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9.16.2019

DA VALA AO VALÃO


          Quem anda pelo terreno firme do centro do Rio de Janeiro com certeza ficará impressionado se souber que está pisando numa grande quantidade de lagoas, pântanos e morros devidamente aterrados ao longo dos séculos. A conquista daquela região foi uma árdua luta contra um terreno onde só era possível a residência principalmente de mosquitos.

          Refugiados no extinto morro do Castelo, os pioneiros habitantes da cidade só foram descendo a encosta aos poucos, à medida que o terreno ia sendo conquistado. As primeiras ruas, da Misericórida, cuja ladeira é a única testemunha do que sobrou do morro, e a Direita, atual Primeiro de Março, ainda eram ali, bem pertinho e também próximas ao litoral. Só aos poucos, com a chegada de mais portugueses e a necessidade de se expandir a área residencial, até mesmo para mostrar quem era o dono da terra e evitar novos ataques de franceses ou outros invasores, é que a cidade foi sendo conquistada.

                       Ladeira da Misericórdia - Foto de Ronaldo Morais de 1984

          Imagine o que deviam ser os métodos de drenagem e irrigação daquela época e de quantos braços eram necessários para uma empreitada deste porte. Muito, muito tempo foi preciso para que a cidade ganhasse uma configuração minimamente parecida com a atual. As principais lagoas aterradas foram as de Santo Antônio, do Desterro, da Sentinela, da Pavuna e do Boqueirão.

          À medida que charcos e pântanos iam sendo debelados, novas ruas eram abertas, e com um detalhe interessante: quem passa por algumas das que sobraram da época pode perceber que eram ruas muito estreitas, com o objetivo  de fazer com que recebessem sombra durante a maior parte do tempo. Uma medida inteligente e adotada em todas as colônias tropicais de portugueses e espanhóis. Quem anda sob o sol de verão pela larga avenida Presidente Vargas, obra da década de 40 do século XX, entende bem a necessidade de tal medida.

          Com o desenvolvimento das tecnologias de destruição da natureza, os morros foram sendo tirados do caminho sem dó nem piedade. O Rio de Janeiro, durante um bom tempo, foi a cidade do quadrilátero dos morros, espremida entre os do Castelo, São Bento, Conceição e Santo Antônio. Sobraram os da Conceição, São Bento e menos da metade do de Santo Antônio, já que sua outra parte foi desmontada para a construção da avenida Chile. Outros morros menores foram completamente destruídos, como o do Senado, na rua do Senado e também chamado de morro de Pedro Dias, e o morro das Mangueiras.



                                        Desmonte do Morro de Santo Antônio 
                           Acervo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro

          Parte dos aterros destes desmontes foi usada exatamente para acabar com as lagoas e os alagadiços imundos que existiam pela cidade. Nunca é demais lembrar que não existia sistema de esgoto até boa parte do século XIX e por isso os dejetos eram jogados in natura na Baía de Guanabara ou nas lagoas. A rua Uruguaiana, por exemplo, era chamada de rua da Vala por causa da imunda vala que percorria toda a sua extensão e desembocava na baía, carregando toda sorte de detritos. Boa parte deste mar de imundícies também seguia para o Mangal de São Diogo, que já ia para a região além do Campo de Santana e que só seria habitada após a chegada da Família Real e a expansão da cidade no que ficou conhecido justamente como Cidade Nova.

          Se formos ver hoje o estado deplorável do Canal do Mangue, descendente direto do Mangal, e da Baía de Guanabara, convenhamos que pouca coisa mudou. Isto sem contar que os rios, principal meio de transporte da época, hoje recebem a triste alcunha de valões.


                                                Rio Carioca atualmente





ROTEIRO HISTÓRICO NA PEDRA DE GUARATIBA

Autografando A invasão francesa do Brasil e falando do livro durante o roteiro histórico na Pedra de Guaratiba, comandado por Deca Serejo, do Rio de Coração Tour.





9.14.2019

MARECHAL HERMES - O INÍCIO DE TUDO


No dia 1º de maio de 1911, foi lançada a pedra fundamental da Vila Proletária de Marechal Hermes com a presença do presidente da República e diversas autoridades, como os ministros do Interior, da Guerra, da Agricultura, Fazenda, Viação, o prefeito Bento Ribeiro, o Chefe de Polícia e representantes de vários movimentos operários "afinados" com o governo, além de muitos políticos.


O presidente e sua comitiva saíram do Palácio do Catete pouco antes das 13 horas em direção à Central do Brasil, onde um trem especial os aguardava. O Marechal recebeu um telegrama do operariado da Gávea, onde foi construída a Vila Orsina da Fonseca, saudando o presidente "pelo lançamento da pedra fundamental da Villa operaria em Sapopemba, pedindo a sua attenção e humanidade para o infeliz bairro, tão desprovido de casas para sua morada". (O Paiz, 2/5/1911). Logo à saída do trem, no entanto, por pouco não ocorre uma tragédia, pois o trem presidencial "quasi apanha uma mulher que mais parecia ter procurado um meio fácil de acabar com a vida que parecia descuidada. Um guarda-cancella, porém, atirou-se á frente do trem e salvou a mulher". (O Paiz, 2/5/1911). O presidente viajava no carro-salão, na parte da frente do trem, e mais tarde daria uma "medalha de distinção" ao guarda.



Após 40 minutos de viagem, toda a comitiva desceu na improvisada plataforma de trem, pois a estação ainda seria construída. Com "ruidosa manifestação", segundo a imprensa da época, foram todos conduzidos a um pavilhão no centro do terreno, onde foi assinada a ata de comemoração e distribuídas medalhas douradas com o retrato do Marechal, além de cartões-postais e reproduções da planta das edificações. Palmyro Pulchério, então, recolheu uma das 24 André Luis Mansur duas vias da ata e a colocou em um cofre de madeira, acompanhada de moedas brasileiras, jornais do dia, medalhas, fotos e outros objetos. O cofre foi fechado com cimento pelo próprio Marechal na pedra fundamental e o presidente fez um breve discurso, acompanhado em seguida pelo prefeito Bento Ribeiro, que ressaltou que a vila a ser construída ali deveria se chamar Marechal Hermes, afirmação reforçada pelo discurso, logo em seguida, do jornalista Pinto Machado, dirigente de uma central operária. Após um lanche no pavilhão, toda a comitiva voltou para a estação improvisada e regressou à Central. Tanto na ida quanto na volta, a comitiva recebeu a proteção da 52ª Companhia de Caçadores do Exército.

9.12.2019

O FRANCÊS QUE SAQUEOU O RIO

Se o francês Jean François Du Clerc, com cerca de mil corsários, não conseguiu conquistar o Rio de Janeiro, em 11 de setembro de 1710, e ainda acabaria assassinado na prisão, um ano depois a situação seria bem diferente. Outro corsário francês, René Duguay-Trouin, chegava à cidade com 17 navios (na verdade foram 18, pois no caminho os franceses obrigaram a tripulação de um navio inglês a seguir com eles) e cerca de 4 mil corsários. Duguay-Trouin rompeu as defesas da Baía de Guanabara e invadiu o Rio, apoiado por uma forte neblina, no dia 12 de setembro de 1711, há exatos 307 anos.
Apesar do bombardeio das fortalezas e navios de guerra portugueses, os franceses foram avançando até se estabelecerem na Ilha das Cobras (exatamente em frente ao atual Boulevard Olímpico), de onde partiriam para conquistar a cidade. "No dia 14 de setembro já estavam em terra todas as nossas tropas, num total de dois mil e duzentos soldados, e entre setecentos e oitocentos marinheiros, armados e experimentados, o que perfazia, incluídos os oficiais, guardas-marinha e voluntários, uma tropa de cerca de três mil e trezentos homens. Além disso, tínhamos ainda quase quinhentos homens atacados por escorbuto, os quais desembarcaram junto com os outros, e ao cabo de quatro ou cinco dias já estavam em condições de ser incorporados ao resto das tropas". ("Memórias do Senhor Duguay-Trouin", São Paulo, Imprensa Oficial-Editora UnB, 2003).
Após alguns dias de intensa batalha, a tropa portuguesa e os moradores da cidade a abandonaram após um grande bombardeio francês na noite do dia 20, acompanhado de intensa tempestade com muitos raios e trovoadas. O povo ficou em pânico, achando que os franceses realizavam um ataque geral, e fugiu da cidade levando o que podia em meio aos caminhos alagados. O governador Francisco de Castro Morais, e toda a administração da cidade, se refugiaram na Fazenda do Engenho Novo, dos jesuítas. Todos aguardavam, ansiosos, a chegada de uma imensa tropa que vinha de Minas Gerais, sob o comando de Dom Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho.
Duguay-Trouin já sabia da iminente chegada dessa tropa e, por isso, acelerou a negociação do pagamento do resgate, ameaçando destruir toda a área central do Rio de Janeiro, já que, além das centenas de canhões dos navios de guerra, os franceses dominavam todas as fortalezas. Dom Antônio chegou no dia 11 de outubro, com cerca de 6 mil homens de tropas regulares. Mas nada mais podia ser feito. O resgate da cidade já havia sido assinado, os franceses receberam 610 mil cruzados, 100 caixas de açúcar e 200 vacas, fora o que os corsários saquearam pela cidade. Duguay-Trouin devolveu o Rio de Janeiro e embarcou de volta com seus corsários no dia 13 de novembro, incluindo aí centenas de franceses da expedição de Du Clerc que estavam presos na cidade.
Considerado culpado pela perda da cidade, o governador Francisco de Castro Morais foi degredado para a Índia, só conseguindo o perdão quase 30 anos depois. O Rio de Janeiro passou a ser governado por Dom Antônio de Albuquerque. Já a volta dos corsários para a França foi cheia de contratempos, com imensas tempestades pelo caminho. O navio Aigle naufragou na ilha de Caiena, quando estava ancorado, mas a tripulação conseguiu escapar. Já os navios Magnanime e Fidèle naufragaram em alto mar, com a morte de quase 1200 franceses, incluindo Monsieur de Courserac, o primeiro a forçar a barra na Baía de Guanabara. Junto com o Magnanime, foram parar no fundo do mar boa parte das mercadorias trazidas do resgate e 600 mil libras em ouro e prata.
* Essa história costuma ser contada nos passeios do Corsário Carioca, pela Baía de Guanabara, inclusive com a presença de atores interpretando os corsários franceses. 


9.10.2019

O JEGUE DO CHATÔ




Foi em 1951 que dona Candinha Silveira, esposa de Joaquim Guilherme da Silveira, organizou um desfile beneficente no Copacabana Palace com os vestidos da Fábrica Bangu. O sucesso do desfile ajudou não apenas a aumentar o prestígio dos produtos da fábrica, mas também começou a popularizar o uso do algodão nas roupas. No ano seguinte, o estilista francês Jacques Fath visitou a fábrica, desenhou modelos com os tecidos e organizou o desfile de apresentação do algodão brasileiro em Paris. A festa, realizada no castelo de Coberville, de propriedade de Fath, contou com a presença de astros de Hollywood, como Clark Gable, Ginger Rogers e Orson Welles. A comitiva brasileira, que viajou num avião fretado pela companhia, teve como algumas de suas maiores atrações Darcy Vargas, esposa do então presidente Getúlio Vargas, e o homem forte da mídia naqueles tempos, Assis Chateaubriand, que na festa à fantasia realizada no castelo se vestiu de jagunço e andou de jegue pelos jardins do palácio. A trilha sonora ficou a cargo de Jamelão e Elizeth Cardoso, acompanhados da Orquestra Tabajara. A partir daí, surgiram os famoso concursos ´Miss Elegante Bangu”, no Copacabana Palace.

(texto do livro O Velho Oeste Carioca I)

DOS ENGENHOS AOS FABRICANTES DE CARROÇAS

Um documento dos mais importantes do velho oeste carioca é a relação dos engenhos da Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande, feita em 1777 pelo Mestre de Campo (alta patente militar da época) Ignácio de Andrade Souto Maior, que tinha uma propriedade na região do Marapicu, entre o atual bairro de Campo Grande e o município de Nova Iguaçu. A relação foi pedida pelo Vice-Rei Luiz Almeida Portugal, o Marquês de Lavradio, e enumera os principais engenhos da região:
- Engenho do Bangu, do Coronel Gregório de Moraes.
- do Viegas, de Manuel Freire Ribeiro.
- do Juari, de Vitorino Rodrigues Rosas.
- do Cabuçu, de Úrsula Martins.
- de Inhoaíba, do Capitão Antônio Nunes.
- do Guandu, de Francisco da Silva Sena.
- do Mendanha, do Capitão Francisco Caetano Braga.
- das Capoeiras, de Anna Maria de Jesus.
- do Lameirão, de Mariana Nunes de Souza e herdeiros.
- dos Coqueiros, de José Antunes Suzano.
Como podemos perceber, todos os nomes dos engenhos relacionados pelo Mestre de Campo há mais de 200 anos permanecem até hoje na zona oeste carioca, seja em nomes de bairros, ruas, praças, rios, escolas etc.
Mais de cem anos depois deste relatório, outra descrição da freguesia mostra também, de forma até mais detalhadas, a configuração da região dentro da cidade do Rio de Janeiro. Foi publicada em 1883 pelo Almanaque Laemmert, uma das mais importantes publicações da época.
É um interessante mergulho no passado da região, que fazia parte das oito freguesias suburbanas da cidade do Rio de Janeiro, capital do império e chamada de Município Neutro. Eram elas: Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande, São Salvador do Mundo de Guaratiba, Nossa Senhora da Ajuda da Ilha do Governador, São Tiago de Inhaúma, Nossa Senhora do Loreto de Jacarepaguá, Senhor Bom Jesus do Monte da Ilha de Paquetá, Curato de Santa Cruz e Nossa Senhora da Apresentação de Irajá.
As freguesias urbanas eram 13: Candelária, Engenho Novo, Espírito Santo, Gávea, Glória, Sacramento, Santana, Santo Antônio dos Pobres, Santa Rita, São Cristóvão, São Francisco Xavier do Engenho Velho, São João Batista da Lagoa e São José.
Como a escravidão só seria abolida cinco anos mais tarde, a contagem da população era separada entre população livre e escrava. A freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande, que é a que nos interessa aqui, tinha 6931 pessoas livres e 2826 escravos. Além da igreja-matriz, existiam as capelas de Nossa Senhora da Conceição, em Realengo (que só iria se tornar independente de Campo Grande em 1926); Nossa Senhora da Lapa, no Viegas; Nossa Senhora do Loreto, no Lameirão; Santo Antônio, na fazenda do Capitão Luis Fernandes Barata, e a de Santana, nas Capoeiras.
Havia a relação de chegadas e partidas das maletas do Correio, que chegavam da Corte às nove horas da manhã e eram enviadas para Guaratiba às nove e meia. Os nomes dos agentes do Correio também eram mencionados, como o de Alfredo Alves Castilho, do Mendanha. Entre os juízes de paz, temos o nome do major Luiz Antunes Suzano, da família que era dona das Fazendas dos Coqueiros, citada no relatório do Marquês de Lavradio, cem anos antes.
No campo da educação, o relatório apresenta nomes de professores públicos e inspetores de distrito, e no terreno da Igreja Católica, temos o nome do padre Belisário dos Santos. Um dado interessante é o dos fabricantes de carroças na região, veículo importantíssimo na era pré-automóvel.
Na listas dos engenhos de rapadura, temos mais um Suzano, Albino Pereira, e entre os engenhos de aguardentes, figuram diversos fazendeiros, como Antônio Alvares Velloso, no Cabuçu, José Clemente Marques, em Sete Riachos, e Leonardo de Moraes e Souza, no Mendanha.
A relação enumera duas hospedarias, uma na Rua da Estação (atual Rua Augusto Vasconcelos), de Antônio Luiz da Silva Júnior, e outra em Realengo, de Luiz Bastos Guimarães. Médicos também são citados três, um em Inhoaíba e os outros dois em Santíssimo e no Rio da Prata. O número maior de citações é o de comerciantes. São dezenas, como Francisco Pereira da Costa, na Água Branca, José Antônio Pimental, em Inhoaíba, e José Ribeiro Guimarães, no Lameirão Pequeno. Temos ainda os nomes de donos de padaria e de farmácias, que na verdade eram boticas. A lista, é claro, não engloba tudo, dá apenas uma pequena amostra de como era a vida, principalmente econômica, nesta região ainda completamente rural.
André Luís Mansur é escritor e Jornalista.
Mapa- www.researchgate.net
Pesquisa de imagem- Guaraci Rosa

Este texto faz parte do meu livro O Velho Oeste Carioca, volume III


O NOSSO 11 DE SETEMBRO.

A data de amanhã, 11 de setembro, costuma ser lembrada por dois acontecimentos dramáticos de alcance mundial: o ataque às torres gêmeas, em Nova York, em 2001, e o golpe militar no Chile, em 1973.
Já aqui, no Rio de Janeiro, também tivemos o nosso 11 de setembro, bem mais antigo, mas também com altas doses de violência e dramaticidade. Foi nesta data, em 1710, há exatos 306 anos, que o francês Jean François Du Clerc, acompanhado de cerca de mil corsários, invadiu a cidade do Rio de Janeiro pela praia da Barra de Guaratiba, no lado oeste da cidade. O objetivo? Conquistar e saquear a cidade e depois dividir o butim, o valor do resgate, entre os corsários e os que apoiaram a invasão. O corsário, ao contrário do pirata, tinha autorização do rei para suas investidas (no caso de Du Clerc, do rei Luis XIV, o Rei Sol, ícone do modelo político conhecido como Absolutismo) e apoio financeiro de companhias e nobres abastados.
Du Clerc tentou invadir o Rio de Janeiro pela Baía de Guanabara, mas foi rechaçado, com seus seis navios, pela Fortaleza de Santa Cruz. Foi, então, navegando pelo litoral da cidade até chegar a Angra dos Reis, que foi duramente bombardeada e teve algumas fazendas saqueadas. Quatro escravos fugidos de uma dessas fazendas informaram aos franceses que a praia da Barra de Guaratiba seria um bom ponto de desembarque para se atingir o centro do Rio de Janeiro. Os franceses seguiram o conselho e desceram na praia no dia 11 de setembro.
Após oito dias de dura caminhada pelas montanhas (e com direito a alguns saques, como na Fazenda do Camorim), chegaram ao centro do Rio, onde já eram esperados sem o menor pingo de hospitalidade. Numa violenta batalha que durou um dia inteiro, com muitos mortos e feridos de ambos os lados, os invasores se renderam. Os franceses sobreviventes foram distribuídos pelas prisões e Du Clerc ficou preso no Convento dos Jesuítas, no já extinto Morro do Castelo, sendo depois transferido para uma casa, na esquina da rua da Quitanda com (também já extinta) rua General Câmara, onde, apesar de estar guardado por várias sentinelas, foi assassinado no dia 18 de março de 1711, um crime que nunca foi solucionado.
Ainda em 1711, um outro corsário, René Duguay-Trouin, chegava ao Rio com a mesma intenção de Du Clerc, mas desta vez com 18 navios e cerca de seis mil corsários franceses. Mas essa história deixo para contar outro dia.


6.26.2019

PALESTRA NA ESCOLA CARLOS MAGNO NAZARETH CERQUEIRA

Palestra sobre a História de Guaratiba, com o professor Guaraci Rosa, para mais de 200 alunos do Colégio Estadual Carlos Magno Nazareth Cerqueira, no Jardim Maravilha.






MEUS LIVROS NA TRAVESSA

Meu livro Marechal Hermes - a História de um bairro marcando presença na Livraria da Travessa do Centro Cultural Banco do Brasil. (foto de Elanne Cristina)

MEUS LIVROS NA BELLE ÉPOQUE

Amigas e amigos, meus livros agora estão à venda Belle Époque Livros e Discos, no Méier, livraria comandada pelo Errante Costa. Fica na rua Soares, 50, perto da estação e do Hospital Salgado Filho.

11.05.2018

BATE-PAPO NO IFRJ



    Bate-papo sobre a História da Zona Oeste com alunos do Instituto Federal, em Realengo (IFRJ). O bonde e as pinturas são de Rodrigo Marinho.







ROTEIRO HISTÓRICO EM MARECHAL HERMES



                         Roteiro histórico feito em Marechal Hermes no dia 4 de novembro.







9.19.2018

PÉ DE MOLEQUE - CENTRO DO RIO (II)

Com Jean Asquinasi, mais um apaixonado pela História do Rio de Janeiro que conheci ontem no roteiro do Pé de Moleque pelo centro do Rio. Estamos em frente ao Chafariz de Mestre Valentim, na Praça XV, que está no livro Fragmentos do Rio Antigo, que Jean havia acabado de comprar.


PÉ DE MOLEQUE - CENTRO DO RIO

Com Brigida Santana em frente ao Centro Cultural Banco do Brasil, um pouco antes do roteiro no centro do Rio organizado pelo Pé de Moleque.


O SEQUESTRO DO RIO DE JANEIRO

https://www.youtube.com/watch?v=nboOwY5VZ4k&app=desktop

BAR DA LOURDES

Foto tirada do Bar da Lourdes, um dos meus "escritórios" mais antigos aqui em Campo Grande.


PELOS TRILHOS DO RAMAL DE SANTA CRUZ

https://odia.ig.com.br/opiniao/2018/09/5571668-pelos-trilhos-do-ramal-de-santa-cruz.html#foto=1


AMIGOS FIÉIS

Esses aí ficam esperando o dono, um morador de rua, tomar o café da manhã no Prezunic.



A BALANÇA

Duas senhorinhas foram se pesar no Prezunic aqui perto de casa. A primeira subiu na balança e desceu toda feliz, quase dando socos no ar à la Pelé. A segunda subiu, olhou o visor, ficou parada um tempo e decretou o que a outra já desconfiava:
- Engordei. - disse ela, fingindo chorar como se carregasse a seção de embutidos nos ombros:
As duas saíram abraçadas. Nessas horas a solidariedade é tudo!

8.28.2018

BAR DO MANEL

Depois do concerto do Trio Mignone no Sítio Burle Marx, uma passada no bar do meu amigo Manel, em Barra de Guaratiba.









LIVRARIA PROMETHEUS

Comprei essas duas obras raras de Lima Barreto na Livraria Prometheus, do Giovani, que fica em Itaguaí. Além da livraria, o Giovani mantém lá um Clube de Xadrez, toca-discos, máquina de escrever e organiza eventos culturais no espaço, que fica na Travessa São Francisco Xavier, bem no centro da cidade.