt;- Ah, chama então, pra ver se eu não quebro a cara de Vossa Excelência!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na pelada&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Pô, pegou pesado, hein, Vossa Excelência!&lt;br /&gt;- Vossa Excelência sabe que fui na bola.&lt;br /&gt;- Foi sim. Depois, Vossa Excelência chora e não sabe por quê.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No ônibus&lt;br /&gt;- Obrigado, hein, Vossa Excelência! Meu ponto era lá atrás.&lt;br /&gt;- Vossa Excelência quer que eu adivinhe?&lt;br /&gt;- Eu puxei a cordinha, Vossa Excelência, mas essa porcaria não funciona.&lt;br /&gt;- Ah, Vossa Excelência tem que reclamar é com a empresa. Ó o telefone aí, ó!&lt;br /&gt;- É, e Vossa Excelência tem mais é que pastar, isso sim! (e desce do ônibus)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Advertência no trabalho&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Se Vossa Excelência continuar chegando atrasado, já sabe, vai para o olho da rua.&lt;br /&gt;- Mas, Vossa Excelência, foi o trânsito! &lt;br /&gt;- Não interessa. Vossa Excelência trate então de acordar mais cedo. Isso aqui não é casa de caridade!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na prisão daquele que comete o crime que mais leva gente para a cadeia neste país&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Vossa Excelência tá preso. &lt;br /&gt;- Que isso, Vossa Excelência, não fiz nada?&lt;br /&gt;- E isso aqui, Vossa Excelência (mostra uma galinha)? Tava no seu quintal.&lt;br /&gt;- Ela deve ter vindo parar aqui, Vossa Excelência, eu sou trabalhadô.&lt;br /&gt;- Não adianta, Vossa Excelência, a galinha já confessou que foi subornada por um saco de milho. Vâmo andando que Vossa Excelência tá mais sujo do que pau de galinheiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-8956156115605248069?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/8956156115605248069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=8956156115605248069' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8956156115605248069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/8956156115605248069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/03/vossas-excelncias-e-os-ladres-de.html' title='&lt;strong&gt;VOSSAS EXCELÊNCIAS E OS LADRÕES DE GALINHA&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-4333953630391267388</id><published>2008-03-12T06:18:00.000-07:00</published><updated>2009-05-21T06:52:11.688-07:00</updated><title type='text'>A “RASTEIRA” QUE OS NEGROS DERAM NA FRENTE DE DOM JOÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.tj.ba.gov.br/publicacoes/mem_just/volume2/img/m2c14.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.tj.ba.gov.br/publicacoes/mem_just/volume2/img/m2c14.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que ser cristão e escravocrata já é o maior dos paradoxos, mas não deixa de ser curioso saber que o príncipe-regente de uma monarquia católica e escravocrata até a alma, ao chegar ao Brasil, tenha agradecido a Deus pela viagem justamente na igreja de uma irmandade de negros. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sabe-se que antes de 1631 já existia na Igreja de São Sebastião, a primeira da cidade do Rio de Janeiro, no (absurdamente) demolido morro do Castelo, a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário. Em 1669, ela se uniu à Confraria de São Benedito, formando a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito, constituída por negros escravos e libertos. Para a Igreja, interessada em afastar cada vez mais a influência das religiões africanas, era vantajoso que os negros formassem suas próprias irmandades.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas sem uma igreja própria, a irmandade levou suas imagens para a igreja de São Sebastião, a Sé, igreja-matriz da cidade, marcando o início de uma série de problemas de relacionamento. “O Cabido (espécie de assembléia dos líderes da igreja) não os tratavam bem, alegavam eles, submetendo-os a um regime de inferioridade que os humilhava e não era compatível com a pura essência do Cristianismo. (1) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Cansada de ser tratada como uma irmandade de segunda classe e de pagar por todos os atos que celebravam, os negros, por não terem outro lugar para ficar, já estavam perto de dissolver a irmandade quando a devota Francisca de Pontes lhes ofereceu um terreno para a construção da igreja. A escritura de doação foi lavrada em 1701 e a pedra fundamental lançada em 1708, na rua Pedro da Costa, nome de um quitandeiro que por ali ficava, na esquina da rua do Ouvidor. Hoje, é o Largo do Rosário.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas, como obra de igreja é lenta por natureza, mesmo com a ajuda do governador Luís Vahia Monteiro, o Onça, os negros só puderam ter a sua igreja em 1728, graças à doação de uma capela nos fundos do terreno feita por João Machado Pereira, que fundaria a capela de São João Marcos, em 1739, no atual município de Rio Claro. Apesar de, enfim, terem a sua igreja pronta, os problemas com a Sé iriam recomeçar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sob a alegação de que a Igreja de São Sebastião estava em péssimas condições e longe do povo, que já se espalhava em torno do morro do Castelo, o Cabido resolveu procurar outra igreja – diziam os religiosos que provisoriamente. Tentaram a Igreja da Santa Cruz dos Militares (na atual rua primeiro de março), mas houve problemas com a irmandade, mais forte politicamente. Sobrou, então, para os negros da Igreja do Rosário, que tiveram de ser hóspedes em sua própria igreja enquanto a Sé lá esteve, isso até a chegada de Dom João.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Durantes aqueles quase 80 anos, enquanto uma nova Sé, que jamais seria concluída, estava sendo construída no Lardo de São Francisco (ver texto “Um teatro para o príncipe”, de 7/1/2008, neste blog), as relações entre a irmandade e o Cabido foram se deteriorando cada vez mais. O Cabido chegou, inclusive, a tentar se apossar da igreja em 1788, porém a irmandade apelou e um acórdão restabeleceu tudo três anos depois.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas o ápice desta tumultuada relação se deu no dia oito de março de 1808, quando o príncipe-regente D. João e a comitiva real chegaram de Portugal e quiseram ir à Sé dar “graças a Deus pelo bom êxito de sua viagem”. (1)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É claro que os religiosos brancos jamais permitiriam que os príncipe-regente de uma Corte escravocrata fosse recebido pelos negros da irmandade, que por isso mesmo foram excluídos do comitê da recepção, mas “ao aproximar-se o Cortejo da Igreja do Rosário, eis que todos os da Irmandade, que se encontravam ocultos nas imediações, inopinadamente tomam a dianteira do grupo e, imponentes, dão entrada no recinto, formando alas, entre as quais passaram, em grande pose, os soberanos lusos e todos os seus acompanhantes”. (2)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Foi uma autêntica e merecida “rasteira” nas autoridades eclesiásticas, que de todas as formas exerceram arbitrariamente o seu poder sobre a irmandade. No alvará de 15 de junho, D. João elevou a Igreja do Carmo, na atual rua Primeiro de Março (e agora completamente restaurada) a Capela Real e Catedral. No mesmo dia o Cabido deixou a Igreja do Rosário, para alívio da Irmandade dos Negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja foi totalmente destruída por um incêndio na madrugada do domingo de páscoa de 26 de março de 1967, só sobrando as paredes e provocando a perda de todos os valorosos documentos históricos dos arquivos da irmandade. Em 13 de maio daquele ano (não por acaso, a data em se comemora a abolição da escravidão no Brasil), foi lançada a pedra fundamental da reconstrução da igreja, que hoje é uma das mais populares do Rio de Janeiro. Fica no final da rua do Rosário, na esquina com a rua Uruguaina, e abriga o Museu do Negro, com mais de cinco mil peças.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTES CONSULTADAS:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(1)   História das ruas do Rio – Brasil Gerson&lt;br /&gt;(2)       O Rio de Janeiro, sua história, monumentos, homens notáveis, usos e autoridades – Moreira de Azevedo (vol. II)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Ilustração: quadro "Chegada do príncipe D. João à Igreja do Rosário", de Armando Martins Viana.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-4333953630391267388?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/4333953630391267388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=4333953630391267388' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4333953630391267388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/4333953630391267388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/03/rasteira-que-os-negros-deram-na-frente.html' title='&lt;strong&gt;A “RASTEIRA” QUE OS NEGROS DERAM NA FRENTE DE DOM JOÃO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-5454362564754726711</id><published>2008-03-12T06:12:00.000-07:00</published><updated>2008-03-12T06:17:56.754-07:00</updated><title type='text'>UM SÍMBOLO COM PASSADO E FUTURO</title><content type='html'>&lt;a href="http://imagens.travessa.com.br/livro/DT/c5/c59934ba-311b-4a06-8e99-4765f0ddee35.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://imagens.travessa.com.br/livro/DT/c5/c59934ba-311b-4a06-8e99-4765f0ddee35.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Publicado no caderno "Prosa &amp; Verso", do jornal "O Globo", em oito de março de 2008)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obra lembra as histórias e a importância do Jardim Botânico desde sua criação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jardim de D. João,&lt;/strong&gt; de Rosa Nepomuceno. Editora Casa da Palavra, 176 páginas. R$ 58&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Símbolo dos mais marcantes da presença do príncipe-regente D. João no Rio de Janeiro, há 200 anos, o Jardim Botânico permanece como uma das maiores atrações turísticas da cidade. E a autora deste livro, que o freqüenta desde a infância, conta sua história dando ênfase aos cientistas que passaram por lá e fizeram do espaço no coração da zona sul carioca um dos mais queridos da cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. João, uma espécie de “Nabucodonosor dos trópicos”, mandou adquirirem o terreno onde ficava o engenho de Rodrigo de Freitas, às margens pantanosas e infestadas de mosquitos da lagoa que mais tarde levaria o nome do antigo dono da fazenda, em decreto do dia 13 de junho de 1808. Ali seriam instalados o Real Horto e a Real Fábrica de Pólvora. Sem estradas ou trilhas decentes, aquela região era completamente inóspita para os cariocas, que se concentravam na área central da cidade. O próprio D. João, para conhecer o terreno, precisou pegar um barco e atravessar a lagoa, pois era o único caminho razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mostrar como o Real Horto se desenvolveu, Rosa utiliza um termo que não existia na época: a biopirataria. Afinal, o roubo de mudas e sementes era mais do que comum e o horto foi criado por razões puramente econômicas, pois D. João, influenciado pelo ministro D. Rodrigo de Souza Coutinho, o Conde de Linhares, queria criar um jardim de aclimatação para as especiarias, tão preciosas na Europa e que eram buscadas na distante Índia. As especiarias, como o cravo, pimenta e a canela, eram fundamentais para a conservação dos alimentos numa época sem geladeiras ou isopores. Nas grandes navegações, elas eram fundamentais para que a carne, já de qualidade bastante duvidosa, não estragasse de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das primeiras plantas, chegadas em 1809 contrabandeadas pelo oficial Luís de Abreu e Paiva, até os dias atuais, quando o Jardim Botânico, ocupando área bem inferior à original e sofrendo a ação contínua dos “gafanhotos”, visitantes que insistem em degradar o local, espalhando lixo pelas aléias, roubando mudas e riscando troncos de árvores com nomes de casais, Rosa Nepomuceno cita diretores importantes, como Frei Leandro do Sacramento, Barbosa Rodrigues, Pacheco Leão e botânicos que se aventuraram pelo Brasil e o exterior em busca de mudas e sementes que enriqueceriam o arboreto do jardim, como Freire Allemão, Carl von Martius, Johann von Spix e Auguste Saint-Hilaire. Todos, fundamentais para que o jardim se desenvolvesse de forma harmônica e seguindo preceitos científicos e não apenas econômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Histórias como a do cultivo do chá, feito por 300 chineses que não revelavam sua técnica para ninguém, e que depois seria transferido para a Fazenda de Santa Cruz; a visita de Albert Einstein em 1926, quando, segundo dizem, ele teria abraçado e beijado um pé de jequitibá-rosa, e o contrabando de sementes da Palmeira Imperial por escravos dão uma leveza ao texto e o equilibram com as informações mais técnicas, indispensáveis a um estudo deste porte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que conta a história do jardim, a autora o contextualiza com a evolução urbana da cidade, que em meados do século XIX começa a se acelerar, principalmente após a chegada dos bondes e diligências e a melhoria das vias de acesso, que trouxe mais gente àquela região ainda meio selvagem e, com isso, mais problemas. Para se ter uma idéia, basta citar o regulamento de 1838, que trazia recomendações ao público, como o de evitar tomar “bebidas espirituosas” e “dar tiros dentro do Jardim ou em sua vizinhança”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante neste livro, que conta com uma descrição detalhada das principais árvores e três roteiros de visitação, é valorizar não apenas o aspecto estético e a importância turística do Jardim Botânico, mas principalmente o seu caráter de espaço de estudos científicos, reunindo profissionais do mais alto nível e contando, graças também ao forte apoio de empresas particulares, com equipamentos de última geração. Este trabalho invisível aos visitantes é que talvez dê ao antigo “jardim das especiarias” de D. João o suporte necessário para que ele passe dos 200 anos cada vez mais rejuvenescido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-5454362564754726711?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/5454362564754726711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=5454362564754726711' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5454362564754726711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5454362564754726711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/03/um-smbolo-com-passado-e-futuro.html' title='&lt;strong&gt;UM SÍMBOLO COM PASSADO E FUTURO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-5197028068250719546</id><published>2008-03-12T06:00:00.000-07:00</published><updated>2008-03-12T06:11:36.679-07:00</updated><title type='text'>NAVEGAR FOI PRECISO</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.monarquia.org.br/NOVO/imagens/ArteeCultura/chegadaFamiliReal1808.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.monarquia.org.br/NOVO/imagens/ArteeCultura/chegadaFamiliReal1808.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nos 55 dias de viagem da corte entre Lisboa e Salvador, aconteceu te tudo: tempestade, calmaria e até uma infestação de piolho – que obrigou Carlota Joaquina a raspar a cabeça&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se atravessar o oceano num barco à vela até hoje exige uma senhora coragem, imagine 200 anos atrás. No início do século 19, cruzar o Atlântico era um desafio repleto de perigos.  Principalmente levando-se em conta que as naus usadas na mudança da corte de Portugal para o Brasil, em 1807, eram verdadeiras “latas-velhas” – desconfortáveis para os passageiros, vulneráveis no caso de um combate e carentes de vários reparos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ainda naquele 29 de novembro, dia do embarque, a esquadra portuguesa – composta por 19 navios, entre naus, fragatas, brigues e corvetas e escunas – encontrou-se com a frota britânica que faria sua escolta até o Brasil – outras 13 embarcações. Essa deve ter sido uma cena monumental, de ficar gravada para o resto da vida na memória de quem a testemunhou: 32 barcos de guerra, mais uns 30 navios mercantes, todos se preparando para uma travessia oceânica. Às três horas da tarde, o comandante da Armada britânica, Sidney Smith, ordenou uma salva de 21 tiros de canhão. Estava marcado o início a penosa jornada da família real em direção à colônia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CHIQUEIROS FLUTUANTES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Algo entre 10 mil e 15 mil portugueses – cerca de 5% de toda a população do país – estavam embarcados naqueles navios. Na maioria, era gente importante, muito afeiçoada aos luxos da nobreza. Mas as condições a bordo não eram nada agradáveis. A água era escassa, de má qualidade. E a comida não passava de carne salgada e biscoitos. Em pouco tempo, o mantimento já estava contaminado por vermes. Animais vivos também foram embarcados, para garantir um pouco de leite, ovos e alguma carne fresca que pudesse ser servida aos passageiros mais chiques. Portanto, dá para supor que as condições de higiene estavam longe do aceitável.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No Alfonso de Albuquerque, nau em que viajava Carlota Joaquina, houve uma infestação de piolhos. Todas as mulheres, incluindo a princesa, tiveram de raspar o cabelo e jogar suas perucas no mar. Ainda por cima, receberam uma aplicação de banha de porco na cabeça, para que o pó anti-séptico salpicado não se desprendesse. Ratos eram abundantes, o que só aumentava o risco de um surto ou uma epidemia. Por causa da alimentação precária, distúrbios intestinais tornaram-se comuns. Para os nobres portugueses em fuga, a situação não podia ser mais constrangedora.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dom João e sua mãe, a rainha Maria I, estavam no navio Príncipe Real – acompanhados de Pedro e Miguel, os dois filhos homens do príncipe regente com Carlota. Quatro das seis filhas do casal viajavam com a mãe, no Alfonso de Albuquerque. E as outras duas filhas seguiam no Rainha de Portugal. Ainda havia uma tia e uma cunhada de dom João, embarcadas no Príncipe do Brasil. Foi assim distribuída que a família real encarou as agruras daquele autêntico confinamento em alto-mar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; &lt;br /&gt;NAVEGAÇÃO ARRISCADA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No dia 8 de dezembro, perto da ilha da Madeira, uma violenta tempestade fez estragos consideráveis. Na esquadra portuguesa, mastros foram quebrados e velas foram rasgadas. Um marinheiro inglês acabou lançado ao mar, mas conseguiu ser resgato. A péssima condição de visibilidade obrigou as embarcações a parar, sobretudo porque aquela era uma área de navegação extremamente arriscada, cheia de rochedos submersos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Durante a tempestade, a frota dispersou-se e uma parte dela seguiu direto para o Rio de Janeiro. Alguns navios britânicos já tinham voltado para a Europa, a fim de reforçar o cerco à Lisboa, invadida por tropas de Napoleão. As demais embarcações, recuperadas da tormenta, prosseguiram na lenta travessia rumo ao Brasil.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando as esquadras alcançaram a linha do equador, novo imprevisto: uma calmaria tornou a frear o avanço das embarcações, submetendo passageiros e tripulações a dias seguidos de sol escaldante. Casos de insolação e desidratação multiplicaram-se. Até que a calmaria se foi, a viagem seguiu e 1807 chegou ao fim – uma triste passagem de ano para a corte portuguesa, mas provavelmente carregada de esperança.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CAJUS E PITANGAS&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tanta carne seca e biscoito, imagine qual não foi a alegria de dom João e sua comitiva ao avistar, já bem perto da costa brasileira, um pequeno barco não-identificado. Era Três Corações, um bergatim enviado por Caetano Pinto de Miranda, então governador de Pernambuco, para dar as boas-vindas à Coroa portuguesa. Dentro dele, um carregamento de frutas tropicais, como caju e pitanga, e muitos recipientes com refresco. Aquele certamente foi um momento de glória – dom João e seus asseclas tirariam a barriga da miséria.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Àquela altura, o príncipe regente já havia determinado que o destino da frota seria a cidade de Salvador, e não o Rio de Janeiro. Em 22 de janeiro de 1808, 55 longos dias depois de zarpar de Lisboa, a comitiva real finalmente desembarcou na Bahia, para uma escala que duraria pouco mais de um mês (leia mais na pág. 18). Estavam todos cansados, debilitados. Mas o primeiro desafio daquela fuga já estava superado: o oceano Atlântico, agora, protegeria a corte portuguesa da fúria de Napoleão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Esta e mais quatro matérias foram feitas por mim para a edição especial da revista "Aventuras na História", da editora Abril, sobre a chegada da Família Real ao Brasil - nas bancas neste mês)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-5197028068250719546?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/5197028068250719546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=5197028068250719546' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5197028068250719546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/5197028068250719546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/03/navegar-foi-preciso.html' title='&lt;strong&gt;NAVEGAR FOI PRECISO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-159900848381622060</id><published>2008-03-02T05:24:00.000-08:00</published><updated>2009-04-22T06:18:57.818-07:00</updated><title type='text'>FILAS, POR QUE TÊ-LAS? FILAS, COMO NÃO TÊ-LAS?</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.daquiprala.blogger.com.br/line.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.daquiprala.blogger.com.br/line.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma das instituições brasileiras mais sólidas, sem dúvida, é a fila. Há fila para tudo neste país, desde as clássicas, como a do INSS ou a dos bancos no início do mês, como a fila para se pesar, a fila se olhar a promoção de uma loja e a fila....para nada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Comecei a me interessar pelo comportamento dos ´fileiros´ quando, ao comprar bilhetes na Central do Brasil, percebi que as primeiras filas, gigantescas, iam diminuindo nas bilheterias seguintes, até encontrar filas mínimas, às vezes com duas pessoas, nos últimos guichês. Por que as pessoas das filas da frente não andavam mais um pouco?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E aí comecei a entender o seguinte: tem muita gente que gosta de fila. É claro que se você é daqueles que ficam irritadíssimos numa fila, vai me questionar, mas preste atenção: há pessoas que realmente curtem ficar numa fila. Os motivos podem ser vários: solidão, falta do que fazer, querer ser comunicativo, vontade de encontrar alguém para xingar o governo, comentar sobre o capítulo da novela ou o jogo de ontem, pedir dicas etc, etc e uma fila de etcéteras.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A figura clássica desse tipo de fileiro é aquela que já chega com o jornal embaixo do braço e comentando alguma notícia, geralmente ruim. Outra é a senhorinha cheia de artrose que vai em busca de um ´aconselhamento médico´ (Ih, minha filha, toma isso que é tiro e queda) naquela outra característica do brasileiro: a auto-medicação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A grande alegria dessa turma é quando chega ao guichê e o caixa diz: “Meu senhor, essa fila não é para isso não. O senhor tem que entrar naquela ali, ó”. Sim, porque tem gente que entra em fila sem nem saber por quê. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O período preferido dos fileiros é o início do mês, por causa dos pagamentos que sobrecarregam os bancos e as lojas. O bom fileiro também se sente mais à vontade num grande centro comercial. Mande um deles passar uns dias no interior que ele logo se entedia, ou então...começa a organizar algum tipo de fila. A fila do beijo na moça, por exemplo, era muito comum em cidadezinhas. Mas esta, até mesmo quem não era apreciador desta sólida instituição, pagava pra ver.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por isso, posso afirmar, sem medo: quando pintar aquela solidão, nada de ficar em casa, vendo TV ou arrumando o que fazer. Tome um banho, vista uma roupa maneira, leve um jornal e encare uma boa fila. É quase um exercício de meditação, pois desenvolve a paciência e a perseverança. Mas cuidado: comece aos poucos, se você não estiver acostumado, pois ela pode propiciar também momentos de raiva e irritação, principalmente no verão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Comece com uma fila pequena, do tipo padaria. Depois, passe para uma loja de roupas, em seguida ao banco e, quando estiver realmente seguro de si, vá para a fila do Maracanã na semana de uma decisão de campeonato comprar um ingresso. Se você conseguir sair sem escoriações e roupas rasgadas, já pode garantir o seu lugar em qualquer fila e começar a reprimir aqueles que chegam atrasados e tentam furar esta autêntica instituição nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Agradeço ao bom e velho Vinícius pela inspiração do título.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-159900848381622060?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/159900848381622060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=159900848381622060' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/159900848381622060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/159900848381622060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/03/filas-por-que-t-las-filas-como-no-t-las.html' title='FILAS, POR QUE TÊ-LAS? FILAS, COMO NÃO TÊ-LAS?'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-726240250062366733</id><published>2008-02-21T06:00:00.000-08:00</published><updated>2008-02-21T06:15:27.100-08:00</updated><title type='text'>OS ´CARTÕES CORPORATIVOS´ DE D. JOÃO</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/santos/lendas/h0184z059b.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.novomilenio.inf.br/santos/lendas/h0184z059b.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É claro que no início do século XIX ainda não existiam cartões de crédito ou de débito, mas a julgar pelo rombo financeiro causado pela presença da Corte portuguesa no Brasil, podemos dizer que a Mordomia-Mor seria uma antecedente  bem adequada da farra dos cartões corporativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mordomia-Mor era responsável pela organização e administração das repartições criadas após a chegada da Família Real ao Brasil, em 1808. Seria uma estrutura exemplar em termos de organização se as repartições não fossem usadas para uma série de roubalheiras que contribuíram, inclusive, para a falência do primeiro Banco do Brasil, criado pelo príncipe-regente D. João em 1808, e falido em 1829. O atual só foi criado em 1853, já na época do imperador D. Pedro II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas figuras se destacam como os maiores beneficiários das técnicas de enriquecimento ilícito adotadas em repartições como a Ucharia Real (alimentação e bebida) e a Mantearia Real (tudo relacionado à Família Real). Eram eles Joaquim José de Azevedo, que fôra responsável pelo embarque de Portugal para o Brasil, em 1807, e Bento Maria Targini, administrador do Erário Real, órgão responsável pelas finanças públicas e que tinha como agente operacional o Banco do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois roubaram tanto que enriqueceram rapidamente e ganharam poder, sendo promovidos por D. João. Azevedo passaria de barão a visconde do Rio Seco e Targini de barão a visconde de S. Lourenço. Para se ter uma idéia da riqueza de Azevedo, basta olhar o seu palacete, que está sendo restaurado e fica na Praça Tiradentes, no centro do Rio, bem em frente ao 13º Batalhão da PM. Os desmandos destes dois homens geraram até uma quadra muito conhecida da já irreverente população carioca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem furta pouco é ladrão,&lt;br /&gt;quem furta muito é barão,&lt;br /&gt;quem mais furta e esconde&lt;br /&gt;passa de barão e visconde”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o déficit causado pelas altíssimas despesas da Corte  foi tão grande que não houve outra saída a não ser pedir um empréstimo de 600 mil libras esterlinas à Inglaterra, dívida que após a independência, em 1822, seria repassada ao Brasil, marcando o início da nossa dívida externa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Banco da Brasil ainda sofreria um duro golpe quando o já aclamado rei D. João VI voltou a Portugal, em 1821, levando todas as barras de ouro e diamantes dos seus cofres. Para usar uma expressão atual, esta sim foi uma autêntica herança maldita.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.geneall.net/img/noticias/pag_113.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.geneall.net/img/noticias/pag_113.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTES CONSULTADAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* D. João VI no Brasil – Oliveira Lima – Rio de Janeiro – Topbooks - 2007&lt;br /&gt;* 1808 - Laurentino Gomes - Rio de Janeiro - Planeta - 2007&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-726240250062366733?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/726240250062366733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=726240250062366733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/726240250062366733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/726240250062366733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/02/os-cartes-corporativos-de-d-joo.html' title='&lt;strong&gt;OS ´CARTÕES CORPORATIVOS´ DE D. JOÃO&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-7573814507181698439</id><published>2008-02-11T03:50:00.000-08:00</published><updated>2008-02-14T05:16:28.934-08:00</updated><title type='text'>AS RÓTULAS E AS MOÇAS JANELEIRAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.novomilenio.inf.br/santos/lendas/h0354b2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.novomilenio.inf.br/santos/lendas/h0354b2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Símbolo de uma sociedade machista e patriarcal, as rótulas mantinham a mulher presa a uma espécie de claustro, proibidas de ver e de serem vistas. Mas com o tempo isso iria acabar e logo, como uma espécie de redenção feminina, surgiriam as moças janeleiras. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas o que eram as rótulas, também chamadas de geilosias? Nada mais do que "engradados de finas réguas de madeira, com ou sem postigo, que tinham por fim resguardar as damas dos olhares dos conquistadores" (2). De origem árabe, elas simbolizavam a certeza de que "o reinol tinha ainda nas veias a miscigenação do sangue mouro, proveniente da dominação sarracena da Península Ibérica" (1).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As rótulas estavam entre as principais críticas que os visitantes estrangeiros faziam ao modo de vida e aos hábitos do povo na época do Brasil Colônia. Para eles, como para qualquer um que respirasse ares um pouco mais liberais, era uma vergonha que as mulheres vivessem não apenas reclusas em casa, mas numa espécie de confinamento, uma espécie de ´produto´ guardado em casa enquanto o marido andava livre e solto por aí.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando o príncipe-regente D. João chegou ao Brasil, há 200 anos, com toda a comitiva real, criou o cargo de Intendente Geral de Polícia da Corte, uma mistura de prefeito, chefe de polícia e secretário de saúde. E o primeiro a ser nomeado, em 1809, foi o Desembargador do Paço Paulo Fernandes Viana, um brasileiro nato, o que era raro, já que neste início da Corte no Brasil os principais cargos da administração estavam nas mãos de portugueses.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma das primeiras medidas de Viana, registrada no edital de 1º de julho de 1809, foi o de acabar com as rótulas e também com as urupemas, que eram tecidos de palha montados em sarrafos ou caixilhos de madeira que eram colocados nos vãos das casas, também com a intenção de evitar que o interior delas fosse bisbilhotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem mais tarde, na metade do século XIX, surgiria uma personagem que jamais poderia existir na época das rótulas: a moça janeleira, que ficava horas na janela, "com os cotovelos apoiados em almofadas e o cachorro de estimação ao lado, no peitoril da janela" (2). Como os namoros e as cantadas tinham de ser muito discretos numa sociedade tão atenta a qualquer deslize de comportamento, logo surgiu a linguagem das flores, entendida tanto pelas moças janeleiras quanto pelos pretensos conquistadores que passavam por elas. Os homens, então, carregavam uma flor que representava a sua intenção, mas as flores também podiam ser usadas pelas moças janeleiras, o que era menos comum. Alguns exemplos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cravo rosa - fidelidade&lt;br /&gt;lírio roxo - confiança&lt;br /&gt;botão de rosa branca - casamento&lt;br /&gt;rosa branca - afeição&lt;br /&gt;mal-me-quer - tristeza ou sofrimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por aí vai. Este costume durou até a época da Reforma Passos, no início do século XX, quando a cidade mudou de forma radical e hábitos românticos como este ficaram no passado. Se levarmos em conta muitas das abordagens grosseiras de hoje em dia, a linguagem das flores das moças janeleiras parece algo mais distante ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTES CONSULTADAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1)O Rio de Janeiro nos seus 400 anos - Vários autores - Artigo "O Rio no século XVIII", de Cláudio Bardy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) O Rio de Janeiro Imperial - Adolfo Morales de los Rios Filhos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Ilustração de Belmonte&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30553393-7573814507181698439?l=emendasesonetos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/feeds/7573814507181698439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30553393&amp;postID=7573814507181698439' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7573814507181698439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30553393/posts/default/7573814507181698439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://emendasesonetos.blogspot.com/2008/02/as-rtulas-e-as-moas-janeleiras.html' title='&lt;strong&gt;AS RÓTULAS E AS MOÇAS JANELEIRAS&lt;/strong&gt;'/><author><name>André Luis Mansur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03802916976631998908</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ajex2YEkQEg/TWPeLvrAIWI/AAAAAAAAAH0/9hktoQ8XPMM/s220/andremansur006.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30553393.post-6188888988996276374</id><published>2008-01-17T04:13:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T04:26:42.928-08:00</updated><title type='text'>A CASA É SUA...LITERALMENTE</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.geocities.com/nunes_garcia/jpgs/paco1808.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.geocities.com/nunes_garcia/jpgs/paco1808.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É sempre complicado receber uma visita inesperada, ainda mais quando essa visita é ilustre e numerosa. Como acomodar tanta gente, de uma hora para outra? Pois foi isso o que aconteceu após a chegada da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro, há 200 anos. A velha cortesia ´a casa é sua´ foi aplicada...literalmente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Já escrevi neste blog como se deu a acomodação dos milhares de nobres que chegaram com D. João VI e sua comitiva (artigo “Ponha-se na rua”, de 10/09/2006). Mas no caso do príncipe-regente, de sua esposa D. Carlota Joaquina, da mãe, Maria I, ´a louca´, e da comitiva real, foi preciso desalojar as poucas casas realmente boas que havia na colônia. Para se ter uma idéia, até os religiosos do Convento do Carmo tiveram de abandonar sua morada e se mudar para a rua dos Barbonos (atual Evaristo da Veiga). Tudo para que D. Maria I e suas damas de companhia se instalassem lá, na parte de cima, enquanto embaixo ficavam a criadagem, o Corpo da Guarda e outras instalações. O convento, que hoje abriga parte da faculdade Cândido Mendes, passou a ser ligado ao Paço Real por um passadiço.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O paço recebia o nome de Palácio dos Vice-Reis até a chegada da Corte e abrigava o vice-rei Conde dos Arcos, que mobiliou e ornamentou a residência para D. João VI e seus asseclas e, como um bom anfitrião, foi morar na casa de Anacleto Elias, dono de muitas casas importantes na cidade, no Campo de Santana. O paço, hoje, é o Paço Imperial, um dos centros culturais mais importantes da cidade, e a casa de Anacleto Elias abriga a Faculdade de Direito da UFRJ.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O edifício da Câmara e Cadeia, já demolido, serviu para a residência dos criados da Casa Real e os presos foram transferidos para a temida prisão do Aljube, próximo à Praça Mauá. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas D. João moraria pouco tempo no Paço, pois o capitão Elias Antônio Lopes, um rico comerciante da rua Direita (atual 1º de março), ofereceu a sua quinta, em São Cristóvão, para alojar, em definitivo, a família real. Ela ficava em terrenos do antigo Engenho Velho, antiga propriedade dos jesuítas e depois adquirida por Elias.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;D. João se encantou com o local e assim que foi morar lá começou a faze
