1.14.2023

LIVROS À VENDA: REMESSA DE JANEIRO

 




CONSERVAÇÃO DE CANTARIAS (R$ 15)

Frederico Faria Neves Almeida

Trecho do livro:

“No Brasil, as primeiras construções, simples e frágeis paliçadas de madeira com cobertura de fibras vegetais, foram sendo substituídas por construções sólidas e definitivas, à medida que o povoado ia-se consolidando.

        A significativa riqueza mineral do Brasil, com considerável variedade de tipos de rocha distribuídas em toda a sua extensão territorial, possibilitou a utilização de pedra pelos colonizadores, à semelhança do que ocorria no continente europeu. Nas mais antigas e nobres edificações brasileiras, a pedra era aplicada nas alvenarias e na decoração das fachadas e interiores. Foi fundamental na consolidação das fortificações, no momento em que as muralhas, inicialmente de terra, foram reforçadas com espessas alvenarias de pedra”.

(contato para venda: 21 999197723)


PATRIMÔNIO CULTURAL – Educação para o Patrimônio Cultural (R$ 28)

Trecho do livro:

“Vila de Iguassú – Hoje conhecida como Iguaçu Velha, o povoado iniciado em 1699, com a construção da Capela de Nossa Senhora da Piedade de Iguassú, foi elevado à Vila de Iguassú e sede de município em 1833, à beira do velho caminho para a serra, numa região de vários engenhos de açúcar. Tendo crescido com o transporte de café do Vale do Paraíba, Iguassú se transformou num centro de comunicação, se expandindo com o aumento do comércio na serra. A importante Estrada do Comércio, aberta para atender à exportação do café à importação de produtos da Inglaterra, concluída em 1819 pela Real Junta do Comércio, pode ser considerada como um dos fatores de grande importância para a fundação do município”.

(contato para venda: 21 999197723)


UMA VISÃO DA ARQUITETURA COLONIAL NO BRASIL (R$ 50)

Jorge de Souza Hue

Fotografias de José de Paula Machado e Nelson Monteiro

Trecho do livro:

“A presença de Manuel da Nóbrega e José de Anchieta foi decisiva na opção de levar a cidade para o Morro do Castelo, que na época chamava-se Morro do Descanso. As primeiras construções foram os baluartes e fortes, a igreja e o colégio dos jesuítas, prédios públicos e as primeiras casas de moradia. O resto da área hoje ocupada pelo Centro era tomada por lagoas e charcos. Só a partir de 1640 começa a ocupação mais regular da planície. Esse movimento de ocupação levou a Câmara logo em 1625 a estabelecer as primeiras posturas urbanas. Datam desse século e desse período a construção do Mosteiro de São Bento e a do Convento de Santo Antônio”.

(contato para venda: 21 999197723)


DESIGN E PATRIMÔNIO (R$ 20)

Paula de Oliveira Camargo, Paulo Eduardo Ribeiro e Washington Fajardo (organizadores)

Trecho do capítulo “Pão de Açúcar e Calçadão de Copacabana: a patrimonialização da paisagem carioca em marcas e suvenires”, por Isabella Perrotta

“Mas o símbolo da cidade, por excelência, sempre foi e continua sendo o morro do Pão de Açúcar. Na iconografia dos viajantes, ele era representado, realisticamente, tanto na tomada do mar para o continente (vista de quem entra na baía), quanto na tomada da cidade para o mar (como normalmente costumamos vê-lo). Sem dúvida, a pedra majestosa que brota d´água era inconfundível para o navegante e inesquecível para o artista. Quando o transporte aéreo de passageiros passa a concorrer com o marítimo, a cidade ganha um pequeno aeroporto também próximo à sua baía, de forma que o mesmo morro continuava a ser uma das primeiras e mais impressionantes vistas da cidade. Atualmente, em símbolos e marcas gráficas, é muito representado por linhas sintetizadas que formam o seu conjunto, quase sempre em harmonia com o morro da Urca, de menor altura, o que torna mais fácil o seu reconhecimento”.

(contato para venda: 21 999197723)

ANWAR el-SADAT – Autobiografia (R$ 15)

Tradução de Francisco Manoel da Rocha Filho

Trecho do livro:

“Nunca procurei provar apenas por palavras que sou um pacifista. No momento em que os esforços de Kissinger em favor da paz se malograram em consequência da atitude de Israel, fiz um discurso no Parlamento esclarecendo meu povo de tudo que acontecera, para depois anunciar a minha decisão de reabrir o Canal de Suez à navegação internacional, em 5 de junho de 1975. Não foi uma decisão temperamental nem uma reação a algo qualquer. Foi ditada pela confiança que tinha em mim mesmo e na vitória final da verdade. O mundo também me ouviu anunciar que os deslocados retornariam às cidades da zona do Canal de Suez e que eu ia entregar os trinta e nove corpos de soldados israelenses mortos no campo de batalha. Israel se dispusera a pagar qualquer preço pelo resgate dos seus combatentes, usando Kissinger como intermediário, mas restituí os cadáveres sem cobrar absolutamente nada”.

(contato para venda: 21 999197723)

 

CONVERSA SOBRE O TEMPO (R$ 15)

Luis Fernando Verissimo & Zuenir Ventura

com Arthur Dapieve

“A rotina da casa não era feita só pela sessões gravadas, claro. Ela começava para Zuenir pouco depois do nascer do sol, e de os temíveis cães serem presos, com caminhadas vigorosas para cá e para lá, pelo gramado que separa a sede da casa de hóspedes. Ele não abandonou o saudável hábito cultivado no calçadão de Ipanema. Verissimo se manteve dentro do seu costume, o de não praticar exercício algum, apesar de a saúde do seu coração pedir ação. Enquanto estávamos trancados, conversando, nossa anfitriã passeava pela região serrana com Mary e Lúcia, e nosso anfitrião se dedicava a elaborar o menu do café da manhã, do almoço, do jantar e de uns lanchinhos avulsos, que ninguém é de ferro”.

(Trecho da apresentação do livro, escrita por Arthur Dapieve)

(contato para venda: 21 999197723)

A ARTE DE FAZER UM JORNAL DIÁRIO (R$ 12)

Ricardo Noblat

Ricardo Noblat, um dos mais destacados jornalistas brasileiros, defende o que pouco se vê no jornalismo atual: o bom faro do verdadeiro jornalista, a formação cultural constante que ele nunca deve dispensar, a importância da leitura para se escrever um bom texto, uma apuração cuidadosa como algo imprescindível para uma matéria e um texto criativo.

        É dessa forma que o autor apresenta seus conceitos e histórias a estudantes, novos profissionais de jornalismo e ao público em geral, estimulando posturas que fazem de um jornal um veículo de credibilidade e uma fonte real de informação.

(contato para venda: 21 999197723)

A REPÚBLICA BRASILEIRA (1964-1984) (R$ 10)

Evaldo Vieira

Trecho do livro:

“As reformas de Geisel visavam principalmente a conservação do poder, e não a sua transferência para outros grupos, até popularmente mais representativos. As providências tomadas por ele retratam um pouco da vida do País. No dia de sua posse, em 15 de março de 1974, a imprensa ainda sofria as restrições da censura, ao noticiar o próprio acontecimento. Ele tentava reformar para ficar governando. As eleições mostravam o contrário: a necessidade de mudanças reais, que eram adiadas a cada hora. Os resultados do pleito de 1974 davam expressiva vitória ao MDB, que pela primeira vez possuía maior percentagem do eleitorado em eleições para o Senado Federal”.

(contato para venda: 21 999197723)

IZABEL DOS SANTOS – A arte e a paixão de aprender fazendo (R$ 12)

Janete Lima de Castro, José Paranaguá de Santana e Roberto Passos Nogueira

Nascida em Pirapora, Minas Gerais, em 1927, Izabel dos Santos construiu, durante 20 anos, o seu sonho: uma escola útil para o aluno/trabalhador que foi excluído dos bancos escolares formais; uma escola que tem, como princípio primordial, a inclusão. Segundo Janete Lima de Castro, uma das autoras, “ao escrever este livro com os meus parceiros, descobri uma pessoa maior e muito mais estimulante do que eu poderia imaginar, descobri uma menina que saiu da roça cheia de curiosidades, a mulher negra que sofreu preconceitos, a mãe de muitos filhos (Izabel criou, além da filha Patrícia, os irmãos e sobrinhos), a profissional intuitiva que sempre teve a capacidade de aglutinar outros profissionais em torno de uma ideia e, acima de tudo, uma artista, pois, para ela, o seu trabalho é pura arte”.

(contato para venda: 21 999197723)

JOSÉ LINS DO REGO (R$ 10)

Da série Literatura Comentada

Benjamin Abdala Jr.

“Tenho quarenta e seis anos, moreno, cabelos pretos, com meia dúzia de fios brancos, 1 metro e 74 centímetros, casado, com três filhas e um genro. 86 quilos bem pesados, muita saúde e muito medo de morrer. Não gosto de trabalhar, não fumo, durmo com muitos sonos, e já escrevi onze romances. Se chove, tenho saudades do sol; se faz calor, tenho saudades da chuva. Vou ao futebol e sofro como um pobre-diabo. Jogo tênis, pessimamente, e daria tudo para ver o meu clube campeão de tudo”.

(Auto-retrato do escritor, incluído neste livro, escrito em 1947)

(contato para venda: 21 999197723)

GRACILIANO RAMOS (R$ 10)

Da série Literatura Comentada

Vivina de Assis Viana

Trecho do livro:

“No Pavilhão dos Primários, Graciliano tomou o primeiro banho desde que saíra de Recife. Banho de caneca, dado por um dos presos, conhecido minutos antes. Nesse dia Graciliano conheceu também o argentino Rodolfo Ghioldi. Mais tarde, em 1952, Graciliano iria a Buenos Aires com a mulher e a filha mais nova, para tratar da saúde. Encontraria então Rodolfo Ghioldi, já secretário do Partido Comunista Argentino.

        Um dia Rodolfo Ghildi encontrou-se com Jorge Amado na sala dos detidos da Polícia Central. Chegou com um recado para Graciliano. José Olympio queria publicar seu romance inédito. Esse romance era ´Angústia´, que Graciliano preferia aos outros”.

CECÍLIA MEIRELES (R$ 10)

Da série Literatura Comentada

Norma Seltzer Goldstein e Rita de Cássia Barbosa

Trecho do livro:

“Ao regressar, em 1935, novo sofrimento a aguarda: o suicídio do marido. Responsável pela educação das filhas, Cecília amplia suas atividades profissionais: ministra aulas de Literatura Luso-Brasileira e de Técnica de Crítica Literárias na Universidade Federal da então capital da República; discorre sobre folclore no periódico carioca A Manhã, envia crônicas para o Correio Paulistano; dirige a revista Travel in Brazil, no Departamento de Imprensa e Propaganda do Rio de Janeiro. Não é de surpreender que silencia a artista à sombra da jornalista e professora”.

IMPRENSA BRASILEIRA – Personagens que fizeram história – volume 1 (R$ 18)

José Marque de Melo (organizador)

Alguns dos capítulos:

- Hipólito José da Costa, patrono oficial da Imprensa Brasileira

José Marques de Melo

- Cipriano Barata, símbolo do jornalismo panfletário

Marco Morel

- Tavares Bastos, precursor do jornalismo independente

José Marques de Melo

- Roquette Pinto, o pai do rádio brasileiro

Sonia Virgínia Moreira

- Jenny Pimentel e a saga das jornalistas-empresárias

Ana Arruda Callado

ESTADO E POVO NO BRASIL – As experiências do Estado Novo e da Democracia Populista: 1937/1964 (R$ 12)

Vamireh Chacon

Alguns dos capítulos:

- A filosofia do Estado Novo

- O condestável do Estado Novo: Góis Monteiro

- O choque de imperialismos no Brasil

- As eleições de 1945

- A Constituição de 1946

DUPLA EXPOSIÇÃO:

STANISLAW

SÉRGIO

PONTE

PORTO

PRETA (R$ 18)

Renato Sérgio

“O tamanho do talento de Sérgio Porto seria o maior desafio para quem fosse contar, mais do que fazer uma biografia, a história de vida de sua vida.

        Sérgio habitou o cotidiano deste país com a mais deslavada carioquice.

        Sua partida deixou-nos alijados de seu humor crítico, brilhante e incomparável.

        Para desenhar seu perfil precisaríamos não só de pesquisas e buscas, mas, principalmente, de afeto, admiração, espanto e competência.

        Foi o que Renato Sérgio conseguiu.

        Com o livro de Renato somos levados de volta ao Lalau dos bares, inferninhos, botecos e conversas ferinas de um tempo nunca perdido, onde circulavam personagens sábios, divertidos e ladinos, vivendo o sabor de estar vivo”.

(Parte do texto de apresentação escrito por Geraldo Casé)

O CONSELHO DE SEGURANÇA APÓS A GUERRA DO GOLGO: a articulação de um novo paradigma de segurança coletiva (R$ 10)

Antônio de Aguiar Patriota

Da Coleção Curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco

Trecho do livro:

“A malfadada experiência da Liga das Nações e o nível traumático de violência e destruição produzido pela II Guerra Mundial foram decisivos para que, em Dumbarton Oaks, se procurasse elaborar um sistema internacional mais eficiente no desestímulo e combate a atos de agressão. Um mês após a ocupação nazista de Praga, em abril de 1939, Franklin Roosevelt invocaria – pela primeira vez desde Wilson – a existência de um vínculo entre a agressão a países menores e a segurança dos EUA. No mesmo mês ele declararia perante a União Pan-Americana que os interesses de segurança norte-americanos não cabiam mais nos limites da doutrina Monroe. Assim como Wilson, Roosevelt passara a contemplar um engajamento mundial permanente por parte dos EUA, mas sua concepção da estabilidade internacional garantida pelos chamados ´quatro policiais´ (EUA, Reino Unido, União Soviética e China), não exigia, em sua versão original, a criação de um organismo mundial”.

(contato para venda: 21 999197723)

EUREKA – 100 grandes descobertas científicas do século XX (R$ 15)

Rupert Lee

Alguns dos capítulos:

- Vitaminas (Hopkins, 1912)

- HIV (Barre-Sinoussi, 1983)

- Presença inicial de vida na terra (Miller, 1953)

- Reflexos condicionados (Pavlov, 1906)

- Os genes nos cromossomos (Morgan, 1910)

- Galáxias (Hubble, 1925)

- O núcleo da Terra (Oldham, 1906)

- Ligações químicas (Lewis, 1916)

- A teoria quântica (Planck, 1900)

- O núcleo atômico (Rutherford, 1911)

(contato para venda: 21 999197723)

BRAVA GENTE BRASILEIRA (R$ 10)

Marcio Moreira Alves

Trecho da introdução, escrita pelo autor, falecido em 2009. O livro é de 2001:

“Há mais de 20 anos percorro o Brasil à cata de programas e iniciativas voltadas para a melhoria das condições de vida do nosso povo. Comecei essa peregrinação, em 1980, na volta do exílio, pelo município de Lajes, em Santa Catarina, onde um jovem arquiteto, Dirceu Carneiro, prefeito da cidade, procurava implementar uma série de inovações administrativas e tecnológicas, como o aproveitamento da energia solar, que dava então os seus primeiros passos, e, exemplo buscado na China, construía lagoas de despoluição do esgoto através da capacidade purificadora do aguapé.

        Não parei, desde então. Cruzo este país o tempo todo, com o mesmo propósito: descobrir exemplos esperançosos, que possam ser reproduzidos e, pela publicidade que lhes dou através da coluna que diariamente publico em O Globo, torna-los conhecidos”.

(contato para venda: 21 999197723)

O COMÉRCIO ULTRAMARINO ESPANHOL NO PRATA (R$ 10)

Emanuel Soares da Veiga Garcia

O relacionamento comercial entre a Espanha e suas colônias da América se desenvolveu em três etapas, a saber: monopólio régio, companhias privilegiadas de comércio e navegação e, finalmente, comércio livre. No livro, o autor estuda as variantes do comércio ultramarino espanhol, tendo como principal enfoque a região do Prata, valendo-se da rica e farta documentação encontrada no “Archivo General de Indias de Sevilla” e no “Archivo General de la Nación de Buenos Aires”.

(contato para venda: 21 999197723)


(contato para venda: 21 999197723)

A CARTA DO PIRATA FRANCÊS (R$ 10)

Rogério Andrade Barbosa

Ilustrações de Gerson Conforti

Livro infantil.

Trecho do livro:

“- E o governador aceitou tudo isso? – indaguei, furioso com a ousadia do pirata.

- Bom, ele fez o que pôde. Respondeu no mesmo dia, explicando que os prisioneiros franceses, ao contrário das denúncias, haviam sido bem tratados e que os assassinos de Du Clerc, apesar de seu esforço, ainda não haviam sido encontrados. Terminou a mensagem dizendo que não entregaria a cidade aos piratas e que a defenderia até a última gota de seu sangue. Mas Francisco de Castro Morais, em desvantagem numérica, não cumpriu sua promessa. Capitulou ante o poderio inimigo, 5 mil aventureiros de várias nacionalidades, e pagou o resgate exigido: 600 mil cruzados, além de 100 caixas de açúcar e 200 bois.

        Vovô, às vezes, parecia uma enciclopédia ambulante. Não sei como ele conseguia guardar tantas datas e dados assim.”

(contato para venda: 21 999197723)


ERNEST HEMINGWAY (R$ 18)

Anthony Burgess

Da série Vidas Literárias (Tradução de Sergio Flaksman)

Trecho do livro:

“Em 1954, Hemingway recebeu o Prêmo Nobel de literatura. Era um prêmio que ele ao mesmo tempo queria e não queria. Afinal, Sinclair Lewis, de quem detestava os livros, o caráter e a aparência, bem como William Faulkner, que agora ele aparentava considerar um mero verbalizador encharcado de Bourbon, haviam ambos sido premiados. Mas Hemingway ficou satisfeito com o cheque de 35 mil dólares: já rico, ele começava a representar o papel de um  homem em graves necessidades financeiras. Pensou em dar a medalha de ouro a Ezra Pound, que merecia todas as medalhas de ouro que jamais foram cunhadas, mas finalmente colocou-a no santuário da Virgem de Cobra, santa padroeira de Cuba.

        Não estava bem para ir a Estocolmo, mas disse que não teria ido mesmo que estivesse em forma, porque ele, que nunca tivera nem mesmo roupas de baixo, não ia investir agora numa casaca”.

(contato para venda: 21 999197723)

 

BRASILEIRO, SIM SENHOR! – Uma reflexão sobre nossa identidade (R$ 15)

João Carlos Agostini

“Desde a independência, esse tem sido nosso dilema: descobrir o que é ser brasileiro e, assim, identificar-se com os valores nacionais. Ou, então, fugir de qualquer identidade pátria devido às dificuldades sociais e econômicas, para buscar identificações parciais e positivas com alguns dos elementos da nossa cultura.

        Afirmar-se como brasileiro ainda exige esforço para a maioria de nós. A sensação de estarmos fadados a viver no paraíso terrestre, mas estrangulados pela miséria, é dolorida. Essa dubiedade favorece a cultura dos preconceitos em relação ao nosso povo. Tendemos a olhar nosso passado e o mundo exterior à procura de justificativas pelo que somos e de um caminho a seguir para superar nossas mazelas. Há razão para essa nossa atitude? São essas questões que queremos aqui discutir”.

(contato para venda: 21 999197723)

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ERA (uma vez) FH (R$ 20)

Charges de Chico Caruso. O humor na História do Brasil de 1994 a 2002

Trecho do prefácio de Luis Fernando Verissimo:

O Chico vive no futuro. Sabe aquele tempo que a gente imagina quando fiz “um dia nós ainda vamos rir de tudo isto?” O Chico já está lá, rindo de tudo isto. Quando nos maravilhamos com uma das suas charges, dizemos “mas está perfeito” ou “é isso mesmo” ou “como é que esse cara consegue?” ou “que sacada!”, é o mesmo deslumbramento que teríamos diante de qualquer outro visitante do futuro. Cuja maior vantagem sobre nós, que vivemos neste presente irremediável, é que já teve tempo para pensar nos acontecimentos, descobrir o absurdo que nos escapou na hora, o significado que na época ninguém notou, o humor no que parecia triste e o trágico no que parecia ser rotina.

(contato para venda: 21 999197723)

O GOVERNO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO – 1995-1998 (R$ 15)

Maria Cecília Ribas Carneiro

Da série História da República Brasileira

Trecho do livro:

“Alegria e emoção. Itamar Franco e o novo presidente, Fernando Henrique Cardoso, confraternizam, de mãos dadas, no parlatório do Palácio do Planalto. Uma cena que tocou a multidão, como dia a Manchete. Ao lado deles, a primeira-dama d. Ruth Cardoso, o vice Marco Maciel com a esposa d. Ana Maria. Há muito tempo que o Brasil não assistia a uma cerimônia de transmissão de cargo tão cordial. Embalado pelo otimismo, o Brasil, povo e poder, faz um pacto para o presente. Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso dão ao País um exemplo de civilidade e otimismo. E Brasília promove, de fato, o grande espetáculo da democracia”.

(contato para venda: 21 999197723)

O GOVERNO COLLOR – 1990-1994 (R$ 15)

Maria Cecília Ribas Carneiro

Da série História da República Brasileira

Trecho do livro:

“Finalmente, Fernando Collor de Mello toma posse como presidente da República, no dia 15 de março de 1990.

        No dia seguinte, é posto o Plano Collor 1, que se constitui de 20 medidas provisórias e três decretos que resultam no bloqueio das contas correntes e de poupança. A reforma monetária inaugura o cruzeiro, moeda que substituirá o cruzado novo, mantendo, entretanto o mesmo valor.

        Parece que Collor tem uma aversão à cultura, pois logo em seguida ele extingue a Embrafilme, a Funart e outras entidades oficiais ligadas à cultura. Igualmente acaba com a Lei Sarney, que concedia subsídios às artes.

        Mas a situação econômica já começa, rapidamente, a mostrar seu agravamento. A inflação mensal atinge o máximo na História do País – 84,3%”.

(contato para venda: 21 999197723)

EVA PERÓN – A MADONA DOS DESCAMISADOS (R$ 20)

Alicia Dujovne Ortiz

Tradução de Clóvis Marques

“A figura de Eva Perón tem oscilado entre o mito e a lenda, a santidade e o despotismo. Graças a revelações de arquivos que até agora eram mantidos secretos, esta biografia esclarece muitas dúvidas, entre elas as relações entre o peronismo e o nazismo. Evita nos é revelada em toda a sua complexidade, sem concessões nem parti pris, com o ritmo e a vitalidade do romance sul-americano.”

(Trecho do texto de apresentação do livro)

“Perón e Eva eram indivíduos misteriosos, anônimos, de quem nós não conhecíamos nem os rostos nem os nomes secretos”.

(Frase do escritor argentino Jorge Luis Borges, incluída no livro)

100 FÁBULAS FABULOSAS (R$ 18)

Millôr Fernandes

Trecho do livro:

“XIX – A perda abstrata

        O extraordinário professor de línguas passeando pelo Brasil punha sempre ouvidos à maneira de falar dos nativos, fossem professores, como ele próprio, ou gente simples do povo. E ficou fascinado com uma palavra que ouvia a todo momento – absurdo. E daí em diante, sempre que podia, a toda hora, dizia, absurdo! Absurdo. Absurdo! E sorria deliciosa satisfação intelectual semântica.

        Pois não é que um dia, atravessando a Baía de Guanabara a passeio, em direção a Paquetá, o professor achou a paisagem um absurdo de bonita e, que horror!, não lembrou a palavra? Tentou, levantou-se, andou até a popa do barco, depois até a proa, procurando no mais fundo da memória, mas a palavra não veio”.

(contato para venda: 21 999197723)

MARILIN E JK (R$ 18)

François Forestier

Tradução de Jorge Bastos

“É uma história que todo mundo conhece, mas ninguém conhece. Ela aparece nos inúmeros livros, romances, narrativas, filmes, documentários, artigos, sonhos, teses, fantasmas e mitos sobre Marilyn ou sobre John Fitzgerald Kennedy, mas nunca foi contada. Nela se esbarram espiões, policiais, gângsteres, escroques, atores, amantes, psicanalistas, escritores, informantes e até um roteirista mexicano. Juro, há uma verdadeira multidão nessa love story.

        Marilyn foi filmada, JFK foi gravado. O FBI, a CIA, a Máfia e, quem sabe, até mesmo Deus seguiram com paixão os capítulos da novela encenada pela estrela e pelo Presidente”.

(Trecho da apresentação do livro, escrita pelo autor)

(contato para venda: 21 999197723)

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UM JORNAL ASSASSINADO – A última batalha do Correio da Manhã (R$ 18)

Jefferson Andrade – com a colaboração de Joel Silveira

“Jefferson de Andrade escreveu uma obra importante, pois fala de um Brasil que é o mesmo em suas sucessivas crises políticas e suas questões prioritárias. Ao relatar os 73 anos de vida do famoso matutino, o livro mostra a vida do jornal e a sua presença na história do país.

        O autor, com a colaboração experiente do jornalista Joel Silveira, fala do Brasil de ontem e de hoje. E conta o que representaram os regimes autoritários no decorrer deste século. Como tem uma proposta de tratar principalmente da fase final do CORREIO DA MANHÃ, revela com impressionante clareza e objetividade jornalística os contornos da vida brasileira após 1964. E como agia a tesoura da censura, a partir de então”.

(contato para venda: 21 999197723)

PALMEIRAS – A eterna Academia (R$ 40)

Alberto Helena Jr.

Livro lançado em 1996, ricamente ilustrado, contando a história da Sociedade Esportiva Palmeiras

Ensaio fotográfico: Cristiano Mascaro

Design: Victor Burton

Trecho do livro:

“Uma coisa é certa: foi por puro italianismo que nasceu o Palmeiras, ou melhor, o Palestra Itália, no exato ano em que o mundo mergulhava na sua Primeira Grande Guerra, aquela que acabaria com todas as guerras. Se o ano, 1914, era aziago, que dirá a data: 13 de agosto, numa inócua quarta-feira, ainda bem. Naqueles tempos de extrema perturbação na Europa, o Brasil começava a ser o paraíso para alguns imigrantes italianos. Depois de ter sido o inferno para os pioneiros que aqui chegaram a partir da metade do século anterior, sonhando com o ouro e a prata a serem colhidos à flor da terra e encontrando a dura realidade de substituir os escravos negros que se emancipavam”.

A CERVEJA E SEUS MISTÉRIOS (R$ 18)

Antonio Housaiss (com autógrafo do autor)

“Os cervejistas têm orgulho em ressaltar que, em sentido geral, a cerveja é provavelmente a mais antiga das bebidas alcoólicas. Há testemunhos válidos que a colocam já em curso na Babilônia, há 6 mil anos. Nada impede que tais testemunhos tenham que ser relativizados, pois em geral, quando aparecem, a prática da matéria referida é muito anterior. Pelo que ocorre entre os povos sem história, pode-se dizer que na Babilônia já havia cerveja antes de sua documentação transmitida.

        Se a cerveja é a mais antiga, é também a mais universalizada, já o dissemos. Mas convém que ressaltemos bem isso”.

ROOSEVELT (R$ 10)

Eduardo Godoy Figueiredo

Trecho do livro:

“O povo norte-americano não tinha sido ainda, de modo algum, despertado para os perigos da guerra européia. Era possível acreditar que os aliados venceriam de qualquer maneira, e o otimismo natural do temperamento norte-americano favorecia essa conclusão. A frase ´guerra de mentira´, que se tornou popular no outono-inverno de 1939-1940, demonstrava claramente a ingenuidade de muitos norte-americanos com relação ao curso dos acontecimentos. Todas essas ilusões iriam ser rudemente desfeitas na primavera de 1940. Em abril, veio a invasão da Dinamarca e da Noruega; em maio, a da Bélgica; em junho, os exércitos alemães marcharam através da França e a resistência francesa entrou em colapso”.


POSTAIS – REVISTA DO MUSEU NACIONAL DOS CORREIOS – número 2, jan/jun 2014 (R$ 20)

Alguns dos artigos:

- O Correio-Mor de Mar e Terra do Estado do Brasil

Luiz Guilherme G. Machado

- Comunicação entre governadores, Capitanias e Câmaras: governação do Esatdo do Brasil, 1654-1681

- Memória e representação do jornalismo brasileiro: o caso do selo postal

Diego A. Sacedo e Adriana Santana

- Escrevo-te dolorosamente aflito: cartas de Cruz e Souza aos amigos

- Ofélia Queroz e Fernando Pessoa (s): cartas de amor – correspondência não correspondida

Tida Carvalho

ITAJAÍ – IMAGENS E MEMÓRIA (R$ 20)

Lindinalva Deóla da Silva

Um pouco da História do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, com ilustrações da própria autora

Trecho do capítulo “Casarão Peitier”:

“O casarão Peitier foi construído na primeira década deste século. Era um expressivo exemplar do rico acervo arquitetônico que possuía nossa cidade, do qual pouco sobra nos dias atuais. Suas linhas seguiam o tradicional estilo germânico tão encontrado nas demais regiões de colonização alemã em nosso Estado. O casarão foi demolido em agosto de 1994. Estava localizado na Rua Cônego Tomas Fontes, perto do Jardim de Infância São José. Serviu de residência ao casal Rodolpho Peiter e Mathilde Turos Peiter.”

SUCUPIRA – AME-A OU DEIXE-A (R$ 15)

Dias Gomes

“- Parece que a polícia prendeu um dos terroristas...

- Dirceu transmite a notícia a Odorico – do Comando Anita Medrado.

- Prendeu? – Odorico interrompe o despacho com o secretário de Obras – Prendeu quem?”

- Não sei... Só sei que tem um preso

- Será que os rapazes fizeram alguma bobagice?...

- Odorico se preocupa. – Seu Dirceu, ligue pra delegacia, veja quem é que foi preso.

 

- Mas eu não sei... diante de Chica Bandeira e cercado pelo cabo e mais dois soldados, Nezinho do Jegue repete pela décima vez. – Não sei do que vocês tão falando!

- Quero saber onde o senhor arranjou essas bombas.

- Isso foi... foi no São João passado.”

ROLAND BARTHES – o ofício de escrever (R$ 18)

Éric Marty

“Roland Barthes – O ofício de escrever” expõe Barthes a três leituras: “Memória de uma amizade”, uma narrativa autobiográfica do cotidiano dos seus últimos anos; “A obra”, um percurso pela totalidade dos seus textos, seguindo apresentação cronológica e singular; e “Sobre Fragmentos de um Discurso Amoroso”, seminário que decodifica a estratégia subterrânea do livro mais conhecido do escritor francês através dos temas obsedantes da Imagem e do “Não-Querer-Possuir”.

        Testemunho, panorama, seminário: tudo isso constitui um verdadeiro itinerário. A narrativa do encontro entre o jovem discípulo e o mestre é seguida por uma meditação sobre a obra e por seu exame minucioso. “O ofício de escrever” torna-se, então, a fórmula essencial da vida de escritor”.

SOBRE ÉTICA E IMPRENSA (R$ 15)

Eugênio Bucci

Trecho do livro:

“A verdade – também parcial – é que o repórter não pode grande coisa. Só o que pode é agir de acordo com a sua consciência, esforçar-se para olhar o mundo com objetiva e não mascarar suas limitações com a arrogância de quem tudo vê, tudo ouve, tudo sabe. Para isso, precisa ser independente de quaisquer interesses estranhos àqueles legítimos de quem tem o direito à informação. Ele não pode receber dinheiro, em hipótese nenhuma, de partes interessadas em aparecer na imprensa. Não pode receber favores, facilidades, agrados. Isso é tão elementar para a profissão do jornalista como a visão é essencial para o crítico de cinema”.

A COR (R$ 20)

Hilton Berredo

Fotos de Zeca Linhares

Um estudo arquitetônico sobre as fachadas de diversos prédios do Rio de Janeiro. Livro produzido pelo Instituto Municipal de Arte e Cultural – RioArte – em 1990.

Trecho do livro:

“A construção de casas geminadas ou de casas em série apresentava problemas à solução da composição de fachadas, no que se refere âs relações entre unidades e conjunto. Várias soluções foram tentadas, desde as simples repetições das unidades à orquestração das mesmas, privilegiano o conjunto e transformando-o em uma grande unidade.

O conjunto da foto 7, na rua Visconde do Rio Branco, procurou uma tímida separação das unidades através do uso de pilastras, esboçando ainda uma diferenciação dos medalhões da platibanda. O esforço, no entanto, não chegou a alterar o quadro de repetição das unidades. Um outro conjunto, na foto 8, na Rua Frei Caneca, repete, ao nível de grande composição, a solução de marcação da centralidade que vemos também em prédios individuais, ressaltada aqui pelo corpo central da edifição”.

DAS MÃOS DO OLEIRO (R$ 15)

Alberto da Costa e Silva

Este livro começa com o desbravamento, no século XV, do oceano Atlântico e finaliza em nossos dias. Nele aparecem com roupagens diferentes temas antigos, desenhados de novo pelo saber de experiência feito de quem muito leu, viu, ouviu e viveu. Ao falar de livros e comentar idéias, Alberto da Costa e Silva nos devolve as paisagens físicas e humanas do Ouro Preto dos Inconfidentes, do Rio de Janeiro do início do século xix e da metade do Novecentos, do Índico visto por Gilberto Freyre, do Nordeste do coronelismo, do mar das Caraíbas, desde Colombo até ontem, e também da África, nesse caso para contar-nos por que e como um poeta se tornou, apaixonada e devotamente, um estudioso da história do continente africano e autor dos mais importantes livros que sobre o assunto se publicaram no país”.